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RUMOS DA SUCESSÃO

marco wense1Marco Wense

 

Recentes pesquisas de intenções de voto apontam que 65% do eleitorado itabunense não pretende votar em candidatos que já foram prefeitos.

 

O melhor caminho para evitar uma possível polarização na sucessão de Itabuna, entre os ex-prefeitos Fernando Gomes e Geraldo Simões, é a formação de um bloco partidário.

Essa junção de forças tem que defender uma nova maneira de administrar, com respeito ao dinheiro público e sem os descalabros dos últimos governos. Não basta só ficar na fácil tarefa de apontar os erros. É preciso mostrar soluções, sob pena de o discurso virar blablablá e cair na vala comum. Ser tachado de demagógico e eleitoreiro.

Com efeito, veja o que diz o bom jornalista Waldeny Andrade no seu mais novo livro sobre as eleições de Itabuna: “(…) Geraldo Simões, ao derrotar de uma só vez José Oduque Teixeira e Ubaldo Dantas (dois ex-prefeitos), veio acrescentar seu nome ao diminuto grupo que governaria o município de Itabuna nos últimos 40 anos. A partir daí, estabeleceu-se o pingue-pongue Geraldo-Fernando, somente quebrado em 2008 com José Nilton Azevedo, mesmo assim candidato de Fernando (…). Itabuna sofreu com a invenção desta estranha alternância de poder”.

Deixando de lado o aspecto jurídico – se fulano, sicrano e beltrano serão ou não atingidos pela Lei da Ficha Limpa –, o fernandismo e o geraldismo apostam que a sucessão de 2016 será decidida pelos seus líderes.

Essas duas correntes não acreditam em mais de uma candidatura dentro do mesmo campo político. São unânimes na afirmação de que as duas maiores lideranças do petismo e do demismo, governador Rui Costa e o prefeito soteropolitano ACM Neto, vão fazer de tudo para evitar um racha na base aliada.

Nesse específico ponto, democratas e petistas estão cobertos de razão. A sucessão municipal, principalmente nos grandes redutos eleitorais, vai ser estadualizada. O escopo maior é a eleição de 2018, a disputa pelo cobiçado Palácio de Ondina.

Surge agora uma informal coligação de sete agremiações partidárias para contrapor a esse pingue-pongue: PDT-PV-SD-PSOL-PPS-PPL-PSB com seus respectivos pré-candidatos: Dr. Mangabeira, Alfredo Melo, Maruse Xavier, Zem Costa, Leninha Duarte, Otoniel Silva e Carlos Leahy.

O bloco acredita que o desejo de mudança tende a crescer ainda mais. Recentes pesquisas de intenções de voto apontam que 65% do eleitorado itabunense não pretende votar em candidatos que já foram prefeitos.

A torcida é para que o processo sucessório transcorra dentro da civilidade, da democracia e do respeito pelos adversários, que não descambe para o lado raivoso.

PS – Algumas figuras importantes do PMDB de Itabuna têm simpatia pela pré-candidatura de Antônio Mangabeira. Nos bastidores, comenta-se até que Geddel Vieira Lima, comandante-mor do peemedebismo, não vai criar nenhum obstáculo para um eventual apoio ao prefeiturável do PDT. É bom lembrar que Geddel tem um bom relacionamento com o deputado Félix Júnior, presidente estadual do brizolismo. E que o PDT faz oposição ao governo Rui Costa (PT).

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

5 respostas para “RUMOS DA SUCESSÃO”

  • Escolher o prefeito de Itabuna que o mesmo nunca foi,é inegável o aprendizado dos itabunenses,o que os nossos ancestrais eram mais inteligentes do que nós,é uma extrema realidade.

    Desde povoado do cachoeira,Taboca, Taboquinha e Taboca Grande,Vila de Taboca,o que fervilhava as informações,os nossos antepassados eram extremamente bem informados,a imprensa escrita era uma realidade e um celeiro.

    Então povoado do cachoeira,em 1897, o primeiro Jornal,A Platéia,outro Jornal, então Taboca,O Itabuna, 19O5,neste mesmo ano surgiu o Jornal o Labor,em 19O8, surgiu o Jornal o Democrata.

    O Correio de Itabuna,surgiu em 191O,Almanaque itabunense,surgiu em 1912,surgiu outro Jornal,Pro-Itabuna,em 1915,em Ferradas,surgiu outro Jornal,O Sapéca,em 1917,surgiu o Jornal,Diário de Itabuna.

    Surgiu outro Jornal,em 192O,O Dia,neste mesmo ano,surgiu outro Jornal,O Jornal de Itabuna,em 1926,surgiu o Jornal,o Intransigente,em 1927,surgiu,a Congregação Mariana e por ai vai… Paginas,124,126.

    Como ver,a história dos nossos antepassados são extremamente bem informados,é um
    bom sinal e demonstra que nós estamos nos evoluindo uma vez que,pra ser escolhido um prefeito de Itabuna,seja um elemento que nunca foi prefeito.

    E que este processo de evolução,quiçá abrangem todo Brasil e que este grande mau
    que é o PT,seja extirpado o grande mau de Itabuna e o Brasil.

    Fonte.Documento Histórico Ilustrado de Itabuna.
    Autor.José Dantas de Andrade,Imortal.

  • Rodrigo José says:

    E todo mundo cantando, todo mundo dançando e Fernando que é bom. Volta Fernando Itabuna te espera de braços abertos e com brilho no olhar.

  • IsLP says:

    Respeito sua analise,mais me cabe o direito de não aceitar.Você se basear em pesquisas tendenciosas ai já é brincar com seus leitores de cabeças pensantes…Reveja seus conceitos sobre a verdadeira politica limpa…65% ai tá D+.

  • Alexei Andrade says:

    E tudo como dantes, no quartel de abrantes!!!
    Não temos opção nenhuma!!!

  • ewerton almeida says:

    Sem querer desmerecer o valor do que já foram, mas acerta em cheio a população em querer algo novo, ainda não impregnado dos vícios que o poder faz adquirir.

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