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O IMPACTO DA ACESSIBILIDADE NO CONSUMO

Ângela Góes

A acessibilidade nas relações de consumo traz números interessantes para a área econômica em todo país. Por ano, produtos e serviços para reabilitação rendem 1,5 bilhões de reais. Na adaptação de veículos automotores, o retorno é de 800 milhões de reais.

A tendência é o aumento desses números, tendo em vista a quantidade de pessoas com deficiência a cada ano, devido a acidentes de trânsito, à violência urbana e complicações causadas por diabetes.

Por outro lado, a frota de veículos adaptados tende a aumentar, considerando-se a inserção de mais pessoas na classe C, a classe média, aumentando seu consumo e as isenções tributárias para adquirir veículos adaptados.

Na construção civil, a acessibilidade ainda durante a edificação gera uma economia de 25% em comparação com as adaptações posteriores. O acréscimo de custos para adaptações com desenho universal ainda na fase de projetos é insignificante: 0,5% a 3% em casas; 0,5% a 1% em habitações coletivas; e media de 0,11% em centros comerciais e restaurantes.

Por todo o país o turismo acessível tem destaque em Brotas (SP) e Foz do Iguaçu (PR), já sendo um evento constante a Mostra de Turismo Sustentável de Iguaçu. No  Guia de Turismo Acessível em Alagoas, que incluirá a Jangada Acessível, etc.

O interesse por acessibilidade no consumo já está definido, considerando-se que a IX Reatech –Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade teve 45.000 visitantes, em abril de 2010 em S Paulo.

Esta feira é destinada às pessoas com deficiências físicas, mentais, visuais, auditivas e múltiplas, seus familiares e profissionais que prestam serviços a este público. A Reatehc reúne no mesmo evento fisioterapeutas, equoterapeutas, fonoaudiólogos, médicos, ortopedistas, pedagogos, psicólogos, assistentes sociais, advogados, arquitetos e engenheiros, entre outros.

Os movimentos nacionais e internacionais têm buscado o consenso para a formatação de uma política de integração e de inclusão.

Os movimentos nacionais e internacionais têm buscado o consenso para a formatação de uma política de integração e de inclusão, visando resgatar o respeito humano e a dignidade e o pleno desenvolvimento e o acesso aos recursos da sociedade por parte desse segmento.

Ampliar o alcance e o conhecimento das pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida este  deve ser o foco dos setores da sociedade  para que possa  tratar essas pessoas de maneira igual independente de suas limitações.

As pessoas com  mobilidade reduzida encontram dificuldades como o simples andar na calçada até provar uma roupa em uma loja. Não se deve esquecer que cada vez mais estas pessoas estão independentes e tornando-se consumidores potenciais.

Não se pode fechar os olhos para esta nova realidade. Cada vez mais a sociedade,  proprietários de  lojas, restaurantes, bares, bancos enfim, todos que  fornecem serviços ao público  deve  adaptar-se  às pessoas com algum tipo de deficiência, devem  direcionar projetos futuros para atender este novo público em ascensão.

Concluindo, faço um relato pessoal de consumidora com deficiência que se sentiu violada em seus direitos em virtude de sua deficiência. Ao procurar uma empresa de cursos na área jurídica, fui impedida de efetuar a matrícula nessa escola devido à ausência de rampas e elevador que  permitisse o acesso ao 1º e 2º andar, onde era ministrado o curso.

Este  é  apenas  um  dos  inúmeros  óbices  que  encontramos  aqui  na  cidade  de  Itabuna que  impedem os cadeirantes de exercer seu direito de consumidor.

Ângela Góes é professora e cadeirante.

2 respostas para “O IMPACTO DA ACESSIBILIDADE NO CONSUMO”

  • Walter Fonseca says:

    Prezada Ângela,

    Concordo plenamente com seu excelente artigo,inclusive observando que a nossa “casa da justiça”, Fórum Rui Barbosa, não possui acessibldade plena, principalmente no andar superior onde estão localizadas a maioria das unidades judiciárias. Trata-se de um verdadeiro absurdo, completa falta de respeito ao cidadão.

  • Cleide Leandro says:

    Sou mãe de uma pessoa cadeirante que tem hj 22 anos, e desde a infância de Lílian sente as dificuldades mas tbm as enfrentamos. Seja conluios de diretoras de escola com ministério público e diretores de ongs ditas pró deficientes, em não acatar direitos que ela e todos os PNE’s teem. Mas encontramos tbm pessoas que foram solidárias e entendem essas dificuldades. Ultrapassar o isolamento em sua residência e procurar explorar o universo é árduo prá todos nós, aos PNEs esta tarefa é mais árdua ainda. Em Itabuna não existe cursinho pré-vestibular que atenda a este público, muito embora minha filha hj estude numa faculdade, mesmo q algum cadeirante queira “fazer” cursinho será impedido. O Fórum é uma situação surreal – a casa onde devia resguardar o direitos de todos, exclui alguns em suas dependências. A barreira do vestibular foi ultrapassada. Será que quando for o momento dela estudar para OAB ou algum concurso já estaremos no primeiro mundo??? Antes, como Ângela mencionou, os deficientes nasciam assim; nos dias de hoje os acidentes nos fazem assim. O universo de pessoas com deficiência está ampliando verticalmente. Temos de estar preparados para tal realidade.

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