Dilma, Marina e Aécio: quem será o eleito?

Dilma, Marina e Aécio: quem será o eleito?

A nova pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda (18) revela que a eleição presidencial poderá ser decidida apenas no segundo turno no novo cenário com a entrada de Marina Silva (PSB-Rede) no papel de cabeça de chapa. Após a tragédia com a morte de Eduardo Campos (PSB), Marina deverá ser escolhida a candidata a presidente em lugar do ex-governador de Pernambuco.

Na pesquisa feita nos dias quinta e sexta-feiras (14 e 15), no calor da comoção pela morte de Campos, Marina Silva empata, tecnicamente, com Aécio Neves (PSDB) no primeiro turno e com Dilma Rousseff (PT) no segundo turno, mas numericamente à frente dos dois nestes cenários.

Os números do primeiro turno são os seguintes: Dilma Rousseff tem 36%, Marina Silva vai a 21% e Aécio Neves soma 20%. Pastor Everaldo (PSC) fica com 3% e Zé Maria (PSTU) e Eduardo Jorge aparecem com 1% cada um. Os demais candidatos não chegam a 1%.

Os percentuais de brancos e nulos e indecisos caem consideravelmente com a entrada de Marina em cena. Antes, somavam 27% (13% de brancos e nulos e 14% de indecisos). Agora, representam 17% (8% de brancos e nulos e 9% de indecisos).

O Datafolha aferiu, ainda, cenário sem Marina. Nele, Dilma sai de 36% para 41%; enquanto Aécio vai de 20% para 26%. Os demais candidatos juntos têm 8%.

SEGUNDO TURNO

A pesquisa Datafolha também apurou que Marina Silva é surpresa no segundo turno. Empatada com Dilma Rousseff dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais, Marina surge à frente da presidente: 47% a 43%.

Dilma, no entanto, ampliou a sua vantagem em relação a Aécio Neves em um hipotético segundo turno. Se antes a situação era de empate (44% a 40% em 15 e 16 de julho), agora a petista aparece oito pontos à frente do tucano: 47% a 39%.

A pesquisa não testou confronto entre Marina Silva x Aécio Neves em um segundo turno. Foram consultados 2.843 eleitores em 176 municípios brasileiros. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número 386/2014.