Operação detecta destruição da Mata Atlântica no sul e extremo-sul da Bahia

A Operação Florestal do Projeto Harpia, em parceria com a Operação Mata Atlântica em Pé, do Ministério Público da Bahia, promoveu a demolição de fornos de produção ilegal de carvão no sul e extremo-sul do estado.As ações foram realizadas nos municípios de Canavieiras, Santa Luzia, Camacan, Mascote, Itapebi, Belmonte, Pau Brasil, Santa Cruz Cabrália e Potiraguá.

Durante a operação, das 94 áreas (polígonos) monitoradas pelo geoprocessamento do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), no âmbito do Projeto Harpia, 60 áreas foram visitadas ao longo de duas semanas de trabalho. Nos locais foram encontradas quase 295 hectares de área devastada, considerando as ocorrências de supressão a corte raso e incêndios florestais.

Também foram localizadas grandes áreas queimadas, desmatamentos recentes flagrados no sistema de detecção do Harpia; desmatamentos para produção de carvão, além de áreas transformadas em pasto, cultivos de banana e corte seletivo para viabilizar cultivo do cacau cabruca. No total foram aplicados seis autos de infração e emitido um termo de doação.

Durante a operação, foram apreendidas uma arma de fogo, animais silvestres, motosserras, sete m³ de madeira nativa desdobrada em pranchões, exemplares de caibros de madeira e ripões sem comprovação de origem florestal legal.

Além de representantes do MP-BA e dos técnicos do Inema, a ação contou com participação de policiais da Companhia Independente de Polícia de Proteção Ambiental (CIPPA) de Ilhéus e Porto Seguro.

PROJETO HARPIA

O projeto Harpia é um sistema que utiliza uma metodologia que contempla a coleta semanal de imagens de satélite com uma resolução compatível com a escala do monitoramento necessário para a Mata Atlântica. As imagens são analisadas por um robô para detectar áreas com supressão de vegetação nativa.