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:: 26/jul/2015 . 22:56

PORTO SUL: RUI QUER POSIÇÃO DA BAMIN

Da Coluna Tempo Presente, d´A Tarde.

Rui Costa diz não estar muito avexado com a notícia da desaceleração das obras da Fiol, principal reflexo da crise econômica na Bahia (até agora). Ele diz que, no ensejo da situação, ganha tempo para resolver o caso do Porto Sul.

– Pedimos que a Bamin se posicione, diga se vai fazer ou não. Se não houver resposta, tomaremos a área que foi passada a ela e buscaremos outras formas de construir o porto, ainda que com dinheiro público.

O epílogo da novela parece que ainda vai demorar. Para além da crise internacional, que fez os preços das commodities (o ferro principalmente, que é o caso) desabarem, a Bamin ainda está enroscada com brigas por razões societárias na justiça inglesa.

Em Ilhéus, o palco do Porto Sul, o desalento com o projeto é cada vez maior.

O QUE TEMOS DE MUDANÇA, ITABUNA?

manu berbert foto artigoManuela Berbert | manuelaberbert@yahoo.com.br

Torço por uma cidade onde os eleitos para o bem comum não enxerguem apenas um único partido ou o próprio bolso.

O tempo tem passado rapidamente. Num piscar de olhos, já é aniversário de Itabuna mais uma vez. Lembrei-me da semana festiva e saí passeando por aí, observando algumas mudanças e suas inúmeras necessidades. Bendito é o povo simples itabunense, que, apesar de tudo, não desiste da sua terra e engole como dever o que, teoricamente, lhe seria de direito.

Nas cadeiras do poder, enxergo uma grande força de vontade de alguns, e lamentavelmente uma torcida fúnebre de outros. Há sempre dois times em campo, um torcendo contra o outro, com muito descaso pelo que deveria ser feito. Como aves de rapina, seres que ficam sobre escombros olhando as construções e torcendo para que as paredes caiam.

Mais de 100 anos de existência e temos que lidar com uma politicagem descarada que atravanca o progresso da cidade, numa rotina insustentável de muitas promessas em períodos eleitorais e pouquíssimas ações eficazes durante o tempo seguinte. Quem paga a conta da expectativa do que nunca vem?

Enquanto a iniciativa privada encara a crise com muita criatividade, o poder público esbarra no partidarismo egoísta que nada faz. Deputados estaduais e federais entram e saem do governo, e o que vem deles quase sempre são outdoors estampando suas carinhas de pau em agradecimento aos milhares de votos e, tempos depois, nos felicitando em datas festivas. Apenas isso.

Prefeitos e vereadores também entram e saem – e quase sempre seus quatro anos de mandato são divididos em “metade arrumando a casa e a outra metade na corrida pela reeleição”. O Centro de Convenções virou lenda, o Centro de Cultura não funciona, a segurança pública amedronta os mais otimistas e a saúde anda sobrevivendo de promessas, atolada em dívidas para manter de pé os hospitais que possui.

Torço por um poder público coerente e honesto à frente da minha cidade. Por secretários técnicos qualificados para os cargos, e não “cabeças de partidos” inertes. Por escolas de qualidade em amplo funcionamento, e investimentos sensatos nas mais distintas vertentes. Torço por uma cidade que ofereça qualidade de vida aos que aqui nascem e aos tantos que chegam diariamente. Uma cidade onde os eleitos para o bem comum não enxerguem apenas um único partido ou o próprio bolso.

Manuela Berbert é publicitária e colunista do Diário Bahia.

POLICLÍNICA FUNCIONARÁ NORMALMENTE

Policlínica funciona normalmente nesta segunda (Foto Alex Souza).

Policlínica funciona normalmente nesta 2ª (Foto Alex Souza).

Ery LavinsckyO prefeito Claudevane Leite decretou ponto facultativo nas repartições públicas amanhã (27), véspera de aniversário de Itabuna. Há pouco, a direção da Policlínica Dois de Julho informou que o expediente será normal nesta segunda-feira.

– Já tínhamos consultas marcadas para amanhã. Pensamos na população de Itabuna e dos municípios pactuados – afirma o diretor da Policlínica 2 de Julho, Ery Lavinsky.

O ponto facultativo foi decretado na última sexta (24). A policlínica atende por agendamento e em várias especialidades, a exemplo de cardiologia, hematologia, urologia, gastroenterologia e dermatologia.

NOVA ATRAÇÃO DA JURACY MAGALHÃES

Roda gigante gratuita por 30 dias na Juracy Magalhães (Foto Pimenta).

Roda gigante gratuita por 30 dias na Juracy Magalhães (Foto Pimenta).

Uma roda gigante com iluminação especial é a nova atração da Avenida Juracy Magalhães, em Itabuna. O brinquedo do Parque Marabilândia já fez sucesso em cidades como Salvador e ficará por 30 dias em Itabuna, próximo ao cruzamento da Juracy com a Maria Olívia Rebouças.

Numa ação promocional da rede de lojas Conlar, a diversão na roda gigante será gratuita para quem fizer compras ou visitar a loja de materiais de construção. A loja onde o brinquedo foi instalado será reinaugurada nesta segunda (27), véspera do aniversário de 105 anos de Itabuna.

BRASIL ENCERRA O PAN DE TORONTO EM 3º LUGAR

O Brasil encerrou a participação nos Jogos Pan-Americanos de Toronto em terceiro lugar no quadro geral de medalhas. É a mesma colocação das últimas duas edições do evento, em Guadalajara (2011) e no Rio de Janeiro (2007).

