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A TINTA

Helenilson Chaves

De que adianta terra sem tecnologia adequada, sem financiamento e nas mãos de pessoas sem preparo para atuar no setor agropecuário, como, notoriamente, é o caso desses “indígenas”.

Cientistas de nações com baixo crescimento demográfico começaram a ficar impressionados com as altas taxas de fecundidade ocorridas recentemente no Sul da Bahia.

A economia desses países já sofre com a falta de mão de obra jovem, que é o sustentáculo das obrigações com os aposentados, cuja expectativa de vida é elevada.

Eles, então, resolveram se deslocar até o Sul da Bahia, para conhecer in loco esse verdadeiro prodígio da natureza, em que as pessoas já nascem jovens ou adultas.

Ao pesquisarem o “fenômeno” com mais intensidade, os cientistas descobriram que o tal milagre demográfico está contido numa pequena lata de tinta.

Aqui chegando, constataram que a depender da largura das listas pintadas no peito e no rosto, podem “nascer” de 15 a 20 índios. Isso mesmo: ali estava a solução do mistério da espantosa multiplicação da população indígena no Sul da Bahia, com a vantagem de que, já “nascidos” adultos, podem invadir e tomar propriedades produtivas, legalmente estabelecidas há décadas e com grandes investimentos feitos pelos seus legítimos proprietários.

Tratando seriamente dessa grave questão, parece-nos que há uma certa cegueira por parte dos organismos oficiais que reconhecem como área indígena terras ocupadas por micro, pequenos e médios produtores rurais, que dali tiram o sustento de suas famílias.

De que adianta terra sem tecnologia adequada, sem financiamento e nas mãos de pessoas sem preparo para atuar no setor agropecuário, como, notoriamente, é o caso desses “indígenas”.

Cai-se num jogo de faz de conta, em que as terras são entregues aos índios e posteriormente retornam às mãos de seus antigos proprietários, ainda que por vias tortas. Em troca de algumas benesses, as coisas continuam como sempre estiveram, numa demonstração de que a Justiça nem sempre é necessariamente justa, nem eficaz.

No mundo real, é preciso que essa situação, que tanta insegurança tem gerado no Sul da Bahia seja pintada com as tintas do bom senso, artigo que parece andar escasso para algumas de nossas autoridades.

Helenilson Chaves é presidente do Grupo Chaves.

23 respostas para “A TINTA”

  • índia baiana says:

    Terra para indígenas, não é o mesmo que dar aos aproveitadores de plantão, título de índio com direito de atacar propriedade alheia. O leite na região e muitos produtos agrícolas escasseiam. Os “indígenas”, como bem dito pelo Sr. Elenilson, não possuem tecnologia, traquejo, nem coragem de enfrentar o trabalho para suprir as zonas urbanas. Quando acabar os feitos dos fazendeiros, os “indígenas” vão avançar sobre as cidades, alegando direito.

  • claudio says:

    Dr. Elenilson está certo. Também deveriamos reprimir esses empresários que usam LARANJAS, exceto o senhor ELENILSON.

  • jorge luiz araujo dos anjos says:

    Tenho um pequeno estabelecimento comercial no centro de Ilheus, ao lado do terminal de coletivos, como bom observador, nos ultimos anos tenho visto passar em frente da minha loja, todo tipo de figuras disfarçados de indios (as galinhas e urubus estao perdendo as suas penas). Tem loiro, sarara, negro, branco, gordos, magros, uma verdadeira “salada” de caracteristicas humanas. Tem ate o caso de pessoa do meu laço de amizades, que recentemente mudou-se para uma pequena propiedade em Olivença, e em conversa informal, disse o seguinte: “amanha vou me cadastrar como indio, vou receber cesta basica, assistencia medica diferenciada e carro de graça em caso de necessidade. Temos que da um basta nesta palhaçada Oficializada por parte do pessoal do PT.

  • Robson Almeida says:

    Sr. Helenilson Chaves,

    Parabéns, pelo texto e pela reflexão.
    O pior é que o milagre multiplicador não ocorre somente com estes “índios” de cabelo crespo, barba e bigode: estão multiplicando quilombolas, e “sem terra”. A coisa que não se investe mesmo é na escola pública de qualidade (certamente que eles acham que isto não dá futuro).
    Agora, cabe uma pergunta: quem vai responder no futuro pelo desmantelamento da economia e da bacia leiteira de Itajú do Colônia e Pau Brasil???
    Primeiro, destruíram a economia do cacau, e agora a do leite. Qual a próxima?

