A professora estava na garupa de uma moto que foi arrastada|| Foto Facebook

A médica Rute Queiroz, de 49 anos, suspeita de homicídio culposo no atropelamento que matou a professora ilheense  de dança Geovanna Alves Lemos, no dia 15 deste mês, disse, em depoimento à polícia, que perdeu a consciência no momento do acidente e não se lembra do que aconteceu, informa o G1-BA.

No mesmo dia da batida, a médica foi presa em flagrante, pagou fiança e foi liberada. Rute dirigia o carro que colidiu com a motocicleta em que Geovanna estava como carona e era conduzido pelo mototaxista Luciano da Silva Lopes, que sobreviveu. A colisão ocorreu na avenida ACM, no bairro da Pituba, em Salvador. O professora nasceu em Ilhéus, mas morava com a família na capital.

A médica afirmou no depoimento que, por causa de um problema de saúde, em novembro do ano passado, ela já tinha perdido a consciência outra vez, mas dentro de casa. À época, um cardiologista disse que ela teve uma fibrilação atrial, que é uma falha no batimento do coração. Mesmo com o problema de saúde, não houve recomendação para que ela deixasse de fazer atividades como dirigir.

NEGOU USO DO CELULAR

No depoimento, a médica ainda afirmou que não estava usando o celular quando dirigia e que só usou o aparelho para fazer uma ligação para pedir ajuda às 12h28. Segundo ela, a batida foi às 12h25.

Já o mototaxista Luciano disse, em depoimento, que estava na pista da esquerda e que sinalizou que iria entrar em um retorno também à esquerda. A moto foi atingida por trás pelo carro, sendo empurrada até atravessar o canteiro do retorno. Luciano também contou que, depois do acidente, viu Geovanna ainda viva, mas muito machucada.

A previsão da Polícia Civil é que as investigações sejam concluídas daqui a três semanas. O advogado das vítimas disse que o celular da médica passa por perícia e que imagens de câmeras de segurança podem ajudar nas investigações. Leia mais.