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POLÍTICOS TÊM QUE SER ÉTICOS, MORAIS E COMPROMISSADOS

Walmir Rosário | [email protected]

 

Na eleição deste ano, um ingrediente vem esquentar ainda mais o debate: a exigência da comprovação do candidato ser um político “ficha limpa”.

 

As campanhas políticas se aproximam e a partir de junho próximo teremos os candidatos aos cargos executivos e parlamentares, em nível municipal. Enquanto as convenções não definirem quais são os escolhidos pelos diversos partidos e coligações como candidatos a prefeito e vereadores, todo cidadão com suas obrigações eleitorais em dia tem o direito de lançar seu nome à apreciação dos eleitores.

E é bom que assim o faça – no papel de pré-candidato –, no sentido de que os eleitores tenham tempo suficiente para analisar o passado desses políticos, desde a lisura com que tratou as finanças públicas quando ocupou cargos e mandatos, ou o compromisso com as causas da sociedade. Mesmo aqueles que ainda não tiveram a oportunidade de exercer cargos podem ser avaliados pela conduta ética e moral.
Como bem disse o filósofo André Comte-Sponville, “a moral é solitária (ela só vale na primeira pessoa); toda política é coletiva. É por isso que a moral não poderia fazer as vezes de política, do mesmo modo que a política não poderia fazer as vezes de moral: precisamos das duas, e da diferença entre as duas!”, ensinou.

Para ficar mais claro, vale a pena lembrarmos de mais um trecho do pensamento do filósofo no seu trabalho “Apresentação da Filosofia”, quando diz, textualmente: “Uma eleição, salvo excepcionalmente, não opõe bons e maus, mas opõe campos, grupos sociais e ideológicos partidos, alianças, interesses opiniões, prioridades, opções, programas…Que a moral também tenha uma palavra a dizer é bom lembrar (há votos moralmente condenáveis). Mas isso não nos poderia fazer esquecer que ela não faz as vezes nem de projeto nem de estratégia. O que a moral tem a dizer contra o desemprego, contra a guerra, contra a barbárie?”, reforça.

Diante desses ensinamentos, a avaliação que deveremos fazer dos candidatos depende de diferentes premissas, pois além da conduta dos políticos, se faz necessária uma análise mais apurada das teses que defendem. De que lado está o candidato: da comunidade ou de representantes do mercado? Quem são os apoiadores e financiadores da campanha? Como dissemos logo acima, não basta a moral (da pessoa, individual), mas, sobretudo, os comprometimentos políticos (que trata do coletivo, da comunidade).

Na eleição deste ano, um ingrediente vem esquentar ainda mais o debate: a exigência da comprovação do candidato ser um político “ficha limpa”. Mas isto tem de ser visto em sua plenitude e não apenas se o candidato é considerado “ficha suja” por ter sido condenado em instância judicial colegiada, em tribunais de segundo grau. Ora, o crime cometido contra o dinheiro público é o mesmo, apenas dependerá de uma confirmação (ou não) de um tribunal superior, resguardando-se os princípios constitucionais de ampla defesa e condenação irrecorrível.

Para deixar mais claro, crimes cometidos são os mesmos, mas que, se ainda não foram julgados por tribunal superior, a culpa pode ser creditada aos constantes recursos existentes no Código de Processo Civil (Penal, também), bem como a morosidade do judiciário, o que dificulta o bom andamento do processo. Afinal, os políticos “ficha sujas” se cercam de grandes e conceituadas bancas de advogados, com a finalidade de promoverem suas defesas, seja no campo eminentemente jurídico ou na procrastinação dos feitos.

Com isso, os crimes cometidos contra o patrimônio público passam anos e anos à espera do julgamento pelos juízes monocráticos, e quando sobem aos tribunais padecem dos constantes recursos, inclusive os chamados “recursos de gaveta”, como são chamados no jargão forense. Esse tratamento diferenciado dado a determinados políticos faz com que passem anos e anos respondendo a centenas de processo de malversação de recursos públicos posando de honestos, como se “fichas limpas” fossem.

E o que é mais grave: apesar do cidadão acessar os sites dos tribunais, inclusive do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), e comprovar as centenas de processos, esses velhos políticos utilizam a falta de julgamento como se fosse um “diploma ou uma certidão negativa” atestando que seriam bons moços. E a comunidade continua seu calvário vendo-os renovar seus mandatos. Assim tem sido em Itabuna, não continua sendo diferente em Ilhéus ou em centenas de municípios brasileiros.

Para que o eleitor possa fazer uma análise mais apurada, basta distinguir, apurar se o candidato se enquadra nessas simples regrinhas: Ética é princípio, moral são aspectos de condutas específicas; ética é permanente, moral é temporal; ética é universal, moral é cultural; ética é regra, moral é conduta da regra; ética é teoria, moral é prática.

Para encerrar, continuaremos com a lição de Sponville: “Não basta esperar a justiça, a paz, a liberdade, a prosperidade… É preciso agir para defendê-las, para aprimorá-las, o que só se pode fazer eficazmente de forma coletiva e que, por isso, passa necessariamente pela política. Que esta não se reduza nem à moral nem à economia”.

