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:: 12/jun/2011 . 23:03

DRAGON – O TIGRE PINEL

CENTRO DE CONVENÇÕES ENTRE OS ELEFANTES BRANCOS

Ari Rodrigues denuncia a "politicalha" itabunense (Reprodução Fantástico/Pimenta).

O Fantástico, da Rede Globo, exibiu reportagem, há pouco, sobre os verdadeiros elefantes brancos espalhados por todo o país. Na lista, apareceu pelo menos uma obra na Bahia que sugou recursos públicos e não saiu do papel. A obra é exatamente a construção do minicentro de convenções e teatro de Itabuna.

Avaliado em mais de R$ 20 milhões, o minicentro já consumiu R$ 3,5 milhões. A obra está parada há mais de quatro anos. A interrupção ocorreu no início do segundo semestre de 2006, quando o então governador Paulo Souto brigou com o prefeito Fernando Gomes e suspendeu outros R$ 3 milhões previstos no orçamento para terminar a parte de edificação do espaço cultural e de eventos.

O produtor cultural Ari Rodrigues, de Itabuna, explicou a “política da coisa” à produção do Fantástico:

– Tem uma briga política de dois grupos. Quando um ganha, não faz porque foi o outro que começou a fazer, e assim por diante. O povo é que fica a ver navios.

O produtor se refere aos grupos dos ex-prefeitos Fernando Gomes (PMDB) e Geraldo Simões (PT). Quando Jaques Wagner assumiu o governo baiano, em 2007, disse que uma auditoria encontrou irregularidades nos gastos e na obra.

O ex-prefeito Fernando Gomes explicou em entrevista ao Diário Bahia que a paralisação das obras do minicentro de convenções e teatro foi um dos motivos que o levaram a romper politicamente com o ex-governador Paulo Souto (DEM).

Segundo Fernando, Souto dispunha de R$ 85 milhões em caixa e poderia concluir a obra (relembre aqui). Já no campo oposto, a alegação é de que a obra foi construída numa área inadequada e com a finalidade de valorizar as terras do ex-prefeito Fernando Gomes.

Quase cinco anos depois, o elefante branco construído nas terras do ex-prefeito continua sem uso. Usado, mesmo, só o eleitor.

Obra em Itabuna está abandonada há quase cinco anos (Foto Pimenta).

BEROLA ESTRAGA FESTA DO BAHIA

O sulbaiano Neto Berola (ex-Itabuna e ex-Vitória) jogou água no chopp do Bahia em pleno estádio de Pituaçu, nesta tarde de domingo. O jogo entre o time baiano e o Atlético-MG caminhava para um “final feliz” para o tricolor de aço. Caminhava. Já caminhando para os 15 minutos finais da partida, Berola aproveitou lance com Daniel Carvalho para empatar, aos 31min da etapa final.

O resultado deixou o Galo com sete pontos e o Bahia, apenas dois e na 18ª colocação. Após quatro rodadas, o tricolor baiano acumula duas derrotas e dois empates. Ainda não sabe o que é vencer. O gol do Bahia foi marcado por Souza, de pênalti.

ACIDENTE MATOU 3 DA MESMA FAMÍLIA

Osvaldo, Maria do Socorro, Joelington e Thiago morreram no acidente (Rep. Ubaitaba Urgente).

Das quatro vítimas do acidente ocorrido no início da tarde deste domingo, 12, na BR-101, próximo aos municípios de Aurelino Leal e Ubaitaba, três eram da mesma família. Os nomes foram divulgados há pouco pela polícia rodoviária.

As vítimas são: Osvaldo Coelho Ferreira, 51; Maria do Socorro Ferreira, 42; Tiago Santos Ferreira, 21; e Joelington Silva Santos, 37. Todos morreram na hora.

O Volkswagen Golf, placa JQY-6028, de Itabuna, que era conduzido por Osvaldo, invadiu a contramão e acabou colidindo com um ônibus da empresa Rota. Depois de atingir o veículo maior, o Golf foi projetado para uma formação rochosa existente na margem da pista.

