Após protestos por atrasos de salário, funcionários enfrentam mais problemas com a Monte Tabor (Foto Sintesi).

Após protestos por atrasos de salário, funcionários enfrentam mais problemas com a Monte Tabor (Foto Sintesi).

A empresa Monte Tabor ainda não homologou as rescisões de 500 funcionários demitidos do Hospital Luís Eduardo Magalhães, em Porto Seguro, gerando clima de apreensão. A empresa teve contrato rescindido com a Secretaria Estadual de Saúde (Sesab) e deveria homologar as rescisões dos funcionários em 4 de setembro, o que não ocorreu até o momento.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde de Itabuna e Região (Sintesi), Raimundo Santana, afirma que a entidade “acompanha com muita preocupação” a situação dos trabalhadores demitidos. A Monte Tabor mantinha contrato com a Sesab para administrar o hospital de Porto Seguro. O contrato foi encerrado em 31 de agosto.

A empresa informou ao sindicato, segundo Raimundo, que ainda não há data para efetivar as homologações e pagar as verbas rescisórias. Conforme a empresa, o pagamento “dependeria de repasses de recursos pelo Estado da Bahia, o que não foi feito” e não há previsão de quando deverá ocorrer. Os recursos, de acordo com alegação da empresa, estariam previstos em contrato.

MEDIAÇÃO DO MPT

O Sintesi buscou mediação do Ministério Público do Trabalho para que a Monte Tabor e o Estado resolvam a situação. Ainda segundo Raimundo, não é descartada uma ação coletiva para assegurar o pagamento das rescisões dos trabalhadores.

Os atingidos pela rescisão de contrato entre Sesab e Monte Tabor farão assembleia, na segunda (21), para definir cronograma de mobilizações e até decidir sobre ação judicial coletiva.