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PESQUISA X ENGODO ELEITORAL

Walmir Rosário | [email protected]

Como acontece em todos os anos de eleições, o coitado do eleitor fica atônito sem saber em quem confiar. Sim, estou falando dos políticos candidatos e nas informações prestadas pelos seus marqueteiros e coordenadores de campanha, responsáveis pela barafunda de resultados de pesquisa de intenção de votos.

Os institutos de pesquisa também não deixam por menos e aumentam a confusão na cabeça do eleitor a cada resultado publicado, embora as aferições tenham sido realizadas nos mesmos dias e lugares. Mas, diriam, ou dizem os entendidos: “Cada pesquisa detecta um momento, daí os resultados díspares”.

A cada rodada de pesquisas nos deparamos com resultados cada vez mais esdrúxulos com diferenças abissais – próximas de 10 pontos percentuais – entre os dois principais candidatos à Presidência da República. Quem realmente está à frente nas pesquisas: Serra ou Dilma? Ninguém sabe, ou melhor, poucos sabem.

Ora, nem muito nem tampouco, diz o ditado, e se fossem assim, as pesquisas de boca-de-urna não acertariam os vencedores de uma eleição. Mas a realidade nos remete a fatos sucessivos de resultados desastrosos, apresentados por diferentes institutos, durante as campanhas (anteriores e a presente), bastante parecidos na consulta final.

Uso de metodologia diferente não faz sentido, haja vista que as pesquisas, mesmo realizadas por métodos díspares, estão lastreadas de cunho científico. O mesmo vale para o tempo hábil de tabulação dos dados, mais longo nas pesquisas de antes e durante as campanhas, e curto nas de boca-de-urna.

Essa é mais uma demonstração de que os institutos de pesquisa possuem tecnologia suficiente para executar aferições de intenção de voto num tempo exíguo e em cidades distintas ao longo do extenso Brasil. Os erros e acertos não são causados pela falta de tecnologia, mas sim por outros fatores ainda desconhecidos do grande público.

Não passa pela minha cabeça acusar esse ou aquele instituto de “fabricar” resultados para favorecer candidatos à custa da desinformação, falta de ética na apresentação do seu produto ou ainda um crime eleitoral por exploração da boa-fé do eleitor.

Porém, o que se ouve em cada esquina, em cada mesa de bar ou roda de fuxico é o voto de desconfiança nos institutos de pesquisa. Em parte, a culpa pode ser creditada e eles (institutos), por inércia na defesa do seu maior patrimônio: a credibilidade, acionando os candidatos que divulgam números “enxertados” com a finalidade de enganar os incautos e desavisados eleitores.

Ora, se cada pesquisa precisa cumprir um ritual para ser publicada, como explicar pormenorizadamente a metodologia, a data das entrevistas, além de outras informações, para conseguir o registro junto aos tribunais eleitorais, caberia às colendas instituições a fiscalização e até mesmo o julgamento dos números coletados.

Enquanto isso, o eleitor, aquele que vai enfrentar uma fila enorme no dia da eleição para colocar o nome do seu candidato na urna, é tratado como massa de manobra. Sim, massa de manobra à mercê das vaidades de cada comitê eleitoral, mesmo que esses crimes ameacem a integridade moral do cidadão.

Até quando nos sentiremos indefesos dos números e índices fornecidos pelos ibopes, vox populis e data folhas da vida. Volto a afirmar: “Não acuso nenhum deles – eles nem mesmo se defendem –, porém me sinto lesado no meu direito a informação”. Se, ao invés de direito eleitoral, aplicássemos o direito de defesa do consumidor, essa prática nefasta estaria banida no Brasil.
Jornalista, advogado e editor do site www.ciadanoticia.com.br (em construção.

15 respostas para “PESQUISA X ENGODO ELEITORAL”

  • Edson Alves says:

    Sábias palavras, pois nos últimos dias estas pesquisas estão realmente contraditórias, sabemos que existem grandes interesses por traz disso tudo,porém o povo vem abrindo os olhos para estes arranjos das “estatísticas”.

