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:: 19/jun/2011 . 23:45

PORTO: LOCALIZADA CABINE DE HELICÓPTERO

Nadadores a bordo de um barco pesqueiro localizaram nesta noite a cabine do helicóptero que caiu por volta das 18h48min da sexta (17), na praia de Itapororoca, em Porto Seguro, no sul da Bahia, segundo a assessoria de comunicação da Marinha. A aeronave era ocupada por sete pessoas (relembre aqui).

De acordo com o Estadão, mergulhadores e lanchas foram enviados ao local para chegar a informação e auxiliar nas buscas. O trecho onde a célula do helicóptero foi encontrado é escuro e repleto de corais, segundo a Aeronáutica, o que dificulta a operação de buscas. A cabine está a 250 metros da costa e a 10 metros de profundidade.

Neste domingo, foram enterrados Fernanda e Gabriel Kfuri, mãe e filho, no Rio de Janeiro, e a babá Norma Batista Assunção, em Teolândia (BA), três das vítimas da queda do helicóptero. Ontem à noite foi enterrado o corpo de Lucas Kfuri. As buscas agora tentam localizar a namorada de um dos filhos do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, a jovem Mariana Noleto, além do piloto Marcelo Almeida e Jordana Kfuri Cavandish.

POXA, LUCIANO HUCK!

Manuela Berbert | manuelaberbert@yahoo.com.br

O tal do Luciano Huck salva as tardes preguiçosas e extensas dos sábados. Ele sabe prender a nossa atenção. Eu, que tantas vezes sou contra a política do assistencialismo em troca de voto e/ou audiência, verto lágrimas com a fórmula batida e cansada dos quadros Lar Doce Lar, Lata Velha etc. Luciano transforma homens e mulheres comuns em grandes personagens. E o Brasil todo se comove facilmente, até mesmo quando não há mérito para tal.

Porém, neste sábado, 18 de junho, o contador de histórias se superou: apresentou ao Brasil uma mãe que cria duas filhas em São Paulo com R$ 300,00 por mês. A grande surpresa foi a dignidade com que aquelas meninas foram criadas. Huck, embasbacado com a delicadeza dos gestos, com a grandiosidade dos hábitos e o vocabulário delas, perguntou o que não deveria: “E o que é miséria para você?” Com um sorriso sincero no rosto, a mãe respondeu que miséria era falta de saúde para trabalhar. “Sou pobre, não miserável!”. E, sutilmente, provou o que disse.

A verdade é que, enquanto acompanhamos a luta de pais de classe média e classe média alta, com filhos cada vez menos interessados nos estudos, as duas filhas daquela senhora dão um show na escola e ainda fazem cursos almejando aumentar a renda familiar, como o de confeitaria. Enquanto presenciamos casos de adolescentes abastados envolvidos com álcool e drogas, elas fazem curso de música clássica com um violino emprestado, cantam e sabem inglês. E, ainda falando do lado material da coisa, enquanto queremos sempre ter os melhores aparelhos celulares, notebooks, ipads, etc, aquelas duas meninas nunca tiveram o prazer de comprar uma blusa sequer, vivendo de doações. Mas, elas têm uma pequena biblioteca em casa.

Devo ainda lembrar que, enquanto vemos famílias sendo destruídas por falta de respeito e amor ao próximo, o Brasil conheceu a intimidade de três pessoas que residiam em dois cômodos, sem privacidade alguma, e que dividiam um único colchão. Porém, elas tinham metas espalhadas pela casa que diziam assim: “ser mais calma e tranquila”, “ser pontual”, “ser ação e fazer doação”, dentre outras. Em pleno sábado à tarde, um tapa na minha cara e na cara de metade da população brasileira. Miseráveis, elas, Luciano?! Não mesmo!

Manuela Berbert é jornalista e colunista da Revista Contudo.

UNIVERSO PARALELO

ACADÊMICOS COM PRODUÇÃO LITERÁRIA NULA

Ousarme Citoaian
Academias de letras – que Itabuna está criando no atacado – sempre foram objeto de polêmica e abrigo de vaidades. Inspirada na Académie Française au Fil des Lettres (literalmente: Academia Francesa ao Fio das Letras), a Academia Brasileira de Letras foi muitas vezes questionada, ao longo dos seus mais de cem anos, devido a nomes que permitiu assentarem-se para o chá das cinco. Lá estiveram, por exemplo, o ex-ditador e presidente Getúlio Vargas (Cadeira nº 37) e o general da ditadura militar Aurélio de Lira Tavares (foto), cuja produção literária não existe publicada ou inédita (na 20). Em tempos mais recentes, José Sarney, aquele, de questionados poemas cívicos, abancou-se na Cadeira 38.

