Quase R$ 1 milhão foram apreendidos de conta da sogra de Danilo da D9 || Foto SSP-BA

Quase R$ 1 milhão foram apreendidos de conta da sogra de Danilo da D9 || Foto SSP-BA

O criador da pirâmide financeira D9 Clube, Danilo Santana Gouveia, e a sogra dele, Edlane Oliveira, já são considerados foragidos, após decretação de prisões preventivas de ambos. Ontem (6), a polícia civil conseguiu recuperar R$ 920 mil que haviam sido transferidos da D9 para a conta de Edilane como forma de lavar dinheiro do esquema, segundo o delegado Delmar Bitencourt, do Departamento de Crimes Contra o Patrimônio (DCCP).

Edilane, a sogra, e Danilo, o criador da D9 Clube || Reprodução Itabuna24h/Youtube

Edilane é sogra de Danilo da D9 || Reprodução Itabuna24h/Youtube

A Polícia Civil calcula que o esquema de captação progressiva (pirâmide) tenha rendido a Danilo e a Isaac Albuquerque, da Tips Clube, ao menos R$ 200 milhões. As duas “apostas esportivas” eletrônicas teriam movimentado cerca de R$ 2 bilhões desde o ano passado. Danilo já tem contra si um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça do Rio Grande do Sul em agosto passado.

LAVAGEM DE DINHEIRO

Os integrantes da quadrilha, segundo o delegado, vão responder pelos crimes de estelionato, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e pichardismo, exploração fraudulenta de credulidade pública e que se diferencia do estelionato porque o número de pessoas é indeterminado. O valor recuperado ontem foi depositado em uma conta judicial e ficará à disposição da Justiça Criminal para possível reparação dos prejuízos causados as vítimas.

Já em agosto, a polícia cumpriu 10 mandados de busca e apreensão em endereços ligados à D9 Clube, na Rua Ruffo Galvão, centro. Durante a primeira fase da Operação Gizé, a polícia apreendeu carros, uma moto aquática e uma motocicleta Harley-Davidson, um minerador de moeda virtual e até um drone.

O ESQUEMA

Para atrair as vítimas, a D9 Clube informava em seu site oficial www.d9clube.com e em redes sociais abertas que o percentual de lucro obtido com as realizações das apostas de seus clientes seria de 33 por cento sobre o valor investido, com pagamento semanal durante um ano, e ao final, ainda o valor principal investido de volta.