  • Tomée Coane says:

    Brizola Neto Comentários
    O Datafolha e a necessidade de auditoria
    sábado, 24 julho, 2010 às 15:31
    Bem , depois de me desintoxicar um pouco deste mundo de manipulação e propaganda, acho que é possível, de maneira bem calma e racional, mostrar a vocês como o Datafolha perdeu qualquer compromisso com a ciência estatística e passou a funcionar com uma arrogância que não se sustenta ao menor dos exames que se faça sobre os resultados que apresenta.
    A primeira coisa que salta aos olhos é o problema gerado pela definição da área de abrangência e, por consequencia, da amostra. Ao contrário do que vinha fazendo nas últimas pesquisas, o Datafolha conjugou pesquisas estaduais e uma pesquisa nacional.
    O resultado é um monstrengo, uma verdadeira barbaridade estatística. E as provas estão todas no site do TSE ao alcance de qualquer pessoa. E do próprio Tribunal e do Ministério Público Eleitoral.
    Vejamos a mecânica da monstrengo produzido pelo Datafolha.
    Dia 16 de julho, o Datafolha (já usando esta razão social e não mais Banco de Dados São Paulo, como usava antes) registrou, sob o número 19.890/ 2010, uma pesquisa nacional de intenção para presidente. Nela, ao relatar a metodologia, o instituto abandonou os critérios tradicionais de distribuição da pouplação brasileira e “expandiu” as amostras dois oito estados.
    No próprio registro há a explicação: “Nessa amostra, os tamanhos dos estratos foram desproporcionalizados para permitir detalhamento de algumas unidades da federação (UF´s) e suas capitais. Nos resultados finais, as corretas proporções serão restabelecidas através de ponderação. A amostra nos estados em que não houve expansão foi desenhada para um total de 2500 questionários.
    E quantos somavam os “estratos desproporcionalizados”? Está lá: As UF´s onde houve expansão da amostra foram: SP-2040 entrevistas (1080 na capital), RJ-1240 entrevistas (650 na capital), MG-1250 entrevistas (400 na capital) , RS-1190 entrevistas (400 na capital), PR-1200 entrevistas (400 na capital), DF-690 entrevistas, BA-1060 entrevistas (400 na capital), PE-1080 entrevistas(400 na capital). A soma, portanto dá 9750 entrevistas, de um total de 10.730.
    Logo, sobraram para todos os 19 demais estados brasileiros 980 entrevistas.
    Qualquer estudante de estatística sabe que você não pode misturar critérios de amostragem para partes do mesmo universo e, no final, “ponderar” pelo peso de cada uma destes segmentos no total. Da mesma forma que não se pode pegar uma parte de uma amostra nacional e dizer que, no Estado X, o resultado é Y.
    O resultado será viciado pela base amostral distorcida.
    Mas o Datafolha não parou aí. Esta pesquisa “nacional” (protocolo 19.890/2010) foi registrada tendo como contratantes a Folha e a Globo, com o valor de R$ 194 mil. Cada uma dos ” estratos desproporcionalizados” foi registrado, no dia 19 último, como uma pesquisa “separada”. Veja:
    Protocolo 20158/2010 – Paraná, 1.200 entrevistas, contratada pela Empresa Folha da Manhã S/A. e Sociedade Rádio Emissora Paranaense S/A. por R$ 76 mil;
    Protocolo 20125/2010 – Distrito Federal, 690 entrevistas, contratada pela Empresa Folha da Manhã S/A. e Globo Comunicação e Participações S/A. por R$ 70.900;
    Protocolo 20141/2010 – Rio Grande do Sul , 1.190 entrevistas, contratada pela Folha da Manhã S/A. e RBS – Zero Hora Editora Jornalística S/A por R$ 68 mil;
    Protocolo 20124/2010 – Bahia , 1.060 entrevistas, contratada pela Folha da Manhã S/A. por R$ 80.258;
    Protocolo 20164/2010 – São Paulo , 2.040 entrevistas, contratada pela Empresa Folha da Manhã S/A. e Globo Comunicação e Participações S/A. por R$ 74.100 (mais que o dobro por entrevista que na Bahia).
    Protocolo 20140/2010 – Pernambuco , 1.080 entrevistas, contratada pela Folha da Manhã S/A. e Globo Comunicação e Participações S/A. por R$ 65 mil;
    Protocolo 20132/2010 – Minas Gerais , 1.250 entrevistas, contratada pela Folha da Manhã S/A. e Globo Comunicação e Participações S/A. por R$ 80 mil;
    Protocolo 20161/2010 – Minas Gerais , 1.240 entrevistas, contratada pela Folha da Manhã S/A. e Globo Comunicação e Participações S/A. por R$ 68 mil.
    Somando todos os valores declarados de contratação chega-se à bagatela de R$ 776.258 reais. Interessante, não?
    Mais interessante ainda é o fato de que, nos protocolos listados acima, que você pode consultar na página do TSE , preenchendo o número correspondente, o Datafolha nem sequer se preocupou em depositar, como manda a lei, o questionário específico. Fez como o Serra, que mandou entregar no Tribunal ,como programa, o discurso que fez na convenção. Colocou uma cópia do questionário “nacional”, onde não há perguntas sobre candidatos a governador ou senador.
    O Datafolha trata as exigências legais como um “detalhezinho” sem importância, “vende” a mesma pesquisa em nove contratos diferentes – seria bom ver os recibos destes pagamentos, não? – e deposita questionários imcompletos, aos lotes.
    Portanto, a análise da pesquisa Datafolha não deve ser estatística. Deve ser jurídica. O douto Ministério Público Eleitoral, que não aceita intimidações de quem quer que seja, bem que poderia abrir um procedimento para apurar todos os fatos que, com detalhes, estão narrados acima

