Circo APAExonante, de Ilhéus, emocionou a plateia no Centro de Convenções

Moisés Penha, aluno da APAE de Ilhéus, conquistou o primeiro lugar do 10º Festival Estadual Nossa Arte da Bahia, na categoria Artes Literárias. A conquista garantiu sua classificação para concorrer a premiação em etapa nacional, que ocorrerá em novembro, na cidade de Manaus (AM). Destaque ainda para a multi-instrumentista Rosana Santos, que encantou tocando pandeiro, flauta e teclado. O evento contou o apoio da Prefeitura, por meio das secretarias de Educação (Seduc) e Turismo (Setur). A equipe ilheense conquistou o 3º lugar no quesito dança.

Segundo os idealizadores, a iniciativa nacional, a cada três anos, reúne APAEs de todo o Brasil e tem como proposta promover a arte e divulgar ações de estímulo às pessoas com necessidades especiais. Uma multidão lotou o auditório principal do Centro de Convenções em Ilhéus, na Avenida Soares Lopes. Ao todo, participaram mais de 300 artistas das 18 delegações das APAEs da Bahia. “O objetivo do festival foi promover a inclusão e o desenvolvimento de pessoas com deficiência intelectual e múltipla”, afirmaram.

Na oportunidade, os alunos concorreram em várias categorias, entre elas, arte literária, arte visual, dança folclórica, teatro e artesanato. Ao prestigiar o encerramento da programação, o prefeito Mário Alexandre recebeu das mãos do presidente das APAES da Bahia, Narciso Batista, um troféu de agradecimento, do apoio e colaboração recebidos pelo município. “Feliz por Ilhéus receber um evento de tamanha importância. Esse é o início de uma nova história. Fiquei realmente Apaexonado por tudo que vi e vivi aqui”, manifestou o prefeito.

Para a diretora geral da APAE em Ilhéus, Vitoria Penalva, é gratificante trabalhar com pessoas especiais. “É desafiador trabalhar com eles. Temos o compromisso diário de possibilitar e desenvolver a autoestima e promover a valorização das capacidades, que acaba sendo uma troca”, disse. A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), é uma entidade sem fins lucrativos que nasceu na década de 50 para suprir a lacuna deixada pela educação brasileira no que se referia à escolaridade de pessoas com deficiências.