Nesta edição do Pan, os brasileiros conquistaram 41 medalhas de ouro, 40 de prata e 60 de bronze, totalizando 141. O Brasil ficou atrás apenas dos Estados Unidos, com 103 medalhas de ouro, 81 de prata e 81 de bronze, e do Canadá (78 de ouro, 69 de prata e 70 de bronze).

A última participação dos brasileiros nos Jogos foi na final do vôlei masculino, disputada com a Argentina. A equipe do Brasil ficou com a prata depois de perder para os argentinos por 3 sets a 2. O primeiro foi vencido pelos adversários por 25 a 23.

Nos dois sets seguintes, a equipe brasileira conseguiu reverter o placar, vencendo os argentinos por 25 a 18 e 25 a 19. No quarto set, os argentinos conseguiram empatar o jogo, vencendo por 25 a 23, levando a partida para o tie-break. O quinto e último set foi vencido pela Argentina por 15 a 8. Informações da Agência Brasil.

Confira aqui o quadro de medalhas do Pan.

CANAVIEIRAS: MENORES EXECUTAM MOTOTAXISTA; ÔNIBUS É INCENDIADO EM PROTESTO

Manifestantes atearam fogo em ônibus durante protestos (Foto WhatsApp).

Manifestantes atearam fogo em ônibus durante protestos (Foto WhatsApp).

A população de Canavieiras, no sul da Bahia, vive clima de tensão e revolta, após dois adolescentes executarem o mototaxista e técnico em enfermagem no município, Ricardo Santiago Santos, de 32 anos. O mototaxista foi morto com requintes de crueldade ao atender a um pedido de corrida dos criminosos.

A vítima teve o corpo amarrado em uma árvore em área de manguezal e levou dois tiros na cabeça. Os jovens acusados de executar a vítima têm 15 e 17 anos.

O corpo foi descoberto por moradores durante a madrugada de sábado (25) e já sem sinais vitais. Já no período da manhã, começaram série de protestos com queima de um ônibus da Expresso Brasileiro e a ameaça, há pouco, de destruição do terminal rodoviário da cidade.

De acordo com informações, moradores ficaram revoltados ao saber que um dos adolescentes foi apreendido e, para evitar linchamento, acabou sendo transferido para Ilhéus. O outro acusado do crime narrou à polícia detalhes da execução do mototaxista.

BA-001 foi bloqueada com toras de eucalipto.

BA-001 foi bloqueada com toras de eucalipto.

RODOVIA INTERDITADA

Os principais acessos a Canavieiras foram bloqueados pelos moradores para impedir que a polícia fosse reforçada. Troncos de eucalipto foram colocados ao longo da BA-001. Os manifestantes também atearam fogo em madeiras e pneus para impedir a chegada de reforço policial.

Pelotões de elite da Polícia Militar foram acionados para tentar conter os manifestantes. Nas palavras de um dos moradores, se o clima de fúria não for contido, haverá uma sequência de quebra-quebra. “A intenção [de parte dos manifestantes] era fazer justiça com as próprias mãos”, acrescentou. “O clima de revolta é muito grande”.

CENSORES, CORTES E GAFES

marivalguedesMarival Guedes | marivalguedes@gmail.com

Para driblar a censura, Chico Buarque adotou o pseudônimo Julinho da Adelaide. Com três composições, foi delatado e os censores passaram a exigir documentos. Morreu Julinho.

Designado a solicitar liberação das músicas de um festival em Itabuna, fui à Divisão de Censura de Diversões Públicas da PF em Salvador. O agente proibiu a letra de uma composição e esbravejou: vai ter gente nossa lá, se tocar o festival acaba.

Não se tratava de ameaça, era um aviso. Estávamos em 76, período da cruel ditadura militar. Grupos paramilitares havia invadido o teatro Ruth Escobar e espancado atrizes e atores da peça Roda Viva (Chico Buarque e José Celso Martinez).

Já na gravadora Philips, o Exército quebrou os compactos da música Apesar de você. A canção havia sido liberada, mas Sebastião Nery publicou em sua coluna que seus filhos cantavam como se fosse o Hino Nacional.

O jornalista foi intimado e o censor que liberou punido. Chico, quando interrogado, disse que a composição se refere a uma mulher mandona e autoritária.

Tragicômico era o nível de conhecimento de quem julgava o que população poderia ter acesso. Por exemplo, o livro O vermelho e o negro foi proibido por que o título parecia “coisa de comunista”. A obra é do francês Stendhal, escrita em 1830.

Outra hilária, agentes do Dops invadiram o Teatro Municipal de SP para prender o autor de Electra, o subversivo Sófocles. “Ficou difícil”, o dramaturgo morreu na Grécia há quase 2.500 anos.

Para driblar a censura, Chico Buarque adotou o pseudônimo Julinho da Adelaide. Com três composições, foi delatado e os censores passaram a exigir documentos. Morreu Julinho.

Ainda sobre Chico, no autoexílio na Itália recebeu a visita de Toquinho que compôs uma música e pediu pra ele escrever a letra. Nasceu Samba de Orly. Quando retornou ao Brasil, mostrou a Toquinho na presença de Vinicius.

Só para participar, o poeta pediu pra trocar os versos pede perdão/ pela duração dessa temporada, argumentando que a frase era muito branda para quem passou tanto tempo na Itália. E sugeriu: “Pede perdão/Pela omissão um tanto forçada.”

A censura cortou exatamente estes versos. Quando Toquinho telefonou pra Vinicius, ele respondeu: “a frase eles podem proibir, mas a parceria não.” E o nome do poeta foi mantido na autoria.

Marival Guedes é jornalista e escreve crônicas semanais no Pimenta.








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