Agora, só depende de nós!

Walmir Rosário é advogado, jornalista, e editor do site Cia da Notícia.

6 respostas para “POLÍTICOS TÊM QUE SER ÉTICOS, MORAIS E COMPROMISSADOS”

  • Zelão says:

    Zelão diz: – Não precisar ter: – “Cara de palhaço, pinta de palhaço, jeito de palhaço”

    “Tal e qual a mulher de César é preciso provarem através dos seus atos na vida pública e privada, que são verdadeiramente, honestos.”

    Afinal, alguém que se apresenta para governar o povo ou para representá-lo nas assembléias legislativas,pedindo a confiança do povo, têm que se mostrar digno e merecedor dessa confiança.

    Não basta ter: A cara do povo! O jeito do povo! Comer e beber com o povo! Abraçar e beijar o povo ou até “levar para a cama”, homens e mulheres do povo. É preciso ter comprometimento com o bem-estar do povo, honrando os compromissos assumidos e que o fizeram dignos da confiança ele “consignada,” pelo povo.

  • sensato says:

    Concordo em número, gênero e grau, mas a mesma regra deve ser adotada por jornalistas também, pois o que vemos aqui é uma total falta de imparcialidade.

  • Antonio says:

    “DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS/TAL QUAL FAZIAM OS VELHOS CORONEIS, TÃO COMBATIDOS POR AQUELE VELHO E DIFERENTE PT”

    Guerra na quadrilha:
    Cachoeira detona o sócio Cavendish, da Delta.

    Por meio do ex-assessor e porta-voz Mino Pedrosa, o contraventor Carlos Cachoeira divulga grampo em que Fernando Cavendish, dono da Delta, maior empreiteira do PAC, fala sobre o preço de um político; ele não gosta de raia miúda, mas sim de colocar R$ 30 milhões na mão de alguém.
    Brasília vai amanhecer nervosa nesta segunda-feira. Na verdade, vai amanhecer fervendo. Por meio do jornalista Mino Pedrosa, que foi seu assessor e tem trabalhado como uma espécie de porta-voz informal, o bicheiro Carlos Cachoeira decidiu incendiar o circo.
    Mino acaba de postar um vídeo no seu site Quidnovi, em que Fernando Cavendish, dono da Delta, aparece falando sobre o preço de um político. Detalhe: a Delta é a principal empreiteira do PAC e recebeu R$ 884 milhões do governo federal só em 2011.
    No vídeo, Cavendish diz que não se interessa por “raia miúda”. Diz que seu negócio é botar R$ 30 milhões nas mãos de um político ou R$ 6 milhões nas mãos de um senador. Aí sim, diz ele, o empreiteiro é convidado para fazer “coisa pra caramba”.
    É o fim da linha para a Delta – e o governo, especialmente o ministro da Corregedoria Geral da União, Jorge Hage, tem a obrigação moral de declarar a empresa inidônea, proibindo-a de participar de licitações públicas. Afinal, quando tomou esta providência em relação à Gautama, alvo da Operação Navalha, Hage declarou que sua medida exemplar visava proteger o PAC e inibir a repetição de atos de corrupção.
    Hoje, o PAC está nas mãos da Delta.

  • Deraldo says:

    FRASE DA SEMANA:

    “Quem no Congresso disser que nunca viu Cachoeira ou é cascata ou tem catarata.”

  • Desde a minha infância e a minha juventude, eu descobri ter nascido no pais errado. Mas, amando muito o Brasil, continuei a palmilhar a chafurda brasileira, tentando ser um próspero cidadão. Finalmente, depois de sofrer um primeiro assalto, igual a um “Big Bang”, em seguida fui assaltado por ACM e seu pupilo Luiz Eduardo, entrincheirados no Desenbanco, e ainda assaltado pelo Governo Federal, pelo Banco Banorte, pelo Bradesco, pelo Banco do Brasil e pelo Banco do Nordeste, quando já aos 70 anos, gravemente enfermo e temendo a morte certa, ao ser tratado pelo SUS, tive de voar para os States, para sobreviver e viver com dignidade, paz de espírito e bem-estar. Assim, do meu “doce exílio”, ao ver no PIMENTA estas notícias aberrantes do que está a acontecer no Brasil, com índios e “índios ressurgidos” invadindo fazendas, um bicheiro bandido “ASSOCIADO” a senadores e deputados em Brasilia, eu fico a imaginar que o Brasil continua sendo aquele mesmo país do “Quinto dos Infernos” da novela da Globo…”Tenho tanta pena de ti, povo brasileiro ! (Ruy Barbosa)

  • Itabunense Ferida says:

    Ser político é representar o povo. O nosso povo é hibrido, simpático, educado, honesto e digno, político para nos representar tem que ser igual a nós. Em Itabuna só sei de um que é amigo do povo e tem essas qualidades: Capitão Azevedo. Basta olhar as obras que ele tem feito para sabermos o quanto ele pensa em nós. É um sentimento recíproco de amor e cuidados!
    O resto é só falatório. Por isso quero que ele ganhe as eleições para dar continuidade aos benefícios que trem oferecido aos Itabunense.

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