  • ERIVALDO says:

    COMO UMA POPULAÇÃO QUE REPRESENTA 0.4% DA POPULAÇÃO DO PAIS DETEM 12% DAS TERRAS ALGUMA COISA TA ERRADA, NÃO SE PODE TER PESSOAS SE CADASTRANDO NA FUNAI COMO INDIGENA SO ´PARA TER OS PREVILEGIOS DE POSSUIR UMA FAZENDA COMO ESTA ACONTECENDO EM ITAJU DO COLONIA, QUE MUITOS AFRODESCENDENTES ESTÃO INCLUIDOS NA AREA INDIGENA. QUE PAIS É ESSE.

  • JoséLuizde França says:

    Helenilson Chaves não sabe do que está falando, assim termina falando impropriedades, algo sem sentido e distante da real situação. Seria bom que ele visitasse as comunidades indígenas sem preconceito e sem posições ideológicas; seria bom que ele tomasse conhecimento do processo jurídico e da história dos indígenas nessa região.

  • Tapa na cara says:

    Este artigo e o veradeiro tapa na cara do governo e neses orgãos que os administra em se tratado de acompanhamento e fiscalizacão de terras, onde todo mundo diz que e indio e são cadastrados e carinbados como indio.Dai em diante envadem e espulsam a todos se dizendo dono da terra, parecendo até que o nosso pais não tem lei.

  • O Aríete says:

    Parabéns pelo artigo.

  • Eu ouvi e vi o então candidato a presidente do Brasil,na cidade
    de Carinhanha,dizer”Que iria aprofundar o leito do rio S.Francisco para se tornar navegável e iria combater o assoreamento e recuparar as margens do rio plantando árvores”
    O lula da Silva,chegou ao poder e durante 8 anos governara o Brasil e não cumpriu o prometido. Em um vilarejo próximo a cidade de guanambi,a comitiva fez uma parada,eu conversei com
    o Frei Leonardo Boff,o mesmo mim disse que ali estava havendo
    um conflito de terra e constava aproximadamente 200 pessoas.O
    então candidato Lula disse” Que neste país existem tanta terra
    o que não é adimissivél se matar por um pedaço de terra,se eu for presidente deste pais eu vou dar tanta terra aos sem terra
    e aos Índios que eles não saberá o que fazer com tanta terra”
    Pelo visto o Lula só não cumprira a primeira promessa,mais a segunda promessa cumpriu? Bom,em parte pelo fato que os sem terra nunca estão satisfeito sempre quer mais? Agui em nossa
    regiao têm dois lider dos sem terra,um já chegou em nossa cidade representando o Governador,jaques Wagner,Valmir Assunção
    então secretário de estado de combate a pobreza e o outro é o Sr.Joelsom Oliveira Ferreira. Pelo o que se vê ambos estão ricos,não são mais sem terra! Mas tenho uma dúvida,os cordenadores,os chefões do MST. receberam muitas terras ou receberam um mensalão turbinado para não invadir terra? Bom,voltando ao X da questão,referente a invasão dos “Indios” em pau Brasil,por trás deste “angu” existe uma orquestra comandada pela banda podre do governo federl e Estadual de forma sórdia a desmoralizar as familias tradicional produtora da economia cacaueira,não foi atoa implantarem a vassoura de bruxa em nossa região. Quero dizer que um radialista na Rádio
    nacional disse que “Os produtores de cacau forão gigôlo do cacau,que o governo federal não deveria perdoar suas dívidas”Rosivaldo Pinheiro.Eu figuei pensado lembrei-me da vassoura de brucha,lembrei-me que tanta riguezas geradas pelos produtores de cacau,em fim é outra história. Para finalizar o texto no tocante a tecnologia com a produção de alimentos,o atual governo do Brasil não leva como prioridade se investir em tecnologia no Brasil.

  • Fernando Florencio says:

    Este sabe o que diz.Tem mostrado competência e denodo empresarial.
    No tocante aos “indios”…..!
    Na minha época de menino, Indio caçava de arco e flecha. Hoje caça de AR 15.
    Movia-se em potro sem sela. No osso. Hoje move-se de Hilux.
    Localizava a caça de cima das árvores. Hoje localiza com GPS.
    Comunicava-se com sinal de fumaça. Hoje comunica-se com Notebook.
    Pois é assim que a banda toca.Raposa Serra do Sol foi uma vergonha.
    Fernando
    Ilheus/Ba

  • Fabio Simoes says:

    Belíssima colocação, confesso que não simpatizava muito com os pensamentos de Helenilson Chaves. São na verdade um bando de baderneiro preguiçosos, onde já se viu Índio negro, com cavanhaque, alcoolotra e te digo mais nem maconha para sub- existência ele plantam, compram nas favelas dos municípios.

