WebtivaHOSTING // webtiva.com . Webdesign da Bahia


alba

unesul bahia

uniftc






maio 2011
D S T Q Q S S
« abr   jun »
1234567
891011121314
15161718192021
22232425262728
293031  

editorias


:: 7/maio/2011 . 19:59

AS MUDANÇAS NO JORNAL A TARDE

As mudanças no jornal A Tarde atingiram também a sucursal sulbaiana. O repórter fotográfico e articulista (dos bons) Luiz Tito deixa Itabuna, onde trabalhou por dois anos, e vai para a sucursal de Feira de Santana. Joá Souza, da agência A Tarde e correspondente do extremo-sul, vem para a sucursal em Itabuna. E chega também com a missão de não apenas fotografar, mas escrever. Entre as mudanças previstas, a jornalista Ana Cristina Oliveira deixará a redação da sucursal no segundo semestre, quando se aposentará.

FORA, DESPERDÍCIO

A prefeitura de Itabuna descartou no Antique, ano passado, uma caçamba cheia de pedras intertravadas compradas para a reurbanização da avenida do Cinquentenário.

Indignados com o desperdício do material, moradores sugeriram à gestão que aproveitasse as pedras para o calçamento do Beco da Paz.

 

PF DIZ QUE GABARITOS ERAM FALSOS. CONCURSO ESTÁ MANTIDO

A Polícia Federal confrontou os gabaritos que estavam em mãos do guarda municipal Luciano Campelo e os do concurso que acontece amanhã e afirma: os gabaritos à venda eram falsos.

Mais cedo, a PF prendeu Campelo vendendo gabaritos que, supostamente, eram do concurso de amanhã. Era um golpe contra os incautos. Resultado: o guarda municipal, já investigado em diversos inquéritos administrativos, ficará enjaulado por um bom tempo.

Assim, o concurso está mantido. São mais de 18 mil candidatos que vão disputar 548 vagas com salários de até R$ 1,9 mil, neste domingo do Dia das Mães (8). Os locais de prova foram divulgados na última terça (3) pela SR Concursos e Pesquisas e podem ser conferidos no site da empresa.

NOVA SUSPEITA DE FRAUDE NO CONCURSO DE ILHÉUS

O concurso público da prefeitura de Ilhéus está novamente ameaçado. A Polícia Federal detectou nova suspeita de fraude ao prender o guarda municipal Luciano Alves Campelo, informa o Jornal Bahia Online.

O funcionário municipal estava vendendo gabaritos que supostamente seriam do concurso. Autoridades municipais se dirigiram para a sede da PF em Ilhéus, para onde foi levado o guarda, conforme apurou o PIMENTA. Secretários e assessores vão conferir se os gabaritos são mesmo de provas que serão (ou seriam) aplicadas amanhã, dia 8.

O concurso oferece 548 vagas e tem como empresa responsável a SR Concursos e Pesquisas. Mais informações em instantes.

SEM-TIME

Do Cia da Notícia

O ano é 1993. Os personagens, João Xavier, Geraldo Simões e o todo-poderoso ACM. O palco, a governadoria, no Centro Administrativo da Bahia.

Eleito no embalo do impeachment de Collor e na briga travada pelos candidatos a prefeito de Itabuna José Oduque Teixeira e Ubaldo Dantas, a “zebra” Geraldo Simões resolveu ir ao governador da Bahia, Antônio Carlos Magalhães para reivindicar obras para Itabuna.

Essa atitude, pensada e repensada pelos marqueteiros de plantão, daria ao então prefeito Geraldo Simões o status de estadista, ao procurar o governador, seu mais terrível adversário político, de forma institucional.

Audiência marcada, chegam à governadoria o prefeito Geraldo Simões e seu vice, João Xavier, à época no Partido Socialista Brasileiro (PSB). Troca de amabilidades para todo o lado e eis que chegam ao finalmente: a apresentação da lista de reivindicações.

Após analisar os pedidos, ACM perguntou quais as prioridades e foi dizendo o que poderia fazer de pronto e quais encontraria dificuldades, seja por falta de recursos estaduais ou federais para tanto, até que o vice-prefeito João Xavier começou a nomear como urgente e urgentíssima a conclusão da construção do estádio Luiz Viana Filho, até hoje incompleto e que estaria prejudicando o esporte itabunense.

