Há 11 meses, o professor itabunense Walisson Moura, de 25 anos, era obeso, hipertenso, sofria de apneia do sono e comia de maneira desregrada. Por dia, chegava a devorar quatro acarajés, quantidade não contabilizada de hambúrgueres e outras bagaças. O almoço era “encharcado” por um litro de refrigerante, o mesmo ocorrendo com o jantar.

Nessa época do “comendo tudo adoidado”, Walisson apresentava números preocupantes. Pesava 160 quilos, vestia manequim 64 e a pressão estava em 22 por 18. Forte candidato a um infarto ou um AVC, o jovem tinha também altos índices de colesterol e triglicérides.

A vida do itabunense mudou quando ele viu que sua saúde estava em perigo. E foi graças a muita força de vontade, que Walison procurou uma nutricionista, mudou os hábitos alimentares e substituiu o sedentarismo por atividades físicas diárias. Resultado: em menos de um ano, o professor perdeu 70 quilos e normalizou pressão arterial, glicemia e colesterol.

Walisson escolheu o caminho mais difícil (e saudável) para perder peso, quando a maioria tem optado pela cirurgia bariátrica. E ele quer virar exemplo. O professor criou um blog, onde relata sua batalha contra a balança (confira aqui) e virou assunto de matéria exibida na Rede Bahia.

Em seu blog, o professor diz que não precisou ingerir “nenhum tipo de medicamento ou fórmula mágica” e explica que descartou a bariátrica devido à “agressividade” e aos riscos para seu organismo.

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Walisson: à esquerda, quando devorava quatro acarajés e dois litros de refrigerante por dia