LAMBANÇA DA ACADEMIA BOMBA NA INTERNET

Mas o estoque de lambanças (termo, convenhamos, nada acadêmico) da Academia não se esgota facilmente:  nas comemorações dos 110 anos de nascimento do confrade José Lins do Rego, e sob a “justificativa” de que o escritor era Flamengo, a ABL achou de dar a Medalha Machado de Assis ao jogador Ronaldinho. Na internet, para usar outra expressão alheia ao chá das cinco, o mico bombou. E, por último, entre um jornalista de viés conservador e preconceituoso (Merval Pereira) e um escritor de verdade, o baiano Antônio Torres (autor de Um táxi para Viena d´Áustria, dentre outros romances), a ABL escolheu o primeiro. Depois de Sarney, Aurélio e Getúlio, Merval (um panfletário da direta) lhe cai muito bem.

ACADEMIAS ESQUECERAM O “FIO DAS LETRAS”

Resta dizer, retomando o assunto regional, que academia de letras parece hoje coisa tão contemporânea quanto a anágua, o chapéu palheta, o cabriolé e o sapato de duas cores. Em outras palavras, uma aspiração demodée, arcaica, que não agita o meio em que se insere, não muda em nada o panorama cultural da região. Assim é com a Academia de Letras de Ilhéus (que teve seu ápice nos tempos de Abel Pereira e um pouco com Adonias Filho), hoje decadente em suas funções. As de Itabuna, se seguirem o modelo viciado (o erro fatal de ceder a outras atividades o espaço da literatura) serão natimortas. Investir no fil des lettres sugerido pelos franceses é o desafio que nossos sodalícios têm a enfrentar.

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TRIÂNGULO AMOROSO “QUENTE” AOS 65 ANOS

Pretendia um comentário sobre a criatividade dos brasileiros ao traduzir títulos de filmes, mas o primeiro que me vem à mente é Gilda (King Vidor/1946), que permaneceu no original – e aproveito para lembrar este adorável lugar comum mil vezes repetido, criado para a campanha promocional do filme: nunca houve mulher como Gilda. A personagem de Rita Hayworth rompe (e já são passados 65 anos!) com todas as convenções de Hollywood. Gilda, o filme, trata de um triângulo amoroso em que Gilda, a mulher, é o vértice principal. Na base, estão dois homens, sendo um o marido (Mundson) e outro o ex-amante (Farrell).

EM GILDA, CADA GESTO É UM APELO SENSUAL

A relação entre os homens é cheia de insinuações homossexuais (algo que, neste aspecto, lembra a dupla Bentinho-Escobar, de Machado de Assis, em Dom Casmurro). O que Mundson, o maridão, não sabe é que Farrell faz parte do passado de Gilda – e como faz! Os dois foram amantes (talvez em Nova York), separaram-se (por motivos nunca explicados), e Gilda guarda dele um ódio tão grande que, agora, em Buenos Aires, fará tudo para destruir a amizade dos dois homens. Gilda é incrivelmente sensual: o jeito quase imoral de jogar o cabelo, o olhar, os movimentos, cada baforada na longa piteira (na época havia charme em fumar), tudo sugere obscenidade.

O FAMOSO STRIPTEASE QUE NÃO ACONTECEU

 

E até quem prefere o cinema pingando sangue, com a trilha sonora de serras elétricas e outros instrumentos de “ação”, já ouviu falar do striptease de Rita Hayworth, em Gilda, que foi sem nunca ter sido: com o vestido tomara que caia quase caindo, Gilda canta, dança e incendeia a plateia, ao começar a tirar a roupa. Primeiro, lenta e provocadoramente, a longa luva da mão esquerda, depois… nada. Ela só tira a luva. Pede para alguém da platéia ajudá-la a abrir o zíper do vestido, a dança é interrompida e o resto do show há de ser feito somente na imaginação do espectador. Pensando bem, nunca houve mulher como Gilda.