Duas ambulâncias do Samu chegaram até o local, mas todos os ocupantes do Golf já estavam mortos. Não houve feridos entre os passageiros do ônibus, embora este tenha ficado com a frente destruída.

Neste momento, quase quatro horas após o acidente, as vítimas continuam presas às ferragens e há um enorme engarrafamento nos dois sentidos da BR-101.

Clique aqui para ver as fotos dos veículos após o acidente.

QUANDO O CARRO SERVE PARA “ALGO MAIS”

Da Folha Online:

Para apimentar a relação ou mesmo sair da rotina, muitos casais resolvem praticar sexo em locais inusitados. O carro é uma das opções prediletas, apontam recentes pesquisas feitas na Europa.

Namorados que compartilham o carro colocam o amor à prova

Segundo estudo realizado pela companhia de seguros Direct, 32% dos motoristas espanhóis admitem já ter feito sexo ao menos uma vez dentro de um automóvel -estacionado, é claro.

Entre os ingleses, esse número sobe para 54%, aponta a empresa Autoquake. E 4 entre 10 britânicos entrevistados descreveram a experiência como “maravilhosa”, apesar do risco de serem flagrados ou presos por atentado ao pudor.

As pesquisas revelaram também que as espaçosas peruas e as versáteis multivans são os modelos mais elogiados para a prática.

Contudo, segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, Osvandré Lech, o carro é um local perigoso para essa atividade. “O risco de o sujeito sofrer alguma contusão é muito grande”, explica.

QUATRO MORTOS EM ACIDENTE NA BR-101

Um grave acidente ocorreu há pouco na BR-101, próximo à ponte entre os municípios de Ubaitaba e Aurelino Leal. O motorista de um Volkswagen preto perdeu o controle do veículo em uma curva e se chocou com um ônibus da empresa Rota que vinha no sentido oposto. Todos os quatro ocupantes do carro menor faleceram no acidente.

A violência da batida foi tamanha, que não houve possibilidade de se fazer uma identificação precisa do modelo do veículo.

Os corpos ainda não foram removidos do local.

SUPOSITÓRIO DE JACA

AO sugeriu a terapia em encontro com os chineses

Segue resumo de uma história contada lá no site Cia da Notícia (coluna “Do Público ao Privado”):

Em um de seus mandatos como deputado federal, o comunista Haroldo Lima ciceroneou uma comitiva da China em visita ao Brasil. No sul da Bahia, o grupo – composto inclusive pelo embaixador chinês no país – teve, entre outros eventos, um almoço oferecido pelo então prefeito de Ilhéus, Antônio Olímpio, conhecido pescador e piadista inveterado.

Durante a refeição, o deputado transbordava conhecimentos sobre o sul da Bahia, cujas fazendas lhe haviam servido de esconderijo na época da ditadura militar. Falou das matas, do cacau e enveredou pela jaca e suas tantas qualidades e possibilidades gastronômicas.

Nesse momento, o embaixador chinês tomou a palavra para dizer que o fruto era também cultivado no sul da China e havia inclusive estudos de uma substância encontrada na jaca que poderia ser utilizada no tratamento de portadores do vírus HIV. Foi aí que Olímpio não se conteve e fez a seguinte observação:

– Essa notícia é excelente para os nossos vizinhos itabunenses, que poderão usar o bagunço (nome do talo existente na jaca) como supositório.

A brincadeira (provocação contra os “papa-jacas” de Itabuna) encabulou os que entendiam a língua portuguesa e deixou atônito o tradutor, que não sabia o que fazer para converter aquela história para o mandarim.

