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editorias


:: 7/maio/2016 . 20:17

ACIDENTE – E SOLIDARIEDADE – NA BEIRA-RIO

Uma professora sofreu acidente ontem (6), por volta das 10h, quando caminhava pela Alameda da Juventude (Beira-Rio), em Itabuna. O tronco de uma árvore caiu, atingindo a cabeça de Sheyla Victal Nunes Matos, provocando um corte de 20 pontos.

Sheyla foi socorrida um homem que, sozinho, pegou-a, colocou em seu veículo e a encaminhou para o Hospital Calixto Midlej Filho. A professora passa bem. Mas será acompanhada por 10 dias para averiguar se a pancada na cabeça provocou alguma complicação neurológica.

Sheyla não lembra o nome da pessoa que a socorreu, mas a agradece. De acordo com familiares da educadora, havia muita gente no local no momento do acidente, mas apenas o homem foi em socorro de Sheyla.

SEGUNDO HOMICÍDIO DE MAIO

Travessa Bom Sossego, bairro Nova Esperança. Não se engane com os nomes, pois foi neste local – nas imediações do presídio de Itabuna – que se registrou hoje (7) à tarde o segundo homicídio da cidade neste mês de maio.

A vítima está identificada como José Carlos Santos Nascimento. Tinha 31 anos e era motorista de ônibus na empresa Viação Expresso Rio Cachoeira.

Testemunhas afirmam que os tiros foram disparados de dentro de um Chevrolet Corsa, de cor prata. José Carlos, que estava em seu dia de folga, morreu no local.

INOCÊNCIA TEM PRAZO DE VALIDADE

ricardo ribeiroRicardo Ribeiro | ricardo.ribeiro10@gmail.com

 

Diante de minha surpresa, o menino foi logo falando: “ele matou muita gente, aí levou um tiro na cabeça”.

 

Rafael não sabe que este domingo é o Dia das Mães e suspeito que ele não conheça a existência de tal efeméride no calendário. Eu menciono a data e ele responde “eu vou, você vai?”, como se se tratasse de um evento. Percebi a confusão e procurei simplificar: “no domingo, você vai dar um abraço bem forte em sua mãe e dizer que a ama”. Ele achou graça e deu uma risadinha cujo sentido a princípio não consegui decifrar muito bem.

Quando lhe perguntei a idade, Rafael mostrou a mão esquerda espalmada e a direita com o indicador erguido. Enquanto mostrava “seis”, com a boca dizia que tem dois anos e falou que faria aniversário “amanhã”, mas imagino que ele não tenha muita ideia do que seja esse mistério. O menino da periferia de Itabuna me disse que estuda, mas não sabe o nome da escola.

Pode não parecer, mas Rafael é um menino esperto, com um olhar vivo e bom contador de histórias. Contou-me uma espantosa, quando lhe indaguei sobre seus pais. Me disse, do seu jeito, que a mãe está bem e cuida dele e de mais dois irmãos. Já o pai foi assassinado.

Diante de minha surpresa, o menino foi logo falando: “ele matou muita gente, aí levou um tiro na cabeça”. Soltou isso com total naturalidade, sem nenhuma emoção, como se fosse um fato banal. Deu a impressão de que narrava a cena de um filme

É assustador ouvir isso da boca de uma criança, mas Rafael infelizmente não é caso isolado e fiquei lamentando como sua infância está terrivelmente comprometida. A realidade desse menino, negro, da periferia de Itabuna, é igual a de tantos outros que nem dá pra contar. Crianças que deveriam ter o direito de ouvir histórias inspiradoras, que lhes estimulassem a imaginação e as fizessem se encantar pela vida. Em vez disso, convivem diariamente com a crueza da violência, na rua e em casa.

Rafael não é uma criança inventada, mas um moleque de verdade, desses que andam por aí e a gente nem liga. Vale muito a pena lhes dar atenção, e antes que seja tarde, como tem sido para tantos outros. Acima de tudo, é preciso quebrar a engrenagem que transforma meninos bacanas como ele em monstros que a sociedade só deseja exterminar.

Infelizmente, aquele sorriso enigmático de Rafael indica que sua inocência tem prazo de validade. E ele é curto!

