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:: ‘Artigos’

SEM MEDO DE SER FELIZ

daniel_thameDaniel Thame | danielthame@gmail.com

 

Apostou em Paulinho, autor de três gols contra o Uruguai,  que estava perdido na China. Confirmou Casemiro, que hoje brilha no Real Madrid e é um dínamo no meio de campo. Transformou um bando num time. Simples assim.

 

 

Brasil 4×1 Uruguai  no Estádio Centenário,  templo do futebol mundial. Vaga garantida para a Copa da Rússia,  embora a matemática diga que ainda não.

Dane-se a matemática.

O Brasil não apenas está na Copa, como resgatou o respeito perdido depois do 7×1 com Felipão e da sofrida  Era Dunga, parte 2,  que já era.

Tite conseguiu transformar um grupo de jogadores que cintilavam em seus times na Europa e se tornavam burocratas com a camisa amarela da Seleção  numa equipe coesa, confiante e busca a vitória o tempo todo.

Mudou a filosofia. Acabou aquela história de que empatar com Bolívia, Peru e Equador fora de casa era bom resultado.

Acabou também esse negócio de seleções marca bufa enfrentarem o Brasil como se estivessem jogando contra as Ilhas Fiji.

Os 4×1 no Uruguai, incontestáveis diante da superioridade brasileira, mesmo tendo sofrido um golo logo de cara, são a confirmação de que, enfim, temos uma seleção que vai chegar à Rússia como protagonista, não como coadjuvante.

Tite tem acertado em  cheio nas convocações, embora possa se questionar um ou outro nome. Nada que faça dólar cair, o PIB subir e nossos políticos serem pouquinha coisa mais honestos.

Apostou em Paulinho, autor de três gols contra o Uruguai,  que estava perdido na China. Confirmou Casemiro, que hoje brilha no Real Madrid e é um dínamo no meio de campo. Transformou um bando num time. Simples assim.

E principalmente fez Neymar fechar o ciclo de chiliques e individualismo  na Seleção e ser o jogador solidário que é no Barcelona, sem com isso deixar de ser o craque que é.  Ou por isso mesmo estar se tornando um craque completo.

Sem piscadelas para as câmeras de televisão durante o jogo,  sem humilhar os adversários com dribles inúteis. Fazendo o que sabe fazer de melhor: jogar futebol de alto nível. E isso Neymar faz como poucos no Planeta Bola.

O Brasil perdeu o medo de ser feliz.

Pelo menos no futebol, pelo menos no futebol…

´Tovarichs`, podem preparar a vodka que o Brasil está chegando.

É GOL – Aos trancos e barrancos, Lionel Messi vai carregando  a Argentina nas costas rumo à Rússia. A Copa 2018 é a última chance de canonização de ´La Puga`. Porque Deus a Argentina só tem um, Diego, “el Diez”. E, como se não bastasse, ainda um Papa, Francisco.

É PÊNALTI – Ainda é cedo para avaliar o trabalho de Rogério Ceni, mas o encantamento inicial vai se esvaziando, por conta de erros de escalação, invenções que não dão certo e resultados medíocres. Seria a carruagem dourada uma abóbora?

Daniel Thame é jornalista e editor do Blog do Thame.

PREVIDÊNCIA SOCIAL, UM DEBATE INADIÁVEL

omarcostabancodopovoitabunaOmar Santos Costa

O ideal é reformar a previdência tendo como horizonte a segurança na velhice, e segurança é estruturar um sistema que considere elementos contributivos, mudanças na estrutura etária, mercado de trabalho, capacidade de financiar o modelo no longo prazo, entre outros.

 

 

Possivelmente até o mês de agosto de 2017, veremos no noticiário a reforma da previdência como um dos assuntos mais presentes. No geral o brasileiro não tem clareza de como funciona o nosso sistema, como é financiado e quais são seus objetivos. Com a proposta de reforma da previdência, a maior dentre as propostas apresentadas nos últimos 20 anos, o assunto vem tomando conta das discussões em todos os lugares, o que é muito positivo. O problema que observamos é a ausência de um debate que esclareça.

Como todo debate que antecede a definição ou reformulação de uma política pública, é natural que as partes não tenham o compromisso em explicar todos os detalhes. Além disso, cada agrupamento político tem por trás dos discursos uma visão de mundo e uma compreensão de que papel deve cumprir a Previdência Social, o que é legitimo e natural.

O debate se a previdência é ou não deficitária julgo inócuo. Objetivamente o gasto com previdência nas últimas duas décadas cresceu acima da inflação e/ou do PIB. O crescimento foi fruto das nossas escolhas e de mudança do perfil socioeconômico da população brasileira, no entanto não foi gastança como diz alguns críticos.  O financiamento do aumento foi viabilizado principalmente com ampliação da carga tributária, porém é pouco provável acreditar que conseguiremos financiar o crescimento do gasto da previdência com ampliação da carga tributária. Mesmo outras alternativas de financiamentos são pouco factíveis, do contrário governos de matizes diferentes já tinham realizado.

Outro elemento a considerar foram os formatos das reformas implementadas a partir da década de 90 (FHC, LULA e Dilma). Corrigiam alguns problemas, no entanto buscavam atender especialmente aspectos fiscais, equilíbrio do caixa no curto ou médio prazo. A reforma atual comete o mesmo erro, além de ser muito dura em alguns aspectos, em especial daqueles que afetam diretamente os trabalhadores que já estão no sistema por mais de duas décadas.

A concepção da nossa previdência é avançada, de repartição (contribuição dos trabalhadores da ativa mais impostos arrecadados de outras fontes que pagam os aposentados, pensionistas e beneficiários de hoje), que garante segurança a todos. O contexto atual e as expectativas futuras apontam a necessita de reforma que trate minimamente: da forma de financiamento; a idade mínima; a fusão para um só sistema; a eliminação das desigualdades dentro do próprio sistema; as questões de gênero, entre outros relevantes. Buscar na previdência compensações de problemas presentes em algumas carreiras ou de desigualdades de outra natureza é um equívoco.