Detalhe: segundo o Cia da Notícia, as palavras usadas pelo prefeito foram um pouco menos decorosas do que estas publicadas e publicáveis…

UNIVERSO PARALELO

A MÍDIA PARECE NÃO QUERER QUE EU VOLTE

Ousarme Citoaian
Estive de férias (razão para não ter respondido aos comentários às últimas colunas) e, tão logo retomo o trabalho e a leitura dos jornais, recebo a primeira cutilada, de importante diário itabunense. Estranhos e dispensáveis votos de boas-vindas. Em duas linhas iguais, como recomenda o clássico modelo nas redações, o jornal manda ver: “Augusto Castro cobra e Wagner garante obras”. Não querem que eu volte! – é minha conclusão, diante da insistência da mídia em manter essa acepção canhestra do verbo “garantir”: o governador, neste caso específico, não “garante”, apenas diz, afirma e, mais adequado à lógica política, promete. Mas (ainda bem!) são muitos os empregos “certos” desse verbo.

PROMESSA É COISA DIFERENTE DE GARANTIA

Vejamos estes exemplos, aleatoriamente colhidos: “STF garante aposentadoria especial a servidor com deficiência”, “Brasil vence Equador e garante vaga no Mundial e no Pan-Americano” e – para não esquecer o futebol – “Flamengo vence o Vasco, conquista a Taça Rio e garante o título carioca invicto”. É fácil perceber que nas três manchetes fala-se de algo realizado, concreto, que não depende de eventos futuros (como é o caso das tais obras “garantidas” pelo governador). Fôssemos acreditar em “garantias” de políticos… A manchete ficaria ironicamente bem construída assim: Augusto Castro “cobra” e Wagner “garante” obras.

MÍDIA LEVANTA A BOLA PARA OS PODEROSOS

Jornalistas, por ignorância, preguiça, ingenuidade, conveniência ou motivações mais condenáveis, costumam ser a escada por onde os homens públicos ascendem ao poder. Mesmo com o risco de que pedradas surjam à direta, à esquerda, atrás e à frente, analisar a manchete (“Augusto Castro cobra e Wagner garante obras”) é preciso: levanta-se a bola a ser chutada pelo deputado e o governador, mostrados como eficientes (um porque “cobra”, outro porque “garante”), mas a boa informação – de que isto tudo é um engodo tão velho quanto as pirâmides do Egito – é sonegada ao leitor. Este, sabemos, pouco significado tem nos negócios midiáticos.

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LER JORNAL PODE SER EXERCÍCIO DE RISCO

Sou compulsivo leitor de jornais (queria dizer “voraz”, em vez de “compulsivo”, mas sei que os leitores não me perdoariam o eco). Porém não me imagino o maior deles.  Perco feio para Raimundo Galvão e Luiz Conceição (foto), inevitável é a rima. O primeiro, que já nos falta desde 1993 (e que falta nos faz!), lia até o obituário; o segundo, agora primeiro, está aí – e também lê até o obituário. Nessa longa vida de leitor, assisti, entristecido, ao funeral de diversos veículos: Última Hora e Jornal do Brasil (que muito têm a ver com minha formação), Correio da Manhã, Diário da Tarde (Ilhéus), Jornal da Bahia, Diário de Itabuna, Tribuna do Cacau (Itabuna) e SB – Informações e Negócios (Itabuna).

JORNAL GRANDE, ESTILO PEQUENO E FROUXO

Pois fosse eu meu analista a R$ 150,00 a hora de 45 minutos, me recomendaria, sisudo: “Pare de ler jornais e de ver televisão, pois essas coisas não lhe fazem bem”. Estaria certo o diagnóstico? Provavelmente, sim. Ao me deparar com certos textos de coleguinhas (para quem a boa redação é dever primário), sobe-me a adrenalina. Também agita-se-me o sangue nas veias, entrecortado se faz o respirar, a taquicardia me visita, ficam suadas e frias as mãos. Tive todos esses sintomas ao ler em grande jornal de Salvador esta manchete, em duas linhas: Operação policial consegue desarticular quadrilha que era liderada por delegados. Estilo amador, frouxo, no nível da escola elementar.

