Reitora diz que tem dinheiro para mais quatro meses|| Foto Ailton Silva

A reitora da Universidade Federal do Sul Bahia (UFSB), Joana Angélica Guimarães, informou, nesta sexta-feira (24), que os recursos da instituição acabam em setembro. De acordo com Angélica, caso a decisão do Ministério da Educação (MEC) não seja revista, as atividades podem ser paralisadas no último trimestre do ano.

Joana Angélica acredita, no entanto, que o dinheiro será liberado. Ela disse que, por enquanto, as obras dos campi de Itabuna, Teixeira de Freitas e Porto Seguro estão sendo tocadas. No campus de Itabuna, os prédios onde funcionarão salas de aula e os laboratórios estão prontos. “Estamos trabalhando agora na infraestrutura no entorno do prédio”, afirmou a reitora.

Ela mantém a expectativa de transferir as atividades acadêmicas e de pesquisas para o novo prédio no início de 2020. “Hoje, pagamos cerca de R$ 800 mil de aluguel por ano. Esse dinheiro sai da nossa verba de custeio. Deixamos de destinar os recursos para outras necessidades para pagar o aluguel. Queremos sair desse aluguel o mais rápido possível para usar esse dinheiro para outras ações”.

CAMPANHA PARA TENTAR DESACREDITAR

Joana Angélica disse ainda que está muito preocupada com a campanha feita por um setor da sociedade com objetivo de desacreditar o trabalho e a qualidade do ensino nas universidades públicas brasileiras. “Além da falta de recursos, outro problema é essa tentativa de desacreditar a universidade, com essa campanha colocando as instituições de ensino como que não prestam, não servem”.

A reitora informou também que o MEC contingenciou R$ 17 milhões do orçamento da universidade, o que pode inviabilizar o andamento de obras importantes. “Estamos em espaços cedidos pelo Estado (em Porto Seguro) e pela prefeitura (em Teixeira de Freitas), mas precisamos de lugares maiores para instalações de equipamentos  e funcionamento dos laboratórios”.

Ela participou de reuniões no MEC e foi informada que a liberação dos recursos depende da reforma da Previdência, que está tramitando no Congresso Nacional. “Eles alegam que, quando a reforma for aprovada, as universidades terão dinheiro. Ocorre que aprovação da Previdência não vai garantir a entrada de dinheiro do País no dia seguinte”.

De acordo com Joana Angélica, os cortes de recursos na UFSB não afetam somente o ensino superior, mas também os colégios universitários instalados no sul e extremo sul da Bahia. “Precisamos fazer investimentos na compra de equipamentos. Esse dinheiro sai dos recursos de capital, que sofreu cortes”.