Canabidiol tem uso liberado em casos excepcionais no país (Reprodução).

Canabidiol tem uso liberado em casos excepcionais no país (Reprodução).

Pesquisa encomendada ao Instituto Datafolha pelo Instituto de Ciências Tecnológicas e Qualidade Industrial (ICTQ) revelou que 56% dos brasileiros são contra a venda de maconha para uso medicinal. Porém, 50% aprovam o uso de medicamentos derivados da maconha. Foram consultados 2.162 brasileiros. A pesquisa, segundo o instituto, tem margem de erro de dois pontos percentuais.

O uso de um derivado da maconha, canabidiol (CBD), vem sendo liberado pela justiça do país desde abril. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou, até agora, 184 pedidos de importação da substância para tratamento de saúde, principalmente em casos de epilepsia, informa a Folha. O canabidiol não tem efeito alucinógeno, segundo o Conselho Federal de Medicina.

A resistência à liberação da maconha para uso medicinal é maior nas pequenas cidades e no Norte e Nordeste do país. No outro extremo, a aprovação ao uso da maconha com fins medicinais chega a 69% entre os que têm nível superior. Nas classes A e B, a aprovação é de 60%, enquanto nas classes C e D esse percentual cai a 33%, segundo o Instituto Datafolha.