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QUE UNIVERSIDADE DESEJAMOS?

Felipe de Paula | felipedepaula81@gmail.com

 

Tal debate e diálogo são enriquecedores para o momento de pensar: qual é a Universidade Federal que o Sul da Bahia deseja?

 

Hoje, dia 24 de outubro, após quase dois anos de espera, a comunidade acadêmica do Campus Sertão da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) iniciou suas aulas pela primeira vez em sua sede própria. Em parte dela, na verdade. Isso porque o Campus, surgido como fruto do Reuni, não tem sua estrutura finalizada. Alunos, técnicos e professores atuam em meio a uma nuvem constante de poeira e ao barulho da obra que segue em dois terços do prédio.

Sendo professor da Ufal, integrante da primeira turma de docentes nomeados no Sertão, pude vivenciar diversos acertos e erros cometidos no processo de implantação. Por me considerar filho adotivo da região sulbaiana, graduado e pós-graduado pela Uesc, penso que tal debate e diálogo são enriquecedores para o momento de pensar: qual é a Universidade Federal que o Sul da Bahia deseja?

Em setembro de 2009, quando fui candidato no concurso público da Ufal, ao entrar na cidade de Delmiro Gouveia pela primeira vez, presenciei uma grande placa que indicava: “Futuras instalações da Ufal”. A palavra “futuras” estava pretensiosamente marcada com um “xis”, indicando que a ocupação do espaço aconteceria logo. A promessa realmente era essa. Segundo todas as indicações, o mês de dezembro daquele ano seria o marco da entrega final da obra. O ano terminou e com a obra ainda inacabada, em março de 2010, as aulas iniciaram num espaço cedido por uma escola estadual.

Durante toda a existência da universidade na região sertaneja, observa-se, na opinião deste professor, uma inadequada relação da gestão da UFAL com a prefeitura local. Além de ceder gratuitamente uma casa alugada para abrigar o escritório central da universidade, a prefeitura ainda disponibilizou carro com motorista ao longo de 2010 e chegou até a colocar maquinário e pessoal para o adiantamento das obras, entre outros favores.

Nada contra a boa vontade da administração municipal em ver a universidade funcionando adequadamente. Porém, soa-me bizarro uma Universidade Federal chegar a um município pobre, com alguns dos piores índices socioeconômicos do país e onerar os cofres municipais para assumir suas responsabilidades. Parcerias são necessárias, contudo não vejo sentido em tal exploração, uma vez que há recursos próprios gerenciados pela Universidade destinados a essas ações.

A Universidade deve estar disponível a todos, nesse sentido a ideia da interiorização é fantástica. Contudo, penso que uma universidade tem que chegar por inteiro, com todo o aporte intelectual, estrutural, financeiro, disponibilizando recursos necessários em sua totalidade para que ela impacte positivamente na região, com atividades não apenas de ensino, mas também de pesquisa e extensão.

Reforçando a ideia base do texto, deixo um questionamento: que universidade desejamos para nossa região? A resposta deve ser pensada através do entendimento de que todos são diretamente responsáveis e beneficiários da instituição de que dispõem.

Felipe de Paula é comunicólogo, mestre em Cultura e Turismo pela Uesc e professor da Ufal

4 respostas para “QUE UNIVERSIDADE DESEJAMOS?”

  • Robson Almeida says:

    Mestre Felipe.

    Você tem toda a razão. A Universidade deve vir completa.
    Mas não devemos nos preocupar com a UFSulba. Ela simplesmente não virá! pelo menos por enquanto.
    Tudo não passa de mais um factóide de alguns mentirosos que chegaram ao governo.
    Alguém já viu INICIAR alguma das “obras” anunciadas (Porto Sul, novo aeroporto, nova ponte, duplicação BR415,…etc)???

  • Zelão says:

    Zelão diz: – Ponderações, mais que oportunas

    As ponderações feitas pelo professor Felipe de Paula, são oportunas ao tempo que alertam para um problema e são feitas por alguém que possui conhecimento de causa e mais; por quem, sendo da Região Sul da Bahia, conhece de perto o ritmo e as concepções individualistas que costuma marcar o compasso das ações governamentais que aqui acontecem, que mesmo esporádicas são demoradas e por vezes inconclusas.

    É costume regional a não participação da sociedade, mesmo quando as ações são do interesse geral ou por não possuir uma consciência coletiva ou por aceitação submissa dos ditames do governante, aos quais, para não desagradar politicamente, dizemos amém a tudo os que nos dão, não, por favor, mas por obrigação.

    Queremos sim a Universidade Federal do Sul da Bahia. Ela é um tributo que começa a ser pago, pelo enorme débito dos governos da União e do Estado para com o nosso povo. Mas, é preciso que digamos como e de que forma queremos que a universidade seja construída e qual deve ser o seu papel no desenvolvimento regional, para que no futuro não venhamos tardiamente a lamentar a criação de um “elefante branco.” De um verdadeiro “presente de grego.”

  • José says:

    Pensamento como esse seu, de esperar tudo pelos outros (por que assim é justo, não onerar o fraco, mesmo a seu favor), deixará nossa Universidade Federal, cada vez mais distante, mais lerda, menos ousada,, etc. Parabéns aos alagoanos, que estão extrapolando suas responsabilidades e inclusive empregando os sulbaianos. Quem quer faz!

  • To de olho says:

    Esta nova faculdade é perfeita, pois só exite na cabeça dos petistas, mais uma vez engana o povo com mais esta promesa. o povo, bem, o povo gosta de ser enganado.
    Promesassss
    Duplicação da estrada Ilheus-Itabuna
    Novo Aeroporto
    Nova ponte para o Pontal
    Porto
    Centro Convenção
    Recuperação da estrada até Ibicarai
    Duplicação até ferradas
    Nova barragem para resolver a falta de agua em IItabuna

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