
Além de enfrentar um déficit de quase mil defensores, segundo estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), eles reivindicam também melhores condições de trabalho.
Com o quadro atual de 276 defensores públicos, a Bahia tem déficit de 963 profissionais, conforme o Ipea, que aponta a necessidade de pelo menos 1.239 defensores para atender à população que ganha até três salários mínimos, considerada o público-alvo da instituição.
O quatro atual é inferior à metade do que estava previsto quando aprovada a Lei Orgânica da Defensoria Pública do Estado da Bahia (DPE), em 2006, que determinava (há 11 anos) a necessidade de 583 profissionais.
Além disso, a Emenda Constitucional 80, de 2014, prevê que, até 2022, todas as comarcas de todos os estados tenham a atuação da Defensoria Pública. Na Bahia, das 279 comarcas, apenas 29 (cerca de 10% delas) contam com pelo menos um defensor público, segundo a Associação dos Defensores Públicos do Estado (Adep), que pede maior “atenção” do governo para a DPE.
Com a situação, os maiores prejudicados são justamente aqueles que precisam dos serviços da DPE – ou seja, as pessoas mais pobres ou em situação de vulnerabilidade social – para ter acesso à Justiça.
O defensor-geral do estado, Clériston Cavalcante, ressaltou que a DPE tem se empenhado para cumprir a emenda 80 e destacou que a instituição teve aumento de orçamento nos últimos dois anos (leia mais abaixo).
Já o governo do estado, por meio da Secretaria de Comunicação, informou que as questões referentes ao déficit de defensores e demais problemas devem ser respondidas pela própria DPE, que “é autônoma e tem orçamento próprio”.
“Esse déficit já mostra que estamos muito longe de conseguir atender à população como a lei exige, no sentido de garantir o acesso à Justiça. Podemos dizer que a população mais pobre não consegue ter acesso à DPE por conta do déficit de profissionais”, afirmou o presidente da Adep, João Gavazza.
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