O ideal é reformar a previdência tendo como horizonte a segurança na velhice, e segurança é estruturar um sistema que considere elementos contributivos, mudanças na estrutura etária, mercado de trabalho, capacidade de financiar o modelo no longo prazo, entre outros.

Com todas as questões em disputa, tanto daquelas que afetam diretamente os mais pobres, servidores públicos, como o próprio interesse do setor financeiro em acessar um lucrativo mercado de previdência complementar, um assunto tão controverso e que afeta a todos necessita de informações de qualidade.

Omar Santos Costa é economista, mestre, professor de Economia do Setor Público e Finanças Públicas e coordenador do curso de Economia da Uesc.

COMO BIG DATA PODE AJUDAR NA COMUNICAÇÃO DE MINHA EMPRESA?

Felipe-de-PaulaFelipe de Paula | felipedepaula81@gmail.com

 

A migração acelerada para o campo digital faz com que os recursos de campanha devam ser pulverizados de acordo com a sinalização dessa realidade. O raciocínio é simplório: uma palavra é dado. Um comportamento é dado, uma imagem também. Mesmo os sentimentos – intensamente expressos nas redes sociais – também podem se tornar um número, uma informação.

 

Uma constatação sobre a comunicação feita hoje por diversas empresas: ultrapassada. O século XX ficou marcado como um espaço de grandes campanhas. O boom do mercado publicitário incutiu na mente dos investidores a necessidade de desembolsar grandes quantias visando atingir grandes públicos. Era o tempo da comunicação de massa, da grande mídia, pensada para atingir a maior quantidade de pessoas. Elegia-se um suporte, determinava-se uma área de abrangência e a marca era disparada para todas as direções. A contemporaneidade não suporta mais essa configuração.

Vivemos num tempo em que o consumidor, assim como todo o mundo, mudou. Poucos são os que aceitam passivamente as informações veiculadas numa campanha. Não aceitam qualquer informação, exatamente por essas estarem mais disponíveis. Se uma publicidade me garante que o produto “x” tem qualidades, posso, naquele mesmo momento, buscar mais dados sobre ele. Troco informações em redes sociais, leio críticas, vejo vídeos, comparo com concorrentes, analiso uma venda online. É o Big Data.

Hoje todos são produtores de informação. Toneladas de conteúdo virtual são produzidas a cada segundo. O Big Data fez com que o marketing, a publicidade, a ação comunicativa ultrapassasse a mera elaboração de campanha e passasse a analisar dados e atuar no planejamento, em ações de inteligência. A mídia contemporânea não admite mais, por exemplo, simplesmente investir numa revista aleatória ou determinar que um carro de som divulgue a marca de sua empresa sem que isso passe por uma intensa análise de dados dos potenciais clientes. A pessoa envolvida no investimento pode fazer isso? Sim. Contudo a chance de desperdiçar recursos e não obter retorno será elevada.

A migração acelerada para o campo digital faz com que os recursos de campanha devam ser pulverizados de acordo com a sinalização dessa realidade. O raciocínio é simplório: uma palavra é dado. Um comportamento é dado, uma imagem também. Mesmo os sentimentos – intensamente expressos nas redes sociais – também podem se tornar um número, uma informação. Tudo isso deve ser tabulado, organizado e alimenta o Big Data. Essas informações, expressas na rede, são capturáveis e passíveis de alimentar grupos de comportamento com indicadores que pautarão os investimentos. Pode parecer complexo de explicar, mas os resultados são impactantes. É uma comunicação para muitos, mas personalizada.

Em uma realidade em que 94 milhões de brasileiros têm acesso contínuo às redes sociais, desconsiderar essas informações que estão sendo disponibilizadas, continuamente, denota desperdício.

Qualifique sua comunicação. Qualifique sua empresa, independente do ramo que atua e do porte que tenha. Quer vender? Quer comunicar bem? O futuro é digital.

Felipe de Paula é professor da UFSB e pesquisador da comunicação social.

O QUE É SER MULHER?

Bárbara AndradeBárbara Maria Fagundes Andrade

O novo lugar da mulher atual acabou por deixar espaço recaindo sobre os homens para que expressem um comportamento mais participativo e envolvente nos relacionamentos afetivos e familiares, o que vem contribuindo para o surgimento de uma nova concepção de masculinidade/paternidade.

O que é ser mulher? Que aspirações tem a mulher da atualidade? Que nova mulher é essa? O que a menina, agora, quer ser quando crescer? Mãe? Uma profissional bem-conceituada? Mulher maravilha? Quem é esta nova mulher que tem conquistado os corredores sociais?

Mês passado, ao assistir o programa Saia Justa, da GNT, a fala da atriz Maria Ribeiro chamou-me a atenção, pois a mesma indagava que só haviam explicado a ela o “lado romântico da maternidade” e que a maternidade não é de toda tão romântica assim, mesmo tendo tido uma experiência única com a chegada de seu primeiro filho.

Analisando a história da mulher ao longo dos anos, percebemos as grandes transformações significativas que ocorreram no modo como elas se posicionam no mundo. Observa-se, que a mulher de outrora não é mais a mulher da atualidade, essa nova mulher já não tem mais como aspirações primordiais: a maternidade, o sonho de ter uma família, cuidar de casa…. Agora elas querem e desejam suas realizações profissionais, embora ainda existam algumas mulheres que desejam, sim, ser mãe, mas não em primeiro plano, pois acabam priorizando suas profissões, como apontam algumas pesquisas e estatísticas. O que mudou? Será que mudou?

O movimento feminista (1960), novos arranjos familiares (família nuclear, família patriarcal, família homoafetiva, monoparental, etc.), Lei do Divórcio, advento da pílula anticoncepcional, dentre tantos fatores sócio-históricos ao longo dos anos, ajudaram nesse movimento de mudança do lugar da mulher em seus meios sociais, principalmente no familiar.

Consideramos o momento atual como um momento de transição, posto que, devido às inúmeras transformações por que vêm passando as sociedades modernas neste novo século, os antigos conceitos culturais de classe, gênero, etnia, raça e sexualidade, entre outros, que antes nos forneciam nosso lugar como indivíduos estão se fragmentando, acarretando também mudanças em nossas identidades pessoais, como por exemplo, que lugar de mulher não é na cozinha ou cuidando de seus filhos.