  • Michele says:

    Bom senso.. esse é o combustível ideal para se solucionar corretamente os problemas entre indígenas e fazendeiros no Sul da Bahia. De nada resolverá reintegrar a posse destas terras, agindo da mesma forma que antigos governantes, e deixando à míngua diversas comunidades. Façamos jus aos “Novos Tempos”, visto que a sociedade evoluiu do tão famigerado “olho por olho, dente por dente”.

  • Pedro says:

    Resta perguntar a este coronel do cacau Sr. Helenilson Chaves o que são: “propriedades legalmente estabelecidas” e “legítimos proprietários”. Aliás, alguém me explica o que é legítimo nas terras do CACAU?!

  • joão says:

    Desconheço este trabalho cientista com relação a estudo sobre o crescimento acima do normal das etnias indígenas.
    Crescimento ou ocupação do espaço social?
    Eles se organizaram e hoje são reconhecidos, não há desequilíbrio para esta posição social e sim articulação,mecanismo inteligente e reconhecimento. Assim vejamos alguns aspectos : a) Qual empresário usa tecnologia agrário diferenciado no sul da Bahia?
    (b) latifúndio por estas bandas desconheco?
    (c) o uso da terra de forma racional, ambiental e equilibrada pelos aristocratas (coronel), fica muito a desejar. Sem se falar na qualidade de vida de seus parceiros e economicamente positiva na atividade(cacau)da cadeia produtiva.
    Conclusão; Aglutinar terra e possuí-la é inerente para o agronegócio mais que natural, faz parte, rever sua exploração e contribuição social é fundamental.
    A reforma agrária deve ser pautada por mecanismo na cadeia alimentar, na congregação participativa econômica e social.
    O governo tem que estruturar-se para poder amparar estes grupos enquadrando na política da agricultura familiar.
    A grande preocupação dos novos é com o meio ambiente, é com a fome e restituir responsavelmente para aqueles que um dia tiveram um papel importante como povo primitivo, preconceituosamente isolado, esquecido e mais ainda: já que os exploradores possuíram na força, na desigualdade socioeconômica e somente pelo desejo de ter e nada fazer, deve agora devolver.

  • Promotoria says:

    Em que pese a maioria das terras serem doadas pelo governo em épocas passadas por politicagem. Não é a toa a sina de “grileiros”.

  • Anny says:

    Cidadãos urbanos, uni-vós! O comentário da “Índia Baiana” faz sentido. Supostos índios descobriram um bom negocio na invasão de terras e acabando isso, eles vão invadir a cidade, tomar empresas, casas, e a gente assistindo impotentes, tanto ou mais quanto os fazendeiros. Parabéns ao Sr. Helenilson pelo oportuno texto e à Índia pelo comentário .

  • Observadora says:

    Questão delicada…de fato tem gente que se aproveita dos movimentos sociais para se darem bem, sejam indígenas ou não! Mas tem também muita gente que fez fortuna com a mesma alegação de que tais pessoas não tinham condição de administrar e trabalhar a terra. Que o diga a fotuna em terras do ancestral Chaves!!!!!! Ah pobres viúvas incompetentes…..e agora os indígenas né!?

  • Lúcido says:

    Fico deveras perplexa com o discurso “politicamente correto” daqueles, que como o eminente empresário, não querem perder a condição de donos do Brasil, no caso da Bahia. Os índios, quilombolas e sem-terra constituem grupos historicamente oprimidos e alijados dos processos econômicos e sociais nesse país, desde sempre. Especialmente os índios foram perseguidos, escravizados e dizimados, a história está aí pra provar. O Governo que sempre privilegiou eles, os poderosos regularizou terras griladas, aí ninguém alardeou, criticou, nada. Agora vive-se outra era, a era dos movimentos sociais, da ampliação da participação política, do cumprimento da CF… mas alterar o “status quo”, contrariar poderosos e seus interesses não é fácil! Aí é que entra a criminalização dos movimentos sociais, e discursos como este apresentado pelo empresário no auto do seu escritório de luxo na capital. Data vênia empresário de sucesso, seu artigo é reacionário, preconceituoso e leviano! Esse tempo acabou! Viva a reforma agrária, a retomada de terras pelos verdadeiros donos, viva a inclusão social, viva a democracia!!!!

