PORTO SUL E CIDADANIA
Aldircemiro Duarte | mirinho_estivador@hotmail.com
O debate favorece a construção de modelos não somente economicamente positivos, mas também socialmente justos e ambientalmente responsáveis. Este é o tripé da sustentabilidade.
A definição do Porto Sul não somente como um empreendimento de logística, mas como uma política de Estado, é provavelmente um dos maiores acertos do governo Jaques Wagner. Deste porto, muito já se falou e se tem falado, como de sua importância para facilitar o escoamento de diversos produtos, por meio da conexão com a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), projetando-se uma movimentação de cargas de 75 milhões de toneladas por ano. Anunciam-se mais de 4 mil empregos diretos na construção e operação e outros tantos indiretos (três vezes mais), além de um incremento na receita tributária de Ilhéus, e é sabido que os benefícios ultrapassarão as fronteiras ilheenses, criando um efeito virtuoso de amplitude regional. Mas o porto é, sem sombra de dúvida, muito mais do que isso.
Não se pode pensar no Porto Sul olhando para os empreendimentos do passado, quando a execução se dava de qualquer maneira, sem preocupação com os impactos ambientais e sociais. A maturidade democrática e o processo de fortalecimento institucional que o Brasil vive tornam necessária e bem-vinda toda discussão, e o debate favorece a construção de modelos não somente economicamente positivos, mas também socialmente justos e ambientalmente responsáveis. Este é o tripé da sustentabilidade que anda de mãos dadas com a democracia.
A secretária estadual da Casa Civil, Eva Chiavon, afirmou recentemente que o Porto Sul abrirá caminho para diversas políticas públicas. Ela lembrou que hoje não se constrói um porto e uma ferrovia sem promover um conjunto de ações para que tais projetos tragam em si a possibilidade concreta de melhoria das condições de vida das comunidades situadas em seu raio de influência. Logicamente, um governo que tem como slogan “País rico é país sem pobreza” jamais pensará em desenvolvimento econômico dissociado de um efetivo progresso social.
No caso do Porto Sul, o compromisso com a melhoria dos indicadores sociais da região está manifesto na forma como se dão as discussões em torno do projeto e nas ações já em andamento ou prontas para ser executadas, por iniciativa do governo e do parceiro privado do Porto Sul. A intenção de priorizar a contratação de mão-de-obra local e de transformar a antiga área do projeto em unidade de conservação reflete a sintonia da proposta com aspirações de caráter tanto social, quanto ambiental.
É sintomático que a apresentação do projeto Porto Sul em Ilhéus, no dia 10 de outubro, tenha reunido os secretários estaduais da Casa Civil, dos Portos e o de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos. A presença de Almiro Sena, titular desta última Secretaria, foi como uma mensagem implícita de que, para o governo Wagner, as questões econômicas andam juntas com as questões da cidadania.
Lapidar o entendimento de Almiro Sena, um promotor de justiça, de que o Porto Sul “pode representar uma conquista de direitos e de efetivação da cidadania” e que isso depende em muito da capacidade da sociedade local de debater e construir. O secretário prosseguiu, afirmando que a premissa dessa discussão é o compromisso com algo maior. E ele perguntou, desafiando cada um dos ouvintes à reflexão: “a quem pertencerá o futuro dessa terra?”.
Almiro Sena, um homem atento aos flagelos sociais, distanciou-se das demandas de infraestrutura e da logística e tocou direto em um ponto que tanto preocupa Ilhéus e praticamente todas as cidades desse País. Lembrou que nossas famílias estão expostas à indústria do tráfico de drogas e que a ação policial, apenas, não resolve o problema. Para contrapor essa economia da droga – diz o secretário –, é necessário desenvolver políticas públicas e investir em empreendimentos reais, que viabilizem oportunidades de inclusão e de ascensão social.
A quem pertencerá o futuro dessa terra? Quem responde é o próprio secretário de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos: “o futuro pertence a todos nós, que o estamos construindo”. Complementamos: pertence sobretudo aos ilheenses, que, em sua maioria, já disseram sim ao Porto Sul. E disseram por entender a importância desse projeto para que Ilhéus e região reencontrem o caminho do progresso, tanto econômico quanto humano.
