Operação da Polícia Federal desarticula fraudadores || Foto Itana Alencar/G1

A Operação Caduceu da Força-Tarefa Previdenciária desarticulou, nesta quarta-feira (9), uma quadrilha liderado por um dos maiores fraudadores da história da Previdência Social.A Polícia Federal informou que o homem, que mora na Bahia e não teve o nome divulgado, atuava desde os anos 80 e responde por diversos processos penais, sempre relacionados a crimes previdenciários.

Na operação realizada hoje, constatou-se que o grupo liderado pelo criminoso fraudou, pelo menos, 140 benefícios, entre auxílios-doença e aposentadorias por invalidez.Desse total, seis benefícios estavam registrados com a foto do chefe do grupo, só que com nomes fictícios diferentes.O prejuízo identificado até o momento supera o valor de R$ 7 milhões.

A força-tarefa cumpriu mandados em Salvador, Camaçari, na Bahia; além de Aracaju, em Sergipe.A Justiça Federal  determinou a prisão preventiva de três pessoas (uma delas é o líder do grupo, e o cumprimento de 12 mandados de busca e apreensão.

INVESTIGAÇÕES

A Coordenação-Geral de Inteligência Previdenciária (CGINT) da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho identificou vários processos de benefícios de auxílio doença e aposentadoria por invalidez suspeitos, requeridos em Sergipe, mas cujos beneficiários eram originários de Salvador e região metropolitana.

Foram constatados indícios de falsidade nos relatórios e laudos médicos apresentados ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Além disso, os vínculos laborais que embasaram a concessão dos benefícios apresentavam padrões suspeitos, tendo sido informados fora do prazo legal pelos supostos empregadores.

Para garantir os registros falsos, o grupo criava vínculos empregatícios fictícios, inseridos no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS), por meio de Guias de Recolhimento do FGTS e de Informações à Previdência Social (GFIP). Depois, utilizavam documentos médicos falsos com o objetivo de simular patologias para obtenção de auxílios-doença e aposentadorias por invalidez.

De acordo com a Polícia Federal, para concluir a fraude, os criminosos contavam com a ajuda de um técnico em contabilidade, de um servidor do INSS, além de uma pessoa responsável por obter os laudos e relatórios médicos falsos utilizados pelo esquema criminoso.

Os envolvidos responderão pelos crimes de organização criminosa, estelionato, uso de documento falso, falsidade ideológica e falsificação de documento público.Se somadas, as penas podem chegar a mais de 30 anos de prisão.