Semana teve ações de ações educativas de combate a arboviroses em Uruçuca || Foto Divulgação
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A Secretaria de Saúde de Uruçuca promoveu série de atividades na Semana de Mobilização contra as Arboviroses (dengue, chikungunya e zika). A ação teve como principal foco a prevenção e o combate ao mosquito transmissor, o Aedes aegypti.

As ações incluíram atividades educativas em todas as unidades de saúde do município, abordando formas de prevenção, controle e eliminação de focos do mosquito, além de ações de campo executadas pelos Agentes de Combate a Endemias (ACEs) no bairro Nova Esperança.

De acordo com a assessora técnica da Secretaria de Saúde do Município Juliana Neves, essas iniciativas visam sensibilizar e conscientizar a população sobre a importância de eliminar condições favoráveis ao desenvolvimento do mosquito, como água parada em recipientes, lixo acumulado e áreas mal cuidadas, reforçando a necessidade do envolvimento de todos no combate às arboviroses.

Dono de oficina invade acostamentos e moradores temem tragédia
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Moradores do bairro Nova Califórnia, em Itabuna, estão revoltados com a invasão de acostamentos de um trecho do Semianel Rodoviário, que liga as BRs 101 e 415. Eles se queixam que o proprietário de um ferro-velho usa os dois lados da rodovia como estacionamento de veículos e para armazenar sucatas, conforme registro fotográfico e vídeo enviados à redação do PIMENTA.

Moradores, principalmente da Rua D, relatam que, como não sobra espaço nos acostamentos, o deslocamento das pessoas no trecho tem que ser pela pista. Elas disputam espaço com veículos, correndo risco de atropelamento. A preocupação maior é com as crianças que fazem o trajeto de casa para escola e retorno das aulas. O perigo aumenta no período chuvoso e à noite.

Para agravar a situação, os acostamentos invadidos ficam bem próximos a uma curva. A situação coloca em risco também os motoristas que precisam acessar a Rua D. “Precisamos contar com a sorte, pois não temos visibilidade nenhuma por causa dos veículos nos acostamento. É uma tragédia anunciada. As autoridades só irão adotar medidas para liberar os acostamentos quando ocorrer um acidente grave. Isso não vai demorar acontecer”, afirma um morador que preferiu não se identificar.

Sem acostamento, pedestres disputam pista com veículos

PROMESSA NÃO CUMPRIDA

Os moradores relatam que já acionaram a Secretaria Municipal de Transportes e Trânsito (SETTRAN). Os agentes de trânsito estiveram no local e o dono do ferro-velho se comprometeu a não mais invadir os acostamentos. Mas a promessa nunca foi cumprida. O número de veículos estacionados e sucatas deixadas no local só tem aumentado, segundo os denunciantes.

A preocupação, relatam moradores, não é somente com o risco de acidentes automobilísticos, mas também com doenças, principalmente as causadas pelo Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika vírus.  “Ele deixa um amontoado de sucatas e pneus. Um ambiente propício para a reprodução das doenças e abrigos para ratos, baratas e outros insetos. Não queremos prejudicar ninguém, mas é preciso que as autoridades resolvam esse problema grave”, apela outra moradora.

Moradores estão preocupados também, conforme denunciam, com a decisão do dono do ferro-velho de fechar uma “valeta” por onde escoa parte da água que desce da Rua D. Caso a obra saia do papel, dezenas de imóveis serão alagados, segundo afirmam. Eles apelaram para que a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Urbanismo de Itabuna  envie fiscais ao local para encontrar uma solução antes da construção começar.

OUTRO LADO

A Settran informou que enviará uma equipe de agentes ao local para checar a denúncia. Em caso de confirmação da irregularidade, o dono do ferro-velho deverá ser notificado. Com relação à obra que pretende fazer sem autorização do município, a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Urbanismo ainda deverá enviar um posicionamento. A reportagem não conseguiu contato com o dono do ferro-velho, mas o espaço está aberto para os esclarecimentos.