Aldicermiro Duarte é coordenador do Comitê de Entidades Sociais de Ilhéus e Região (Coeso)















Eu realmente gostaria de saber em que documento, em que mãe-de-santo, em que cartomante, em que cigana; Mirinho encontrou a informação de que o Porto Sul vai gerar mais de 16.000 empregos, ou seja mais de 4.000 diretos e mais de 12.000 indiretos.
É uma irresponsabilidade o que este Senhor, em nome da COESO, está fazendo.
São estas e outras que fazem com que a comunidade regional já esteja com uma pulga atrás da orelha quando se fala de Porto Sul.
José Vidal
Que piada hein!!! 600 empregos? destruir tudo isso por 600 empregos e uma estrutura particular ?
Pensa aí sr.
Boa eu sou a favor sim do Porto apesar do impacto ambiental que esse tipo de obra causa, gerar empregos sem dúvida é o maior beneficio para a população mais o que não podemos esquecer é qualificar profissionais para esse grande acontecimento pois o que vejo aqui em Pernambuco no respectivo Porto de Suape é a desqualificação dos pernambucanos , esse foi o maior problemas para os pernambucanos não qualificados o que aconteceu é que ficaram com os empregos piores(os que conseguiram) e a grande maioria são pessoas de outros estados e fora do país também, o que se deve pensar é em QUALIFICAÇÂO PARA O POVO BAIANO assim realmente vai ser beneficio para nosso povo e para os que tão longe assim como minha pessoa e deseja voltar.
Paulo Santos, pensar que um empreendimento desse porte ficará restrito a 600 empregos é um tanto complicado. O potencial de atração de novas indústrias que a ferrovia e o porto trarão certamente vão ampliar e muito esse número de empregos. Vamos pensar de maneira menos conservadora porque o sul da Bahia já pagou um preço muito alto por ter medo de avançar. O cavalo selado já passou por aqui algumas vezes e o povo não se apercebeu. Tomara que dessa vez seja diferente.
José Vidal,
Eu não li esse número que você cita no texto. Tô procurando até agora.
Veja Isabela:
Está escrito no texto:
“Anunciam-se mais de 4 mil empregos diretos na construção e operação e outros tantos indiretos (três vezes mais)”
Então:
4.000 + (3 x 4.000) = 16.000
Viu agora minha querida. Pura questão de aritmética.
José Vidal
Com a palavra os ecochatos de plantão…os anti desenvolvimento!Saiam de Ilhéus e vejam o desenvolvimento em outros lugares.Um complexo como este e vcs ainda tem dúvidas com relação a geração de milhares de empregos!
Ai Ai…Ecochatos!
GENTE ACABOU….POUPEM SUAS PALAVRAS, SUAS ESCRITAS……..
O POVO DE ILLHÉUS QUE O PORTO SUL E ACABOU!!!!!
NÃO TEM VIDALZINHO , NÃO TEM SOCORRINHO , NÃO RUIZINHO…
E quem responde pela falta de medicamento e até fita (esparadrapo para curativo) da Santa Casa de Itabuna? Com a palavra o Secretário de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos. Hoje em visita a uns internados na referida instituição de saúde pude constatar o descaso com a vida dos pacientes, inclusive com planos de saúde. Tomando conhecimento pela “fala” de uma das pacientes, a enfermeira, que por ventura ouviu as queixas, se inflamou e mandou reclamar na frente do Hospital. MUITA FALTA DE VERGONHA E HUMANIDADE NO SETOR DE SAÚDE DE ITABUNA… Lamentável.
Podem fazer o que quiser, o Porto vai sem implantado isso é FATO!
Esses eco-modistas só pensam em travar o desenvolvimento. Quem é contra o Porto Sul é inimigo de Ilhéus.
Coronéis de areia e o Porto Sul…
Quando ouço pessoas criticar a implantação do Porto Sul fica patente que tudo não passa de uma estratégia da combalida e desesperada classe dos cacauicultores (leia-se coronéis) falidos de Ilhéus.
Esses “fazendeiros” criaram seus filhos com todos os “mimos de Rei”, depositaram fortunas em suas contas bancárias quando estes moravam no Rio de Janeiro ou em Salvador para concluir (?) seus estudos (embora saibamos que a grande maioria destes nunca chegava nem próximo aos campi universitários à época), e a farra rolava solta e os empréstimos bancários eram igualmente exorbitantes, afinal o cacaual estava cacauando (como diria Delfim Neto na sua incursão pelo Ministério da Agricultura). Pois bem, hoje se vislumbra uma real possibilidade de recuperação econômica da região Sul da Bahia através da chegada do Porto Sul, não obstante, esses velhos “coronéis” teriam que conviver com uma nova sociedade se organizando em torno de uma coisa absolutamente desconhecida deles que é o TRABALHO! Filhos desqualificados, herança comprometida até a décima geração, como segurar a pose? E ainda ter que assistir os novos “Candangos” construir riqueza em cima do ócio celebrado, é demais pra essas cabeças equivocadas das terras de Gabriela.