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A MPB QUE JAMAIS SE RENDEU À DITADURA

Paradoxalmente, na ditadura militar a MPB produziu a pleno vapor. Seria possível organizar hoje uma imensa coletânea (se é que ainda não foi feita), um cancioneiro do protesto dos nossos compositores mais engajados: há muitas canções de Chico Buarque (Apesar de você, Roda viva, Cálice – com Gilberto Gil), Caetano Veloso (É proibido proibir), Geraldo Vandré (Pra não dizer que não falei das flores), Aldir Blanc (O bêbado e o equilibrista – com João Bosco). Liste-se ainda uma rara parceria de Caetano-Gilberto Gil (Panis et circensis), denunciando a conivência da sociedade com a ditadura: diante do pão e circo do governo, “as pessoas da sala de jantar/são ocupadas em nascer e morrer”.

DO “REI” PARA CAETANO VELOSO, COM AFETO

 

A relação incluiria também, de Gil, Aquele abraço, sua despedida, quando expulso do País (“Meu caminho pelo mundo/eu mesmo traço”) e Não chore mais, sobre tema de Bob Marley (“Amigos presos,/ amigos sumindo assim,/ prá nunca mais”). Até Roberto Carlos, jovem cantor das tardes de domingo (que até hoje disputa com o outro “rei’, o do futebol, o primeiro lugar em alienação política), entraria na lista. Ele fez, com Erasmo Carlos, Debaixo dos caracóis dos teus cabelos, para Caetano Veloso (na foto, com o “rei”), que estava preso: “Janelas e portas vão se abrir/pra ver você chegar/e ao se sentir em casa,/sorrindo vai chorar”. E não se há de esquecer Apenas um rapaz latino americano, dentre outras citações de Belchior.

O HOMEM QUE NÃO QUIS SER “CHE GUEVARA”

PBelchior ironiza o temor do regime aos artistas, como se canções fossem capazes de derrubar o governo. “Por favor, não saque a arma no saloon/eu sou apenas um cantor”, pede o poeta, como se dissesse: “De que tanto vocês têm medo, que não deixam, a nós, apenas músicos, ´sem dinheiro no banco ou parentes importantes´, dizer e cantar o que nos vai na cabeça?”. Pra não dizer que não falei das flores, de Geraldo Vandré, é o canto de guerra da época, nossa A marselhesa. Perseguido, o autor (que fez também, Porta estandarte, com o ubaitabense Fernando Lona) “mudou de lado”, dizendo que não queria ser o Che Guevara da MPB. Foi-se a ideologia, a canção ficou (lembrada com Simone, mulher bela e cantora sofrível, aqui).

O.C.

BUSCAS RETOMADAS EM PORTO SEGURO

Do G1:

As buscas por três pessoas que permanecem desaparecidas desde a noite de sexta-feira (17), após a queda de um helicóptero na Bahia, foram retomadas por volta das 6h deste domingo (19). Segundo o que informou a Capitania dos Portos ao G1, as buscam ocorrem inicialmente com o apoio de um navio e três lanchas. Cerca de 20 militares trabalham no local.

Neste domingo, deve chegar também à área de buscas um segundo navio que possui um equipamento sonar de varredura lateral e poderá ajudar na localização da aeronave no fundo do mar. Estão empenhadas na operação equipes da Marinha, Aeronáutica, Corpo de Bombeiros, Polícias Civil e Militar, além de pescadores da região. Quatro pessoas morreram no acidente.

A queda do helicóptero ocorreu durante uma viagem curta, entre Porto Seguro e Trancoso. O helicóptero caiu no mar na Praia de Itapororoca. Sete pessoas estavam a bordo. Mariana Noleto, namorada do filho do governador Sérgio Cabral, o empresário Marcelo Mattoso de Almeida, que pilotava o helicóptero, e Jordana Kfuri ainda não foram encontrados.

INSCRIÇÕES PARA O IFBA SÓ ATÉ HOJE

Encerram-se hoje (19) as inscrições para o processo seletivo de admissão nas unidades do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (Ifba), de Ilhéus e Jacobina. A oferta é de 280 vagas, distribuídas entre os dois novos campi.

As inscrições podem ser feitas somente via online, no endereço http://www.selecao.ifba.edu.br. É necessário imprimir o boleto e pagar taxa no valor de R$ 5,00.

Para a unidade do Ifba de Ilhéus, serão oferecidas vagas nos cursos de Informática e Segurança do Trabalho, enquanto no de Jacobina serão recebidos alunos apenas para Informática. Os cursos são voltados para pessoas que já concluíram o ensino médio e têm interesse em obter formação técnica.