  • Tomée Coane says:

    Da importância didática dos números do Datafolha

    por Luiz Carlos Azenha

    Alguém está errando seriamente nas pesquisas eleitorais. Só o tempo dirá. Registro, como curiosidade, que o Datafolha já produziu pelo menos uma pesquisa que nos pareceu fora da curva. No entanto, quem é do ramo alega que pode ser apenas uma questão de metodologia. No Vox Populi a diferença em favor de Dilma é de 8 pontos; no Datafolha, de um ponto em favor de Serra, dentro da margem de erro (que é de 2 pontos no Datafolha, contra 1,8% no Vox Populi).

    De qualquer forma, como diz meu amigo Rodrigo Vianna, talvez o efeito de uma pesquisa assim seja benéfico para energizar os dois campos e evitar que haja salto alto. O que está em jogo no Brasil em 2010 é de imensas proporções. É muito mais do que a escolha de um presidente da República. Trata-se de uma escolha:

    1. Que pode ditar os rumos políticos da América Latina, onde os Estados Unidos trabalham para isolar politicamente os governos da Bolívia e da Venezuela;

    2. Ditará os rumos da exploração da maior reserva de petróleo descoberta no mundo nos últimos 30 anos;

    3. Ditará os rumos da oitava maior economia do mundo que está a caminho de se tornar a quinta maior, num contexto de crise econômica internacional.

    Internamente, as eleições deste ano selarão o destino de um grupo político pelos próximos 16 anos!

    Diante de tal enormidade, é muito útil que a eleição não se decida de véspera, através de pesquisas eleitorais. E é muito útil que todos se engajem de corpo e alma no debate e na tarefa de convencimento que não aconteceram até agora, muito porque à mídia corporativa esse debate aparentemente não interessa, mas sim os factóides que nos são vendidos diariamente a título de “campanha eleitoral”.

    PS do Viomundo: Aqui tem um texto importante do Rodrigo dirigido àqueles que superestimam o poder de blogosfera e subestimam o poder da mídia tradicional.

  • Tomée Coane says:

    Serra reage espetacularmente.
    No Datafalha

    Publicado em 24/07/2010 Compartilhe | Imprima | Vote (+21)

    Na foto, o momento em que Serra inicia a reação

    Em menos de 24 horas, o jenio reagiu.

    Na sexta-feira à noite, ele sofria uma derrota acachapante de 41 a 33 – clique aqui para ler Vox Populi – Dilma bate Serra por oito pontos, mas Serra vai reagir no Datafalha.

    No sábado de manhã, a Folha (*) registra o tal “empate técnico” entre Dilma e Serra.

    Clique aqui para ler a Folha (*).

    (Modestamente, este ordinário blogueiro entende de PiG (**) …)

    Trata-se de um fenômeno extraordinário.

    Em menos de 24 horas a opinião pública brasileira joga fora oito pontos percentuais de diferença.

    O que terá havido no intervalo entre o Vox e a Datafalha ?

    O ovo dirigido ao Serra no Mercado Municipal de Florianópolis ?

