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UNIVERSO PARALELO

ESPERO QUE OUVIDOS ANÔNIMOS ME OUÇAM

Ousarme Citoaian

Dentre as explicações para o escrever (vimos aqui algumas de escritores famosos), me sinto identificado com o mineiro Lúcio Cardoso (1912-1968): “Escrevo para que me escutem – quem? Um ouvido anônimo e amigo perdido na distância do tempo e das idades. Para que me escutem se morrer agora. E depois, é inútil procurar razões. Sou feito com estes braços, estas mãos, estes olhos e assim sendo, todo cheio de vozes que só sabem se exprimir através das vias brancas do papel, só consigo vislumbrar a minha realidade através da informe projeção deste mundo confuso que me habita. E também escrevo porque me sinto sozinho”.

O ESCREVER SE PRESTA A ACORDAR MENTES

Por não ter talento de ficcionista, sou jornalista de planície e batente, com mais tempo de trabalho do que a sensatez recomenda. Sinto que dentro de mim mora um foca adolescente – daqueles que, tomados pela insolência comum à nossa profissão, faz cada texto como se com ele fosse transformar o mundo. Então, é isto: escrevo para mudar a realidade, não apenas para que me saibam vivo. Gosto de pensar que o jornalismo é um serviço ao público, uma forma de acordar mentes, provocar pensamentos, motivar as pessoas a reagir às variadas modalidades de desprezo e agressão que nos cercam. E, eventualmente, pagar o supermercado.

ESCREVER É TAMBÉM UMA FORMA DE SONHAR

Imagino que, às vezes, atinjo aquele leitor que, solitário e pequeno diante dos malefícios da vida, não se entrega e, em tocante tributo, debruça-se sobre meu pobre texto e reconhece: “É isto que eu queria dizer”. Não sei se, seguindo a receita de Bandeira (foto), escrevo como quem chora, ou se, na de Jorge Medauar, como quem vive. Talvez seja a igual distância da vida e da morte, da esperança e do desengano, do gozo e do sofrimento. Vivemos num tempo sem ética (e não me refiro só à ética dos governantes, mas à das pessoas “comuns”), num mundo desigual e injusto. Pensando bem, acho que escrevo como quem sonha.

VOTAR É FÁCIL; DIFÍCIL É O VERBO VOTAR

“Eu voto Serra!”; “Eu voto Dilma!” – disseram marido e mulher, antes que o ódio os juntasse em luta, em nome dos superiores interesses da Pátria. Setores da nossa sociedade costumam afirmar que brasileiro não sabe votar, repetindo a asneira criada por famoso jogador de futebol. De acordo com essa filosofia calhorda, exumada na última eleição presidencial, sabe votar quem escolhe os candidatos da preferência de quem diz que o povo não sabe votar. De minha parte, acho que mais difícil do que eleger dirigentes públicos é dominar as muitas regências do verbo votar – não estando entre elas as construções acima, criadas pela propaganda e absorvidas por parte da mídia.

“VOTAR ALGUÉM” TRAUMATIZA A LINGUAGEM

Compulso o dicionário e vejo usos vários do verbo: votar em, votar a favor, votar contra, votar por, consagrar-se (Votou-se a Deus), aprovar por meio de voto, eleger pelo voto, manifestar opinião com emprego do voto, dedicar-se (Votou ao trabalho toda sua vida), entregar-se (Votara-se a uma pobreza voluntária). Não conheço registro da estranha forma “votar Fulano”, mencionada no tópico anterior, muito usada no marketing político, sendo, portanto, traumatizante da linguagem culta. A melhor construção, neste caso, seria “votar em …” (verbo transitivo indireto), recusando-se também “votar para… ” (válida quando se refere ao cargo, não ao candidato).

O POVO É O SOBERANO CRIADOR DA LÍNGUA

Supõe-se que formulações desse tipo sejam geradas com apoio na lei do menor esforço (é mais fácil dizer “votar Fulano” do que “votar em Fulano”). Até aí, tudo bem, pois o povo é o soberano criador da língua e, em longo prazo, termina impondo sua preferência. Além do mais, num país que se esmerou durante muitos séculos em sedimentar seu número de analfabetos, é ocioso querer que a população iletrada conheça minúcias de gramática normativa. Logo, essas observações são dirigidas aos comunicadores. Se ao povo é permitido pensar que gramática é alguma coisa de comer, o mesmo não se pode perdoar aos profissionais do texto (quer seja escrito, quer seja ou oral).