A CULPA NÃO É DOS FLANELINHAS

Allah Góes | allah.goes@hotmail.com

O fato ocorrido há alguns dias, em que, após uma discussão sobre o valor a ser pago pelo uso de uma vaga de estacionamento, que a princípio seria gratuita, no centro da cidade de Itabuna, ocorreu a agressão ao motorista do carro por um flanelinha, expôs para todo o Brasil (pois foi até notícia no Jornal Nacional), a grande bagunça que hoje se vê no centro de Itabuna.

Mais que um fato isolado, a agressão ocorrida é apenas um sintoma da grave doença que há muito tempo acomete a região central de nossa cidade, que sofre com a falta crônica no planejamento de ações, pois hoje por ali: se brinca de re-locação de ambulantes; graceja-se com a questão do transito; zomba-se da segurança.

Nossa principal via central, a Avenida do Cinquentenário, que passou recentemente por uma reforma, está mais para Bangladesh que para Champs-Élysées, pois a sua desorganização, não apenas por conta da questão da disputa pelas vagas de estacionamento, engloba também nosso caótico sistema viário e o falho sistema de videomonitoramento, fazendo com que se questione, tanto a utilidade da obra quanto o valor ali gasto.

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EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA

Alunos do Curso Básico de Fotografia, ministrado pelas comunicólogas Anabel Mascarenhas e Tacila Mendes, participam de uma mostra de seus primeiros trabalhos, de 3 a 6 de julho, na galeria do Teatro Municipal de Ilhéus. Estarão expostas imagens registradas pelos 24 alunos em uma aula prática no centro histórico da cidade.

As professoras prometem anunciar em breve uma segunda edição do curso e todas as novidades dessa turma podem ser conferidas no blog descobrindoafotografia.blogspot.com.

NÃO CHEIRA BEM

O governo de Sir Azevedo precisa vir à luz para explicar como uma obra no bairro São Roque, apesar de licitada e vencida por uma empreiteira, é executada pela Empresa Municipal de Água e Saneamento (Emasa).

E mais, precisa explicar quem são os verdadeiros donos da tal empreiteira.

Se a explicação for cristalina como água mineral, talvez o “esgoto” estoure antes do tempo…

MOTORISTA DEVE REDOBRAR CUIDADO NAS ESTRADAS SULBAIANAS

Picape vira no quilômetro 546 da BR-101 (Foto Augusto Magno/Pimenta).

As polícias rodoviárias recomendam aos motoristas que trafegam pelas estradas sulbaianas maior atenção nesse período chuvoso e de tráfego maior devido à proximidade do São João. Das sete da manhã ao início da noite deste sábado, a polícia rodoviária estadual registrou sete acidentes e três vítimas com ferimentos leves, além de apreender um carro com placa clonada.

O carro apreendido, Fiat Strada, apresentava placa JLU-7469. A polícia checou a documentação do veículo e descobriu que a placa pertence a um GM Astra. Os policiais também verificaram o chassi da Strada e constataram uma queixa de furto do veículo. O motorista disse que comprou o carro há dois anos. Acabou tendo que se explicar no Complexo Policial de Itabuna.

Todos os sete acidentes ocorridos nas estradas estaduais, de acordo com a PRE, foram saídas de pista, dois deles ocorridos na BA-120, ligação da BR 415 com o município de Itapé, onde ocorrem festejos juninos. Outras duas saídas de pista foram registradas no quilômetro 15 da BA-262.

Populares socorrem casal acidentado na BR-101 (Foto Augusto Magno/Pimenta).

Já a Polícia Rodoviária Federal chama a atenção para o trecho sulbaiano da BR-101. A maioria dos acidentes ocorridos neste sábado foi causada por aquaplanagem, quando o carro derrapa devido à falta de aderência causada pela pista molhada. A PRF aproveita para recomendar atenção com o estado do veículo – olho nos pneus – e as condições da estrada.

Um dos acidentes foi registrado por volta das 11h no quilômetro 543 da BR-101, em São José da Vitória, no sábado. Uma picape Toyota Hilux (NYM-4233, licença de Porto Seguro-BA) invadiu a pista contrária, bateu em um barranco e ficou parcialmente virada na estrada. O casal que estava no carro saiu ileso, socorrido por populares. Com informações do repórter Costa Filho, da rádio Jornal.

alba



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