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EQUAÇÃO INEXEQUÍVEL

Helenilson Chaves

Vamos deixar de lado as questões político-partidárias, os interesses pessoais e somar esforços para promover a imediata retomada da nossa região, que não pode prescindir de uma lavoura como o cacau.

Observando a economia nacional, está delineado para a Região Sul da Bahia, produtora de cacau, uma equação que, a depender de fatores externos, dificilmente escapará de um definhamento lento e inexorável.

Os insumos agrícolas são todos adquiridos em moeda forte, o real, o mesmo valendo para outros insumos como energia e, particularmente, a mão de obra, cujos salários são reajustados acima da inflação.

Tempos atrás, a desvalorização da moeda nacional trazia benefícios para a Região Cacaueira, pois a conversão do dólar resultava numa remuneração satisfatória para os produtores.

Com a valorização do real, nos encontramos diante de um dilema: compramos insumos a custos elevados, quando os preços pagos, em dólar, pelo cacau no mercado externo mal cobrem os custos de produção, inviabilizando qualquer iniciativa de se investir na recuperação da lavoura.

É necessário que se reverta esse quadro, que passa pela mudança na política cambial, pelo menos em relação ao cacau. Para isso, é fundamental a efetiva participação da comunidade regional, consciente da necessidade de repensar o modelo de comercialização do cacau.

Para isso, é preciso também que os políticos regionais demonstrem real interesse pela atividade econômica. Precisamos levar nossas reivindicações, através de uma Carta Aberta, à presidenta Dilma Rousseff, mostrando claramente a situação precária de uma região que, se não houver uma mudança de postura, caminha para desaparecimento de seu principal produto.

É visível o endividamento colossal dos produtores que, ao atender às recomendações governamentais na adoção de técnicas de manejo no combate à vassoura-de-bruxa, entraram numa situação pré-falimentar em função dos “pseudodébitos” cobrados pelos bancos oficiais.

São três milhões de habitantes sem um horizonte visível para resgatar a dignidade trazida pelos pioneiros que, com suor e trabalho árduo, construíram uma região que durante várias décadas, foi o sustentáculo da economia baiana, responsável por 10% do saldo da balança comercial brasileira.

Vamos deixar de lado as questões político-partidárias, os interesses pessoais e somar esforços para promover a imediata retomada da luta em defesa da nossa região, que não pode prescindir de uma lavoura como o cacau.

Um cultivo que mesmo atingindo uma produção anual de 130 mil toneladas, ainda é a base de sustentação regional, já que cada real gerado pelo cacau pode ser multiplicado por sete quando injetado na economia.

É louvável e necessária a vinda de empreendimentos como o Porto Sul e a Ferrovia Oeste-Leste, que serão vetores de desenvolvimento, mas cujos resultados surgirão a médio prazo.

Já o cacau responderá com mais rapidez, trazendo no seu bojo a recuperação econômica dos pequenos, médios e grandes produtores, com benefícios para toda a comunidade.

Tenho a certeza de que todas as pessoas que amam  e que tem compromisso com Itabuna e o Sul da Bahia estarão juntas nessa luta.

Helenilson Chaves é empresário e diretor presidente do Grupo Chaves.

12 respostas para “EQUAÇÃO INEXEQUÍVEL”

  • Regi Negão says:

    Não acredito nas palavras “regionalistas” do Helenílson, principalmente no que diz respeito a questão político-partidária.O empresário que desenvolve seus investimentos é o mesmo que verticaliza seu poder e obtem lucros extremos, sem sem preocupar com as questões sociais de nossa cidade.É o mesmo
    empresário que esteve à frente da coleta de lixo de Itabuna, prestando um péssimo serviço… Enfim, Helenílson fecha-se em seu escritório e não vê a realidade nem o sofrimento dos menos favorecidos,temos um shopping que envia remessas de dinheiro ao exterior, o grupo Chaves tem imóveis paralisados que serviriam no mínimo para uma creche, detém franquias de toda natureza, e , a muito tempo deixou de ser a empresa humana do finado Manoel Chaves.

  • Anônimo says:

    Concordo com o Helenilson Chaves! O difícil é fazer com que os políticos de nossa Região , mais precisamente os candidatos a cargos à prefeitos de Itabuna, entendam que a disputa para tal cargo não é uma questão de “vaidade política”… indigesta!!!!!!!!!!!!!!! Que é o que se tornou rotineiro durante os últimos anos de eleição!! Preocupam-se em “calar a boca um do outro” com uma vitória e se esquecem de cumprir o que prometeram. E, quando chegam lá, “praticamente” ou não sabem o que fazer … ou buscam práticas que beneficiam a si próprios e não o município!! .. Se a tal vaidade política fosse direcionada a resultados como o sugerido pelo Helenison, seria, de fato, o bom começo… que tenderia a direcionar à uma excelente digestão política!

  • Grapiúna says:

    Grande Helenilson Chaves.Adimiro muito esta pessoa que assim como eu e muitos AMAM Itabuna.Comno seria maravilhoso prfeitos aqui de Itabuna com a mesma mentalidade deste magnata.

  • Antonio Valter says:

    Bem interessante esta reportagem e, Helenilson Chaves é um homem que sempre se preocupou com o crescimento dessa região não medidos esfoços para alavancar o crescimento da mesma, além de externar suas preocupações com o declínio da lavoura cacaueria e o endividamento dos pordutores rurais, especilamente, os pequenos.
    Parabéns ao pimenta e a Helenilson Chaves por suas opiniões sempre corentes.