Baixa procura pela vacina contra dengue preocupa em Itabuna || Foto Divulgação
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É baixa a procura pela segunda dose da vacina contra dengue em Itabuna. O imunizante para crianças e adolescentes de até 14 anos está disponível nas unidades básicas de saúde. Nesta quarta-feira (25), a Secretaria Municipal de Saúde alertou os pais que o esquema vacinal deve ser concluído o mais rápido possível.

A coordenadora da Rede de Frio da Secretaria de Saúde de Itabuna, Camila Brito, reforça que o chamamento é para que pais e ou responsáveis fiquem atentos aos prazos. “Estamos com altas temperaturas neste início da primavera e logo chega o verão”, diz. O clima quente, com pancadas de chuva, é propício para o aumento de casos da doença.

Camila Brito lembra que, em anos anteriores, Itabuna registrou situações críticas. “Estamos oferecendo um imunizante que tem alto índice médio de resposta imunológica. Então, pais e ou responsáveis devem ficar cientes que os filhos estarão protegidos devidamente com as duas doses da vacina”, explica.

De acordo com Camila Brito, é fundamental que a vacina seja administrada dentro do intervalo previsto de 90 dias. “Todas as unidades de saúde têm a vacina disponível e funcionam pela manhã e tarde, de segunda a sexta-feira. Os pais ou responsáveis devem levar os as crianças e adolescentes à unidade mais próxima de casa”, reforça.

Itabuna está concluindo o 4º ciclo de combate às larvas do mosquito Aedes aegypti. O índice atual de infestação no município sul-baiano é de 1,5%. Até o início do mês, conforme a Secretaria de Saúde,  o controle da dengue e demais arboviroses já tinha cumprido 80% dos ciclos, sendo que o Ministério da Saúde recomenda seis ciclos por ano de combate ao mosquito.

DENGUE NA BAHIA

Em 2024, até o dia 14 de setembro, segundo a Secretaria de Saúde da Bahia (SESAB), foram notificados 231.871 casos prováveis de dengue na Bahia, com 143 óbitos. Atualmente, 19 municípios estão em epidemia da doença. No mesmo período, foram notificados 15.712 casos prováveis de chikungunya, com nove óbitos. Em relação ao zika, 1.067 casos prováveis foram notificados, sem óbitos.

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De janeiro a agosto deste ano, o Brasil registrou 6.500.835 casos prováveis de dengue. Dados do Painel de Monitoramento de Arboviroses do Ministério da Saúde contabilizam ainda 5.244 mortes confirmadas e 1.985 em investigação para a doença. O coeficiente de incidência da dengue no país, neste momento, é de 3.201,4 casos para cada grupo de 100 mil habitantes.

Os números mostram que 55% dos casos de dengue foram identificados entre mulheres e 45% entre homens. As faixas etárias que mais contabilizaram infecções pela doença são de 20 a 29 anos; de 30 a 39 anos; e de 40 a 49 anos. Já os grupos menos atingidos são crianças com menos de 1 ano; idosos com 80 anos ou mais; e crianças de 1 a 4 anos.

São Paulo lidera o ranking de estados que registraram maior número de dengue grave ou com sinais de alarme este ano, com um total de 24.825 casos. Em seguida aparecem Minas Gerais (15.101), Paraná (13.535) e Distrito Federal (10.212). Já os estados com menos casos graves ou com sinais de alarme são Roraima (3), Acre (11), Rondônia (33) e Sergipe (62).

Eliminar criadouros é importante para combater mosquito da dengue || Foto Fábio Rodrigues-Pozzebom/ABr
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O Brasil já contabiliza 5.008 mortes por dengue em 2024. O número é mais de quatro vezes superior ao registrado ao longo de todo o ano anterior, quando foram notificados 1.179 óbitos pela doença. Há ainda 2.137 mortes em investigação pela doença.

