Itabuna e Ilhéus entre as cidades mais violentas do País

Itabuna, Ilhéus, Jequié, Eunápolis, Porto Seguro, Simões Filho, Camaçari, Teixeira de Freitas, Feira de Santana, Santo Antônio de Jesus e Salvador estão no ranking de municípios mais violentos do Brasil, aponta o Atlas da Violência 2019. Elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o estudo foi divulgado nesta segunda-feira (5).

A localidade mais perigosa na Bahia, segundo o estudo, é Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador, com taxa de 119,9 mortes violentas para cada 100 mil habitantes. O município está na lista dos 20 mais violentos no País, com 156 assassinatos em 2017. O ranking foi elaborado com base nos homicídios registrados em 2017.

A segunda localidade mais violenta no estado é Porto Seguro. De acordo com a pesquisa, em 2017, o município do extremo-sul do estado registrou taxa de 101,6 mortes violentas para 100 mil moradores. Naquele ano foram  147 homicídios registrados e outros cinco assassinatos ocultos.

ILHÉUS, ITABUNA E OUTROS MUNICÍPIOS

Com taxa de 99 homicídios para 100 mil habitantes, Lauro de Freitas ocupa a terceira posição, seguido de Camaçari (98,1), Eunápolis (82,8), Ilhéus (78,6) e Jequié (72,8). Os dois primeiros municípios estão localizados na região metropolitana de Salvador. Os demais ficam no extremo-sul, sul e sudoeste da Bahia.

O estudo indica que Ilhéus registrou 126 assassinatos e outros 13 homicídios ocultos, em 2017. Naquele mesmo ano, em Eunápolis foram 86 mortes violentas e outras nove ocultas. No mesmo período, foram 111 homicídios registrados e sete ocultos em Jequié.

Conforme o ranking, esses municípios são seguidos por Feira de Santana (71,4), Teixeira de Freitas (69,8), Santo Antônio de Jesus (69,3), Salvador (63,5), Itabuna (61,9) e Vitória da Conquista (61,1).

Itabuna registrou, em 2017, 203 homicídios e 13 mortes violentas ocultas. O município, que já esteve 10 mais violentos no estado, agora ocupa a 12º colocação. O vizinho Ilhéus fez o caminho inverso e, atualmente, ocupa a 6ª posição do Atlas da Violência de 2019.

Para elaboração do ranking de hoje, Ipea e Fórum Brasileiro de Segurança Pública levaram em consideração o número de óbitos por agressão, o número de óbitos ocasionados por intervenção legal (mortes em confronto com a polícia, por exemplo) e o número de homicídios ocultos.