O que incomoda mais é o fato de sentirem que serão expurgados do processo pela falta de competência no novo “negócio”, os filhos carregarão pedras pros novos faraós e isso mostrará a CARA dos falidos!
Senhores coronéis, pensar Ilhéus do tamanho de suas cabeças já não cabe mais no contexto, querer uma cidade bucólica com a economia baseada na pesca é no mínimo retrógrado, depositar suas expectativas no poder público municipal como fonte geradora de emprego e renda é um modelo absolutamente incompatível com a realidade que se apresenta em toda Bahia e no Brasil, portanto, desçam de seus tronos esfarrapados, arregacem suas mangas, larguem o discurso preguiçoso e façam por seus netos o que não conseguiram fazer por seus filhos!
-ACHO VÁLIDO A PREOCUPAÇÃO DOS PSEUDOS ECOLOGISTAS COM RELAÇÃO A PRESERVAÇÃO DO QUE POUCO RESTA DA NOSSA MATA ATLANTICA. MAS NO ENTANTO, ESSES PSEUDOS ECOLOGISTAS NUNCA SE INSURGIRAM CONTRA OS PROPRIETÁRIOS DE TERRAS DESTA REGIÃO QUE DURANTE DÉCADAS VEM DESMATANDO POR PURA EXPLORAÇÃO DE MADEIRAS NOBRE, OU PARA CONSTRUIR POUSADAS E ATÉ MESMO CASAS SULTUOSAS COM FIM LUCRATIVO PESSOAL SEM TRAZER NENHUM BENEFÍCIO COLETIVO.
-E QUANTO AOS NOSSOS RIOS? QUE ESTÃO DEGRADADOS POR ESGOTOS, QUE SÃO JOGADOS DE FORMA INATURA PELAS CIDADES QUE OS MARGEIAM, SEM QUE HAJA A MENOR PREOCUPAÇÃO OU PROJETOS POR PARTE DOS PREFEITOS PARA SANAR ESTE MAL QUE NO FUTURO BEM PRÓXIMO NOS DEIXARÁ SEM ÁGUA POTÁVEL. QUANTO A ISSO NUNCA VI OU OUVIR NENHUM MANIFESTO, POR PARTE DESTES “ECOLOGISTAS”, CONTRA ESTE CRIME AMBIENTAL, QUE É COMETIDO SOBRE A OMISSÃO DE TODOS.
-ORA SRS, VAMOS DEIXAR A DEMAGOGIA DE LADO, ESSES DISCURSOS VAZIOS, E NOS UNIR PARA QUE ESTA REGIÃO TOME UM NOVO RUMO DESENVOLMENTISTA. NÃO TEMOS MAIS COMO SOBREVIVER DE UMA MONOCULTURA EM ESTADO PRE FALIMENTAR, QUE DURANTE DÉCADAS SÓ BENEFICIOU UMA MENORIA DE FAMÍLIAS ABASTADAS.
Parabéns pelo texto e pelas informacões contidas no mesmo.
sou totalmente a favor do Porto sul, acredito que sua implantação irá melhorar e muito a situação econômica da região.Os que criticam em grande parte estão inclusos no texto tb. muito bem escrito kiko de Assis, assim como o texto do Cidadão.
Espero que os ilheenses e os moradores das regiões em torno que tb. irão se beneficiar com o Porto,se conscientizem da importância da implantação de uma estrutura deste porte para a região,e para o estado. Pense nisso… lembremos que a Uesc e demais Faculdades, estão investindo em novos cursos e não devemos esquecer da implantação do IFET,tb. visando o futuro da região.
Texto inteligente e convido outros blogs para copiarem. Mano velho você arrebentou.