A perda dos antigos referenciais, que marcavam as antigas identidades sociais e individuais, vem levando os indivíduos a tentar buscar novos referenciais, inclusive aqueles que dizem respeito aos papéis de gênero. Vale lembrar que gênero aqui não se trata de sexo (masculino ou feminino), e sim o que o sujeito define ser ao longo de sua vida, seria um posicionamento social. Tais papéis, que antes eram muito bem estruturados, acabaram por incorporar formas plurais e fragmentadas de identificações, que caracterizam o sujeito contemporâneo.

A cultura patriarcal teve como um de seus efeitos o distanciamento do homem da cena familiar, composta basicamente pela mãe e seus filhos. Contudo, a nova mulher, que não é mais aquela mulher do lar e sim aquela que contribui para o sustento familiar, ou mesmo aquela que deseja e aspira por uma profissão e não por um casamento, veio quebrar a hierarquia doméstica e iniciar indagações referentes à autoridade paterna. No entanto, autores como Gomes e Resende (2004), alertam que “a mudança de hábitos não acompanha o ritmo da transformação dos valores” e, por isso, podemos observar que, não apenas a identidade feminina, mas também a masculina, transitam, no momento atual, por modelos tradicionais e modernos, sem que um, necessariamente exclua o outro.

O novo lugar da mulher atual acabou por deixar espaço recaindo sobre os homens para que expressem um comportamento mais participativo e envolvente nos relacionamentos afetivos e familiares, o que vem contribuindo para o surgimento de uma nova concepção de masculinidade/paternidade.

Hoje, embora ainda seja mais difícil para as mulheres assumir cargos de maior poder e prestígio, elas estão ampliando seu campo de atuação profissional e investindo cada vez mais em uma boa formação acadêmica, tentando alcançar, com isso, maiores e melhores oportunidades no mercado de trabalho.
É frequente vermos mulheres que desempenham verdadeiros papéis de Mulher Maravilha, pois estas, além de serem mães, são profissionais bem conceituadas, esposas/namoradas, amigas, filhas, líderes e por aí vai. Esta mulher da atualidade já não quer somente ser do lar quando crescer. Elas querem, sim, ser quem elas quiserem ser, “simplesmente mulher”.

Bárbara Maria Fagundes Andrade é psicóloga e especialista pela UFBA em Formação de Operadores do Sistema de Atendimento Socioeducativo.

AMEAÇAS DIABÓLICAS

marco wense1Marco Wense

Ainda tem o deboche do PMDB, legenda de Michel Temer. Em postagem oficial atemoriza: “se a reforma não sair, tchau, Bolsa Família”. Esse tchau é de uma frieza, de uma insensibilidade absurda, inaceitável.

 

Já disse aqui que a Reforma da Previdência é importante e imprescindível, mas não pode ser feita dando chicotada nas costas dos mais fracos.

Por que não vão atrás dos “Tarzans” da economia que devem horrores ao sistema previdenciário? A reforma do governo ignora R$ 426 bilhões devidos por empresas ao INSS. Entre os maiores devedores, estão o Bradesco, CEF, Marfrig, JBS e a Vale.

Como essas empresas contribuem com as campanhas eleitorais, fica o dito pelo não dito. Quem tem que tapar o rombo deixado pelos ricos são os pobres.

Como não bastasse a diabólica ameaça de acabar com o Bolsa Família, vem o Henrique Meirelles, ministro da Fazenda, e diz que “sem a Reforma da Previdência, a carga tributária vai aumentar”.

E mais: ainda tem o deboche do PMDB, legenda de Michel Temer. Em postagem oficial atemoriza: “se a reforma não sair, tchau, Bolsa Família”. Esse tchau é de uma frieza, de uma insensibilidade absurda, inaceitável.

Só falta agora uma ameaça, digamos, futebolística, de que a seleção brasileira, mesmo passando pelas eliminatórias, não vai disputar a próxima copa do mundo.

A sorte desse pessoal, desses governantes, incluindo aí governadores e prefeitos, desses parlamentares – senador, deputados federal e estadual e vereadores – é que o povo brasileiro, além de ser acomodado, é fácil de ser tapeado, enganado pela velha política do “pão e do circo”.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

A CEPLAC, O SUBSTITUTO E O PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA

Zugaib, o super substituto.

Zugaib preparava terreno…

O Trombone

A Ceplac é uma caixinha de surpresas mais previsível que a chuva no Amazonas de todos os dias, cantada pela moça do tempo, nos telejornais da Globo. Um detalhe, que quase passou despercebido para a audiência presente no auditório do Cepec, durante as comemorações dos 60 anos da Ceplac, finalmente faz sentido agora, passados 15 dias do evento.

Quem ainda conseguia prestar atenção, lá pelo 36º minuto, no discurso de quase uma hora do superintendente (substituto) da Bahia, Antonio Zugaib, ouviu um rompimento público do orador com o diretor-geral, Juvenal Maynart. A esses sortudos, soou como um lapso (mais um, num discurso em que ele chegou até a acusar a própria Ceplac de trazer a vassoura-de-bruxa), e poucas pessoas comentaram o ocorrido e a gravidade daquilo.

Mas, qual nada.

Tudo parece ter sido de caso pensado, embora pessimamente falado. O super substituto tinha em mãos um discurso redigido, que abandonou, para desespero da plateia, assim que chegou no púlpito. Ou seja, algo que ele soube, na coxia, o animou a falar de improviso. O rompimento – traição? – com Juvenal não estava no script até a sua chegada ao recinto. Quem o teria influenciado? Qual guru, entre tantos meteorologistas amazônicos que ali pululam? Não importa.

O fato é que agora todo o bolodório, sem nexo, por vezes, era um sinal de uma guerra interior, entre a razão – como romper com um amigo tão chegado? – e a emoção, representada pela suposta encomenda recheada com uma informação de bastidor: “Juvenal cai essa noite”.

