Vacinação contra febre amarela em Ilhéus

A Secretaria de Saúde de Ilhéus (Sesau) decidiu ampliar as ações preventivas e iniciou a vacinação contra a febre amarela no município. Ilhéus não faz parte da lista de localidades classificadas como de risco pelo Ministério da Saúde, mas optou pela imunização da população urbana.

A coordenadora de imunização da Sesau, Walkiria Cardeal, explica que as pessoas interessadas, que nunca tomaram a vacina, podem procurar o posto de saúde mais próximo do seu bairro. Ela afirma que pessoas acima de 60 anos, que desejam viajar para áreas de risco e que nunca tomaram a vacina, também devem procurar seu médico para avaliação e, caso necessário, devem apresentar autorização.

“Temos um trabalho de constante monitoramento da prevenção e, por isso, chamamos a atenção para quem for viajar para áreas de risco. A orientação é tomar a dose 15 dias antes da viagem e procurar se informar se a cidade de destino é de recomendação da vacina ou não”, recomenda Walkiria.

ORIENTAÇÃO DO MS

De acordo com a orientação do Ministério da Saúde, devem consultar o médico sobre a necessidade da vacina contra febre amarela, os portadores de HIV positivo, pacientes com tratamento quimioterápico concluído, transplantados, hemofílicos ou pessoas com doenças do sangue, a exemplo dos que sofrem de anemia falciforme. A vacina aplicada (dose padrão) até o momento tem validade para toda a vida, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

O MS informa que não há indicação de imunização para grávidas que morem em locais de recomendação para a vacina, mulheres amamentando crianças com até seis meses e imunodeprimidos, como pacientes em tratamento quimioterápico, radioterápico ou com corticoides em doses elevadas (por exemplo, lúpus e artrite reumatoide). Entretanto, em caso de dúvida é fundamental consultar o médico.

A transmissão da febre amarela pode ocorrer em áreas urbanas, silvestres e rurais (intermediária, em fronteiras de desenvolvimento agrícola). As manifestações da febre amarela não dependem do local onde ocorre a transmissão. O vírus e a evolução clínica são idênticos. A diferença está apenas nos transmissores e no local geográfico de aquisição da infecção.