Barbosa durante coletiva hoje à noite (Foto Carla Ornelas).

Barbosa durante coletiva hoje à noite (Foto Carla Ornelas).

O secretário de Segurança Pública, Maurício Barbosa, concedeu coletiva nesta noite e disse que, na reunião de hoje à tarde com representantes das associações, foram incluídos novos itens além dos propostos pelo governo:

–  Um documento foi assinado por mim, pelo comandante-geral e por um dos líderes das associações. Ficou decidido que estas propostas seriam assumidas pelo governo. Durante a deliberação da categoria, recebi uma ligação desta liderança, informando que estava tudo acertado para a aprovação do que havia sido acordado. Ainda assim, foi decretada a greve – disse Maurício Barbosa.

Barbosa disse que novos itens foram atendidos pelo governo hoje, antes da decretação da greve. Entre eles, estão o reajuste da gratificação de Condição Especial de Trabalho (CET), a rediscussão do novo código de ética da categoria, a ser construído entre as associações e área sistêmica; e demais propostas apresentadas pela categoria até agora.

TROPAS FEDERAIS

O governo baiano recorrerá à Garantia da Lei e da Ordem (GLO) para que tropas federais assumam a segurança enquanto durar a greve da PM.

– Não sabemos a proporção do movimento paredista. Só podemos contar com as Forças de Segurança Pública do Estado e da União. Temos a convicção que vamos contar com o bom senso dos policiais de saber que, independente das questões salariais, remuneratórias e etc, temos o dever de proteger a sociedade. Da nossa parte, tínhamos atendido tudo o que foi colocado, prometendo até voltar a revisar tudo o que o governo já tinha proposto ao grupo de trabalho – disse o secretário.

Barbosa também mostrou acordo assinado pelo dirigente da Aspra, Marco Prisco, no qual o governo assegura atender a pontos sobre remuneração dos policiais. Com a deflagração da greve, o acordo acabou sendo descumprido.

Atualizado às 23h20min