  • Ricardo Seixas says:

    Assustam-me os argumentos fascistas desse burguês que quer decidir quem deve ter terras, ou não.

    Com a história agrária que o Brasil tem, é inaceitável que esse obeso físico e mental venha tentar desqualificar os índios e, por extensão, os sem-terras, e ainda contar com a opinião favorável de dementes que nunca pensaram o país.

    Caiam fora, fascistas.

  • CONSCIENTE says:

    É UMA DISPUTA DESIGUAL, QUEM TEM DINHEIRO DEFENTE “OS SEUS”, CRIMINALIZA A AÇÃO DOS INDIOS, DOS SEM TERRAS, DOS QUILOMBOLAS, SEM TETOS, NÃO HA UMA PREOCUPAÇÃO SOCIAL, SIMPLESMENTE DEFENDENDO SUA CLASSE PARA QUE OS EXPLORADOS CONTINUEM HUMILHADOS E OS ABASTADOS CONTINUEM RICOS, ONTEM TOMARAM AS TERRAS DOS PEQUENOS POSSEIROS PARA SE TORNAREM GRANDES FAZENDEIROS, HOJE OS PEQUENOS SE UNEM PARA REAVER AQUILO QUE SEUS ANCESTRAIS PERDERAM, COM TODO DIREITO DE FAZELO. LULA SEMPRE FOI MUITO CRITICADO POR PENSAR NOS POBRES, CREIO QUE QUEM TEM RAIVA DE LULA COM CERTEZA NÃO É POBRE.

  • Gerson says:

    Talvez o unico depoimento coerente, seja o de Pedro!!…concordo com td que ele falou….o Coronél e não Dr. como falaram, adquiriu essas terras como????quem que falou que essas terras pertence a ele????provavelmente ele não têm conhecimento da historia do Brasil!!!!…è muito facil falar sem oposição não é Coronel???….Será que os ancestrais dele conseguiram essa terras que ele possui hoje de maneira Justa???e será que ele utiliza essas terras de maneira justa???Os indios Tem sim direito sobre a terra.e assim como Helenilso “herdou” terras, sendo assim os ancestrais dos indios merecem mais ainda…Outra coisa a ideia é julgar “direitos sobre terras” e não caracteristicas das pessoas(indios) ou o que eles vão fazer com as terras!!!!

  • FILHA DE EXPLORADOS DO CACAU says:

    O discurso do capitalismo em suma, é sempre o mesmo pois deseja que quem os servira como escravos no passado continuem escravos e sejam substituidos pela mão de obra barata dos seus filhos e netos. Nós que observamos e vivenciamos os conflitos de terras na região cacaueira que sempre pertenceram aos mesmos, vemos sim uma situação que já apresenta um novo quadro com os trabalhadores índigenas ou sem terra fazendo uma nova história. O Assentamento Terra A Vista em Arataca por ex. já está produzindo inclusive conhecimento técnico e científico. Então me lembro de “professor” universitário que nos dizia acompanha-los só para provar que não iriam muito longe.
    Quanto a caracteres físicos,forma de se vestir, consumir,POR QUE ESSAS PESSOAS NÃO OBSERVAM AS FOTOS DA HISTÓRIA DA PRÓPRIA FAMÍLIA E VEJAM COMO ELE, ELA SE DISTANCIA DESSES “TRAÇOS” PASSADOS?

    SOMOS TODOS CIDADÃOS COM DIREITOS!

    Devolvo como questionamento o que o autor do texto afirma: POR QUE ESSAS PESSOAS NÃO FORAM (NO PASSADO) PREPARADAS? Ora, é obvio que a riqueza em todos os sentidos sempre esteve nas mãos de poucos,também aqui. O bom é que esse quadro começa a mudar e aí as pessoas preferem ficar a repetir discursos sem fundamentação nenhuma, só baseado na lei da ganância. É preciso entender que um líder indígena ou sem terra também pode e deve almejar o espaço político que é de todos. só que muitas pessoas se acostumaram a ver o trabalhador rural com roupas rasgadas e morando de favor nas fazendas e não aceita que ele ascenda e chegue a uma secretaria de governo.

  • cidadã says:

    Por favor seu Helenilson estude um pouco de história, sobre grilagem de terra, sobre extermínio de indigénas, sobre ancestralidade, sobre multiculturalismo para entender o que está acontecendo e visite uma aldeia para vê o quanto os índios estão preparados para a agricultura. E lembrando que todo discurso é ideológico e de interesse.

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