Dados do Painel de Monitoramento de Arboviroses indicam que o país contabiliza 6.449.380 casos prováveis de dengue. O coeficiente de incidência da doença, neste momento, é de 3.176,1 casos para cada 100 mil habitantes e a letalidade em casos prováveis é de 0,08.

Os dados mostram que 55% dos casos prováveis se concentram entre mulheres e 45%, entre homens. O grupo de 20 a 29 anos responde pelo maior número de infecções, seguido pelos de 30 a 39 anos e de 40 a 49 anos. Já os grupos que registram menos casos são menores de 1 ano, 80 anos ou mais e 1 a 4 anos.

São Paulo concentra a maior parte dos casos prováveis de dengue (2.066.346). Em seguida estão Minas Gerais (1.696.909), Paraná (644.507) e Santa Catarina (363.850). Já os estados com menor número de casos prováveis são Roraima (546), Sergipe (2.480), Acre (4.649) e Rondônia (5.046).

Quando se considera o coeficiente de incidência da doença, o Distrito Federal aparece em primeiro lugar, com 9.749,7 casos para cada grupo de 100 mil habitantes. Em seguida estão Minas Gerais (8.266,9), Paraná (5.632,2) e Santa Catarina (4.781,5). Já as unidades federativas com menor coeficiente são Roraima (85,8), Sergipe (112,2), Ceará (138,9) e Maranhão (162,1).

Vacina contra dengue encalha em Itabuna e Ilhéus || Foto Sesab
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A Comissão Intergestores Bipartite (CIB), que reúne gestores municipais e estadual de saúde, decidiu ampliar temporariamente a faixa etária para a vacinação contra a dengue. Desde sexta-feira (14), pessoas de 4 a 59 anos podem se vacinar com os imunizantes que têm vencimento marcado para o dia 30 deste mês. Anteriormente, o público-alvo era de 10 a 14 anos.

A decisão foi tomada em resposta ao estoque remanescente de 6.727 doses, que estão concentradas principalmente em Itabuna, Jequié e Ilhéus, municípios que, juntos, somam 55% desse total. Ao todo, 36 municípios da Bahia sinalizaram a existência de doses com o mesmo vencimento. Na semana passada, reportagem do PIMENTA mostrava preocupação de autoridades em saúde com a baixa procura pela vacinação e a possibilidade de perda de doses do imunizante por causa do prazo de validade (relembre aqui)

A secretária da Saúde do Estado da Bahia, Roberta Santana, faz um apelo à sociedade para que compareça a unidade de saúde para se vacinar. Ela pede ainda que os municípios aumentem a mobilização. “Mesmo no período junino, vamos fazer um esforço adicional para zerar os estoques. O público-alvo foi ampliado e ainda temos nove dias”, destaca.

Roberta acrescenta que o Estado está incentivando os municípios a manterem postos em locais de grande fluxo, como rodoviárias, centros comerciais ou mesmo façam a busca ativa. “São ações já realizadas anteriormente com resultados positivos”, ressalta. Ao todo, 125 municípios receberam 237.607 doses da vacina contra a Dengue, já tendo sido aplicadas 163.834 doses.

Em 2024, a Bahia registra 222.189 casos de dengue, tendo 109 municípios em epidemia e 278 localidades em risco ou alerta. O Governo do Estado já investiu mais de R$ 21 milhões em ações relacionadas à assistência, aquisição de medicamentos e insumos, bem como equipamentos para agentes de endemias, capacitação de profissionais e uso do Ultra Baixo Volume (UBV) – também conhecido como “fumacê”, além de ações de conscientização da população. Atualizado às 22h15min.

Pessoas de 4 a 59 anos podem receber a Qdenga || Foto Fabio Rodrigo-Pozzebom/AB
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A Secretaria de Saúde de Itabuna ampliou, nesta quarta-feira (19), a faixa etária da vacinação contra a dengue para pessoas de 4 a 59 anos. A medida segue orientação do Ministério da Saúde e é restrita às doses da vacina Qdenga com prazo de validade até 30 de junho. A mesma medida foi adotada pelo município de Ilhéus. O imunizante está disponíveis nos postos de saúde dos dois municípios.

