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:: 11/ago/2013 . 11:47

NOVO SHOPPING EM ITABUNA

Itabuna poderá ganhar novo shopping em breve. Grupo de investidores trabalha na prospecção de empresas-âncora para o empreendimento que deverá ser construído nas proximidades do entroncamento das BRs 415 e 101.

Os investidores apostam no impacto positivo na economia local com a construção do Porto Sul e da Universidade Federal do Sul da Bahia (Ufesba). Empresa de Salvador presta consultoria aos investidores. Por enquanto, os personagens envolvidos no investimento são mantidos em sigilo. “Estamos na fase inicial do negócio”, explica consultor. A área para o empreendimento já está definida.

O negócio envolve investimentos de R$ 50 milhões. Consultores do empreendimento devem ter audiência com o prefeito Claudevane Leite nas próximas semanas. Antes, fecham captação de lojas-âncora para o novo centro de compras.

BAIXA NO GOVERNO

O diretor do Departamento de Tributos da Prefeitura de Itabuna, Genysson Araújo, pediu exoneração do cargo e demissão do quadro de efetivos do município. Ele se despede e vai para a área jurídica da Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa), após aprovação em concurso público.

Genysson assumiu o cargo com a bênção do secretário da Fazenda, Marcos Cerqueira, embora tenha militado, politicamente, pela reeleição de José Nilton Azevedo. O governo não havia definido – até ontem – o nome do substituto.

O IMBRÓGLIO FTC

ftc-itabunaA Prefeitura de Itabuna descartou a proposta de acordo proposto pela direção da FTC Itabuna. Preferiu dar sequência à ação que exige a devolução do imóvel situado no centro e onde está abrigado o campus da faculdade. A FTC, nos cálculos apresentados pelo governo, deve mais de R$ 8,5 milhões em aluguéis e impostos ao município.

De acordo com fontes do Governo, a proposta da instituição de ensino foi considerada “inconsistente”, até mesmo na proposição de encontro de contas que envolveria terreno de 50 mil metros quadrados nas proximidades do Aeroporto Tertuliano Guedes de Pinho. Para a faculdade, a área cedida valeria R$ 10 milhões.

Entenda a questão lendo aqui e aqui.

O PRÓXIMO GOVERNADOR

AstrologyDa coluna Tempo Presente (A Tarde)

Quem será o próximo governador da Bahia? A pergunta, tão sucinta quanto objetiva, feita por um leitor que diz ter formado um bolão entre amigos, e quer auxílio. Vamos lá.

Ponderando que a Bahia tem 10,2 milhões de eleitores, em tese, todos eles aptos a votar e serem votados, se reduzirmos os nomes a meia dúzia, já é uma grande vantagem.

Na banda governista, Rui Costa, Walter Pinheiro, José Sérgio Gabrielli, Lídice da Mata, Otto Alencar e Marcelo Nilo. Na oposição, ACM Neto, Paulo Souto, Geddel, José Carlos Aleluia e João Gualberto são citados na largada.

Mas dá para enxugar bem mais. Entre os governistas, Jaques Wagner disse a Mário Kertész semana passada que o candidato será do PT, e entre os petistas Caetano já arruma a vida para se candidatar a deputado federal e Gabrielli só falta anunciar a desistência.

Ficam Rui e Pinheiro, o primeiro preferido de Wagner e o segundo pela densidade, especialmente fora do PT.

Na oposição o quadro também é difuso. Mas aposte aí: ACM Neto não vai, Paulo Souto não quer, ficam Aleluia e Geddel, um ou outro tendo João Gualberto como vice.

Ponderemos que de 10,2 milhões deixar quatro nomes é razoável, não? Salvo excepcionalidade rara, o mais provável é que dos quatro seja um. É o prognóstico.

MEIA VOLTA, VOLVER!

ricardo artigosRicardo Ribeiro | [email protected]

 

O governo precisa melhorar, e muito, mas não se furta ao diálogo com a sociedade. Um contato que os opositores mais destacados têm dificuldade para estabelecer, ainda mais quando demonstram torcer pelo pior cenário, sobretudo na área econômica, para dar a volta por cima.