Foi aí que ACM não se conteve e disse, em tom de gozação:

– Ô Xavier, se nem time você tem, pra que essa urgência na construção do estádio. Vamos deixar isso de lado e construir outras coisas… – ponderou o governador.

Após o susto, ACM brincou com os dois e não se falou mais no “Luizão”.

EU E O DIVINA PROVIDÊNCIA!

Manu Berbert | manuelaberbert@yahoo.com.br

Por mais que todos bradem sua insatisfação e os ex-alunos se movimentem, acho muito difícil combatermos o capitalismo, especialmente quando ele se apresenta unido a forças políticas. Estamos no Brasil, Senhores. Estamos em ITABUNA!

Já recebi muitos e-mails de amigos e leitores cobrando uma posição quanto ao problema da antiga sede do Colégio Divina Providência. Um amigo mais próximo ainda atiçou, escrevendo assim: “Silêncio é omissão, Manuela. Aguardo a sua opinião sobre o tema!” O jornalismo tem dessas coisas. Às vezes, a gente nem quer entrar numa discussão, mas não consegue.

Estudei longos e deliciosos anos naquele lugar. Da quinta série do ensino fundamental ao segundo ano do ensino médio. Era assim que chamavam – e quem é da minha geração sabe disso. Poderia citar aqui inúmeros colegas que hoje vejo despontando no mundo profissional, em diversas áreas. Mas seria deselegante com aqueles com quem perdi o contato com o passar do tempo. A vida é assim…

Porém, perdemos o contato, mas nunca as lembranças, o carinho e o respeito. Isso fica. E fica para sempre. Fica a saudade das temidas provas de química de Cosme Reis, dos geladinhos de Tia Maria, dos dribles que eu dava em Tia Mercedes para sair mais cedo, das feiras de ciências, da confusão que era uma aula de educação física naquela quadra quando chovia etc.

Acho que passava mais tempo com aquela camisa branca e vinho do que com qualquer outra roupa. Achava feia, confesso, mas não tirava do corpo. Era com ela que estava vestida no dia em que perdi meu pai, por exemplo. Momentos que marcam a vida da gente. Cada um tem os seus.

Venho acompanhando esse processo todo para transformar aquele lugar em empreendimentos. Venho acompanhando calada, lendo as opiniões de jornalistas e colunistas saudosos. Sinceramente, a impressão que tenho é que se travou um discurso em vão. Por mais que todos bradem sua insatisfação e os ex-alunos se movimentem, acho muito difícil combatermos o capitalismo, especialmente quando ele se apresenta unido a forças políticas. Estamos no Brasil, Senhores. Estamos em ITABUNA!

Estamos numa cidade onde o precário centro de cultura é assaltado no meio de uma apresentação. Estamos numa cidade onde o centro de convenções nunca saiu dos escombros. Numa cidade onde os grupos de teatro são ignorados, onde os músicos locais são mal remunerados e o cinema está fechado. Numa cidade onde grande parte dos estudantes sequer sabe onde fica a biblioteca municipal.

Eu gostaria, sim, de ver a sede do antigo Colégio Divina Providência ser transformada num museu, por exemplo. Um museu que contasse a história da minha cidade, ou a história da comunicação daqui, ou dos tempos áureos do cacau etc. Mas não tenho esperanças. Por isso, me calo!

Manu Berbert é jornalista e colunista da revista Contudo.

OLHA O GOLPE!

Uma loja de moda feminina, instalada no Jequitibá Plaza Shopping, em Itabuna, está usando de um artifício à margem da lei e explorando mão-de-obra gratuita às vésperas do Dia das Mães. A esperteza consiste em recorrer aos currículos deixados por lá há algum tempo e requisitar gente para um curtíssimo “período de experiência” não-remunerado, que “coincidentemente” se dá neste sábado (07) e domingo (8), quando o movimento na loja está nas alturas e a equipe não está dando conta da demanda.

Ou seja, para atender o maior fluxo da clientela, o estabelecimento sepultou a Lei Áurea e reinstituiu o trabalho escravo!

