Promotor afirma que existem provas para condenar pais acusados de matar o próprio filho em Prado.

A Justiça reformou a sentença que inocentou a dona de casa Erisângêla Santos Silva e determinou que ela seja levada a novo júri popular. A mulher é acusada de assassinar o próprio filho, de nove meses. Segundo o Ministério Público da Bahia, Erisângêla Santos cometeu o crime, no município de Prado, juntamente com Jorge Mendes Carneiro Júnior, que era seu companheiro e pai da criança.

Jorge Mendes, que foi absolvido em julgamento realizado em maio de 2017, também será submetido a novo júri popular. Os desembargadores entenderam, por unanimidade, que a sentença de absolvição de Jorge foi manifestamente contrária às provas dos autos.

O crime aconteceu em 29 de outubro de 2016 na estrada de acesso à praia da Paixão, no município de Prado, onde o casal, em meio à discussão sobre possíveis traições, teria agredido o filho, causando a sua morte por traumatismo craniano. De acordo com o promotor de Justiça Moisés Guarnieri dos Santos, “os pais alegaram que a criança tinha se desprendido da cadeirinha do bebê e caído na pista. Contudo, as provas são no sentido de que a assassinaram”, diz o promotor.

Os dois serão julgados pelos crimes de homicídio duplamente qualificado por motivo fútil e emprego de recurso que impossibilitou a defesa da vítima, além de fraude processual, já que são suspeitos de alterarem a cena do crime no intuito de modificar a evidência dos fatos.