Helen Chaly, dos chocolates Gonschä, novas oportunidades em São Paulo

Na semana que antecede a Páscoa, com a tradição dos ovos de chocolate, São Paulo recebeu o Chocolat Festival, realizado de sexta a domingo (12 a 14), na Bienal do Ibirapuera. O evento recebeu cerca de 20 mil pessoas, segundo a organização, e gerou R$ 5 milhões em negócios.

De acordo com a coordenação, o evento abre um novo e importante mercado para o chocolate de origem produzido no sul do Estado. O setor cresce 30% ao ano e fornece produtos com teor que varia 50% até 100% de cacau, num produto de grande valor agregado.

O coordenador do Chocolat Festival São Paulo, Marco Lessa, disse que o evento foi planejado por três anos. “Como o cacaueiro também frutifica em três anos, chegou o momento de expandir e consolidar o chocolate de origem”, afirmou. “As marcas chegam a São Paulo de forma madura, com qualidade, embalagens atraentes”, completou. “O resultado disso é que muitos consumidores disseram que não precisam mais comprar produtos premium da Europa, o que demostra a potencialidade dos nossos produtos como negócio sustentável”, disse.

Durante três dias, além da Feira do Chocolate, com mais de 40 marcas de origem do sul da Bahia, o festival teve atividades como o Fórum do Cacau, Biofábrica de Cacau, Cozinha Show, Bean to Bar (da amêndoa ao chocolate), ChocoDay, Ateliê do Chocolate e Cozinha Kids, um espaço especial para degustação e elaboração de chocolates, que fez a alegria das crianças.

Henrique Almeida, da Sagarana: sucesso de público e negócios

CONQUISTA DE NOVOS MERCADOS

Para Gerson Marques, que produz o Chocolate Yrerê e também atua no setor de turismo rural, o primeiro festival em São Paulo do chocolate de origem da Bahia cria condições para futuros eventos. “Os produtores estão muito satisfeitos com a exposição, as vendas realizadas e as perspectivas de novos negócios”, disse ele. “Um sucesso de público e de negócios. Estamos chegando com força onde sonhamos e trabalhamos pra isso, que é o mercado paulista, que também pode ser a porta de acesso ao mercado internacional”, disse Henrique Almeida, do Chocolate Sagarana.

Marly Brito, que produz mix de café, cacau e chocolate, apontou o grande número de visitações ao estande nos três dias do evento. “Comercializamos a totalidade dos produtos, além de garantir futuras vendas”, acrescentou. “Essa é uma oportunidade de aproximar o chocolate de qualidade do público paulista, que passa a perceber um produto de origem com alto teor de cacau para o chocolate comum”, disse Helen Schaly, da Conschä Chocolate, que tem produção numa unidade na própria fazenda, em Itacaré. “Foi muito proveitoso, com um ótima aceitação para nossos produtos, especialmente o mel de cacau, que é o nosso carro chefe”.

Após a maratona em São Paulo, o próximo encontro dos amantes do chocolate será em Ilhéus, em junho, quando ocorre o Festival Internacional do Cacau e Chocolat, o Chocolat Bahia, considerado o maior evento do gênero no país. O negócio movimenta os setores de agroindústria, comércio, lazer, serviços e turismo.