MOACYR “VOLTA” À PRESIDÊNCIA DA AMURC

Foi essa a impressão durante o encontro ocorrido nesta manhã, no Colégio Modelo Luís Eduardo Magalhães, em Ilhéus, onde representantes de municípios que integram o Território Litoral Sul discutiam o Plano Plurianual Participativo 2012-2015. Todas as autoridades, da senadora Lídice da Mata (PSB) ao secretário de Planejamento, Zezéu Ribeiro, tratavam o prefeito de Uruçuca, Moacyr Leite, como “presidente da Amurc”.

Leite ocupou o cargo até janeiro deste ano, quando se deu a eleição de Cláudio Dourado, prefeito de Ibicuí. Mas este município não integra o Território Litoral Sul.

Curioso é que o prefeito Newton Lima, de Ilhéus, cidade-anfitriã do evento, não mereceu a mesma consideração do ex-titular da Amurc. E Newton é presidente de honra da entidade!

PROJETO 2012 DESLANCHA DE VEZ

Azevedo larga o pãozinho para "comer" filé.

O prefeito Capitão Azevedo (DEM) dará “pulinhos de alegria” com a decisão do governo federal de retirar a necessidade de contrapartida em obras do PAC 2 nas áreas de infraestrutura e saneamento básico.

A decisão, publicada no Diário Oficial da União e assinada pelo ministro das Cidades, Mário Negromonte, faz deslanchar obras importantes, a exemplo da ampliação do sistema de captação de água, avaliada em mais de R$ 70 milhões.

Parte do dindin será liberada pelo governo baiano e a maior, pela União. Para ampliar a captação, será construída barragem no rio Colônia, em Itapé. As decisões estão publicadas em oito páginas do DOU.

O ALGOZ NO COMANDO

A observação é feita pela coluna Tempo Presente, d´A Tarde deste sábado: o novo comandante-geral da PM baiana, Alfredo Castro, foi quem esteve à frente nas ordens da Tropa de Choque que desceu o sarrafo nos alunos da Universidade Federal da Bahia (Ufba) em 2001, cumprindo ordens do então governador César Borges.

Os universitários faziam protesto pedindo a cassação do falecido senador Antônio Carlos Magalhães, que violou o painel do Senado junto com o hoje bastante conhecido José Arruda, ex-governador do Distrito Federal e homem do Mensalão do DEM.

Agora, cá, uma observação apimentada: o apelido do novo comandante-geral entre amigos é bem sugestivo: Mônica, personagem em quadrinhos de Maurício de Sousa. A personagem encontra-se aí ao lado. O apelido tem a ver com as semelhanças físicas entre ambos. E para que não pairem dúvidas, lá vai a foto do novo comandante.

Coronel Castro: teria semelhança com a personagem de Sousa?

CASOS DE LEPTOSPIROSE EM ILHÉUS PREOCUPAM

Ilhéus já registrou seis casos de leptospirose e uma morte. A tendência é de que o número de notificações da doença aumente nos próximos dias por causa das chuvas que caem no sul da Bahia.

De acordo com médicos da Secretária Estadual de Saúde, é no período chuvoso que normalmente a leptospirose mais se espalha, por causa da água contaminada com a urina do rato. Além de Ilhéus, a leptospirose causou morte também em Salvador.

No ano passado foram registradas 29 mortes na Bahia, sendo sete delas em Itabuna e Ilhéus. Os dois municípios fizeram 64 notificações, sendo 34 delas em Ilhéus.

A maioria dos casos de leptospirose, informa o A Região Online, ocorre exatamente a partir deste período do ano e a contribuição vem da falta de regularidade na coleta de lixo e de limpeza das bocas-de-lobo, que não suportam o volume de água.

GUSTAVÃO NA BERLINDA

Praticamente acabou o oxigênio de Gustavo César Silveira, Gustavão, no comando do Hospital Geral Luiz Viana Filho, em Ilhéus. São fortes os rumores de queda do comunista, que deve ser substituído por um xará, o médico infectologista Gustavo Cunha.

A mudança visaria dar uma “levantada” no segundo maior hospital público do sul da Bahia e administrado pelo governo estadual. Gustavo Cunha, cotadíssimo para o cargo, não é ligado a partidos. A escolha seria eminentemente técnica.

TSE CANCELA MAIS DE 1,3 MILHÃO DE TÍTULOS

Exatos 1.395.334 pessoas que não justificaram ausência ou deixaram de votar nas três últimas eleições  nem se recadastraram neste ano tiveram seus títulos cancelados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O balanço foi divulgado na noite desta sexta (6) pelo tribunal.

