Investigação da Delegacia Especial de Atendimento ao Idoso (Deati) levou a Justiça a decretar, na quarta-feira (20), o sequestro dos bens da doceira Pedrina Guimarães Brito, de 65 anos. De acordo com a polícia, ao longo de 12 meses, Pedrina movimentou a quantia de R$ 360 mil da conta bancária de uma idosa de 84 anos, sem o conhecimento dela. O delegado Nilton José Costa, responsável pela investigação, já solicitou a prisão preventiva da doceira.   
Apontados como cúmplices da doceira no golpe, que fazia empréstimos, saques e transferências utilizando a conta, o marido de Pedrina, identificado como Raimundo de Brito Costa Filho, e o gerente do banco onde o casal possui contas, Ranielli da Silva Santos, foram indiciados. As investigações revelaram que o gerente estava ciente das transações irregulares e que Raimundo teve parte do dinheiro da idosa depositado em sua conta corrente.   
Há cerca de um ano, a doceira alugou para a idosa um apartamento de quarto e sala, localizado no Itaigara, por R$ 3 mil mensais, mas cujo valor de mercado é de aproximadamente R$ 1,5 mil. Conhecidas há mais de 15 anos, Pedrina convenceu a vítima a entregar-lhe o cartão bancário e a senha alegando que, assim,  a ajudaria a controlar os gastos. A idosa recebe uma pensão mensal de R$ 20 mil e possuía uma poupança no valor de R$ 320 mil.

A cuidadora responsável pela idosa, desconfiada da forma como Pedrina falava constantemente em dinheiro, sugeriu que a vítima consultasse sua conta corrente e poupança. Na agência, ela constatou o golpe e registrou queixa na Deati. A idosa chegou a procurar o casal para exigir seu dinheiro de volta, mas acabou ameaçada.
Segundo ela, em depoimento ao delegado do Deati, o marido da doceira, Raimundo, a ameaçou com uma faca e mulher a agrediu com tapas no rosto, expulsando-a do apartamento onde residia. Pedrina, Raimundo e Ranielli vão responder por furto, apropriação indébita e formação de quadrilha. O casal também infringiu o estatuto do idoso ao torturar a vítima.