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TRANQUILIDADE APARENTE EM BUERAREMA E A DESILUSÃO DOS PRODUTORES

Homens da Tropa de Choque ficam de prontidão em veículos micro-ônibus (Foto Pimenta).

Homens da Tropa de Choque ficam de prontidão em veículos micro-ônibus (Foto Pimenta).

A tensão dos dois últimos dias na área urbana de Buerarema deu lugar a uma aparente tranquilidade nesta quinta-feira (13). O medo de novos confrontos e o trauma das bombas de gás lacrimogêneo atiradas pelos policiais do Batalhão de Choque da PM fizeram muita gente ficar dentro de casa.

Até o meio-dia, as ruas estavam praticamente vazias e o comércio tentava retomar o ritmo normal. A reportagem do Pimenta ouviu populares, ainda assustados com a grande quantidade de policiais nas ruas centrais e das cenas nas ruas e mostradas na internet e na televisão. “Eu não saio de casa pra nada por esses dias”, afirmou uma assustada senhora de quase 50 anos, residente a poucos metros da praça central de Buerarema.

Mais distante do centro, na região do trevo de acesso à cidade, dezenas de mulheres, crianças e idosos recorriam à unidade de saúde do bairro Santa Helena. Eram vítimas dos gases e bombas lançados pela polícia em busca de medicação. Tosse forte e irritação eram reclamações mais comuns em crianças e idosos.

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FAMÍLIA DE PRODUTORA RURAL
DEIXA A BAHIA PARA VIVER EM SC

Sede do Sindicato Rural no centro de Buerarema: vazia (Fotos Pimenta).

Sede do Sindicato Rural no centro de Buerarema: vazia (Fotos Pimenta).

O reflexo da tensão dos últimos dias está na sede do Sindicato Rural de Buerarema, também sede da associação dos produtores. Não havia ninguém no prédio, vigiado por dois adolescentes. Uma mulher gritou: “tem ninguém não. isso aí vazio faz é tempo”.

O prédio deveria ser a base dos produtores expulsos das terras tanto em Buerarema como nos municípios de Ilhéus e Una. O temor afasta as vítimas, mas algumas delas ainda resiste.

A poucos metros dali, conversamos com uma produtora rural de 48 anos. Temendo represálias, ela pediu para que o seu nome não fosse publicado na matéria. “A polícia tá prendendo gente de bem e quem se diz índio ameaça a gente”, justifica.

Apesar de ter sido expulsa da propriedade onde viveu por 22 anos, ela ainda insiste em ficar em Buerarema. Mas, triste, ela lembra que os filhos de 19, 17 e 15 anos foram morar em Santa Catarina por causa das incertezas e do clima de violência no campo. “Meu filho mais novo foi embora para Brusque tem pra mais de mês. Meu marido também quer ir embora. Não foi por causa de mim. Eu não quero ir”.

Com a produção na fazenda de onde a sua família foi expulsa no ano passado, a mulher disse que comprou casa e carro. O patrimônio começou a ser desfeito:

– A gente tem que se virar, pagando aluguel e tudo. Meus filhos estudavam, faziam informática, tudo com dinheiro da roça. Hoje eu tenho vergonha até de mostrar minhas mãos de calo do trabalho na roça. A gente vive hoje como se fosse vagabundo, expulso da roça e a polícia aqui na cidade. Se a polícia tivesse lá dentro, onde tá o perigo, os produtores podia ir colher e vender na cidade.

Enquanto a produtora concede a entrevista, carros da polícia militar passam pela rua. Mais à frente, na entrada do Sindicato Rural de Buerarema, meninos brincam e se protegem da chuva.

A senhora não vê solução para o conflito por causa da omissão do governo:

– Isso aí não tem mais o que resolver não. A caneta tá na mão do governo. Como é que pessoas da minha cor, negras, são indígenas? E quem fala alguma coisa é ameaçado.

A produtora afirma que o esposo foi assediado para cadastrar-se como índios, mas não aceitou: “Ou se é produtor ou não é”.

Ela critica o recuou da Força Nacional de Segurança e o governo. “Recuou, né? A gente não sabe se estão com medo ou querem proteger os índios”.

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EXÉRCITO AINDA “FORA DE COMBATE”

Comboio do Exército em direção a Ilhéus, onde já estão 600 homens (Foto Pimenta).

Comboio do Exército em direção a Ilhéus, onde já estão 600 homens (Foto Pimenta).

Cerca de 600 homens do Exército já estão em Ilhéus, porém o comando afirmou que o Governo Federal ainda não autorizou o emprego das tropas na região do conflito.

Para isto, esclareceu o general Racine Bezerra Lima Filho, depende de solicitação formal do governador Jaques Wagner.  Por enquanto, a tropa apenas faz exercícios de rotina e treinamento. Racine reuniu-se com representantes das polícias, produtores e vereadores dos municípios da área do conflito.