Ora, só quem conhece os meandros da política ou quem conviveu minimamente naquele paraíso, um verdadeiro éden , onde já faltam maçãs (mas tem sobrado veneno), sabe o que significa uma queda de um diretor-geral da Ceplac. Um mundo de oportunidades se abre.

Se ainda não está nítido para o impaciente leitor, peço mais um cálice de tolerância e explico com alguns fatos que corroboram a tese: depois do rompimento público, ao perceber que ele – Zugaib – não caíra, o próprio deu início a um festival trapalhadas administrativas que, ou denotam uma sandice ou um desafio à autoridade maior.

Exemplo: o super substituto, invertendo a ordem hierárquica e extrapolando a jurisdição administrativa, está querendo deliberar sobre a contratação de pessoal para a Ceplac, competência que cabe, primeiro, ao ministério da Agricultura e, depois, à direção-gereal. Pois ele fez isso: já intimou uma comissão para cumprir ordem de serviço nesse intento.

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DE NOVO, A IMPLICÂNCIA COM O SINO!

walmirWalmir Rosário | wallaw1111@gmail.com

Apesar de àquela época os tempos serem outros, quando prevalecia a força bruta, a convivência em relação à diferença de credos era por demais respeitada. Os católicos não reclamavam dos louvores da Igreja Batista Teosópolis e da Igreja Adventista, muito menos ao contrário. A convivência era perfeita entre os pastores Apolônio e Isaías e os três frades capuchinhos.

 

Deve ser o sinal dos tempos, como costumam dizer os antigos. Não sei se é apenas uma simples implicância ou a chamada intolerância (até religiosa) muito comum nos tempos de hoje. O certo, que, pela segunda vez em cerca de quatro anos a sonoridade dos sinos das igrejas católicas de Itabuna volta a ser questionada.

O alvo anterior foi a Catedral de São José, agora, a reclamação é contra a Igreja de Nossa Senhora da Conceição, no bairro do mesmo nome. Na catedral, contra o sino tradicional, fundido em bronze, que dá uma sonoridade ímpar a cada badalada. Na Igreja de Nossa Senhora da Conceição, o sino é uma versão moderna, concebida na mais alta tecnologia digital, integrada por duas “bocas” de alto-falante colocados na torre do templo.

São José e Nossa Senhora sempre foram perseguidos: naquele tempo por serem os pais de Jesus Cristo, nomeado o Rei dos Judeus, levando o temor aos romanos invasores e aos judeus palacianos. Terminou sendo julgado e condenado a morrer crucificado. Se esperavam os dirigentes de então que calariam sua voz, enganaram-se, ela tinha sido semeada aos quatro ventos.

Se me recordo bem, as reclamações contra o badalar dos sinos, o tradicional na Catedral e sua versão informatizada, na Igreja da Conceição, não partiu da comunidade. Tanto lá como cá, foram apenas duas pessoas as incomodadas com repicar dos sinos. Os protestos vieram apenas e tão somente de duas vozes, uma de cada vez, sem representatividade ou ressonância.

O silêncio dos sinos da Catedral foi denunciado no www.ciadanoticia.com.br e causou muita celeuma, inclusive com esse simples blogueiro sendo vítima de sermões negativos nas Santas Missas. Mas nada que atrapalhasse a comunicação entre esse pecador confesso e Deus, além dos santos e anjos protetores. E os sinos da Catedral de São José voltaram, garbosamente a dobrar.

Já o reclamo que tenta calar a sonoridade da versão moderna dos sinos da Igreja de Nossa Senhora da Conceição tomei conhecimento num programa jornalístico de um canal de TV. Ouvida, a maioria da comunidade se manifestou favorável à tradição secular, incorporada ao cotidiano daquele bairro. Como diz o ditado: uma só andorinha não faz verão.

De minha parte, que tenho na Igreja de Nossa Senhora da Conceição uma forte referência religiosa, não consigo conceber o motivo desta contestação. É o sino quem através dos anos serve para alertar aos fiéis o horário da Santa Missa e outras cerimônias religiosas e, inclusive o horário. Em Minas Gerais, os sinos se firmaram na tradição e os sineiros e tocadores se especializaram em fabricar e fazê-los dobrar em cânticos e harmonias diversas, apropriadas para cada evento.

Mesmo longe, posso dar o testemunho de quem, ainda adolescente, ajudou a construir aquele templo, erguido com a liderança de missionários do naipe dos frades capuchinhos Justo, Apolônio e Isaías.

Mesmo longe, posso dar o testemunho de quem, ainda adolescente, ajudou a construir aquele templo, erguido com a liderança de missionários do naipe dos frades capuchinhos Justo, Apolônio e Isaías. Somente a título de lembrança, os sinos – os de bronze – foram adquiridos com campanhas realizadas e que contou com o apoio de toda a comunidade.
Ainda quando residia em Itabuna, assistia, às terças-feiras, ao lado do colega José Augusto Ferreira Filho, a Missa em louvor a Santo Antônio na Igreja de Nossa Senhora da Conceição. E nossas referências eram o tocar dos sinos, pois como chegávamos mais cedo, ficávamos no bate-papo com os amigos, até que o Frei Calazans nos convocava para a missa.

Aos mais novos e desavisados, a Igreja de Nossa Senhora da Conceição é a maior referência religiosa, urbanística, histórica, sociológica e antropológica do bairro. Foi a sua construção e implantação, responsável pelo convívio social, a educação e a elevação da autoestima daquela comunidade conhecida pelo nome pejorativo de Abissínia e que passou a ser conhecida por bairro da Conceição.

Apesar de àquela época os tempos serem outros, quando prevalecia a força bruta, a convivência em relação à diferença de credos era por demais respeitada. Os católicos não reclamavam dos louvores da Igreja Batista Teosópolis e da Igreja Adventista, muito menos ao contrário. A convivência era perfeita entre os pastores Apolônio e Isaías e os três frades capuchinhos.