Até a semana passada, Itabuna ainda tinha mais de 2.000 doses do lote com vencimento no final deste mês, e Ilhéus, 1.277, como informado em matéria do PIMENTA. Os lotes com data de vencimento posterior continuam restrito às crianças e adolescentes de 10 a 14 anos.

NOVO IMUNIZANTE CONTRA A COVID-19

Amanhã (20), os postos de saúde de Itabuna também vão oferecer a nova vacina contra a Covid-19, com eficácia contra a variante XBB do novo coronavírus, causador da doença. Ela é destinada a maiores de seis meses de idade e pode ser aplicada até em quem tomou a vacina bivalente, informa a coordenadora da Rede de Frio do município, Camila Brito.  “E preciso apenas ir até o posto de saúde para relatar como foi o esquema vacinal” , acrescenta.

De acordo com a Secretaria de Saúde, por enquanto, o novo imunizante será ofertado apenas às quintas-feiras, das 8h às 11h e das 14h às 16h, em todos os postos da rede municipal. Para receber a dose é necessário apresentar RG, CPF ou Cartão SUS e Certidão de Nascimento (para crianças sem RG).

Medida temporária amplia vacinação para pessoas de 4 a 59 anos || Foto Fabio Rodrigues -Pozzebom/ABr.
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A Comissão Intergestores Bipartite da Bahia (CIB) baixou resolução que autoriza os municípios do estado a ampliar a faixa etária apta a receber a vacina contra a dengue por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). A medida diz respeito apenas às doses do imunizante com data de vencimento no próximo dia 30. Elas poderão ser aplicadas em pessoas de 4 a 59 anos. As doses com data de validade posterior continuam restritas ao público de 10 a 14 anos.

O CIB reúne representantes da Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) e das secretarias de saúde dos municípios do estado. A decisão foi tomada ontem (13) e publicada na edição de hoje (14) do Diário Oficial do Estado.

Reportagem do PIMENTA informou que, somente em Ilhéus e Itabuna, mais de 3.700 doses da vacina Qdenga, com validade até 30 de junho, podem ser desperdiçadas. Ao site, o Ministério da Saúde reforçou que estados e municípios têm autonomia para gerenciar a estratégia de imunização nos seus territórios (confira detalhes aqui).

Lote de vacinas contra a dengue vence em 16 dias || Foto Fabio Rodrigos-Pozzebom/ABr.
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Criado em 1973, pelo Ministério da Saúde, o Programa Nacional de Imunização (PNI) é das políticas de estado mais eficientes da história do Brasil. Com a ajuda dele, que se transformou em um dos braços da ação integrada do Sistema Único de Saúde (SUS) a partir da década de 1990, o País erradicou doenças, controlou epidemias e surtos, reduziu a mortalidade infantil, feitos que, afinal, transformaram as condições de existência do povo brasileiro.

Com 18 anos de experiência no setor de imunização de Itabuna, no sul da Bahia, a enfermeira Camila Brito, coordenadora da Rede de Frio do município, afirma que o PNI foi alvo de ataques sistemáticos do Governo Bolsonaro. “[Foram] quatro anos de desconstrução de um programa que tem mais de 50 anos de credibilidade. Acabou! Destruiu, literalmente. Foi pesado”, disse a servidora ao PIMENTA nesta sexta-feira (14).

Mestre em Saúde Coletiva e professora da Faculdade Santo Agostinho, Camila observa que os efeitos da desinformação sobre as vacinas contra a covid-19 fragilizaram a confiança de parte significativa da população na eficácia e na segurança de todos os imunizantes. Isso, segundo ela, se reflete na baixa procura da vacina Qdengua, que reduz em até 85% o risco de internação por formas graves da dengue.