De acordo com o TSE, pouco mais de 72 mil eleitores se recadastraram entre janeiro e abril deste ano. Conforme o TSE, o eleitor que teve o seu documento cancelado terá que ir ao cartório onde está cadastrado para se alistar novamente. E não ficará isento de pagar as multas relativas ao “chá de sumiço” das urnas nas três últimas eleições. Com informações da Agência da Justiça Eleitoral.

CIDÃO MORDE E ASSOPRA

Alcides, versão morde e assopra (Foto J.Bahia Online).

O secretário de Governo de Ilhéus, Alcides Kruschewsky, estava calado, mas decidiu abrir a boca – e, desta vez, para falar da crise na saúde e mandar recados para o secretário Jorge Arouca, este um demissionário.

– Todas as pessoas que já passaram por funções de comando neste governo foram devidamente informadas das dificuldades que encontrariam. Se pensavam em encontrar facilidades e louros, aqui não é bem o lugar – afirmou.

A cacetada que tem a finalidade de suavizar para o governo, claro, ocorreu em entrevista concedida ao jornalista Maurício Maron, do Jornal Bahia Online.

Jogando para a torcida e contra Arouca, Cidão, como também é conhecido o secretário, disse que defende a continuidade do PT no governo de Newton Lima, mas quer um administrador na Saúde. Alcides acredita que “o corporativismo médico impede que governos tomem medidas que tenham resultados positivos e impactantes para a coletividade”.

Clique e confira a íntegra no JBO

SOBRE PORCOS, HOMENS E A UNIVERSIDADE PÚBLICA NA BAHIA

Roque Pinto

Mas não tardou, para desapontamento dos trabalhadores baianos, que o “governo de todos nós” logo se transformasse no “governo de todos os nós”.

Era uma vez uma fazenda em que os animais eram submetidos a um patrão egoísta e brutal. Após um levante, estes animais expulsaram o dono do lugar e instituíram, sob o comando dos porcos Napoleão e Bola de Neve, um regime que se pretendia solidário e igualitário. Com o passar dos anos, Napoleão trama um golpe contra Bola de Neve, expulsa-o da fazenda e instaura uma ditadura tão malévola, corrupta e bestial que alguns animais anelavam pelo tempo em que a Granja Solar era tocada pelo cruel Sr. Jones.

De fato, na obra A Revolução dos bichos (Animal Farm), de George Orwell, não tardou mais do que seis anos para que o porco Napoleão, que já ocupava a casa do Sr. Jones, passasse a beber álcool, deturpar e violar sistematicamente os sete mandamentos do “animalismo”, ocupar a cama e vestir as roupas do seu ex-dono, andar sobre duas patas e, explorando à total exaustão os demais animais, negociar a produção da fazenda com os humanos em benefício próprio.

A tinta de Orwell versa sobre a Revolução Bolchevique de 1917 e sua degeneração na ditadura de Stálin. É uma fábula que, para além de retratar de forma alegórica uma circunstância histórica específica, trata mais abstratamente dos processos de dominação que advêm do poder formal, independentemente da coloração ideológica que o emoldura.

Nesse sentido, a metáfora orwelliana poderia ser transposta e inspirar o entendimento de contextos outros, em tempos e espaços diversos daqueles em que fora originalmente concebida. Um desses cenários, em particular, apresenta similitudes espantosas. Falo do Estado da Bahia, no ano de 2011.

A Bahia, como se sabe, foi governada por quase 30 anos por um grupo político que comandava orgânica e hegemonicamente praticamente todas as instâncias formais da vida civil, servindo-se das mesmas táticas de propaganda, censura, perseguição, privilégios e controle social modeladas no fascismo italiano, e cujo artífice, mentor e chefe supremo foi o temido prefeito biônico, governador e senador Antônio Carlos Magalhães – ou Toninho Malvadeza para os movimentos sociais, sindicatos, jornalistas, políticos de esquerda e toda a ampla gama de gente que padeceu sob os cassetetes dos seus comandados.