Não sei qual a opinião da autora do protesto contra os sinos em relação aos carros de som que fazem publicidade e dos chamados paredões, nocivos contra a saúde do corpo, ao contrário do dobrar dos sinos. Como um pastor deve cuidar de suas ovelhas, Frei Calazans, de pronto, já decidiu baixar o volume dos sinos digitais, mantendo as tradições religiosa e comunitária. O dobrar dos sinos representa a “voz de Deus”, cuja percepção transporta a alma para além das fronteiras do mundo terreno.

Walmir Rosário é um amante do som dos sinos

HOMENS BOMBAS

marco wense1Marco Wense | wense.marco@yahoo.com

Uma eventual delação atingiria de morte o presidente Michel Temer, então comandante-mor da legenda na efervescência do toma-lá-dá-cá.

É evidente que existem outros “homens bombas” que poderiam implodir agremiações partidárias e suas principais lideranças se resolvessem delatar na Lava-Jato.

Os mais temidos, no entanto, são Eduardo Cunha (PMDB), Paulo Vieira de Souza (PSDB), conhecido como Paulo Preto, e José Dirceu (PT). Desses três, o petismo está tranquilo com Dirceu, que já deu provas suficientes do seu companheirismo.

Ex-todo poderoso presidente da Câmara dos Deputados, o tal do Cunha já mandou, nas entrelinhas, alguns avisos para o Palácio do Planalto, deixando toda a cúpula do PMDB em estado de alerta.

Uma eventual delação atingiria de morte o presidente Michel Temer, então comandante-mor da legenda na efervescência do toma-lá-dá-cá.

O tucano Paulo Preto, ligadíssimo a José Serra e Geraldo Alckmin, tem muito que contar, principalmente sobre os R$ 100 milhões que teria recebido do lobista Adir Assad para distribuir com o PSDB paulista. Não à toa que surge o nome do prefeito de São Paulo, João Doria, como opção para a sucessão presidencial de 2018, já que o senador Aécio Neves é considerado como carta fora do baralho pela tucanada.

Portanto, três “homens bombas”: Dirceu, Cunha e Paulo Preto. A sorte do PT é que o estopim de Dirceu não vai ser aceso, nem por ele e, muito menos, pela oposição.

TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO

daniel_thameDaniel Thame | danielthame@gmail.com

 

Atlético Paranaense x Coritiba pelo Youtube pode ter sido a Sierra Maestra da libertação dos clubes. Ou pode ter sido apenas um daqueles momentos que, embora históricos se perdem nos desvãos da História, porque nascem e morrem como uma intenção que não se transformou em ação efetiva e continuada.

 

Coritiba e Atlético Paranaense protagonizaram um jogo histórico na quarta-feira. Não pela qualidade do futebol, que futebol de qualidade é artigo raro nos campos brasileiros, mas pelo fato de que, pela primeira vez, um dos mais tradicionais clássicos do país não teve transmissão por uma emissora de tevê, aberta ou fechada, mas pelo Youtube, o canal de vídeos do cada vez mais onipresente Google.

O resultado, 2×0 para o Atlético, é o que menos importa, já que o Campeonato Paranaense, a exemplo dos demais estaduais, perdeu qualquer relevância.

O verdadeiro significado deste já histórico embate é que os clubes brasileiros podem estar dando o primeiro passo para se livrar das amarras das federações, verdadeiras sanguessugas e não raro antro das mais deslavadas negociatas, e da Rede Globo, emissora que detém os direitos de transmissão e praticamente monopoliza o futebol, dos jogos da Seleção Brasileira ao torneiozinho mais chinfrim.

É a Rede Globo quem determina quanto vai pagar aos clubes, os horários dos jogos e as partidas que vai transmitir, tudo de acordo com a sua grade de programação. O que implica, por exemplo, em jogos de meio de semana no obsceno horário das 22 horas, impraticável num país onde o transporte público funciona mal e a violência faz com que, à noite, não apenas todos os gatos sejam pardos, como também todo torcedor/cidadão seja uma vítima em potencial.

Ressalte-se que a Rede Globo está no direito de pagar quanto acha que deve pagar (e as vezes paga muito por um futebol de quinta categoria, vide o medonho Brusque 0x0 Corinthians na quarta-feira, pela Copa do Brasil) e transmite (ou não transmite) o que acha conveniente, ainda que num sábado de Carnaval, opte por transmitir Fluminense 0x0 Madureira (outro show de horror), privando o torcedor de assistir ao Flamengo x Vasco, com futebol igualmente horrendo, mas com muito mais apelo.

Posto que a Globo pode pagar o que quer e transmitir o que quer, desde que os clubes aceitem e assinem os contratos de transmissão. Aos que não aceitam buscar outros caminhos, cabe romper o status quo que impera desde que a bola é redonda.

E é ai que está a importância histórica do Atletiba. O jogo, segundo os dois clubes que o transmitiram em seus canais no Youtube, atraiu cerca de 3 milhões de pessoas.

Imagine-se o potencial de um Palmeiras x Corinthians, São Paulo x Corinthians, Flamengo x Vasco, Cruzeiro x Atlético Mineiro, Inter x Grêmio, Bahia x Vitória.

Os próprios clubes poderão negociar cotas de patrocínio, placas publicitárias nos estádios e uma infinidade de possibilidades de arrecadação que a internet, acessada do celular ao aparelho de tevê, permite. Isso sem as amarras e as intermediações das federações e sem as imposições de horário e de tabela das tevês.

É um longo e difícil caminho, mas é também uma revolução.

E como todo caminho longo e difícil, como toda revolução, exige perseverança, união, luta, paciência e resistência a forças poderosas.

Atlético Paranaense x Coritiba pelo Youtube pode ter sido a Sierra Maestra da libertação dos clubes. Ou pode ter sido apenas um daqueles momentos que, embora históricos se perdem nos desvãos da História, porque nascem e morrem como uma intenção que não se transformou em ação efetiva e continuada.

Cabe aos clubes brasileiros, com o caminho foi sinalizado e o primeiro passo dado, decidir se querem seguir em frente ou se contentar com um bolo que é dividido de forma desigual e em que a maioria tem que se contentar apenas com migalhas.