REPÓRTER EXUMA “POMPA E CIRCUNSTÂNCIA”

Se querem saber, tive toda uma tarde de televisão no primeiro dia do ano, quando assisti de cabo a rabo à solenidade de  posse da presidenta Dilma. Ótimo exercício para quem, como eu, acha que há formas mais racionais de empregar o tempo do que gastá-lo diante da telinha. Mas lhes digo e provo que valeu a pena ter persistido: ouvi uma repórter dizer que a posse tinha “muita pompa e muita circunstância”, o que quase me faz desistir dessa incursão pela máquina de fazer doido (a expressão foi cunhada pelo colunista Stanislaw Ponte Preta – e tenho a impressão de que sou o único indivíduo sobre a terra que ainda a usa em relação à tevê).

PARA FALAR PORTUGUÊS, OUSADIA É PRECISO

Ouvi também uma discussão sobre presidente/presidenta, com um repórter dizendo que “ousaria” chamar a nova mandatária de presidenta, até que seu diretor de redação lhe puxasse as orelhas. Pois a outra banda da história, uma repórter, disse considerar a palavra presidenta “muito feia”, por isso preferia dizer “a presidente Dilma”. Ora, por quem me tomam? Então, é preciso “ousadia” para se falar português na tevê? Mas houve compensações, do ponto de vista da linguagem: descrevendo a multidão que enfrentava a chuva, Christina Lemos (foto), disse que o povo tomava “um banho de democracia”. Entusiasmado, quase bati palmas a trocadilho de tamanho bom gosto.

FOI MUITO BOM ESTAR VIVO PARA VER ISTO

Além do mais, fiz algumas descobertas. O texto do juramento poderia ser melhorado com um conectivo (se alguém quiser, a gente discute o caso), Sarney é desafinado. E a vice-primeira dama, hein? Afinadíssima! Dilma citou dois textos como “de um poeta da minha terra”, quando nada custava ter dito o nome do autor de Sagarana, o mestre João Guimarães Rosa. Ela chorou pouco; eu, muito. Ela chora para dentro; eu, para fora, decididamente. Vê-la passar em revista os representantes das forças que, em outra época, a perseguiram, prenderam e lhe arrancaram as unhas marcou um daqueles momentos que justificam o lugar-comum “Foi bom viver para ver isto”. Senti-me, sem intenção de concorrer com Christina Lemos, de alma lavada.

CHORO PELOS QUE TOMBARAM PELO CAMINHO

Também gostei muito da menção (duas vezes) aos “companheiros que tombaram pelo caminho”, a exemplo do jornalista Vladimir Herzog (foto). “Passar as tropas em revista”, creio, é só um ato simbólico, pois a presidenta (como, em geral, todas as autoridades civis) nada entende de disciplina militar. A “revista” serve apenas para mostrar que existe uma submissão das forças armadas à autoridade constituída, que tais forças estão sob o comando desta autoridade. Dona Dilma, que sobreviveu ao pau-de-arara, ao choque elétrico e a outras infamantes formas de tortura, é a nova comandante suprema das forças armadas brasileiras. Como nosso povo sofrido gosta de dizer, nada como um dia após o outro. Mas ainda há torturadores à solta.

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NO TEMPO DO SACI E DA MULA-SEM-CABEÇA

A publicidade brasileira tem sido responsabilizada por muitos crimes contra a linguagem e Deus sabe que nenhum tribunal seria suficientemente bondoso para absolvê-la da maioria deles. As acusações: abastardou a língua portuguesa, transgrediu as regras (mormente quanto à acentuação gráfica), enredou-se no objetivo do lucro capitalista e tudo transformou em mercadoria, tudo submeteu ao mercado e, com a conivência da mídia pouco pensante, promoveu intrusos, a exemplo do Halloween, hoje um alienígena integrado à cultura brasileira. Aproveito para dizer que venho do tempo da mula-sem-cabeça e do saci-pererê. Ou: brasileiro, profissão esperança.

MILILITRO FOI DEMITIDO SEM JUSTA CAUSA

Uma das invenções mais notáveis das agências foi o eme-éle em lugar do mililitro. A coisa nasceu de uma propaganda de refrigerante, que oferecia “tantos eme-éles a mais do que o concorrente”, criando-se essa excrescência hoje absorvida. Nada haveria de condenável, se chamássemos centímetro de cê-eme, quilo (quilograma) de cá-gê, e assim por diante. Mas como nenhuma pessoa de juízo se expressa dessa forma bizarra, a exceção que manda chamar mililitro de eme-éle se torna inteiramente fora de propósito, algo a ser usado pelas “vítimas” da mídia macaqueadora. Mas a propaganda também registrou momentos que estão na memória do público.