Camila Brito: Governo Bolsonaro atacou – e destruiu – credibilidade do PNI

Itabuna recebeu 4.800 doses da vacina em fevereiro. Dessas, aplicou cerca de 2.200, estima Camila. O prazo de validade do imunizante vence no próximo dia 30. Com as festas juninas, a procura deve cair na reta final do mês, prevê a gestora. Ao PIMENTA, a coordenadora de Imunização de Ilhéus, Walkiria Cardeal, descreveu cenário parecido no município vizinho, que recebeu 4.479 doses do mesmo lote e ainda tem 1.277.

AMPLIAÇÃO DA FAIXA ETÁRIA

Para aproveitar as doses prestes a vencer, a solução seria ampliar o público-alvo, hoje restrito a crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. A medida foi recomendada, pelo Ministério da Saúde, para o aproveitamento dos lotes que venceram em abril, quando o imunizante foi aplicado em pessoas de 6 a 59 anos.

Para ampliar a faixa etária apta a receber a vacina, segundo Camila Brito, os municípios baianos dependem de um novo posicionamento do Ministério ou de instâncias estaduais, a exemplo do Conselho Estadual de Secretários Municipais de Saúde (Cosems). De acordo com Walkiria Cardeal, há a expectativa de que a Comissão Intergestores Bipartite da Bahia (CIB) delibere sobre o tema ainda hoje (14).

O QUE DIZEM A SESAB E O MINISTÉRIO DA SAÚDE

Ouvida pelo PIMENTA, a Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) informou aguardar orientações do Ministério da Saúde sobre o que fazer das vacinas com validade perto do fim e acrescentou que busca conscientizar a população sobre a importância do imunizante.

Também procurado pelo site, o Ministério da Saúde ressaltou que os estados e municípios têm autonomia para gerir a estratégia de vacinação. Conforme recomendação da Pasta federal, a reportagem solicitou mais informações por e-mail e aguarda retorno.

A reportagem não conseguiu manter contato com o Núcleo Regional de Saúde Sul para obter panorama da vacinação contra a dengue no sul da Bahia.

Maraú registra primeira morte causada pela dengue em 2024
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A Bahia registrou, nesta sexta-feira (26), mais duas mortes causadas pela dengue. Os novos casos foram registrados em Caraíbas e Maraú, no centro-sul e baixo-sul do estado, respectivamente. Agora, o estado registra 49 óbitos decorrentes da doença em 2024.

A Secretaria de Saúde do Estado (Sesab) indicou um aumento de 702,9% nos casos da doença neste ano. Até o dia 20 de abril, 153.404 casos prováveis foram notificados no estado. No mesmo período de 2023, o registro foi de 19.106 casos.

Vitória da Conquista lidera o número de casos, com 24.111, seguida por Salvador, com 6.796, e Feira de Santana, com 6.239 casos prováveis da doença. A Bahia tem taxa de letalidade de 2,9%, menor do que a média nacional.

Vitória da Conquista também é a cidade com mais mortes por dengue neste ano, 10. Na sequência, vêm Jacaraci (4), Feira de Santana (3), Juazeiro (4), Piripá (3), Caetité (2), Santo Antônio de Jesus (2), Barra do Choça (2), Coaraci (2), Caetanos (1), Campo Formoso (1), Carinhanha (1), Encruzilhada (1), Guanambi (1), Ibiassucê (1), Irecê (1) e Palmas de Monte Alto (1).

E, ainda, Santo Estevão (1), Seabra (1), Várzea Nova (1), Bom Jesus da Lapa (1), Caculé (1), Ipiaú (1), Luís Eduardo Magalhães (1), Caraíbas (1) e Maraú (1).

Reunião discute ações contra a dengue no estado
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Do início deste ano até o último dia 13, a Bahia notificou 134.953 casos prováveis de dengue e registrou aumento de 667% em relação ao mesmo período do ano anterior. A macrorregião de saúde do Sudoeste concentra 44% dos casos e 65% dos óbitos. No mesmo período de 2023, foram notificados 17.595 casos prováveis. Ao todo 269 municípios estão em epidemia.