    O processo que o Fernando Pimentel vai mover contra ele por causa das FARC ?

    A escolha do Mano Menezes ?

    O Stallone ?

    O William Waack ?

    Os portais do PiG (**) tratam de ofuscar o Vox Populi com manchetes em transe dionisíaco:

    Estadão: leia!

    G1: confira!

    Folha online: acesse!

    Aqui prá nós, amigo navegante, mas esse Otavinho tem peito, não ?

    Entregar a credibilidade da empresa dele nas mãos do Serra.

    Nos momentos mais difíceis, o Serra sempre pode contar com o Datafalha.

    O Otavinho não falha.

    Deve ser um medo aterrorizador da Dilma.

    Quem mandou publicar a ficha falsa ?

    Paulo Henrique Amorim

  • Tomée Coane says:

    As críticas à metodologia do Datafolha
    Enviado por luisnassif, dom, 25/07/2010 – 08:44
    Por Manuel Rosa Bueno

    DataFolha, DadoFalho ou TodaFalha?

    Não importa se o CONFE (Conselho Federal de Estatística) se manifesta contrariamente ou se professores de estatística de diversas universidades, como a Unicamp, gritam, ao vento, que a “pesquisa” do jornal Folha de S. Paulo NÃO segue protocolos que permitam sua validação científica (veja http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2010/02/21/politica,… ).

    Só para que fique patente, não há possibilidade das duas “pesquisas”, DatoFalho e Vox Populi, estarem corretas, uma está fora da margem de erro da outra. Só um dos números, dentro da sua margem de erro, corresponde à intenção de voto atual do universo de eleitores no Brasil.

    Do Correio Braziliense

    Pesquisas eleitorais em xeque

    Especialistas em estatística afirmam que o modelo utilizado pelos institutos brasileiros para medir intenção de votos é impreciso e não inspira confiança

    André Duarte

    Em ano de eleição, pesquisas de intenção de voto costumam ser elementos explosivos nas disputas pelo poder. Mas o que dizer se todos os levantamentos feitos atualmente no Brasil fossem imprecisos? Esta é a conclusão de um grupo numeroso de especialistas em estatística eleitoral. Para eles, é impossível calcular dois dos principais indicadores utilizados pelos institutos para avaliar a consistência dessas pesquisas: a margem de erro “para mais ou para menos” e o nível de confiança. Motivo de polêmica entre especialistas, a suspeita lançada pelos estatísticos é baseada no método aplicado atualmente para captar a preferência do eleitor.

    Para economizar os custos e o tempo de finalização dos números que indicam o desempenho dos candidatos, os responsáveis pelos levantamentos passaram a adotar o sistema de amostragem por cotas, mais simples de ser construído. O problema, segundo apontam os críticos, é que as margens de erro nesse sistema são fictícias, uma vez que o método não é científico.

    bsp;O coordenador do curso de estatística da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Cristiano Ferraz, considerado um dos principais especialistas em amostragem do país, é um dos combatentes dessa prática. O estudioso é categórico ao afirmar que só é possível determinar margem de erro e nível de confiança em pesquisas do tipo probabilística, método que há mais de uma década não é realizado por aqui.
    Complexa, demorada e com custo mais elevado, a versão probabilística foi abandonada pelos institutos, mas é defendida com ênfase por acadêmicos em função da segurança que proporciona. Basta uma comparação para entender o motivo. Estima-se que uma pesquisa com 1,1 mil eleitores (quantitativo padrão) dura em média de dois a três dias, enquanto no modelo anterior levaria pelo menos um mês para ser feita.

    Nos trabalhos probabilísticos, as pessoas entrevistadas são abordadas diretamente em suas casas após sorteio de ruas e domicílios. No modo de cotas, os pesquisadores saem às ruas e aplicam questionários nos pontos de maior fluxo de pessoas.

    Cristiano Ferraz ressalta que o método por sorteio permite que todos os eleitores do universo abordado no levantamento tenham a mesma chance de serem consultados, o que não ocorre no recurso por cotas. “Como eu que organizo o sorteio, o meu critério (de sorteio) é que vai dar precisão. A questão maior é que as pessoas possam ter ideia da qualidade das estimativas. No sistema de cotas, eu não consigo calcular essa possibilidade”, disse. Segundo ele, para calcular a margem de erro e o nível de confiança levam-se em conta as circunstâncias do sorteio nos domicílios entrevistados. Os números são inseridos no denominador de uma complicada teoria matemática, chamada fórmula de variância.