VARIG: ESTRELA BRASILEIRA NO CÉU AZUL

Tivemos o tio da sukita (quem se lembra?), o eterno Carlos Moreno (foto), da Bombril, a palavra brastemp como sinônimo de coisa boa, o primeiro sutiã que ninguém esquece (Valisère), a escovinha que quer ter um limpador de língua quando crescer (Colgate), João Gilberto cantando para a Brahma, a “vingança” do tio e tantos outros trabalhos memoráveis. Com saudades da Varig, lembramos aqui alguns desses momentos que fizeram a propaganda brasileira ser considerada uma das mais criativa do mundo, ao lado da americana e da inglesa. É pena que, com frequência, se descuide da norma culta da língua. Clique.

(O.C.)

14 respostas para “UNIVERSO PARALELO”

  • Ricardo Seixas says:

    Existem torturadores à solta e precisamos julgá-los pelo imprescrítivel crime de lesa-humanidade. Abraços democráticos, Ousarme.

  • Souza Neto says:

    A tortura é dos atos mais infames que podem existir.

    No caso do período da ditadura, é preciso investigar os dois lados: o dos torturadores da direita e as ações terrorista da esquerda.

    Ou será que as ações terroristas também não espalharam medo e não violaram os direitos humanos!?

    Se alguém tem dúvida…

    1º) coloque-se no lugar de um recruta em serviço numa guarda de quartel sendo alvejado de madrugada – qual a responsabilidade de um brasileiro, que cumpria o serviço militar obrigatório, sobre o regime militar?

    2º) coloque-se no lugar da esposa e dos filhos de um Oficial das FA, eram quase que impedidos de sair de casa, por conta das ameaças de sequestro.

    3º) coloque-se no lugar de um cidadão comum que estava no interior de uma agência bancária (como ocorreu comigo) e é surpreendido por grupo guerrilheiro armado de submetralhadoras e munido de ampolas de tinta spray. Rendem todos, mandando-os deitarem no piso da agência, roubam os caixas e os cofres e deixam o local depois de escrever em suas paredes palavras de “ordem” com tinta vermelha.

    Pesquise e concluirá que os guerrilheiros não estavam defendendo os interesses da Pátria Brasileira, mas sim da chamada Internacional Comunista, que queria instalar o comunismo em todo o mundo.

    Pesquise e verá que os objetivos dos renegados não era a Democracia, mas o estabelecimento de uma ditadura muito pior e mais violenta.

    Portanto, acho que nós brasileiros temos o direito de saber quem foram os torturadores, mas também temos o direito de tomar conhecimento das atrocidades cometidas pelos guerrilheiros.

    Contudo, como há uma Lei de Anistia feita pelos homens, somente as Leis Universais poderão julgá-los e condená-los.

  • Ricardo Seixas says:

    Milicos sempre defendem milicos, é verdade, mas esse corporativismo não pode servir de cortina de fumaça para esconder os fatos. Estamos falando de torturadores, e não de ações de quem estava lutando contra tiranos que destituiram um governo legitimamente eleito.

    As ações dos membros da esquerda que pegaram em armar diferem em muito do crime de lesa-humanidade cometidos pelos torturadores. E o que aqueles combatiam eram as ações de um regime de excessão, e não lutavam em nome de um suposto futuro governo comunistas. Estas foram as desculpas dos generais que serviram de testa de ferro para os interesses entreguistas. A história não admite manipulações.

    Não podemos usar de falsos argumentos para anistiar torturadores! Esta é a história.

  • Ronaldo says:

    “Seu” Ousarme. Ninguém mais quer perder tempo e dinheiro conferindo coisa alguma. A moda é fazer tudo “on-line”, mandando o texto do jeito que está. Ao que parece, todos os revisores da imprensa foram desempregados. Por exemplo: aqui no Pimenta escreveram “suspeitaram de que ele… “. Penso que o correto seria “suspeitaram que ele…”.

  • Ricardo Seixas says:

    É lamentável e vergonhoso que pessoas ainda façam uso de pífios argumentos para justificarem ações de covardes torturadores.

    O Brasil é o único país entre os que sofreram os horrores das ditaduras que se instalaram na América do Sul que capitula diante deste passado condenável. Passado que deveria envergonhar todas as pessoas de bom senso.