A Bahia possui uma taxa de letalidade de 2,7%, menor do que a média nacional. Ao todo, foram confirmados 37 óbitos por dengue nos municípios de Vitória da Conquista (8), Jacaraci (4), Feira de Santana (3), Juazeiro (3), Piripá (3), Caetité (2), Santo Antônio de Jesus (2), Barra do Choça (1), Caetanos (1), Campo Formoso (1), Carinhanha (1), Coaraci (1), Encruzilhada (1), Guanambi (1), Ibiassucê (1), Irecê (1), Palmas de Monte Alto (1), Santo Estêvão (1) e Seabra (1).

CASO MAIS PREOCUPANTE

Nesta segunda-feira (15), durante a reunião semanal do Centro de Operações de Emergência em Saúde (Coes), que reúne representantes de diversas esferas governamentais, além do Conselho Estadual de Saúde (CES) e Conselho dos Secretários Municipais de Saúde (Cosems-BA), o município de Vitória da Conquista foi citado como o caso mais preocupante.

“Vitória da Conquista lidera o número de casos prováveis e mortes da doença na Bahia. Hoje, o município tem o triplo de casos de Salvador e quatro vezes mais do que Feira de Santana. São 21.099 casos e 8 mortes confirmadas por dengue, isso sem contar as 2.378 notificações de Chikungunya e 1.123 de Zika”, afirmou o subsecretário da saúde do Estado, Paulo Barbosa.

O subsecretário da saúde enfatiza a necessidade de uma resposta coordenada e integrada para combater a expansão da doença. “Com cada um fazendo a sua parte é possível conter o avanço da dengue e evitar novas mortes. E neste cenário, o Governo do Estado já investiu mais de R$ 21 milhões, abrangendo a aquisição de novos veículos de fumacê, distribuição de kits para agentes de endemias, envio de medicamentos e equipamentos, além da oferta de treinamento para equipes assistenciais”, ressaltou.

Essas ações são complementadas pela mobilização das forças de segurança e emergência e pelo uso de agentes com bombas costais em apoio aos municípios para aplicar inseticida nas áreas mais afetadas.

Nos municípios mais afetados, como Vitória da Conquista e Feira de Santana, o Governo do Estado tem sugerido a imediata instalação de unidades de referência para acolhimento, notificação, coleta de amostras e referenciamento para unidade hospitalar, quando necessário. Contudo, as medidas propostas ainda não foram plenamente adotadas, segundo a gestão estadual.

VACINAÇÃO

Até o momento, a Bahia recebeu 170.469 doses de vacina contra a dengue, com 110.448 administradas. A campanha está focada em crianças e adolescentes de 10 a 14 anos.

Reunião da CIB definiu medida nesta segunda-feira (1º)
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Resolução da Comissão Intergestores Bipartite (CIB) determinou a distribuição de doses da vacina contra a dengue para dez municípios baianos. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (1º), pela Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab). Segundo a Pasta, a decisão foi tomada com base na autorização do Ministério da Saúde para a redistribuição de vacinas com o prazo de validade até 30 de abril. Cerca de 15 mil doses do imunizante serão encaminhadas de municípios que já estavam fazendo a vacinação para as cidades selecionadas.

Os municípios de Vitória da Conquista, Serrinha, Jacaraci, Caetité, Barra do Choça, Teixeira de Freitas, Morro do Chapéu, Piripá, Macaúbas e Bonito foram os selecionados para receber as doses remanejadas. O critério definido para que estes municípios fossem selecionados foi definido pelo Ministério da Saúde, que considerou o número de casos prováveis absolutos notificados em 2024.

A logística de redistribuição, que se iniciará ainda nesta segunda-feira, ficará a cargo da Secretaria da Saúde do Estado. “Colocaremos à disposição toda a nossa estrutura de logística para que as vacinas cheguem o mais breve possível a esses dez municípios, afinal o prazo para aplicação é curto. Caso seja necessário, até mesmo o Grupamento Aéreo da Polícia Militar será acionado”, garantiu a secretária da Saúde do Estado, Roberta Santana.