    Divulgação
    A discussão não é nova no meio acadêmico, mas um artigo assinado pelo professor pernambucano em co-autoria com o estatístico José Ferreira de Carvalho, da Unicamp, reacendeu a polêmica, sobretudo na internet. Elaborado após um encontro de estatísticos em São Paulo há quatro anos, o texto voltou a circular com força na rede mundial, especialmente com a proximidade das eleições de 2010.

    Os questionamentos não partem apenas da academia. Os políticos já começam a se mexer para impor novas exigências aos levantamentos. Há alguns dias, o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) apresentou um projeto de lei que visa proibir a divulgação de pesquisas eleitorais com margem de erro superior a 1% no período de 15 dias antes de uma eleição. De forma simultânea, a oposição queixou-se da metodologia utilizada na pesquisa do CNT/Sensus, que apontou empate técnico entre os presidenciáveis Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB).

    Há uma polêmica que hora e meia retorna. Mas o fato é que as pesquisas eleitorais por cotas têm funcionado”
    Adriano Cerqueira, coordenador do EM Data

    Simulação

    Como funcionam as pesquisas eleitorais

    Cenário projetado
    Supondo que a cidade tenha três bairros, sendo o bairro A ocupado por moradores de classe alta, o bairro B de classe média e o bairro C por moradores de classe baixa. Considerando ainda que 10% da população está no bairro A, 30% no bairro B e 60% no bairro C. A pesquisa seria realizada com 1 mil eleitores desse município.

    Como seria a pesquisa por cotas
    O instituto localizaria os três pontos de maior fluxo de cada bairro: shopping (Bairro A), galeria (Classe B) e mercado público (Classe C). Os entrevistadores escalados para cobrir a classe A teriam que entrevistar 100 pessoas de classe social no shopping. Os entrevistadores da classe B teriam que consultar 300 pessoas e os da C teriam a tarefa de entrevistar 600 pessoas. É um método rápido, utilizado por institutos como Ibope e Vox Populi

    Como seria a pesquisa probabilística
    O instituto contabiliza todas as ruas dos três bairros. Sorteio 10% das ruas do bairro A, 30% das ruas do Bairro B e 60% das ruas do Bairro C. As ruas sorteadas teriam todas mapeadas. Depois, o instituto faria um segundo sorteio de um percentual de domicílios de cada rua a serem entrevistados. Trata-se de um método mais preciso e bastante trabalhoso.

    Memória

    Acertos e gafes
    A primeira pesquisa eleitoral do mundo foi publicada em 1932, pelo jornal norte-americano Literary digest. Para aferir a intenção de voto dos eleitores, a publicação enviou por correio 20 milhões de cédulas para as casas dos leitores e recebeu três milhões de respostas apontando a preferência por Franklin D. Roosevelt, que acabou eleito presidente dos Estados Unidos.

    Esse método por cotas foi utilizado até as eleições presidenciais de 1948. Naquele ano, uma manchete do Chicago Daily Tribune estampava uma vitória de Thomas Dewey sobre Harry Truman, que não aconteceu. Às gargalhadas, Truman (já eleito) posou para fotógrafos com o jornal nas mãos. A imagem em tom de chacota correu o mundo e serviu para mudar a concepção de pesquisa eleitoral.

    Desde então, o sistema de pesquisa probabilístico “puro” (apenas com sorteios de entrevistados) serviu de contraponto ao método de cotas. Em 2002, na França, o método probabilístico foi bastante criticado porque os institutos não conseguiram prever a ida do candidato ultranacionalista à Presidência Jean-Marie Le Pen ao segundo turno. (AD)

    Adaptação à brasileira
    O cientista político e professor da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP/MG) Adriano Cerqueira, coordenador do instituto EM Data — que realiza pesquisas de intenção de voto com exclusividade para os Diários Associados —, ressalta que o assunto ainda gera discordâncias entre especialistas, mas garante que é possível aferir margem de erro no sistema de cotas. “Há uma disputa, uma polêmica que hora e meia retorna. Mas o fato é que as pesquisas eleitorais por cotas têm funcionado. Quando não batem exatamente (com o resultado), a ordem das candidaturas é confirmada”.