Recorramos a um simbolismo, esse sim inegavelmente Histórico: de Sierra Maestra a La Habana não é fácil, mas `si, se puede`.

Daniel Thame é jornalista e edita o Blog do Thame.

JOSÉ ADERVAN – FOI O HOMEM, FICA SUA HISTÓRIA

walmirWalmir Rosário | wallaw1111@gmail.com

Adervan lutou pela transformação da Fespi em Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) se empenhou na criação da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB). Mas nada disso se compara como o carinho com que recebia jovens estudantes que frequentemente visitavam o Agora.

Em 3 de março próximo José Adervan completaria 75 anos de existência, 66 deles vividos em Itabuna – sem levar em conta o período que passou em Salvador e Alagoinhas. A intenção dos amigos e família era elaborar uma edição especial do Jornal Agora para homenageá-lo, mas como ainda não conseguiram tornar a vida perene, nos deixou antes disso.

Lutou contra a enfermidade até não poder mais. E não poderia ser diferente para quem passou toda a vida superando obstáculos, sempre com a naturalidade que lhe era peculiar. Se as coisas estavam difíceis, aí era que ele apostava num salto mais alto. Contava que aprendeu isso com sua mãe, obstinada, como toda sergipana, em tornar vencer as dificuldades.

E Adervan, o mais baiano – grapiúna – dos sergipanos, costumava lembrar do dia em que chegou a Itabuna, numa data qualquer de 1951, em cima de um “pau-de-arara”, fugindo da terrível seca. Aos nove anos, o menino se deslumbrou quando o caminhão parou no terreno baldio onde hoje é o Fórum Ruy Barbosa, e resolveu fazer um reconhecimento daquela que seria a cidade do seu coração.

Mais do que sergipano de Boquim, passou a ser itabunense e cidadão da região cacaueira, título dado e passado pela população do Sul da Bahia, como reconhecimento dos seus feitos. Era um obstinado pelo desenvolvimento regional e travou uma luta constante na defesa da nossa economia, pelo cumprimento das promessas dos políticos, e pela garantia básica de direitos assegurados em nossa Constituição, como educação, saúde e cidadania.

É bom que se diga que esse estofo não nasceu do Jornal Agora, bastião da defesa regional, criado por Adervan e Ramiro Aquino, uma instituição que teima em desafiar a história, sobrevivendo por longos 35 anos. Não pensem que foi o Jornal Agora quem fez Adervan. Foi exatamente o contrário e desde os tempos de Alagoinhas que ele já se dedicava à imprensa, editando uma revista.

Dos tempos menino, quando começou a respirar o cheiro das tintas nas gráficas, ainda com tipos frios, passou pelo chumbo quente dos linotipos até as impressoras planas e a composição digital. Durante esse período, dividiu seu tempo com a política, a começar pela estudantil, elegendo-se presidente da então toda poderosa União dos Estudantes Secundaristas de Itabuna (Uesi). :: LEIA MAIS »

REFORMA TRABALHISTA E A SUPRESSÃO DOS DIREITOS DOS TRABALHADORES BRASILEIROS

AndirleiAndirlei Nascimento | andirleiadvogado@hotmail.com

 

A Justiça do Trabalho também sempre está sendo alvo de ataques injustos e covardes com o objetivo de sucateá-la ainda mais. São manobras que visam enfraquecê-la, principalmente com a falta de investimentos necessários.

 

 

Encontram-se em tramitação no Congresso Nacional inúmeras alterações dos direitos trabalhista, estabelecidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e assegurados pela nossa Constituição Federal e pela Organização Internacional do Trabalho (OIT). Essas alterações vêm em nome de uma suposta modernização da CLT, que foi promulgada em 1º de maio de 1942, por meio do decreto-lei 5.453.

O governo de Getúlio Vargas, com o objetivo de evitar a manutenção da exploração do trabalhador brasileiro, catalogou em torno da Consolidação das Leis do Trabalho leis específicas de proteção. Mais tarde, a Constituição de 1988 procurou assegurar todas as conquistas do trabalhador: tanto aquelas individuais quanto as coletivas, por meio do seu artigo sétimo.

Nas discussões que vêm sendo travadas, surgem grandes riscos de supressão de direitos do trabalhador que, historicamente, é explorado e oprimido. Dentre as alterações propostas, estão a terceirização sem limite, o impedimento do empregado demitido de reclamar na Justiça do Trabalho, a suspensão de contrato de trabalho e a prevalência do negociado entre empregado e empregador sobre o legislado na Justiça do Trabalho. Propõe-se, também, a prevalência das convenções coletivas do trabalho sobre as instruções Normativas do Ministério do Trabalho.

O cenário é preocupante e requer a mobilização de todos os trabalhadores brasileiros. Isto, porque outras alterações estão sendo propostas, dentre elas a instituição do acordo extrajudicial de trabalho, permitindo a negociação direta entre empregado e empregador.

E mais: a livre estimulação das relações trabalhistas entre trabalhador e empregadores sem a participação do Sindicato de classe, a flexibilização do trabalho intermitente por dia e hora, a chamada flexibilização das jornadas de trabalho, e a redução da jornada com a redução do salário, dentre tantas outras.

Além disso, encontra-se já em estudo bem avançado a redução da prescrição bienal, estabelecida pela Constituição Federal, para que o trabalhador, após a sua demissão, ingresse com a ação na Justiça do Trabalho, em busca de seus direitos, para apenas três meses. Outra alteração é a flexibilização dos períodos aquisitivos de férias para serem pagas pelo empregador em até três vezes.

São manobras e ataques aos direitos adquiridos que surgem a todo momento nessas iniciativas que partem dos nossos parlamentares e que, na sua grande maioria, vêm defendendo o capital e violando o interesse da classe trabalhadora brasileira.

A Justiça do Trabalho também sempre está sendo alvo de ataques injustos e covardes com o objetivo de sucateá-la ainda mais. São manobras que visam enfraquecê-la, principalmente com a falta de investimentos necessários para que a mesma continue cumprindo a sua importante e indelegável missão, que sempre foi a de reconhecer o direito do trabalhador que não foi devidamente reconhecido pelo empregador, ou seja: dar a César o que é de César.