De acordo com a diretora da Vigilância Epidemiológica do Estado, Márcia São Pedro, essa orientação para redistribuição das vacinas veio do Ministério da Saúde com o objetivo de fazer com que nenhuma vacina seja perdida. “O público para a vacinação permanece o mesmo, de 10 a 14 anos. É muito importante que os pais se conscientizem da necessidade da vacinação e levem os seus filhos aos postos”, afirma.

CENÁRIO

Ao todo, na Bahia, foram notificados 95.890 casos prováveis da doença até o dia 30 de março de 2024, registrando um Coeficiente de Incidência (CI) de 678,1 de casos/100.000 habitantes. No mesmo período de 2023, foram notificados 15.070 casos prováveis, o que representa um aumento de 536,6%. No total, 275 municípios da Bahia estão em estado de epidemia de Dengue, entre eles os três citados. Outros 56 estão em risco e 16 em alerta.

“A redução no número de municípios em epidemia de 285 para 275 não nos deixa confortáveis. Isso não significa que a epidemia está acabando ou que há redução no número de casos. Houve, sim, um tratamento, um trabalho, um fechamento dos números de casos prováveis que foram notificados por esses municípios ao sair os resultados laboratoriais”, explica Márcia São Pedro, diretora da Vigilância Epidemiológica do Estado.

A Bahia possui uma taxa de letalidade de 1,3, menor do que a média nacional. Ao todo, foram confirmados 23 óbitos por dengue nos municípios de Vitória da Conquista (5), Jacaraci (4), Piripá (3), Santo Antônio de Jesus (2), Barra do Choça (1), Caetité (1), Campo Formoso (1), Feira de Santana (1), Ibiassucê (1), Irecê (1), Juazeiro (1), Carinhanha (1) e Santo Estêvão (1).

Em 2024, até 30 de março, foram notificados 7.469 casos prováveis de Chikungunya e registrados dois óbitos, nos municípios de Teixeira de Freitas e Ipiaú. No mesmo período de 2023, foram notificados 6.337 casos prováveis. Já os casos prováveis de Zika são 1.042 até 30 de março, contra 469 no mesmo período no ano passado. Nenhum óbito por Zika foi confirmado.

Agente em ação educativa contra mosquito da dengue || Foto Carol Garcia/GovBA
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Vitória da Conquista, Salvador e Feira de Santana lideram o ranking de cidades com maior número de casos prováveis de Dengue em 2024. Conquista, com 11.627 casos, é o primeiro, segundo a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Divep) da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab). Na segunda posição está a capital, com 4.962 casos, seguido por Feira de Santana, com 2.888.

Ao todo, na Bahia, foram notificados 81.428 casos prováveis da doença até o dia 23 de março de 2024, registrando um Coeficiente de Incidência (CI) de 575,8 de casos/100.000 habitantes. No mesmo período de 2023, foram notificados 13.854 casos prováveis, o que representa um aumento de 487,8%. No total, 285 municípios da Bahia estão em estado de epidemia de Dengue, entre eles os três citados. Outros 45 estão em risco e 12 em alerta.

O Governo da Bahia já investiu mais de R$ 19 milhões no combate à Dengue através da aquisição de novos carros de fumacê, distribuição de aproximadamente 12 mil kits para os agentes de Combate às Endemias, além de apoio para intensificação dos mutirões de limpeza, com o auxílio das forças de segurança e emergência, e aquisição de medicamentos e insumos.

Leia Mais

Aumenta o número de municípios baianos que enfrentam pandemia da dengue || Foto Mateus Pereira/GOVBA
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Subiu para 272 o número de municípios da Bahia que estão em estado de epidemia de Dengue. Além disso, há outros 34 municípios em risco e 7 em alerta da doença. Foram notificados 73.310 casos prováveis de dengue até quinta-feira (21), com uma taxa de letalidade de 1,5, menor do que a média nacional, conforme dados da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Divep) da Secretaria Estadual de Saúde (Sesab).