ACM viveu ainda para, estupefato, amargar uma derrota acachapante nas urnas, em 2006, com a eleição de Jaques Wagner (PT) para o governo do Estado, sindicalista ligado à indústria petroquímica. A vitória de Wagner deu-se, portanto, pela irrevogável vontade popular de dar cabo ao império carlista e à ingerência dos seus caprichos sobre a coisa pública. E então fez-se a luz, a grande surpresa das eleições gerais de 2006 no Brasil: o novo, o fim de uma era obscura e autoritária: emerge o “governo de todos nós”.

Mas não tardou, para desapontamento dos trabalhadores baianos, que o “governo de todos nós” logo se transformasse no “governo de todos os nós”: o nó da segurança pública, o nó da saúde, o nó da educação… Triste Bahia.

Pobre educação baiana. Neste exato momento todas as quatro universidades estaduais se encontram em greve por tempo indeterminado, num movimento unificado cujos pleitos, comum a todas, são velhos conhecidos de cada um dos governadores que passaram pelo Palácio de Ondina: melhoria das condições trabalho, mais recursos para a educação, respeito aos servidores.

Concretamente, o governo Wagner, a partir de um decreto (12.583) e uma portaria, re-emitidos em fevereiro, de um só tacão promove a inanição financeira das instituições, com o estrangulamento das suas atividades fins, e solapa a autonomia universitária ao transferir para a tecnocracia do estado uma miríade de resoluções ordinárias que desde sempre coube às universidades fazê-lo, em função de suas próprias dinâmicas, tornando as ações de progressão laboral, concurso público, alocação de recursos para atividades extensionstas e de pesquisa, ou mesmo a compra de pipetas, luvas e sabão um verdadeiro pesadelo kafkiano.

No campo da negociação salarial, os acordos que vinham sendo pacientemente engendrados há  mais de um ano foram suspensos unilateralmente com a chamada “cláusula da mordaça”, que textualmente vincula a incorporação de direitos trabalhistas ao impedimento dos docentes de pleitear qualquer demanda salarial até 2015.

:: LEIA MAIS »

TJ-BA DERRUBA CENSURA AO BLOG DO GUSMÃO

Emílio comemora decisão do TJ.

O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) derrubou a censura imposta ao Blog do Gusmão pelo juiz titular da 3ª Vara Cível da Comarca de Ilhéus, Jorge Luiz Dias Ferreira. O magistrado ordenou, em março, a imediata retirada de postagens sobre o secretário de Serviços Públicos, Carlos Freitas.

A decisão contra a censura é da desembargadora Ilza Maria da Anunciação em agravo de instrumento interposto pelos advogados Jorge Almeida e Mariana Almeida, defensores de Emílio Gusmão, editor do Blog do Gusmão.

As notas (posts) censuradas falavam de um exame de próstata a que o secretário foi submetido e os crimes cometidos por Freitas contra a Língua Portuguesa.

Imagem postada no post ABC do Valentão foi censurada pelo juiz ilheense.

O blog foi obrigado pelo juiz ilheense a retirar as postagens “O valentão e a dedada” e ABC do Valentão e até uma outra postada num site de terceiros. O descumprimento da decisão resultaria em multa diária no valor de R$ 500,00.

A desembargadora Ilza Maria da Anunciação destacou, em sua decisão, que vivemos numa “sociedade democrática e livre de censura, em que publicações insertas nos blogs indicados nos autos são imbuídas de juízo crítico trazidos com bom humor, mas com limitações impostas pelo direito à inviolabilidade da honra e da imagem“. Ou seja, o que tanto o secretário Carlos Freitas como o juiz ilheense viram como de mau-gosto e invasão à intimidade, a desembargadora enxergou como postagens “de juízo crítico” e “bom humor”.

A magistrada ainda destacou entendimento do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello, para quem não há responsabilidade civil em publicação de matéria jornalística com caráter mordaz ou irônico ou veiculação “de opiniões em tom de crítica severa, dura ou, até, impiedosa, ainda mais se a pessão a quem tais observações forem dirigidas ostentar a condição de figura pública”.

Assim, o Tribunal de Justiça valoriza a liberdade de expressão e derruba um precedente perigoso que se abria no judiciário ilheense. Emílio Gusmão disse ao PIMENTA que as postagens voltam ao ar assim que for notificado da decisão judicial.



WebtivaHOSTING // webtiva.com . Webdesign da Bahia