O BOM TÍTULO VENDE O TEXTO QUE O SEGUE

Falamos aqui, há dias, em linguagem econômica – e eis que o anti-exemplo vem a cavalo e irrompe coluna adentro. O título (ou manchete) da matéria está entre os itens mais nobres do jornal, pela quantidade de virtudes que encerra: concisão, clareza, capacidade de despertar interesse no leitor. Costuma-se dizer que uma boa manchete de primeira página (que há gente chamando de “capa”) vende toda a edição do jornal. Um bom título “vende”, no mínimo, o texto que encabeça. Vamos corrigir a montoeira de bobagens acima? Ficaria melhor se reduzida em três palavras e 18 toques: Operação policial desarticula quadrilha liderada por delegados. “A economia é a base da prosperidade”, diz o provérbio.

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DE CARONA NA GARUPA LEVE DO VENTO MACIO

Paulo César (Francisco) Pinheiro, a quem nos referimos há dias, é nome fundamental na canção brasileira, formando entre os melhores letristas do País. Nascido em 1949 (Rio de Janeiro), ele se revela poeta ainda muito jovem, despertando parceiros e intérpretes para sua produção. Tinha só 14 anos, quando fez um clássico romântico irretocável (musicado por João de Aquino), Viagem, que tem versos assim: “Vamos visitar a estrela da manhã raiada/que pensei perdida pela madrugada/ mas vai escondida, querendo brincar”. Permitam-me citar ainda: “Oh! poesia me ajude,/vou colher avencas,/lírios, rosas, dálias/pelos campos verdes,/que você batiza de jardins do céu”.

GRANDES PARCEIROS E GRANDES INTÉRPRETES

Viagem foi gravada por Marisa Gata Mansa (depois, vários artistas). Outros grandes intérpretes de Paulo César Pinheiro foram Elis Regina, Nelson Gonçalves, MPB-4, Elizeth Cardoso, Clara Nunes, Simone, Emílio Santiago, Quarteto em Ci, Soraia Ravenle (que montou o show “Arco do tempo”, em homenagem ao poeta) e, mostrada nesta coluna, Alobêned, meu furacão preferido. A ala de parceiros é integrada, além do pioneiro João de Aquino, por Baden Powell, Dori Caymmi, Tom Jobim, Ivan Lins,Toquinho, Guinga, João Nogueira, Mauro Duarte, Edu Lobo e outros. Ganhou em 2002 o Grammy de Melhor canção brasileira (em companhia de Dori) e, em2003, o Prêmio Shell, com CD O lamento do samba.

INTÉRPRETES COSTUMAM MUTILAR AS LETRAS

Paulo César Pinheiro é autor, ele mesmo disse, de dez livros de poemas (tendo quatro publicados), três romances (o primeiro foi Pontal do pilar/2009), duas peças de teatro, crônicas em diversos veículos, produções de discos e centenas de shows. O maior volume vem por último: “Mais de duas mil músicas compostas e mais de mil gravadas”, depõe. “Acho que mereço uma festinha, pois não desperdicei meu tempo”, brincou o poeta, ao comentar essa imensa produtividade, nas comemorações dos seus 60 anos (em 2009). No vídeo, Emílio Santiago (conforme o hábito) erra feio na letra: o ótimo poeta escreveu “desde muito longe”, o ótimo cantor leu “desde muito tempo”. Faz parte.

O.C.

“MARDADE”, MONTEIRO

Os servidores da prefeitura de Buerarema receberam péssima notícia neste final de semana. O salário de maio somente será pago no dia 20 de junho, às vésperas do São João. O prefeito Mardes Monteiro sumiu da cidade há dias e, especula-se, somente reaparecerá se ganhar ação no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) que ameaça tirar-lhe o poder das mãos.

A ação ainda julga se um decreto legislativo de 2007 – que o incriminou como “ficha-suja” – tem mesmo validade. Caso sim, Mardes passará novo período fora do comando do pequeno (mais disputado) município sulbaiano.

O julgamento está marcado para a terça, 14.



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