    Quando os organismos internacionais condenam esses atos infames, aturalmente também estão sendo movidos por algum sentimento revanchistas. É bom saber quem defende torturadores!

  • Edgard Freitas says:

    Todos os grupos revolucionários lutaram para instalar regimes de inspiração comunista no Brasil. Isso é um fato histórico, não um “devaneio ideológico direitista”.

    Nenhum desses grupos defendeu o retorno à normalidade democrática. Nenhum. Vale uma conferida no livro do insuspeito Jacob Gorender, “Combate nas Trevas” a respeito da natureza ideológica.

    Essa turma não acha a tortura errada por que ela é imoral, viola os Direitos Humanos, e tal. Essas são “concepções ideológicas” da moral burguesa cristã. Eles não são EM PRINCÍPIO contra a tortura, mas somente contra a tortura aplicada contra o movimento revolucionário. Eles reclamam da tortura por que eles é que estavam no pólo passivo dela.

    Afinal, não consta que Mao Tse-Tung, Fidel Castro, Enver Hoxha, Brezjnev, patrocinadores desses grupos, tenham, alguma vez, se posicionado a favor dos tais “Diretos Humanos” burgueses.

    Mais a mais, a anistia é um fato concreto que não pode retroagir. Não existia o crime de tortura no sistema jurídico brasileiro.

  • joselito says:

    Meu comentario aqui e a respeito do uso social dad lingua. leio sempre essa coluna, mas quero avisá-lo, sobre o pre-conceito linguistico que vc acaba comentendo quando usa o termo lingua culta. toda lingua e uma lingua culta, pois se refere a cultura de um povo. veja isso amigo.

  • Ricardo Seixas says:

    Imagino que esses senhores que são cúmplice dos torturadores e por isso querem anistiá-los também são favoráveis aos grupos de extermínio que agem no Brasil e das torturas que os presos comuns sofrem diariamente nas delegacias.

    É bom que assumam essa posição reacionária porque seus filhos, no futuro, quando já tivermos passado a limpo nossa história, se envergonharão dos pais que tiveram. Estes já terão sido comidos pelos vermes. Eu sei que ainda vou ver torturadores na cadeia.

  • O.C. says:

    Não pretendo fazer além de uma intervenção neste assunto, por demais complexo, devido a seu forte viés ideológico. Mas entendo ser de minha responsabilidade reafirmar a posição que tenho sobre o tema.
    1 Os que lutaram contra a ditadura não criaram aquela situação –quem a criou foi um grupo de militares em apoio a civis golpistas (Lacerda, Adhemar, Magalhães Pinto et caterva). É vergonhoso lembrar, mas influentes intelectuais, como Adonias Filho e Rachel de Queiroz, tramaram em favor do golpe e que outros (Nelson Rodrigues e Rubem Fonseca, por exemplo) a ele se aliaram mais tarde. ACM e um certo Dr. Roberto Marinho se cevaram na ditadura, sendo que o grupo Folha, do sr. Frias, chegou a emprestar carros para transportar presos políticos que seriam torturados. Não há honra nem glória para essa gente perversa, apenas opróbio. Os resistentes tiveram apenas uma reação “newtoniana”.
    2.Não tenho necessidade maior de pesquisar o assunto, pois ele está bem vivo em minha memória, gravado a fogo. Vivi 64, vi amigos sendo presos, militei contra o arbítrio (e o faço ainda, como neste momento), não participei da luta armada porque minha organização não quis esse caminho. Eu não era dirigente, era “massa” e se fosse chamado teria ido pra luta. Considero um equívoco do PC do B e outros organismos enfrentar a armada golpista brasileira, uma tentativa claramente suicida – mas esta é minha visão de hoje. Não fui preso nem torturado: perdi “apenas” os dois empregos que tinha e, é evidente, o sono.
    3.A inteligência da história e da sociologia não reconhece legitimidade em expressões do tipo “terrorismo de esquerda”. É expressão criada na caserna, para justificar a tortura, os cemitérios clandestinos e as excrescências humanas e herois da violência institucionalizada, como Sérgio Fleury e Brilhante Ustra. Esse dicionário hediondo é o mesmo que chama grevista de “baderneiro”. E como bem entendeu um leitor, a coluna se referiu a torturadores – pessoas que, em nome do governo, seviciaram presos indefesos, nus e algemados. A intenção desses presos (impor ao Brasil a “ideologia vermelha”, a “República Sindicalista” ou baboseiras parecidas, criadas pela direita raivosa) é irrelevante. Nada justifica a tortura, o mais desumano, covarde e cruel dos crimes.
    O mundo inteiro puniu seus torturadores, menos o Brasil, apesar das pressões que a OEA tem feito sobre nossos governos. E,tudo indica, não os punirá: Lula fez um pálido esforço, do qual desistiu diante dos arreganhos da direita, tendo à frente o ministro Nelson Jobim. Na época, eu sonhei que Dilma iria vestir as calças que Lula não honrou. Mas já não creio nisso, pois Jobim – cujo sonho é ser general quando crescer – continua ministro. É uma pena, mesmo porque os jovens oficiais das forças armadas (sobretudo os do Exército) não merecem carregar essa pecha, herdada de seus “ancestrais”. Brilhante Ustra, o grande matador de “terroristas” vai morrer de velho, se antes não morrer de remorso ou de “acidente”, feito seu colega Fleury.

