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A POLÍTICA E A MENTIRA

Paulo de Freitas

Lembra-me sempre um espirituoso amigo, daqueles que afirma perder o amigo, mas não perder a piada, que a verdade é algo deveras importante para ser dita a todo o momento e por qualquer um. Se assim ocorresse, ela – a verdade -, não teria valor algum.

Sou obrigado a reconhecer que a máxima, quando transportada para certo microcosmo da realidade social, sobretudo em época de Comissão Especial de Inquérito (CEI) vivida pela nossa Câmara Municipal e de campanha eleitoral majoritária, parece ser cada vez mais correta.

Não me tomem, senhores leitores, por puritano, cabeçudo, intransigente ou qualquer outro adjetivo dos que se atribuem a alguém quando querem lhe diminuir ou arrefecer as convicções. Afinal, quem nunca contou uma mentira? Mesmo que “inocente”, como dizem por aí.

Mas é preciso reconhecer que o que nossos políticos, principalmente em época de campanha, fazem, ou melhor, dizem, é duro de aguentar. Demasiado indigesto até para quem possa aceitar, vez por outra, uma pequena “licença poética” à verdade. Tudo dito e feito com o único objetivo de conquistar e cativar seus eleitores.

Assim, parece que teremos, finalmente, a partir de 2011, reformada e quiçá duplicada a ponte do Pontal em Ilhéus, duplicada a rodovia BA-415, que liga Itabuna a Ilhéus, concluídos o Teatro Municipal e o Centro de Convenções em Itabuna, o Metrô debutante em Salvador… Enfim, dinheiro em abundância, para saúde e educação, universais e plenas de qualidade para toda a população. Ufa! Que maravilhoso futuro nos aguarda após as eleições.

Ora, não devemos ficar desiludidos com a pouca afinidade de nossos políticos com a verdade. Resta-nos sempre uma esperança, pois toda mentira contada tem sempre uma verdade por detrás. Como disse o saudoso jornalista e poeta gaúcho Mario Quintana: “a mentira é só uma verdade que esqueceu de acontecer”. Quem sabe uma parcela razoável das promessas se concretizará.

Foi por meio desta prática que teve origem o “Loiolagate” na Câmara de Itabuna. Uma mentira repetida e insistentemente anunciada – o Impeachment do prefeito de Itabuna, que seria levado a cabo pelo próximo presidente da Câmara, o vereador Roberto de Souza -, nas horas, locais e para os interlocutores certos, pôde operar verdadeiros milagres e azeitar a máquina do Executivo na direção pretendida. Por certo há quem jure de pés juntos que nada era ou é fantasioso.

Os supostos contratos irregulares com firmas fantasmas ou os anunciados desmandos com o dinheiro público nunca foram fatores preponderantes nem decisivos para surgir a Comissão Especial de Inquérito (CEI) na Câmara de Itabuna. 

Uma consequência e um dos objetivos diretos da mentira é a obtenção de benefícios, de vantagens ou de prestígio, por quem a dissemina. Aliás, mentira não, foi uma verdade que eu inventei, ainda haveremos de ouvir num futuro bem próximo. Por isso, me reservo ao direito de, no caso da CEI da Câmara de Itabuna, questionar também o porquê de tudo, sem perder de vista a gravidade dos fatos relatados ou o resultado final a ser alcançado.

A CEI está instalada, seus membros escolhidos e sua atuação definida por resolução daquela Casa Legislativa. É fato. Se houve desmando ou descaminho na utilização dos recursos públicos e quem são os seus autores é a resposta final que a maioria espera, pouco importando se sua real origem foi uma verdade, uma mentira ou quais interesses ela satisfaz.

Para concluir, peço licença aos leitores para citar mais uma vez Mario Quintana e lembrar que “A resposta certa, não importa nada: o essencial é que as perguntas estejam certas.”

Paulo de Freitas é estudante de Direito.

3 respostas para “A POLÍTICA E A MENTIRA”

  • Lai Araújo says:

    As sessões da Câmara de Vereadores precisam ser realizadas à noite para que a audiência aumente e o povo participe.

    Os poderes Legislativo e Executivo da nossa cidade são uma vergonha.

    Muito triste ter como representantes os senhores vereadores Solon Pinheiro, Bacelar, Ruy Machado, os Miltons, Raimundo Pólvora, Rose Castro, Gerson Nascimento.

    E o presidente Loiola é o perfeito comandante dessa nau.

    Interessante é que alguns têm serviços prestados em suas respectivas comunidades, mas quando chegam na Câmara é um desastre.

    Dois anos pra reverter o quadro ou a mudança será drástica.

  • Maria Felipa says:

    Achei ótima a ideia de realizar as sessões à noite, mas não é somente isso. As reuniões da CEI deveriam ter o acompanhamento da OAB e do MP para garantir que as investigações vão dar em algo.

  • heraldo says:

    “O POVO UNIDO
    JAIS SERÁ
    VENCIDO”

    CUIDADO VEREADORES ALGUEM PODE CHAMAR O CQC PARA ASSISTIR ESTA REUNIAO DE AMIGUINHOS.
    PODE HAVER CAMARAS INTERNAS FILMANDO VOCES , FIQUEM DE OLHO, A TECNOLOGIA A A CORUPIÇAO CHEGOU A ITABUNA A COMEAR PELA CAMARA DE 2008.

    “QUEM SAB FAZ NA HORA
    NAO ESPERA ACONTECER”

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