marco wense1Marco Wense

 

 

Voltando a Temer, assim que PF apontou o mandatário-mor como o mandachuva da quadrilha do PMDB na Câmara dos Deputados, a secretaria de Comunicação da Presidência soltou uma nota dizendo que “os facínoras roubam do país a verdade”.

 

 

A “perseguição” ao presidente Michel Temer não é só do Ministério Público. É também da Polícia Federal, que coloca o chefe do Executivo no topo de uma organização criminosa.

Aliás, a defesa do ex-presidente Lula usa a “perseguição” como argumento para justificar todas as acusações contra o petista. Neste ponto, o temismo e lulismo se parecem.

Outro detalhe é que os advogados de Lula precisam dizer para seu cliente que seu comportamento diante dos depoimentos, quase sempre desdenhando da Justiça, não é o melhor caminho.

Voltando a Temer, assim que PF apontou o mandatário-mor como o mandachuva da quadrilha do PMDB na Câmara dos Deputados, a secretaria de Comunicação da Presidência soltou uma nota dizendo que “os facínoras roubam do país a verdade”.

O mais hilariante foi dizer que as denúncias contra o presidente Temer “visam enfraquecer o governo e provocar a instabilidade das instituições”.

Ora, o desmantelamento das instituições, causando fissuras na parede do estado democrático de direito, daria se elas ficassem inertes diante dos escândalos protagonizados pelos agentes públicos.

Essa acomodação, que soaria como uma complacência, uma tolerância com os corruptos, é que provocaria a instabilidade e o descrédito das instituições.

A Polícia Federal, o Ministério Público e a Justiça como um todo são instituições dignas de respeito, fazem o seu papel constitucional.

Distorções existem em todos os poderes da República, na PF e no MP. Então que se apure e puna os que violam a lei. O que é inaceitável é o ataque odioso e irresponsável.

Querem o que? Que tudo permaneça como se todos fossem inocentes? Que os “facínoras” cruzem os braços e deixem o lamaçal tomar conta do país?

Viva as instituições! Viva o povo brasileiro! Viva a democracia!

Marco Wense é editor d´O Busílis.