  • Ricardo Seixas says:

    Parabéns, O.C., lucidez é uma coisa que não devemos desprezar. Perfeita sua análise e a desconstrução de todas as mentiras criadas em torno da resistência aos militares assassinos e subservientes aos interesses estrangeiros e de civis como os por você citados.

    É muito cômodo chamar de terroristas quem apenas reagiu aos ataques aos direitos inalienáveis dos cidadãos. Esses dementes não percebem a gravidade do perdão a quem praticou torturas. E quando mandam você pesquisar é apenas uma vã tentativa de desqualificar sua pertinente observação de que existem torturadores à solta. Coisa que envergonha qualquer nação

  • Souza Neto says:

    Faz parte da lucidez imaginar-se em 1970, brasileiro, prestando o serviço militar obrigatório, sem nada entender sobre política e ideologia, sendo alvejado nos dias em que montava guarda nos quartéis.

    Eu estava nessa situação… Não entendia nada de política… Cumpria uma exigência das leis do meu País…

    Além disso, todos os atuais Oficiais Generais das Forças Armadas na ativa eram Tenentes ou, quando muito, Capitães.

    Se querem “caçar as bruxas”, apesar da Lei de Anistia, que se cacem as bruxas, mas deixem as Forças Armadas fora disso. As atuais FA nada tem a ver com ditadura ou tortura. Querer imputar às FA os erros de militares que já estão na reserva e/ou mortos é o mesmo que querer imputar aos filhos os crimes cometidos pelos pais. É preciso que entendamos isso!

    Hoje, sou Oficial Superior das Forças Armadas, na reserva a 11 anos – em 1970 era um Recruta -, e totalamente contra a tortura e qualquer outro tipo de pressão psicológica ou física.

    Há 10 anos seu filiado ao Partido dos Trabalhadores e vitorioso na legenda por ter participado de forma efetiva da derrubada da ditadura “carlista” na Bahia.

    Sou PT de Carteirinha a 10 anos e, quando oportuno, discuto com companheiros sobre a inutilidade do revanchismo.

    Como espiritualista, considero que não há impunidade… O fato de a Lei dos Homens não alcançar um transgressor das Leis Cósmicas e Universais não significa que ele não será punido! Quem entende, sabe do que estou falando!

  • Souza Neto says:

    Todo o resto é pura bobagem e sentimentos advindos de nosso estágio de atavismo.

  • Souza Neto says:

    Faltou apresentar uma proposta. Sugiro a reabertura do “Tribunal da História. Somente assim os crimes coloniais poderiam ser julgados e seus autores condenados.

    Já tenho até uma lista de possíveis réus “post-mortem”: os traficantes dos negros africanos, os destruidores das civilizações indígenas e, mais recentemente, os que impuseram a cultura norteamericana no Brasil.

    Ah! Sem nos esquecermos do “réu-mor” – Silvério dos Reis -, pela infame traição que levou o bravo e “bem intencionado” Tiradentes ao enforcamento e esquartejamento.

  • Dinah says:

    Sem querer desqualificar, por omissão, o tema tão intensamente debatido por seus leitores(tortura), prefiro limitar-me a um assunto mais leve:o seu comentário acerca da expressão tão conhecida de Stanislaw Ponte Preta:”- e tenho a impressão de que sou o único indivíduo sobre a terra que ainda a usa em relação à teve.”
    Amigo, que eu me lembre, nunca discordei de você, mas há sempre uma primeira vez.
    Na minha modesta opinião, após o advento do computador, a TV perdeu esse título, mas está defendendo, ferrenhamente, outro: “máquina de fazer imbecis”.

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