  • jurandy lima says:

    Parabéns pela elucidativa matéria tão bem escrita por uma portentosa liderança da região cacaueira.É disso que nossa cidade precisa.De homens sérios que fazem parte da estória de uma Itabuna que vivencia seus piores dias.A nossa esperança está nesses cidadãos que amam esta terra e ainda se preocupam em discutir seus problemas.

  • Paulo says:

    Certíssimo, o Senhor Helenilson.Se esses nossos políticos menores e os produtores não acordarem, logo, mas muito logo mesmo, não haverá muito mais a ser salvo.

    Já passou da hora de termos o fim dessa dívida espúria e indecente, de termos um preço mínimo para o cacau e dos nossos cidadãos elegerem gente comprometida, verdadeiramente, com a nossa região. Ajudaria bastante, também, os produtores adotarem uma gestão mais eficiente e profissional de suas propriedades.

  • Simpatia says:

    Cadê os políticos sérios, as instituições (Lions, Maçonaria, Rotary, CDL etc), estão defendendo interesses particulares, como podemos pensar na região? Existe alguém que esteve interessado no bem coletivo. Gostaria de conhecer.

  • Sérgio Oliveira says:

    A melhoria política de Itabuna depende basicamente de duas coisas.

    Ao que parece, uma delas já foi resolvida, só falta a outra, que é uma questão de tempo, saber:

    1 – A saída, da cena política, do Sr. Fernando Gomes, que pelo jeito já foi confirmada;

    2 – A saída, da cena política, do Sr. Geraldo Simões, que poderá ocorrer por vontade própria, ou mesmo por uma questão popular, devido à altissima rejeição. Neste caso, eu acredito mais na segunda opção.

    Quando isto ocorrer, a cultura e o modus operandi da política local irá melhorar bastante, …!!!

    Só depende do povo, …!!!

  • Robson Almeida says:

    Parabéns ao Helenilson Chaves!
    Sim, a restauração da lavoura cacaueira daria uma resposta muitíssimo mais rápida na nossa economia. Voltar às 350 mil toneladas anuais (como era antes do crime da vassoura de bruxa), permitiria a injeção de cerca de 1 bilhão de dólares (2,1 bilhões de Reais) por ano em nossa economia, gerando riqueza e postos de trabalho.
    E, o melhor, protegendo (ao invés de agredindo) o nosso meio ambiente.
    O problema é que, com políticos baixo clero NÃO DÁ! Os caras só pensam pequeno…

  • Zelão says:

    Zelão diz: – Se Leu, não entendeu ou finge!

    “Quem não sabe rezar xinga a Deus!”

    Imaginem, quando um “pseudo professor” diz ter lido e aprovado o texto da entrevista de Helenilson Chaves e não consegue ou não quer entender a extensão das críticas que o texto contém.

    Discordo de Helenilson, quando ele remete aos dias de hoje, toda a incúria por que passa a nossa região. Quando a região ainda era forte, dona de uma pujante economia, ninguém se preocupava com o futuro. Financiávamos o desenvolvimento de Salvador e da região metropolitana e elegíamos subservientes, políticos de outras regiões, sem nunca termos nos preocupado em eleger a nossa bancada política. Assistimos passivos e omissos a retirada da Taxa de Retenção do cacau, incorporada aos cofres do Tesouro Nacional, e ao esfacelamento do Instituto de Cacau da Bahia e da Ceplac.

    Eram poucas as vozes que se rebelavam contra o “status quos político” estabelecido por ACM e esses poucos corajosos eram execrados aqui, por ordem do poder estadual. Quase ninguém lembra mais; o porquê de José Soares Pinheiro ter perdido a presidência do ICB e ter a sua candidatura a deputado federal, boicotada.

    Pagamos hoje pela nossa inércia e incapacidade. Hoje, sendo parte de uma “pobre região outrora rica,” quando nem mesmo podemos financiar as campanhas dos políticos que vêem de fora, não temos a quem apelar e nem mesmo somos mais convidados a falar. Só nos resta o choro estéril dos derrotados que nem mesmo é escutado.

  • 20 V says:

    HELENILSON, A MATÉRIA FOI EXTREMAMENTE OPORTUNA BEM EXPLANADORA, ENTRETANTO, GOSTARÍAMOS DE ENTENDER COMO TRANSFORMAR A TEORIA NA PRATICA,QUAIS SERIÃO OS PROXÍMOS PASSOS?

    FICO MUITO FELIZ QUE TENHA NASCIDO NESTA CIDADE, POIS SEM DUIVDAS SEMPRE FOI E SERÁS UM EMPREENDEDOR QUE ACREDITA NO INTERIOR DA BAHIA, PRINCIPALMENTE NA REGIÃO DO CACAU.

    QUE DEUS O TENHA, QUERIDO FILHO DE DEUS !!!

  • Diego says:

    Realmente como e democrático os comentários de um blog , cada um com sua opinião e certezas , mas vejo como existem pessoas mal informadas e maldosas .. Esse comentários de Regi Negao e muito maldoso e mentiroso , conheço Helenilson Chaves a muito tempo e sei que as vezes até de forma irresponsável e passional ele investiu todo dinheiro que ganhou em sua vida na sua cidade , exemplos nao são poucos , Shopping center , tv santa Cruz entre outros … E por falar em questão social o grupo que ele comanda tem uma fundação na Bananeira que ensina e educa crianças e adultos ( quase 300 pessoa por ano a mais de 10 anos ) sem divulgar e também s
    Usar para fins políticos partidários … Enfim .. Helenilson Chaves sempre merecera aplausos pela pessoa que foi e que contiuna sendo para a região cacaueira

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