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A PRECARIZAÇÃO DOS ESPAÇOS CULTURAIS E A CRESCENTE VIOLÊNCIA

Saulo Carneiro

 

 

 

Resta ao governador, à secretária de Cultura e à responsável pelos espaços culturais esclarecerem à população o motivo do fechamento e precarização do Centro de Cultura Adonias Filho.

 

2019 não parece que será um ano fácil. Logo no começo do ano, descobri que o Centro de Cultura Adonias Filho, aparelho cultural que atende todo o território identitário do Litoral Sul, composto por vinte e sete municípios, não abriu sua pauta e permanece com a sala principal fechada desde 2017.

Mas qual é a relevância disso? O Centro de Cultura Adonias Filho, funciona (ou deveria funcionar) há exatos trinta e três anos, e abriga espetáculos das mais diversas áreas artísticas, oficinais, workshops, palestras, e diversas manifestações artísticas, culturais e esportivas.

Para mim, falar do CCAF, é falar sobre uma relação afetiva, pois, foi nesse espaço que assisti a primeira peça de teatro da minha vida, aos oito anos de idade no colo de minha mãe, foi também ali, que assisti diversos espetáculos, e saí chorando e sorrindo. Desde então, mantenho um vínculo afetivo, que também se tornou profissional com o Centro.

Conheço todos cantos do CCAF, da coxia até as passarelas suspensas da sala principal, e sei, o quanto o espaço está abandonado, e vem sofrendo com uma precarização, que cada vez mais parece ser proposital, tendo até as cortinas da sala principal sido furtadas.

Não é mera coincidência nossa cidade figurar nos índices de violência, como uma das primeiras colocadas. Sendo considera a mais violenta para jovens em 2009, em pesquisa do Ministério da Justiça.

A cultura de Itabuna sofre e sangra, com a Polícia e o Ministério Público invadindo a sede da Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania, e tendo seus espaços culturais fechados. Uma frase que circula nas redes sociais, cada vez mais faz sentido em nossa cidade, “Em lugar onde não há atividades culturais, a violência vira espetáculo”.

Como diria Ramon Vane, padecemos nós, pobres e sem cultura, agora ainda mais padecidos, sem o principal espaço cultural da cidade.

Resta ao governador, à secretária de Cultura e à responsável pelos espaços culturais esclarecerem à população o motivo do fechamento e precarização do Centro de Cultura Adonias Filho.

Saulo Carneiro é estudante de interdisciplinar em humanidades da UFSB e membro do Conselho Municipal de Cultura

1 resposta para “A PRECARIZAÇÃO DOS ESPAÇOS CULTURAIS E A CRESCENTE VIOLÊNCIA”

  • JORGE says:

    Parabéns. Vocês da cultura lute, desperte o Ministério Público, acorde a população, sacuda o governador, porque o prefeito Fernando Gomes há muito tempo já está no formol.

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