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CANDIDATO, LENILDO DEFENDE AMURC “SEM PARTIDARIZAÇÃO E PERSONALISMO”

lenildo-santana1A voz pausada e o perfil conciliador do prefeito de Ibicaraí, Lenildo Santana (PT), levaram à construção de candidatura única à presidência da Associação dos Municípios do Sul, Extremo-Sul e Sudoeste da Bahia (Amurc). Mas foi a proposta de uma entidade “sem partidarização e personalismo” que fortaleceu a candidatura do petista.

A postura equilibrada e de consenso do prefeito é elogiada pelo governador Jaques Wagner. “Lenildo se revelou grande prefeito e a sua reeleição demonstra isso”, disse o governador, que escolheu Ibicaraí como primeiro município do sul da Bahia a ser visitado em 2013, quando entregou as obras de reforma da BR-415.

Lenildo assume mais um desafio. É o candidato de consenso à presidência da Amurc. O pleito ocorrerá no dia 31. Atualmente, o prefeito de Ibicaraí é tesoureiro da entidade.

O candidato à presidência da Amurc conversou com o PIMENTA na redação do blog e falou de projetos e como os municípios podem se beneficiar dos projetos estruturantes e da chegada da Universidade Federal do Sul da Bahia.

 

BLOG PIMENTA – Quais são os projetos e metas mais importantes da sua campanha?

Lenildo Santana – Temos que incorporar, de forma muito clara e segura, os projetos macros mais importantes para a nossa região: o Complexo Intermodal Porto Sul e a Universidade Federal do Sul da Bahia (Ufsba). Eles estão na linha de frente do debate.

BP – E nas questões “macro”, que dizem respeito à situação dos municípios?

LS – Temos que batalhar pela melhoria das receitas dos municípios. E aí a gente tem algo importante que é a redistribuição dos royalties, além da reposição do IPI [Imposto sobre Produto Industrializado] e das perdas do FPM [Fundo de Participação dos Municípios]. Outro ponto importante é a capacitação dos servidores e gestores municipais.

BP – Qual dimensão dessas perdas com redução de IPI e queda do FPM?

LS – A Amurc participou do debate na CNM [Confederação Nacional dos Municípios], em Brasília, em quatro encontros, e tratou destes assuntos e o consequente encaminhamento deles. As perdas com redução de IPI e queda do FPM em Itabuna, Ilhéus e região ultrapassam R$ 10 milhões.

BP – Como interferir para que os municípios tenham gestões com melhor qualidade?

LS – A qualificação dos servidores dos municípios associados está entre as nossas metas. Há um outro fator interessante que é o trabalho articulado de comunicação, divulgando as ações positivas dos municípios. Existe hoje uma marginalização do gestor. Virou prefeito, já é ladrão. Nem todo mundo possui esse perfil. E isso [a estigmatização] é ruim por que pode desestimular quem entra na política buscando fazer o correto.

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Nossa ideia é desenvolver diagnósticos, identificar as necessidades de cada município e montar os projetos.

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BP – Como a Amurc pode fazer o papel de articulação com os municípios?

LS – Nossa ideia é desenvolver diagnósticos, identificar as necessidades de cada município e montar projetos. O gestor fará o acompanhamento na Amurc. Vamos trabalhar para garantir captação de projetos de R$ 300 mil a R$ 500 mil, como exemplo, permitindo soluções para cada município. Não são 20, 30 projetos para cada cidade. Por isso, define-se as prioridades. Algumas cidades não puderam ter acesso a dinheiro dos governos federal e estadual nem puderam apresentar projetos. A ideia é trabalhar com projetos para atender a quem também está, por questões judiciais, de certidões, excluído deste momento. Para quê isso? Os prefeitos estão distantes da entidade por que eles param para pensar e questionam: o que é que eu ganho com a Amurc? Hoje a gente já tem uma realidade muito melhor. As reuniões acontecem. Prefeito vai lá. A gente trabalha, auxilia. A gente mostra que a entidade pode, tem potencial para auxiliar, intervir.

BP – O senhor pertence a uma corrente política. Como conciliar interesses numa entidade suprapartidária?