Parem de ver esse bendito porto como a salvação da lavoura! No máximo o que vai acontecer é contratar mão de obra barata para construção, aumentar o numero de favelas nas nossas já favelizadas cidades,e serviremos apenas como Palanque eleitoral de um monte de ¨pai da criança¨. O porto é para escoar minério, e será todo mecanizado,não exigirá grande número de mão de obra,sem falar que a mão de obra deve ser importada, pois aqui não existe a qualificação da mesma. Por que o governo não da mais atenção ao turismo??? Temos um imenso potencial turístico, que pode ser agregado a ZPE, esses investimentos sim tem impacto importantíssimo no mercado de trabalho e teriam uma circulação de renda muito mais impactante no município. Mais ,parece que isso não da voto(não tem o monumento para justifica-lo).O que se busca com esse empreendimento é escoar os já escassos recursos naturais, a preço de banana,e depois os baianos é que vão sofrer com os impactos ambientais, e daqui uns trinta anos, teremos um elefante branco pra alimentar.
Dessas obras , as únicas que saíram do papel são as que dependem da iniciativa privada, pois Aeroporto é só promessa de campanha, assim como Barragem do Rio Colônia, nova ponte(Ilhéus), Duplicação da Br 415,Centro de convenções,Hospitais(que funcionem), Segurança. Não conheço nada que esse governo tenha feito em nossa região, onde estão as melhorias??
Porto Sul só vai existir por que tem Dim-Dim de fora na jogada.
Excelentissimo Sr. José Vidal, tenho plena certeza de que o senhor não conhece nada alem dos limites de terras baianas. Por ventura o senhor conhece uma área portuária do tipo Itajaí/SC? Se conhecesse jamais falaria que um estrutura portuária não tem a capacidade de criação de 10 mil ou mais empregos. Saiba que na construção serão criados vários empregos e na operação muito mais ainda. Existem as empresas de transportes, logística e toda uma estrutura que gera emprego.
Te faço uma outra pergunta? Se vc fosse dono de uma empresa teria a coragem de instalar a sua empresa numa cidade onde ao menor sinal de chuva fecha-se o aeroporto sem hora pra que seja reaberto? Onde a via principal de acesso a cidade é a rodovia Ilhéus/Itabuna onde um veiculo de carga pra percorrer 25Km dura no mínimo uma hora? Como as industrias transportaram seus produtos dessa forma? Pois é cidadão, todos esses problemas são impercilios graves que travam o desenvolvimento da nossa cidade. Temos que apoiar a construção do porto, aeroporto e ferrovia para que nossa cidade saia do marasmo e da inércia que se instalou a anos na região. O vale do Paraíba/SP é uma região cheia de industrias, ferrovia, rodovias e nem por isso deixou de ser uma região turística, assim como tantas nesse pais.
Mirinho responde a José Vidal/Paulo Santos/Wallace
Quando refletimos que nesse pouco mais de ¼ de século a economia regional combaliu com a crise da cacauicultura e nenhum dos opositores do porto sul teve a idéia de apresentar um projeto capaz de revitalizar essa economia e, ainda, se contrapõe a um empreendimento que induvidosamente, assegurará o futuro da nossa atual juventude, não há como acreditar na ação anti-intermodal porto sul.
Quando vemos o professor Rui Rocha contribuindo para com a formação e a qualificação de centenas de estudantes de uma das melhores Universidades do país, a UESC, cujos estudantes ao concluírem os seus cursos, diante da falta de mercado de trabalho vão aplicar os conhecimentos aqui aprendidos e apreendidos em outras regiões para sobreviverem com dignidade, consideramos como ilógico e contraditório o comportamento do professor, em contrapor-se ao porto sul, um equipamento gerador de emprego, ou, no mínimo estranho o seu comportamento de não apresentar alternativas para fixar aqui os seus alunos, assegurando-os emprego e trabalho.
Quanto aos empregos a serem gerados já que tem causado tanto espanto, convidamos a nos basear no passado, fixando-nos no período dos anos 80/87. Lembra-se que no porto do malhado diariamente tínhamos 03 navios atracados em plena operação com carregamento de cacau e de outros produtos, enquanto 05/06 navios aguardavam ao largo para atracar? Lembra-se quantos sindicatos atuavam no porto do malhado durante 24 horas? Lembra-se quantas agências bancárias, quantas agências de navegação, quantas empresas compradoras de cacau, quantas cooperativas, quantas casas comerciais, quantos bares, quantos restaurantes, quantas lavanderias, quantas lojas de discos, quantas farmácias, quantos órgãos do governo tinham sede em Ilhéus, etc.?Concordam que com a crise do cacau tudo isso desapareceu? Imagine quantos empregos diretos e indiretos o porto do malhado gerou enquanto a cacauicultura permaneceu pujante? Sabia que com a instalação do porto sul, obrigatoriamente o porto do malhado será reativado, no inicio para servir de suporte ao primeiro e depois como complemento? Sabia que lá atracarão navios a partir de 150 mil toneladas e cá, não terá capacidade de atracação para embarcações acima de 70 mil toneladas, mesmo com a profundidade máxima projetada para 14 metros? Que lá, no porto público, além de grãos, o klinquer, também será escoado o etanol, etc, enquanto cá, uma vez revitalizado continuará com a importação do cacau, a exportação de minérios, de soja, de celulose, algodão, etc.?