    Cerqueira ressalta que os vários requisitos necessários para o modelo probabilístico inviabilizaram essa técnica no Brasil, especialmente em relação ao tempo do levantamento. “A pesquisa probabilística que atende a todos os trâmites é inviável. Uma pesquisa em época de eleição tem necessidade de urgência. Que interesse vai ter para o eleitor uma informação que está defasada em pelo menos um mês?”.

    Consultor do PSDB nacional, presidente do instituto Ipespe e autor de livros sobre comportamento eleitoral, o cientista político Antonio Lavareda pensa de forma semelhante. Apesar de fazer um mea-culpa, Lavareda defende que os índices de confiabilidade de uma pesquisa podem ser calculados pelo modelo atual. “Por comodidade, os institutos adotaram a técnica de cotas, que a rigor não pode ter calculada a margem de erro no resultado. Adotaram também as margens de erro das amostras probabilísticas, uma vez constatado que nas poucas pesquisas realizadas nos dois métodos não havia tanta diferença”.

    No entanto, o especialista endossa a tese de que a transformação do país deixou o método probabilístico impraticável. “Nas grandes cidades cada vez mais se tem dificuldades de acesso aos domicílios. Em cidades como Recife, dificilmente os operadores vão ter acesso aos moradores dos condomínios verticais por questão de segurança. Então foi preciso recorrer a outros métodos. Na maioria dos casos, os institutos têm razoavelmente acertado nos prognósticos dos resultados das eleições”, argumentou Lavareda.

    A legislação eleitoral possui poucas amarras de controle da qualidade das pesquisas. A resolução do TSE sobre o assunto obriga o registro delas, inclusive dos intervalos de confiança e margens de erro, mas não há qualquer análise da veracidade dos números. (AD)

  • wilson chagas says:

    as pesquisas datafolha e ibope ,fez suas ultimas pesquisas por telefone,o próprio alvaro dias senador pelo psdb admitiu isso em sua entrevista no programa é noticia na rede tv com kennedy alencar que sempre vai ao ar no domingo a noite,a vox populi fez suas pesquisas nas ruas onde vc pega muita gente pobre que não tem telefone e aonde estar o maior eleitorado de lula,é por isso que nessa pesquisa dilma abre uma boa vantagem.

  • Tomée Coane says:

    Decifrando o Datafolha
    Enviado por luisnassif, dom, 25/07/2010 – 14:09
    Conversei agora a pouco com Marcos Coimbra, do Vox Populi, para entender as discrepâncias entre os dados do Vox e do Datafolha e tirar as dúvidas finais sobre o tema.

    A explicação é claríssima.

    Dentre os diversos cortes a serem feitos no universo dos entrevistados, um deles é entre os com telefone e os sem telefone.

    No caso do Vox Populi, as pesquisas pegam todo o universo de eleitores. No caso do Datafolha, há um filtro: só se aceitam entrevistados que tenham ou telefone fixo ou celular.

    Há algumas razões de ordem metodológica por trás dessa diferença.

    A pesquisa consiste de duas etapas. Na primeira, os entrevistadores preenchem os questionários com os entrevistados. Na segunda, há um trabalho de checagem em campo, para conferir se o pesquisador trabalhou direito.

    No caso Vox Populi, o entrevistador vai até à casa do entrevistado. A checagem é simples. Sorteia-se uma quantidade xis de casas pesquisadas e o fiscal vai até lá, conferir se o entrevistado existe, se as respostas são corretas.

    No caso Datafolha, é impossível. Por questão de economia, o Datafolha optou por entrevistar pessoas em pontos de afluxo. Como conferir, então, se o pesquisador entrevistou corretamente, se não inventou entrevistados?

    Em geral, um pesquisador consegue fazer bem 20 entrevistas por dia. O Datafolha anunciou ter realizado 10.000 pesquisas em dois dias, 5.000 por dia. Dividido por 20, são 250 entrevistadores. Como conferir a consistência dos questionários? Só se tiver o telefone no questionário.

    É por aí que o Datafolha escorrega. O campo telefone é de preenchimento obrigatório. Com isso, fica de fora uma amostragem equivalente a todos os sem-telefone.

