marco wense1Marco Wense

 

Posso afirmar, com todas as letras maiúsculas, que Augusto Castro será candidato a prefeito com o apoio do PMDB, DEM, PPS, PV e, pelo andar da carruagem, do PDT.

 

No campo moral, o médico Renato Costa é impecável: nada que macule sua vida pública, sempre sólida e ilibada. No movediço mundo político foi inseguro e instável.

Renato passou por várias agremiações partidárias e diferentes correntes políticas: fernandismo, geraldismo e, por último, o azevismo, sendo o vice do Capitão Azevedo na sucessão de 2012.

Como deputado estadual, pelo PSB, teve uma atuação marcante. Foi eleito o melhor parlamentar da Assembleia, não só pelos colegas como pela imprensa soteropolitana.

Renato Borges da Costa deixa o comando do diretório municipal do PMDB de Itabuna para o primeiro vice, o advogado e empresário Pedro Arnaldo Martins.

“Em quatro anos (duas gestões) consegui organizar o PMDB e criar um clima de companheirismo, de fraternidade. O partido se reúne toda semana”, diz o satisfeito Renato Costa.

Discordo de Renato quando diz que o PMDB vai ter candidato a prefeito na sucessão de Claudevane Leite (PRB), colocando seu próprio nome à disposição do peemedebismo.

A possibilidade do PMDB disputar o Centro Administrativo Firmino Alves é zero. O partido, seguindo orientação da estadual, vai apoiar o deputado Augusto Castro (PSDB). A contrapartida é indicar o companheiro de chapa do tucano.

Posso afirmar, com todas as letras maiúsculas, que Augusto Castro será candidato a prefeito com o apoio do PMDB, DEM, PPS, PV e, pelo andar da carruagem, do PDT.

Outro detalhe: é melhor acreditar em papai Noel ou na mulher de sete metros do que em autonomia para decidir ou não sobre candidatura própria. Do contrário, é pura ingenuidade e imperdoável infantilidade política.

Autonomia em diretório municipal tem prazo de validade. O manda quem pode, obedece quem tem juízo, é inerente ao processo político. O resto é conversa mole ou, se o caro leitor preferir, pra boi dormir.

Os partidos perderam o que não poderiam perder: a identidade. São instrumentos para satisfazer os interesses dos senhores dirigentes, dos falsos democratas de plantão, dos que se acham donos de legenda.

O que existe mesmo é uma grande empulhação, fingimento, um simulacro de democracia, muita arrogância e muita gente querendo ficar bem mamando nas tetas dos cofres públicos.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.