Se o porto do malhado de porte imensamente inferior ao porto sul atraiu tantas empresas, gerou milhares de empregos, por que o porto sul, mesmo considerando a modernização e a automação, não atrairá um número maior dessas empresas, além de aumentar o quadro de funcionários das empresas já existentes?
Diante disso, para que o Sr. José Vidal tenha a noção do “quantum” a atividade portuária contribui efetivamente para com a geração de empregos, sugerimos que a mesma resolva o problema abaixo:
Tomando-se por base o período 80/87, no porto do malhado operavam os sindicatos dos estivadores, dos portuários, dos vigias portuários, dos conferentes, dos bloquistas e dos arrumadores, no sistema de 24 horas diárias(geração de empregos). Atuavam ainda nas dependências internas do porto os fornecedores de ranchos para os navios, as lavadeiras, os caminhoneiros, uma lanchonete, uma vendedora de mingaus, etc(geração de empregos). Considerando um terno de estiva operando com guincho de terra com composição de 01 contramestre de porão + 08 homens de porão + 02 portalós + 01 forrador; considerando que as operações no embarque de cacau e de outros produtos pelo referido escoadouro eram realizadas ininterruptamente em 03 navios atracados trabalhando em dois períodos( dia e noite), cada um navio, com 03 ternos por período e para cada período acrescia-se ao terno um contramestre chefe; considerando que essas operações eram continuas, visto que enquanto 03 navios estavam atracados em plena operação, 05/06 embarcações aguardavam ao largo, permanecendo essa movimentação, durante todos os meses de cada ano; pede-se:
I – a) – a quantidade de ternos operosos nos três navios, em cada turno; b) – a quantidade de operários estivadores por navio e, conseqüentemente nos 03 navios, em cada turno; a quantidade de operários operosos a cada 24 horas, nos três navios e nos dois períodos; c) – a quantidade de homens/mão de obra/mês.
Observações: resolvido o problema ter-se-á a demanda da mão de obra/homem/mês, somente em relação ao sindicato dos estivadores.
Uma vez reativado o porto do malhado e considerando a modernização e a automação, a quantidade de operários estivadores/mês será reduzida em torno de 35%. Ainda assim, de logo, só em relação à estiva o porto sul terá assegurado acima de 3.500 empregos. E, quanto aos demais sindicatos que atuarão dentro do porto do malhado? Será que as empresas que se foram com a crise da cacauicultura, as agências bancárias, de navegação, os estabelecimentos comerciais, hotéis, pousadas, restaurantes, os órgãos do governo, etc não retornarão? Será que novas empresas não se instalarão também em razão do porto sul? Não estamos nos referindo somente a fase de instalação, mas de operação.
Reiterando a nossa tese, a instalação do porto sul e conseqüente reativação do porto do malhado, assegurará direta e indiretamente mais da metade do número de empregos anunciados no texto. Não se trata de projeção, nem de previsão que dependa de mãe de santo. É só pesquisar e tirar as suas próprias conclusões.
Porto Sul, Sim!
Vamos torcer para que o projeto porto sul traga a quantidade e os tão sonhados empregos para os sul baianos e espero também que traga a qualificação necessária, caso contrário esses empregos serão para quem é de fora.
Ainda somos uma colônia e continuaremos sendo meros exportadores de matéria prima. É de bom alvitre que os defensores do projeto porto sul apresentem algo de mais concreto porque precisamos nos libertar dos grilhões que nos mantém no atraso.
Como sugestão os doutores da UESC poderiam nos brindar com artigos a respeito do tema e de que forma poderíamos aproveitar a construção desse projeto não só de maneira sustentável, mas, principalmente de maneira inteligente.
Essa promessa dos empregos em minha opinião é muito vaga precisamos enxergar além do horizonte.