    Segundo Marcos Coimbra, do universo pesquisado pelo Vox Populi, 30% não têm telefone nem fixo nem celular. Se se fizer um corte dos entrevistados, para o universo dos que têm telefone, os resultados do Datafolha batem com os do Vox Populi – diferença de 1 ponto apenas.

    Quando entram os sem-telefone, Dilma dispara e aí aparece a diferença.

    É possível que, mesmo telefone sendo de preenchimento obrigatório, o Datafolha inclua os sem-telefones? A resposta tem que vir do Datafolha.

    Se não incluir, está explicada a difença, o que compromete mais uma vez a reputação técnica do Instituto. Se diz que inclui, o caso pode ser mais grave e escapar das diferenças metodológicas

  • Souza Neto says:

    Pimba!

    Metodologia, esse é o “xis” da questão.

    O Vox Populi faz as abordagens (entrevistas) a domicílio, o Datafolha nas ruas e até por tlefone.

    Para montar o universo a ser pesquisado o Datafolha utiliza informações sobre eleitores obtidas do Tribunal Superior Eleitoral; já o Vox Populi usa dados censitários do IBGE e realiza um roteiro aleatório para escolha dos domicílios. O Ibope, por sua vez, seleciona probabilisticamente os municípios e leva em conta variáveis como sexo, idade, grau de escolaridade e dependência econômica.

    A ordem das perguntas também podem influenciar nas respostas.

    O Datafolha não faz perguntas que estimulem nomes de candidatos, partidos ou avaliações de governo antes das questões sobre em quem o eleitor pretende votar. Já outros institutos têm como método técnicas para “esquentar” o entrevistado – caso do Ibope, que faz as chamadas perguntas “quebra-gelo” para introduzir o entrevistado ao assunto (no caso, as eleições). Há empresas que optam em perguntar sobre a situação do País antes de aplicar os questionários da pesquisa. É comum entre institutos perguntas referente ao grau de conhecimento sobre os candidatos citados nos formulários.

    O tamanho da amostra – número de entrevistados – também é um fator de diferencial de cada instituto.

    Em resumo, nem o Vox Populi nem o Datafolha está manipulando os dados. A “manipulação” está na escolha do método.

    Por enquanto, fico com o Vox Populi e suas pesquisas em domicílio.

  • Marcilio Couto Lins says:

    Tá mais pra engodo eleitoral! Onde já se viu uma pesquisa que entrevista um pouco mais de mil pessoas prever a intenção de voto dos 9,3 milhões de eleitores da Bahia! Acho que o Datafolha usou a agenda telefonica pessoal de Jaques Wagner para fazer essa consulta popular! Afinal, JAQUES WAGNER TÁ PAGAAANOOOO!

  • Souza Neto says:

    Corroborando meu primeiro comentário, aqui está:

    *************************************************

    “Decifrando o Datafolha
    Enviado por luisnassif, dom, 25/07/2010 – 19:07

    Conversei agora há pouco com Marcos Coimbra, do Vox Populi, para entender as discrepâncias entre os dados do Vox e do Datafolha e tirar as dúvidas finais sobre o tema.

    A explicação é claríssima.

    Dentre os diversos cortes a serem feitos no universo dos entrevistados, um deles é entre os com telefone e os sem telefone.

    No caso do Vox Populi, as pesquisas pegam todo o universo de eleitores. No caso do Datafolha, há um filtro: só se aceitam entrevistados que tenham ou telefone fixo ou celular.

    Há algumas razões de ordem metodológica por trás dessa diferença.

    A pesquisa consiste de duas etapas. Na primeira, os entrevistadores preenchem os questionários com os entrevistados. Na segunda, há um trabalho de checagem em campo, para conferir se o pesquisador trabalhou direito.

    No caso Vox Populi, o entrevistador vai até à casa do entrevistado. A checagem é simples. Sorteia-se uma quantidade xis de casas pesquisadas e o fiscal vai até lá, conferir se o entrevistado existe, se as respostas são corretas.”