 

Eis que a presidenta Dilma Rousseff, após período de tormenta, começa a enxergar a bonança. Não o céu de brigadeiro que tinha antes do navio encontrar-se perto de adernar, mas já lhe é possível ter perspectivas otimistas.

Em junho, com as ruas no meio do fogaréu, a governanta despencou de quase 60% de aprovação para 30%, o menor índice de seu mandato. Já os números de agosto apontam recuperação, chegando a 36% os que veem o governo como bom ou ótimo. Vá lá que não seja uma coisa nem outra, mas muito provavelmente o brasileiro tem se perguntado sobre quais seriam as alternativas.

Refém de uma base parlamentar venal e traiçoeira, Dilma viu rapidamente sua queda nas pesquisas se transformar em inferno político. Os apoios já não estariam assegurados pelos partidos que se aperfeiçoaram em sobreviver na aba do mandatário de plantão, não importa quem seja. Com a presidenta cambaleante, iniciaram-se as tramoias e conchavos, com direito a piscadelas para a oposição.

As inclinações dos oportunistas era alimentada pelas sombrias projeções para o cenário econômico, antevendo-se inflação galopante, crescimento do desemprego, “Pibinho”, fuga de investimentos e um 2014 de penúria. Ou seja, chance de reeleição próxima de zero.

O Brasil que foi para as ruas viu a cambada de políticos que se mexeu com a astúcia de sempre, manjadíssima, tentando se locupletar dos protestos. Gente sem vergonha, que já mandou e principalmente desmandou no país, posando de indignada, como se tivesse acabado de chegar de outro planeta com a solução para todos os nossos problemas. Até poderia funcionar, mas só se viessem em outro corpo, mudassem a identidade e a filiação partidária, além de apagar todos os registros biográficos.

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UNIVERSO PARALELO

DE LIVROS E GENERALIZAÇÕES MENTIROSAS

Ousarme Citoaian | [email protected]

1LivroMuita gente dá o mesmo conselho: “leia, leia, leia”, mas não dizem a suas vítimas o que elas devem ler. A leitura, como toda nova experiência, tem potencial de nos realizar ou frustrar. Creio, sem ser especialista no tema, que há textos adequados à idade, ao nível de saber e à sensibilidade de cada um de nós. Com livros, assim como com crianças, precisamos nos munir de isenção e coragem. “Adoro crianças!” – ouço com frequência esta generalização, mentirosa como todas as generalizações. Eu também gosto muito de crianças, mas reconheço que algumas delas são profundamente irritantes. Livros também são adoráveis, mas haveremos de admitir que muitos deles são intransponíveis.

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Umberto eco e a erudição que machuca

Alguns livros de difícil leitura para não iniciados: Os sertões (Euclides da Cunha), A divina comédia (Dante Alighieri), Os lusíadas (Camões), A montanha mágica (Thomas Mann), O pêndulo de Foucault (Umberto Eco). Não digo que são livros “ruins”, mas que não se destinam a leitores inexperientes. João Ubaldo Ribeiro diz que Os sertões é de fácil leitura, mas eu considero a primeira parte, A terra, “desestimulante”, para quem não é engenheiro, geólogo, ou coisa do gênero. Há quem liste Machado de Assis entre os “difíceis”, eu não. Já O pêndulo de Foucault, confesso, sob o peso da erudição de Umberto Eco, abandonei em meio à leitura, há muitos anos, e nunca mais o retomei.

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ENTRE PARÊNTESES, ou

3BrasilUsar apelido gera esquecimento do nome
Dia desses, José Serra errou, numa entrevista de tevê, o nome do País. “O Brasil chama-se Estados Unidos do Brasil”, disse o eterno candidato. A gafe seria desculpável, não fosse o status de quem a cometeu, pois é regra não escrita chamarmos nossa pátria mãe gentil pelo apelido, o que nos leva ao esquecimento do nome completo (o Brasil já foi “Estados Unidos”, hoje é “República Federativa”). A lembrança me veio ao ler afirmação do professor Arléo Barbosa, dando conta de que Ilhéus é também uma simplificação. O título São Jorge dos Ilhéus, que vem dos tempos coloniais, nunca foi mudado – e eu não sabia. Creio que estamos todos condenados à Lei do Menor Esforço.