LS – Localmente, temos o exemplo de Floresta Azul. A prefeita Sandra Cardoso é do DEM e possuímos ótimo relacionamento Floresta Azul-Ibicaraí. Fazemos cooperação em saúde, infraestrutura, assistência social. Quando a demanda ocorre e a solução pode ser feita, de forma legal, pelo município vizinho, é feita. Isso independe da bandeira partidária. Eu tenho isso com Jackson [Bonfim], que é do PP. Nós queremos fortalecer esse trabalho articulado, levar essa proposta para a Amurc.  Ou seja, queremos administrar a Amurc sem partidarizá-la e sem personalismo. Isso fortalecerá a entidade.

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E A Ufsba vai proporcionar qualificação diferenciada que vai acabar alterando os ambientes onde esses alunos estão inseridos.

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BP – Como os pequenos municípios poderão se beneficiar do Complexo Intermodal e da Ufsba?

LS – No caso da Ufsba, tenho o exemplo de Santa Cruz da Vitória. Talvez não chegue a dez o número de pessoas do município formadas em uma universidade federal. Agora, isso muda com a seleção de estudantes por meio dos colégios universitários da Ufsba. É um modelo altamente inclusivo. E A Ufsba vai proporcionar qualificação diferenciada que vai acabar alterando os ambientes onde esses alunos estão inseridos.

BP – A Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) é a segunda que mais desenvolve pesquisa no Estado. Como transformar isso em resultados, na sua visão?

LS – O trabalho de pesquisa da Uesc vem sendo feito para conclusão de curso e, muitas vezes, acaba não sendo aplicado. A Amurc tem papel fundamental para mudar essa realidade, identificando dentro de cada colegiado, aquilo que pode ser oferecido aos municípios. Ou gratuitamente ou pago. Já houve reunião e definição disso e vamos começar os trabalhos. Agricultura? Posso trabalhar em agricultura na organização produtiva, na comercialização.

BP – Qual o peso das universidades e da educação nessa mudança que se busca para o sul da Bahia?

LS – Minha formação de professor me faz crítico dos modelos até agora. E posso dizer que a instalação das universidades, faculdades tem alterado a vida dessas comunidades. Quando eu assumi a prefeitura de Ibicaraí, eu tinha cinco enfermeiras no município: uma de Minas Gerais, três de Itabuna… Com as faculdades daqui do sul da Bahia, eu tenho todo o meu quadro com enfermeiros de Ibicaraí.

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A gente tem oportunidade grande de contar com formação superior, o que facilita o entendimento dos processos na administração pública.

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BP – Para o município, qual o impacto dessa mudança?

LS – O interessante nisso é que o paciente convive com o atendente. Então, o enfermeiro está ali mais próximo, atendendo e orientando. E aí, há outras soluções que vão acontecendo nesta linha. Com os médicos a gente tem esse processo, na área da administração a gente tem prefeitura em que a maioria dos profissionais era de formação técnica. A gente tem oportunidade grande de contar com formação superior, o que facilita o entendimento dos processos na administração pública. Para a cidade, o impacto é socioeconômico.

BP – E o Porto Sul, como os pequenos municípios podem ser impactados, economicamente, pelo projeto intermodal?

LS – Indiscutivelmente, os grandes investimentos vão estar atrelados a Itabuna, Ilhéus e Uruçuca. O Porto e o aeroporto vão ficar no eixo Ilhéus-Itabuna, existe possibilidade de siderúrgica instalar-se nas imediações de Uruçuca pela proximidade com o porto. Neste contexto, Ilhéus ficaria com as bases, Uruçuca teria essa possibilidade pela sua localização, Itabuna pelo atendimento logístico. Se não pensar nos municípios vizinhos, vamos atrair mais gente para Itabuna e Ilhéus para além da capacidade deles. Os estudos já apontam isso. O atendimento na saúde praticamente dobra sem que haja contrapartida prevista no projeto.

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Se não pensar nos municípios vizinhos, vamos atrair mais gente para Itabuna e Ilhéus para além da capacidade deles.

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BP – E o que pode ser feito?

LS – Pode-se pensar em basear alguns dos serviços do complexo intermodal nos municípios que estão fora, porém próximos dos que receberão esses investimentos. Se eu tenho investimento na região e que não demanda exatamente da minha sede, eu posso fazer em um município vizinho, como Buerarema, Itapé, Ibicaraí. Na região, de uma forma geral, teremos mão de obra mais barata, fácil de qualificar, por que boa parte das pessoas tem segundo grau. E a gente vai permitir a distribuição de renda, a distribuição dos investimentos em nível regional, promovendo o equilíbrio.

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