Barbara_AndradeBárbara Andrade | barbarpsi@gmail.com

 

O psicólogo (…) deverá cumprir com ética, sigilo e, sobretudo, respeito ao paciente que vem até ele “falar” de suas dores, angústias, fragilidades, medos e frustrações.

 

No dia 27 de agosto, a Psicologia estará completando 55 anos de longas e densas caminhadas. Chegamos até aqui com a bandeira de que “Toda Psicologia nos interessa” (Conselho Federal de Psicologia – CFP). Começo meu texto parafraseando o CFP, pois a Psicologia deve estar onde existam sujeitos, seja nos âmbitos social, jurídico, saúde, organizacional, educação, clínica, judiciário, trabalho, escolar, hospitalar etc.

A prática em psicologia nasceu quando Wilhelm Wundt instalou e pôs em funcionamento em 1879, na Alemanha, na Universidade de Leipzig, o primeiro laboratório de pesquisas e práticas exclusivamente devotado à Psicologia.

A regulamentação da profissão foi um marco muito significativo na História da Psicologia no Brasil. Em meados da década de 40, as primeiras ideias sobre regulamentação e formação começaram a ser expostas publicamente, percorrendo a década de 50, quando vários anteprojetos, pareceres, substitutivos e emendas foram discutidos por vários grupos organizados da sociedade civil, assim como por diferentes comissões do Ministério de Educação e Cultura. Continuou na década de 60, quando a Lei 4119 foi aprovada, os primeiros cursos regulares de graduação segundo as propostas legais foram organizados, os registros de profissionais já formados em cursos de especialização e/ou já atuando na profissão foram efetuados.

A atuação do profissional em Psicologia está pautada e regulamentada no Código de Ética, que entrou em vigência em 27 de agosto de 2005, que só poderá ser alterado pelo Conselho Federal de Psicologia, por iniciativa própria ou da categoria, ouvidos os Conselhos Regionais de Psicologia, conforme cita o paragrafo 25.

Um dos papéis fundamentais do Psicólogo é promover saúde mental das pessoas e do coletivo as quais estão inseridas. A profissão já venceu vários obstáculos e ainda faltam tantos outros a serem vencidos. A atuação tem sido um tanto quanto árdua, pois a importância desta ciência, desta pratica, ainda não é reconhecida como deveria pelas esferas públicas e privadas, que não reconhecem que a presença deste profissional é de suma importância na promoção de saúde mental e desenvolvimento psíquico do sujeito.

O psicólogo ao atender o paciente/cliente (estas denominações dependem da abordagem ou teoria a que se baseia o profissional) deverá cumprir com ética, sigilo e, sobretudo, respeito ao paciente que vem até ele “falar” de suas dores, angústias, fragilidades, medos e frustrações.

É crime o psicólogo compartilhar, falar ou comentar de seus atendimentos a familiares dos pacientes (exceto quando estes pacientes se tratar de crianças, adolescentes ou pessoas com transtornos mentais.) ou amigos, em redes sociais, em locais públicos ou pessoas que não estejam implicadas profissionalmente no processo do paciente.

O psicólogo só poderá informar acerca de seus atendimentos por meio de pareceres, laudos ou relatório destinado a partes interessadas ou por meio judicial. Termino meu texto reformulando a frase que iniciei este texto: Todo sujeito nos interessa.

Bárbara Andrade é psicóloga e atua nas áreas social, clínica e de saúde. Ela também mantém o Descortine-se.