ISAAC ALBAGLI ACUSA CODEBA DE DESCASO

Hoje desativado, porto seco é apontado pela Prefeitura como solução para confusão gerada pelas carretas no trânsito de Ilhéus

Hoje desativado, porto seco é apontado pela Prefeitura como solução para confusão gerada pelas carretas no trânsito de Ilhéus

O secretário de Infraestrutura, Transportes e Trânsito de Ilhéus, Isaac Albagli, acusa a Codeba (Companhia das Docas do Estado da Bahia) de ter boicotado o porto seco do município, hoje desativado. A atribuição dessa responsabilidade ocorreu durante reunião, nesta sexta-feira (6), do Conselho da Autoridade Portuária, na Associação Comercial.

Segundo Albagli, o trânsito na cidade vem sendo prejudicado com o afluxo de carretas que ficam estacionadas em ruas e avenidas nas imediações do Porto do Malhado. Ele apontou como solução a utilização do porto seco, desde que a Codeba informe antecipadamente a previsão de chegada dos veículos para carga e descarga.

Com essa informação, o secretário afirmou que a Prefeitura acionaria a Petrobras,  responsável pela operação do porto seco. “Há um descaso da Codeba  com a cidade, pois uma simples comunicação resolveria o problema”, disse Albagli.

Presente à reunião, o secretário nacional dos Portos, Felipe Ozório Monteiro da Gama, propôs que representantes da Prefeitura, Codeba, Petrobras  e operadores portuários se reúnam o mais rápido possível para resolver o problema.

DESPEDIDA DO WHATSAPP

Cel artigo 2016Celina Santos | celinasantos2@gmail.com

 

Há casos de quem não consiga separar-se do celular sequer para ir ao banheiro. Duas ou mais pessoas chegam a conversar pelo “Whats” estando numa mesma casa.

 

O bloqueio do WhatsApp durante 24 horas esta semana – um terço do tempo inicialmente determinado pela Justiça – levanta uma série de questões para serem pensadas pelos 100 milhões de usuários do aplicativo no Brasil. A primeira diz respeito ao comportamento das pessoas diante das redes sociais, sendo o “zap” (como é carinhosamente apelidado) o mais usado.

Por mais que se reconheçam as vantagens de uma comunicação instantânea, nessa era da velocidade, e o uso do programa até para fins profissionais, é impossível negar que muitos estejam nutrindo certa dependência. A ponto de, muitas vezes, deixarem de perceber o ambiente real em volta, para alimentar primeiro as relações virtuais.

É possível conviver com gente já incapaz de travar um diálogo “cara a cara” por cinco minutos, sem abaixar as vistas para olhar o celular – leia-se WhatsApp. Também se tornou comum ver grupos de amigos (e até casais!) reunidos em bares e restaurantes, estando cada um em seu respectivo aparelho telefônico. Tem, ainda, os encontros – e reencontros – presenciais em que a maior parte do tempo é consumida na postagem de fotos nas redes.

Há os casos de quem não consiga separar-se do celular sequer para ir ao banheiro. Outra estranha, mas frequente rotina: Duas ou mais pessoas chegam a conversar pelo “Whats” estando numa mesma casa. Sem falar, já que o assunto é a residência, no quanto as famílias deixam de bater papo e de “compartilhar” a vida no sentido não virtual da palavra.

São muitos os exemplos que poderiam traduzir uma nociva realidade envolvendo todos nós: existe uma legião de presentes-ausentes. Estamos tratando de uma multidão solitária, pois há um embarque no mundo virtual, muitas vezes em detrimento do real. A manhã que prenunciou a “despedida” temporária do WhatsApp refletiu o desespero de usuários que se diziam viciados no aplicativo. Certamente foi um dia que pareceu mais longo para a maioria dos citados 100 milhões.

Resta saber qual é o caminho de volta, quando o sujeito se der conta de que tem deixado o tempo passar estando um tanto anestesiado diante da tela touch screen do smartphone. O episódio da segunda suspensão do “zap” merece uma ponderação sobre a forma como lidamos com as redes. Ou se, ao contrário, estamos sendo apenas “pescados” por elas, sem a autonomia apontada como trunfo do internauta desde que a web se popularizou.

Uma ressalva: para além do comportamento, é mesmo inadmissível que a empresa se negue a contribuir com investigações de crimes que utilizam o WhatsApp como instrumento. Obviamente, a privacidade dos usuários precisa ser preservada – mas a exceção é mais do que legítima se tal pessoa estiver se valendo dessa tecnologia para afetar a coletividade. No caso do crime em questão – o tráfico de drogas –, todos sabem o quanto ele alimenta a violência, evidente no alto índice de assassinatos Brasil afora.

 

Celina Santos é pós-graduada em Jornalismo e Mídia e Chefe de Redação do Diário Bahia.



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