Sessão celebra os 10 anos do Conselho Estadual da Juventude, na Alba

Os dez anos do Conselho Estadual de Juventude (Cejuve) foi comemorado com uma série de homenagens, nesta quinta (4), durante Sessão Especial no Plenário da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba). A solenidade, proposta conjuntamente pelos deputados Rosemberg Pinto (PT), líder do governo na Casa, e Olívia Santana (PC do B), presidente da Comissão dos Direitos da Mulher, contou com a participação de estudantes, parlamentares, autoridades e representações do segmento do estado e reconhecidas nacionalmente. O evento contou ainda a apresentação da Orquestra Neojibá, do núcleo do Bairro da Paz, e apresentações culturais e artísticas.

O deputado Rosemberg lembrou a trajetória de luta do movimento e a constante busca por inserir a juventude no contexto das políticas públicas. “O Cejuve, que passou por um processo de construção coletiva, é uma grande conquista para a juventude baiana. É fundamental que os baianos conheçam o papel desse Conselho, como importante espaço de diálogo entre o Governo, a sociedade civil organizada e o segmento. Mas, o mais importante é ver a juventude na sua luta diária, nas manifestações, na cultura”, ressaltou.

Rosemberg defendeu ainda uma maior autonomia do Conselho e a conquista de novos espaços de promoção, como a criação de uma Secretaria Estadual da Juventude para que o segmento possa desfrutar os espaços da sociedade. Atualmente, o Cejuve é vinculado à Secretaria Estadual de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS).

Em relação à atuação dos gestores públicos, de uma forma geral, o líder governista avalia que é preciso enxergar a política voltada para a juventude. “Que faça valer, na prática, a discussão teórica. Eu acredito na capacidade que a juventude tem de gerir e acredito também que, para fortalecer a discussão, precisamos rejuvenescer a participação da política brasileira não só no campo conservador, mas, sobretudo, no campo da esquerda. Temos muitos jovens com capacidade de gestão, de administração. Precisamos enxergar isso”, conclui, entoando a música Eu acredito na rapaziada, de Gonzaguinha, e vinculando a educação a um desenvolvimento pleno.

Sessão atraiu jovens que também participam de projetos e ações na Bahia

A deputada Olívia Santana também fez um discurso valoroso sobre o exercício da cidadania, a partir do reconhecimento da política e do fortalecimento das instituições estudantis. “É natural na juventude a ausência de medo, de desbravar os espaços, quebrar paradigmas e tabus. Que essa energia esteja canalizada para causas positivas como as representadas aqui nesse Plenário, seja na participação das mulheres, seja na resistência negra. O debate é importante e as pessoas que não dão valor à democracia, não sabem a importância de um conselho”, declarou a parlamentar.

O Cejuve atua na proposição de estratégias de acompanhamento e avaliação da política estadual, apresenta políticas públicas inclusivas, além de promover a realização de estudos, debates e pesquisa sobre a realidade da juventude baiana. Criado em 2008, via decreto, e fortalecido com a sanção da Lei Estadual em 2015, o Conselho é formado por 20 representantes do Poder Público, entre titulares e suplentes, de secretarias que desenvolvem ações e projetos direcionados ao segmento, e 40 representantes da sociedade civil, entre titulares e suplentes, de entidades, movimentos sociais, redes de jovens e organizações não-governamentais.

O presidente do Cejuve, Anderson Barbosa, destacou alguns avanços nos órgãos de controle social, entre eles o colegiado, para atendimento aos mais de quatro milhões de jovens baianos e ressaltou a construção estratégica para adquirir maturidade institucional, profissionalizar agentes públicos e criar canais de diálogo com a sociedade civil, atravessando qualificadamente o jogo de convivência e compromisso político e partidário que emerge em cada plano de governo.

“Temos várias ações. Dentro da Bahia temos o Plano Estadual de Juventude, o ID Jovem e diversos outros programas que atingem a juventude, principalmente jovens de 15 a 29 anos e, principalmente, a população periférica que não tem acesso à educação e cultura. E essa política traz esses jovens para o centro do debate e para ser atendidos pelas políticas de juventude”, destacou o dirigente.