Verifica-se, portanto, que em nome de um suposta modernização das leis que regem o direito do trabalhador brasileiro, estão por trás o ataque e a supressão dos direitos do trabalhador e os direitos consolidados na CLT, pilares que devem ser sempre preservados.

Em síntese: a chamada Reforma Trabalhista traz, no seu bojo, grandes prejuízos aos trabalhadores brasileiros. Além de negar os direitos adquiridos, propõe a supressão das conquistas de anos e anos de luta.

Andirlei Nascimento é advogado formado pela Fespi (Uesc), especialista em Direito do Trabalho e ex-presidente da OAB Itabuna.

CONVERSA COM OTTO

marco wense1Marco Wense

 

O senador Otto Alencar já conhece o colega Mangabeira. Ficou alegre com sua excelente votação na última sucessão municipal, deixando para trás nomes como os do capitão Azevedo, Geraldo Simões, Davidson Magalhães e Augusto Castro.

 

Depois do carnaval, logo na primeira quinzena de março, o PDT de Itabuna, sob o comando do Dr. Antônio Mangabeira, vai marcar um encontro com o senador Otto Alencar (PSD).

Os dois médicos podem até falar um pouco sobre saúde, principalmente a pública, mas, com certeza, a conversa principal vai ser sobre política e, mais especificamente, sobre a eleição de 2018.

O diretório municipal vê com simpatia a sua pré-candidatura ao Palácio de Ondina, mesmo achando que ainda é cedo para qualquer tomada de decisão por parte do parlamentar.

Com efeito, o senador Otto Alencar já conhece o colega Mangabeira. Ficou alegre com sua excelente votação na última sucessão municipal, deixando para trás nomes como os do Capitão Azevedo, Geraldo Simões, Davidson Magalhães e Augusto Castro.

É bom lembrar que o então candidato do PDT não fez coligação com nenhum partido e só desfrutou de 23 segundos no horário eleitoral. Nem o vice apareceu na telinha.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

A FESTA DOS POLÍTICOS

marcowenseMarco Wense

 

Tia Eron (PRB) até que aceita continuar no Parlamento, mas impõe que Marcos Medrado (PR) mantenha todo seu staff político na SEMPS. Medrado, por sua vez, quer colocar os seus correligionários.

 

A disputa pelo governo da Bahia, que já começou e só tem dois nomes competitivos, o governador Rui Costa (PT) e o prefeito ACM Neto (DEM), faz a festa dos senhores políticos.

O petista e o democrata fazem de tudo para agradar as lideranças, mais especificamente quem tem mandato, aí incluindo prefeitos, deputados – estadual e federal – e vereadores.

É um verdadeiro pega-pega, solta-solta que ele é meu. Lembra aquela música que diz “a nêga é minha, ninguém tasca, eu vi primeiro…”, salvo engano de Pedrinho Rodrigues.

Pois é. O governador, que busca o segundo mandato via reeleição, e o chefe do Executivo soteropolitano, que corre atrás do seu legítimo sonho, não medem esforços para conquistar apoios. O toma-lá-dá-cá fica cada vez mais acirrado.

Marcos Medrado, que é o superintendente do PROCON na Bahia, vem sendo assediado pelos netistas para ocupar o lugar da deputada federal tia Eron no comando da SEMPS (Secretaria de Promoção Social e Combate à Pobreza de Salvador).

Tia Eron deixou o comando da secretaria para votar em Rodrigo Maia na eleição para a presidência da Câmara dos Deputados, que foi realizada em 2 de fevereiro.

Rodrigo Maia, do mesmo partido de ACM Neto, o Democratas, quer que tia Eron permaneça na Casa e coordene um projeto de valorização das mulheres.

Tia Eron (PRB) até que aceita continuar no Parlamento, mas impõe que Marcos Medrado (PR) mantenha todo seu staff político na SEMPS. Medrado, por sua vez, quer colocar os seus correligionários.

Confusão, confusão, confusão, diria o polêmico e inquieto radialista Roberto de Souza.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

TUCANOS PREOCUPADOS

marco wense1Marco Wense

 

Se a Justiça passar a impressão de que o alvo é o PT e os petistas, vai terminar se transformando no maior “cabo eleitoral” de Lula na eleição presidencial de 2018.

“Ou prendem, ou matam, ou Lula será o presidente”, diz o deputado estadual Ângelo Almeida (PSB) sobre as pesquisas de intenção de votos que apontam Luiz Inácio Lula da Silva em situação confortável em relação aos outros pré-candidatos. As enquetes têm deixado a cúpula do tucanato preocupada, mais especificamente o senador Aécio Neves (PSDB).

Vou continuar batendo na mesma tecla: se a Justiça passar a impressão de que o alvo é o PT e os petistas, vai terminar se transformando no maior “cabo eleitoral” de Lula na eleição presidencial de 2018.

MANGABEIRA

Os defensores da candidatura do médico Antônio Mangabeira para o Parlamento estadual, aí incluindo membros do diretório municipal do PDT, voltaram a pedir, agora mais incisivamente, que o pedetista dispute uma vaga na Assembleia Legislativa.

Mangabeira, no entanto, caminha para não aceitar o novo desafio: “Não pretendo fazer carreira política. Quero ser prefeito de Itabuna e fazer um bom governo”.

O comando estadual da legenda, sob o comando do deputado federal Félix Júnior, ainda não se posicionou sobre o assunto. A minha posição, como integrante da Executiva municipal e ex-candidato a vice-prefeito, é a de que Mangabeira não saia candidato e se prepare para a próxima sucessão municipal.

DEM, FERNANDO E ALICE

marco wense1Marco Wense

 

Alguns nomes já despontam para substituir Maria Alice no comando do DEM de Itabuna, como os do ex-vereador Solon Pinheiro e do advogado Cosme Reis, pai de Chico Reis, presidente da Câmara de Vereadores.

Matematicamente falando, diria que Fernando Gomes e Maria Alice vão sair do DEM como 2+2 são quatro. Politicamente, não sei por que continuam na legenda.