11 respostas para “TRANQUILIDADE APARENTE EM BUERAREMA E A DESILUSÃO DOS PRODUTORES”

  • serra do teimoso says:

    O exercito e a tropa de choque vao contribuir para manter a ordem em Jussari, é provavel que agora o meu direiro e de varias pessoas que passan da Rodovia federal BR 101, seja respeitada pelo supostos fazenderios de Buerarema, agora eu quero v.

  • povo says:

    olhando a imagem da para ver sendo construído uma mancão de um logista no sindicato rural, serio gente lá no sindicato já funciona uma loja e lamentável, pois mais uma vez os agricultores perdem com essa invasão

  • indiguinado says:

    Buerarema pode tudo onde era para ter um sindicato e uma loja esses agricultores são uma merda mesmo em deixa isso acontecer, eles perdem as fazendas e ainda na cidade perdem seu sindicato

  • Zelão says:

    Zelão diz: – A Grande Piada (Humor Negro)

    Tudo o que vem acontecendo, já há algum tempo, na região conflitada de; Buerarema, Ilhéus e Una, tendo como fato gerador do conflito a “invasão de propriedades rurais,” de pequenos agricultores e assentados, pelos “autodeclarados” índios Tupinambás, graças a um contestado “laudo antropológico” emitido pela FUNAI.

    O clima beligerante, entre os “autodeclarados índios” e os agricultores era uma tragédia; de há muito anunciada. Dela tinham conhecimento as autoridades do Governo do Estado da Bahia e do governo federal, através do Ministério da Justiça – Ministro Eduardo Cardoso; da Justiça Federal e Ministério Público Federal. As mortes recentes são consequência óbvia da inércia ou pouco caso dessas autoridades, para com o problema.

    Visto de fora, chegasse a pensar que tudo está sendo tratado como uma “grande piada de humor negro,” pelas autoridades envolvidas: – A pouco mais de um mês, sob grande aparato, chegou à região conflitada um contingente da “Força Nacional” que veio se juntar aos efetivos da “Polícia Federal” e da “Polícia Rodoviária Federal” – únicas forças policiais autorizadas a atuarem em áreas federais em conflito.

    Quando essas forças começaram a atuar, verdadeiramente (após o reconhecimento do terreno e das forças envolvidas no conflito), o Ministro Eduardo Cardoso ordena a retirada, inclusive, com o desmantelamento das bases “avançadas” que garantiram a reintegração de posse, autorizada pela Justiça Federal, de quatro propriedades. A “pantomima,” ganha mais um “tresloucado ato,” com o desembarque no aeroporto de Ilhéus; de um contingente “aerotransportado” do exército, que fica aquartelado em Ilhéus, pasmem; por faltar autorização do Ministério da Justiça que por sua vez, diz aguardar uma solicitação oficial do Governo da Bahia, para entrar na área em conflito.

    Enquanto, torra-se o dinheiro público com os deslocamentos e aquartelamento das tropas, impossibilitadas, de cumprirem com as suas obrigações constitucionais, mortes e prisões, acontecem. A intranquilidade só aumenta na região.

  • macuconativo says:

    O que era dúvida agora tem-se a certeza(a vassoura-de-bruxa,empobrecimento dos agricultores da região cacaueira e consequentemente das populações locais, falta de incentivo aos verdadeiros trabalhadores da citada região…), o verdadeiro objetivo do governo federal vigente é transformar as áreas supramencionadas em um zoológico natural com “pseudoíndios” e dizimar a população verdadeiramente nativa,falta descobrir qual o verdadeiro motivo – com certeza escuso – que está por trás de toda essa esculhambação articulada há muito tempo…!

  • O Vigilante says:

    É mais uma turma que o cacique Babau vai botar pra correr. Já botou a força nacional pra voltar, já depredou carro da policia federal e agora vai mandar o exército de volta. É isso aí Babau ………

  • sarrafo says:

    Lá vai mais gente de Buerarema para incomodar a ordem na cidade de Brusque.

  • ZÉ P says:

    Na FOTO podemos observa que há uma construção em andamento no sindicato rural de BUERAREMA pois onde deveria funcionar o sindicato hoje funciona uma loja de celulares e ainda o dono da mesma loja esta construindo sua casa em sima.

  • tudo errado says:

    Na FOTO podemos observa que há uma construção em andamento no sindicato rural de BUERAREMA pois onde deveria funcionar o sindicato hoje funciona uma loja de celulares e ainda o dono da mesma loja esta construindo sua casa em sima.

  • anonimo says:

    As autoridades devem acordar e meter esses bandidos que se dizem indios na cadeia, a maioria desses baderneiros são bandidos infiltrados ne meio dos indios; enquanto isso pesoasa do bem que trabalham pagam seus impostos direito perde suas vidas.

  • Marcelo says:

    Algum catarinense a convidou ???

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