De acordo com Divep, foram confirmados 20 óbitos nos municípios de Jacaraci (4), Piripá (3), Vitória da Conquista (3), Santo Antônio de Jesus (2), Barra do Choça (1), Caetité (1), Campo Formoso (1), Feira de Santana (1), Ibiassucê (1), Irecê (1), Juazeiro (1) e Santo Estêvão (1). Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (22) pela Divep.

NÚMERO DE CASOS NO BRASIL

O Brasil já registra mais de 2 milhões de casos de dengue neste ano. Do total de 2.010.896 casos prováveis, 682 resultaram em morte – número que pode aumentar, uma vez que há ainda 1.042 óbitos em investigação. De acordo com balanço divulgado pelo Ministério da Saúde, o coeficiente de incidência da doença está em 990,3 casos para cada grupo de 100 mil habitantes.

Com 161.299 casos prováveis, o Distrito Federal é a unidade federativa com maior coeficiente de incidência (5.725,8). Em segundo lugar, está Minas Gerais, com coeficiente de incidência em 3.295; e 676.758 casos prováveis. Na sequência estão Espírito Santo (coeficiente em 1.982,5 e 75.997 casos prováveis; Paraná (coeficiente em 1.653,2 e 189.179 casos prováveis); e Goiás (coeficiente em 1.565,3 e 110.433 casos prováveis).

No Rio de Janeiro, o coeficiente de incidência está em 933,1 casos para cada grupo de 100 mil habitantes. Lá, já são 149.797 casos prováveis.

A unidade da federação com maior número de casos prováveis é São Paulo (379.222). O coeficiente registrado no estado, segundo o levantamento, é de 853,7 casos para cada grupo de 100 mil habitantes.

Pacientes aguardam atendimento no Hospital Manoel Novaes || Foto Divulgação
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A disparada de casos suspeitos de arboviroses (como dengue, zika, chikungunya) sobrecarrega o Hospital Manoel Novaes, em Itabuna, informa a Santa Casa de Misericórdia de Itabuna, mantenedora da unidade. A Coordenação Administrativa do Hospital aponta aumento de 250% dos atendimentos, com um salto de 50 para 125 pacientes por dia.

Os pais que procuram a unidade em busca de atendimento para seus filhos têm esperado um pouco mais na Unidade de Pronto Atendimento, que funciona 24 horas, com dois pediatras por turno, acrescenta a direção do Hospital, em nota. A triagem e o atendimento, que funcionam por classificação de risco, possibilitam a priorização dos casos mais graves.

Ainda segundo a direção, muitas crianças que chegam ao Manoel Novaes deveriam passar por outras unidades no município. Para o HMN, só deveriam ser levados os casos graves, reforça.

PREVENÇÃO E CONTROLE

A diretora técnica do Manoel Novaes, médica Fabiane Chávez, alerta que é importante a prevenção e controle das arboviroses. Ela ressalta a necessidade de medidas eficazes de combate ao mosquito transmissor das doenças. “São ações que dependem da participação de todos. Da população, que deve cuidar para não ter criadouros do mosquito, e do poder público, com campanhas de orientação e trabalho de campo. Caso contrário, o sistema de saúde não irá suportar por muito tempo”.

Os dados indicam que entre os dias 1º e 13 foram contabilizados 1.160 atendimentos pediátricos, sendo 113 na última quarta-feira (13). “E, pela nossa classificação de risco, 85% dos casos que chegam não são da média e alta complexidade. Por causa da falta de direcionamento correto, a nossa unidade está sobrecarregada”, reforçou a médica. “As equipes do nosso hospital seguem trabalhando, incansavelmente, para fornecer cuidados de qualidade a todos os pacientes”, finalizou.