Ambos já declararam que o Partido do Democratas é coisa do passado. A secretária de Governo até que mostrou certo sentimento. O prefeito chutou o pau da barraca, como diz a sabedoria popular.

Estranho é a cúpula do demismo, sob a batuta de ACM Neto, ficar inerte diante de uma situação irreversível. O deputado federal José Carlos Aleluia, presidente estadual do partido, segue no mesmo diapasão.

Essa passividade, essa desaconselhável acomodação, lembra a expressão latina “Dormientibus Non Sucurrit Jus”. Ou seja, assim como no direito, o processo político não costuma socorrer os que dormem.

A falta de reação dos democratas passa a impressão de que estão desolados com a atitude de Fernando, que a legenda ainda mantém acessa a possibilidade de um entendimento.

Alguns nomes já despontam para substituir Maria Alice no comando do DEM de Itabuna, como os do ex-vereador Solon Pinheiro e do advogado Cosme Reis, pai de Chico Reis, presidente da Câmara de Vereadores.

Como a decisão do demismo é de fazer oposição implacável ao governo FG, hoje aliado do Partido dos Trabalhadores, a indicação do doutor Cosme Reis não é do agrado do enraizado fernandismo.

Maria Alice sempre foi uma dirigente partidária atuante, daquelas que não medem esforços para alcançar os objetivos. Continua sendo a fiel escudeira de Fernando Gomes e a “dama de ferro” do pupilo político.

Depois da derrota de Marcelo Nilo na eleição para presidir o Parlamento estadual, o PSL ficou desnutrido e já é carta fora do baralho para ser o próximo abrigo partidário do alcaide.

Com efeito, Nilo pode até perder o controle do PSL para o deputado estadual Nelson Leal. O ex-todo poderoso presidente da Assembleia Legislativa vive seu pior momento na vida pública. Vale lembrar que Nilo foi derrotado por Félix Júnior na disputa pelo comando do PDT.

O PSD do senador Otto Alencar, cada vez mais forte e, agora, tendo seus passos monitorados pelo PT, pode ser o mais novo refúgio de Fernando Gomes de Oliveira e seus seguidores.

A expectativa fica por conta de quando as lideranças do DEM vão acordar.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

ATÉ BREVE, AMIGO ADERVAN!

Allah-GóesAllah Góes | allah_goes@hotmail.com

 

Adervan me deixou como lições, além do seu amor incondicional por Itabuna, por sua Ivone, filhas e netos, que é possível vencer, mesmo saindo de uma família humilde, por meio do estudo, do entusiasmo e da perseverança, construir algo grandioso e ser lembrado por ter vivido uma vida plena, profícua e feliz.

Pois é. E foi num domingo de carnaval que nos despedimos do Pai, amigo, companheiro e “folião” José Adervan de Oliveira. “Folião” sim, pois nos seus 74 anos de vida terrena ele se mostrou um apaixonado pela vida, por festejar, por fazer amigos, deixando um grande legado às novas gerações, de que é possível ser sério e correto, sem ser sisudo e fechado.

Sim, ele era tímido, e até avesso a homenagens públicas, mas também era alegre, gozador, polêmico e, acima de tudo, um democrata. Ele permitia que “seu” Jornal publicasse a opinião ou comentário de qualquer político, mesmo os “desafetos” ou não “tucanos”, pois entendia que jornalismo se faz de forma plural e maiúscula, o que fez com o Jornal Agora fosse considerado o maior, e – por que não? – o melhor Jornal do interior da Bahia.

Mesmo com as modificações das mídias, por conta dos avanços tecnológicos, ainda assim, tudo aquilo que é publicado no Jornal Agora, seu “filho” mais conhecido, repercute. E vira tema de debates pela cidade, o que trazia muita satisfação ao orgulhoso “Pai”.

Apesar de sabermos que não somos eternos, e que Adervan vinha há anos lutando contra esta terrível doença, a passagem de uma pessoa como ele, em razão da grandeza de sua história pessoal, só nos é confortada por causa de uma certeza que carrego: Sua inquietude continuará, mas agora em outro plano, junto com outros gigantes da civilização grapiúna, pois uma única vida é muito pouco para uma pessoa multifacetada como ele.

As várias facetas de Adervan se misturam com o calendário político, esportivo e cultural de nossa Região. Seja organizando a Bienal cultural, a festa de aniversario do Jornal (onde a política é o prato principal), elaborando a edição especial do Agora, homenageando o aniversário de Itabuna (com seus vários cadernos resgatando a nossa história), promovendo jogos de futebol, realizando festas, “politicando”, arrendando rádio ou cobrindo copa do mundo de futebol. Tudo regado pela irreverência daquele que não se acomoda ou se acovarda diante dos desafios e das dificuldades.

E não foram poucas as dificuldades e os desafios que o irrequieto menino de Boquim (SE) enfrentou, pois desde cedo teve que aprender a conciliar o trabalho com o estudo, o que se mostrou relevante para sua história, vez que foi desta junção que surgiram as suas primeiras paixões: a política, da época em que virou líder estudantil, quando chegou a presidir a saudosa UESI – União dos Estudantes Secundaristas de Itabuna; e a jornalística, pois foi trabalhando em gráfica, que tomou gosto pela arte de informar.

Foi um vitorioso na vida. Até mesmo o seu insucesso político, de quando tentou ser prefeito de sua amada Itabuna, permitiu o soerguimento do PSDB local, que, sob a sua presidência, conseguiu eleger, depois de muito tempo, um vereador e, tempos depois, um deputado estadual.

Para mim, que tive o privilégio de ter podido desfrutar de seus conselhos e ouvir suas estórias e histórias, Adervan me deixou como lições, além do seu amor incondicional por Itabuna, por sua Ivone, filhas e netos, que é possível vencer, mesmo saindo de uma família humilde, por meio do estudo, do entusiasmo e da perseverança, construir algo grandioso e ser lembrado por ter vivido uma vida plena, profícua e feliz. Até breve meu amigo.

Allah Góes é amigo e fã de José Adervan.  



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