Os livros podem ser doados na sede da Defensoria Pública em Ilhéus, que funciona neste prédio

Sem metáforas: a leitura como caminho para alcançar a liberdade. Este é objetivo do projeto “Livre Mentes” lançado pela Defensoria Pública do Estado da Bahia em Ilhéus.

Para que isto passe a acontecer, no entanto, o Presídio Regional Ariston Cardoso necessita, antes de tudo, do que hoje não tem: uma biblioteca. Nesse sentido, o primeiro esforço da iniciativa vem sendo a arrecadação de livros e a criação de um local para a leitura dentro do espaço prisional.

A coleta de livros é realizada na sede da Defensoria, que fica na rua Rotary, nº 255, Edifício Office, no bairro da Cidade Nova, em Ilhéus, e no escritório da Defensoria no próprio presídio. Também serão promovidas campanhas de arrecadação com voluntários em escolas, parques e praças da cidade, explicando sobre a iniciativa e coletando livros.

As obras recebidas serão catalogadas pelos próprios internos, os quais serão selecionados como monitores e receberão um curso básico de biblioteconomia. Estes serão responsáveis pelas atividades bibliotecárias e o trabalho desenvolvido pelos mesmos também será contabilizado para fins de redução de pena, conforme recomendação do Conselho Nacional de Justiça.

Promovendo palestras e outras atividades, o projeto pretende também estimular a reflexão entre os presos sobre como a leitura é capaz de abrir janelas e perspectivas que transformam a vida. Além de como a leitura pode contribuir com o processo de ressocialização, fortalecimento da autoestima e construção de conhecimento para e entre os presos.

Entre os dias 14 a 18 de outubro já está prevista uma agenda de atividades no presídio, como a reinauguração de sua biblioteca, intervenções culturais com poesia e música, oficina de cordel, oficina de contação de história infantil, palestra, entre outras atividades.