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BRASIL E EDUCAÇÃO EM 241 TONS DE CINZA

PROF ELTON OLIVEIRAElton Oliveira | srelton@hotmail.com

 

Alterar toda a atual política educacional nacional e criar um novo ensino eficiente em 120 dias é, no mínimo, criar uma educação e uma escola do tipo “para inglês ver” na mais latina das Américas.

Como educador, preocupa-me a Medida Provisória enviada pelo governo Michel Temer (PMDB) para a reforma do Ensino Médio num prazo de 120 dias. A mesma põe fim à obrigatoriedade de aulas de artes, educação física, espanhol, filosofia, música e sociologia que fazem parte do atual currículo nacional.

O Brasil é o único país da América do Sul que não fala o Espanhol. Como uma nação continental e agora potência emergente, precisamos nos integrar mais ao Mercosul, assumir a nossa identidade latina. Retirar o Espanhol do ensino é sobretudo uma busca pelo isolamento. A quem isto interessa?

A obrigatoriedade do Inglês e a exclusão do Espanhol da grade oficial de ensino simboliza e reforça a identidade de colônia de periferia de terceiro mundo. Se o Espanhol, Inglês e Português fossem ensinados de forma eficiente e com qualidade, poderíamos, num futuro próximo, transformar o Brasil no líder do Cone Sul (Austrais), assustador para quais interesses?

Numa análise global de 360°(super eficientes) da educação feita no Fórum Econômico Mundial (Davos, Suíça – 2016), com base no Relatório Sobre Capital Humano utilizando o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), que analisou 130 países, temos na liderança do ranking:

1. Finlândia
2. Noruega
3. Suíça
4. Japão
5. Suécia


Numa avaliação de 180°(mais eficientes) considerando América Latina e Caribe, vemos o seguinte ranking na Região:

1. Cuba (36°)
2. Chile (51°)
3. Panamá (52°)
4. Equador (53°)
5. Argentina (56°)

Agora, fazendo uma análise de 90°(dos poucos eficientes) situados acima na América Central e Caribe e abaixo da linha do Equador – onde não existe pecado em ser analfabeto funcional na América do Sul, observamos o seguinte ranking:

1. Uruguai (60°)
2. Costa Rica (62°)
3. Bolívia (77°)
4. Paraguai (82°)
5. Brasil (83°)
6. Colômbia (86°)

Como economista, fico alarmado com o posicionamento pífio do Brasil no IDH, pois, mesmo tendo a maior economia regional, só está à frente da Colômbia. Isto, atesta que se fizermos um balanço de 2003 a 2016, período dos governos de Lula e Dilma (PT), a educação brasileira tem ido de mal a pior ou, como diria o saudoso Leonel de Moura Brizola fundador do PDT, “ela não tem sido a prioridade das prioridades”.

Agora, alterar toda a atual política educacional nacional e criar um novo ensino eficiente em 120 dias é, no mínimo, criar uma EDUCAÇÃO e uma ESCOLA do tipo “PARA INGLÊS VER” na mais “LATINA” das “AMÉRICAS”… É para se “TEMER”.

Elton Oliveira é economista, mestre em Cultura e Turismo e professor universitário.

2 respostas para “BRASIL E EDUCAÇÃO EM 241 TONS DE CINZA”

  • Tô de olho says:

    Puts , este Elton é muito chato, o governo está certo, a educação no Brasil é um desastre, o ensino da matemática e português estão abaixo de qualquer critica, algo precisa ser feito urgentemente, ainda bem que voce está contra, mostra que o caminho seguido tem chance de reverter esta calamidade

  • O Profeta says:

    Professor Elton,tem é muita gente “Dê Olho Grande” no Senhor, muita “Inveja” e “Olho Gordo”. Belo texto, lúcido e reflexivo para esses tempos de “Caos”. Toma um banho de sal grosso “Mestre”.

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