marco wense1Marco Wense

Cabe ao PT a tarefa de bombeiro, e não de incendiário. Apagar o fogo com água e não com gasolina como querem alguns aloprados. Qualquer provocação é de uma burrice inominável.

Quando um petista se queixa das dificuldades que cercam a presidente Dilma Rousseff, eu tento acalmá-lo dizendo que é assim mesmo, que faz parte do jogo político.

Dependendo do “paciente”, recomendo até um chá de paquetá, feito com capim santo, limão, água de flor e açúcar. Nada de sal ou qualquer outro ingrediente.

Enfrento a crescente lamúria com um forte e consistente argumento: seria pior, muito pior, se Dilma fosse derrotada. Aí, nem tico, nem taco, como diz o ditado popular.

A oposição, deixando de fora os imbecis que uivam por uma interferência militar ou pelo “fora Dilma”, faz o seu papel. Tem legitimidade e todo o direito de se opor, reclamar e espernear.

Quem não deve criar problemas para o governo Dilma é o PT, sob pena de virar o principal aliado do oposicionismo. Tem que ajudar na construção do diálogo com os diversos segmentos da sociedade e, principalmente, com o Congresso Nacional.

A discussão sobre a candidatura de Lula em 2018 é intempestiva, só faz oxigenar o radicalismo de uma oposição ainda atônita e inconformada com a derrota.

Cabe ao PT a tarefa de bombeiro, e não de incendiário. Apagar o fogo com água e não com gasolina como querem alguns aloprados. Qualquer provocação é de uma burrice inominável.

Tudo que o tucanato deseja é que o Partido dos Trabalhadores e suas lideranças caiam na sua armadilha, na arapuca do “quanto pior, melhor”.

É bom lembrar que Lula desceu do palanque assim que soube da vitória de Dilma. O Lula agora é outro. É o Lulinha paz e amor.

Do outro lado, um Aécio Neves apelando até para o demônio, dizendo que “o diabo se envergonharia da campanha do PT”. Xô, satanás! Sangue de Cristo tem poder.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.