    Fonte: http://www.advivo.com.br/luisnassif/

  • Zelão says:

    Zelão diz: – A pesquisa utilizada não é uma arma infalível

    Cada um vê o resultado das pesquisas sob a sua ótica de interesses. Por outro lado, as pesquisas, seja qual for à metodologia aplicada, podem oferecer distorções, se dirigidas de modo a encontrar um resultado desejado. Vejamos nos dois métodos aqui discutidos:

    A- Por amostragem domiciliar – Em uma grande cidade, onde a maioria dos seus habitantes trabalhe fora, o mais provável é que nos domicílios só sejam encontrados; menores de idade, idosos e os empregados domésticos. De outra maneira, caso se busque deliberadamente um resultado favorável, é fácil se buscar nos nichos eleitorais, a parcela da população francamente favorável ao candidato ou produto. Cito como exemplo: – Se for feita pesquisa em uma cidade de pequeno ou médio porte, visando saber se a população gostaria de ter instalada na sua cidade uma revenda dos automóveis da marca Ferrari, por certo o sim alcançaria maioria esmagadora, mas, no entanto não garantiria à marca sucesso de vendas, pelo baixo poder aquisitivo da maioria da população.

    O fato principal, ao quais muitos ignoram, é que as pesquisas, notadamente as dedicadas a auferir “o momento eleitoral,” indicam só mente um “corte no momento político vivido,” que pode mudar por uma série de fatores, presumíveis ou não, que podem acontecer a qualquer momento do processo político analisado: – Um novo apoio ou a retirada de apoio (s) importantes recebidos anteriormente pelo candidato(s); uma denúncia fundada sobre a sua vida ou atuação pública; uma tomada de posição que se revele contrária ao sentimento popular; uma frase ou expressão do seu verdadeiro pensamento que se revele antagônico ao que até então vinha pregando; a sua incapacidade em tornar crível as suas propostas de governo. Até mesmo a capacidade de convencimento com que o candidato se apresente nas suas aparições na televisão e no rádio.

    É uma tolice pensar que o marketing (que é uma ferramenta de convencimento), possa sozinho modificar o resultado de uma pesquisa e até mesmo do sucesso do produto, imagem ou idéia, se o “produto” não corresponder aos anseios do “consumidor final”, no caso das eleições, o eleitor.

  • Pesquisas em Xeque Mate says:

    Em meus 66 anos, nunca fui entrevistado em nenhuma pesquisa eleitoral, nem para prefeito.Acredito que a maioria das pessoas de Ilhéus , também nunca receberam em suas casa algum pesquisador para coletar dados em pesquisas eleitoral.Em 30 anos residindo em Ilhéus, só recebi em minha casa pesquisador do IBGE.Será que existo!Claro que existo, o que recebo de e-mail de candidatos disputando o pleito eleitoral 2010, me credência que existo e sabem meu nome, telefone,e-mail, até quantos eleitores temos em casa.Meus candidatos já estão escolhidos e meu voto, nenhum candidato tira mais, ou ele perde ou ganha tem o meu voto e de minha família, enquanto vivo for e sustentar a casa, filhos vota em quem eu mandar.
    Kalif Rabelo
    Kalif Rabelo

  • Zelão pesquisa modificadas says:

    Tá explicadinho, cumprade Zelão, quer dizer que pesquisa pode ser manipuladas a gosto do pagante.Foi por isso que as pesquisa que cumpradre Zelão , coordenador e pesquisador da campanha para prefeito em 2006, aparecia Adervan, como futuro prefeito de Tabocas. E quem ganhou a eleição foi o Cap. Azedo!Num precisa explicar mais nada, tô entendendo tudinho.Acho até que vou registrar uma empresa de marketing, para manipular pesquisas de intenção de votos, ganhar o dinheiro do otário candidato!kkkkk
    Kalif Rabelo

  • Zelão says:

    Zelão diz: – Inté que pode, cumpadi Kalif!

    Não me diga que o senhor não sabia?
    O pior, é quando quem encomenda e direciona a pesquisa para um resultado que lhe seja favorável, acaba acreditando que o resultado é verdadeiro. Ai o cumpadre pode advinhar o resultado.

    Quanto a candidatura de Adervan, sem recursos financeiros, nem mesmo pode “encomendar pesquisas,” nem mesmo para poder sonhar com uma vitória, sabendo que tinha que lutar contra forças politicamente poderosas que dominam o inconsciente político de Itabuna. Restou a Adervan, manter a dignidade de um projeto político partidário do PSDB, que colocou Itabuna, no centro regional da campanha do candidato José Serra à Presidência da República.

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