O MITO GRECO-LATINO EM NOSSA LINGUAGEM

Certa vez, cometi uma resenha de interessante livro de poemas, Tear de aracnídeos, do professor Jorge de Souza Araújo. Destaquei que o autor me surpreendeu com sua densa erudição a respeito desses artrópodes, definindo-os, apontando-os como anteriores ao homem e mapeando-os por lugares nunca dantes imaginados. Lembro desse episódio, antigo de quase oito anos, ao me deparar com texto que fala da presença do mito greco-latino em nossa linguagem do dia a dia – e entre os verbetes me deparo com este mesmo que a gentil leitora imaginou: aracnídeo, isto é, a aranha e a teia que lhe desgraçou a vida, bem ao jeito da tragédia grega.
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5AracnePequena e triste estória de uma aranha

A primeira aranha do mundo era uma mocinha chamada Aracne, não garanto que bonita, mas prendada, pois era famosa pela qualidade dos tecidos que fazia. Um tanto metidinha, ela se gabou de que tecia melhor do que Atena (deusa da guerra, da sabedoria e dos ofícios), que se irritou ao ser comparada com uma mortal. Aracne achou pouco e ainda desafiou a deusa para um concurso, a medir quem era melhor tecelã. Aracne, que não se emenda, produziu uma obra que zombava dos deuses, mostrando que eles também erravam, mas um trabalho “tecnicamente” impecável. Vencida em seu próprio campo, Atena ficou tiririca – e decidiu se vingar da mocinha audaciosa.

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Uma deusa muito irritada com o marido

Suspense para lembrar que a grega Atena é conhecida na mitologia latina por Minerva. Ela é filha de Júpiter (Zeus, entre os gregos), espécie de rei dos deuses, associado com o céu e o trovão (entidade próxima ao Xangô do candomblé, segundo Verger, que vocês conhecem). A mãe de Atena/Minerva é Hera/Juno, rainha dos deuses, deusa das mulheres e do casamento, esposa de Zeus/Júpiter, uma mulher muito irritada com o marido, que é dado a pular a cerca. Já se vê que pedigree não falta à deusa Atena. Ah, sim: para se vingar da desfeita de Aracne, ela transformou a mocinha em aranha, condenada a tecer até o fim dos tempos.

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BILL EVANS E A VOLTA DO FUNDO DO POÇO

O pianista Bill Evans, que críticos e músicos aplaudiram a valer, viveu uma carreira irregular, com problemas não diferentes daqueles de Charles Parker, Ray Charles e outros: muita droga e, após, saída de cena para desintoxicar-se. Em 1961, quando Scott La Faro, seu baterista favorito, morre num acidente de carro (aos 25 anos!), Evans decide que o jazz perdera o significado. Mergulhou na droga, mais do que nunca, e ninguém imaginava como terminaria se, certa noite, Chuck Israels não surgisse em sua vida. Evans foi tocado pela vontade que Israels demonstrou de tocar com ele, diz o crítico Bruno Schiozzi. “Essa proposta me levou a recomeçar”, completa Evans.
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Influenciado pelos grandes do piano

Com Israels, Evans sai da crise, passando a tocar também com feras como Freddie Hubbard, Stan Getz, Tony Bennett e Claus Ogerman (este, uma das admirações de Tom Jobim).  Para o crítico Joachim Berendt, “o fraseado elegante e as harmonias sofisticadas de Bill Evans atestam influências de Debussy, Ravel e, voltando no tempo, Chopin”. Sua carreira, igual à de tantos no jazz, foi encurtada devido às drogas, que minaram sua saúde: morreu (aos 51 anos) de insuficiência hepática e hemorragia interna provocadas pelo uso de heroína e cocaína. Este Summertime (1965) é uma mostra dos vários temas gravados pelo “novo” trio: Evans (piano), Israels (contrabaixo) e Paul Motian (bateria).

O.C.






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