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:: ‘Artigos’

A DEBANDADA DOS INSATISFEITOS

marco wense1Marco Wense

 

Aqui em Itabuna, alguns vereadores podem deixar os partidos pelos quais foram eleitos. A fidelidade partidária é novamente derrotada pelo jeitinho brasileiro.

 

Como existe um consenso entre governistas e oposicionistas, a “janela” para mudar de partido sem o risco de perder o mandato pode ser transferida para setembro ou outubro desde ano.

Parlamentares insatisfeitos com suas legendas já começam a namoricar com outras agremiações partidárias.

No bojo da reforma política também o chamado “distritão”, que vai eleger para o Legislativo os mais votados em cada Estado.

Aqui em Itabuna, alguns vereadores podem deixar os partidos pelos quais foram eleitos. A fidelidade partidária é novamente derrotada pelo jeitinho brasileiro.

Os chefes de Executivo, ávidos por uma maioria obediente no Parlamento, que feche os olhos para as falcatruas, vão fazer de tudo para acomodar os dissidentes nas legendas aliadas.

Todo mundo sabe como funciona esse “vão fazer de tudo”. É o toma-lá-dá-cá, amigo íntimo da impunidade e cada vez mais triunfante e vitorioso.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia e editor d’O Busílis.

REFORMA DESUMANA E PERVERSA

raimundo santanaRaimundo Santana | jrssantana13@gmail.com

 

A saída para esse momento difícil que a classe trabalhadora, desempregados e as pessoas humildes vivem passa pela compreensão desse cenário macabro, incompatível com o atual momento histórico.

A reforma trabalhista, aprovada no congresso e sancionada pelo presidente Michel Temer em julho deste ano, foi elaborada para atender aos interesses da classe empresarial brasileira.

A nova legislação é desumana e perversa, pensada estrategicamente para tirar os direitos da classe trabalhadora e não dar a possibilidade de reação ou defesa.

Primeiro: fragilizou os trabalhadores nas relações de trabalho mudando 116 artigos da CLT em favor do patronato;

Segundo: dificultou e limitou o acesso dos trabalhadores à Justiça do Trabalho para assegurar a impunidade dos patrões infratores;

Terceiro: fragilizou a representação sindical, em todos os níveis, sindicatos, federações, confederações e centrais sindicais, com o fim abrupto do imposto sindical, criando uma grave crise no financiamento dos serviços prestados por essas entidades em favor dos trabalhadores, diminuindo, portanto o poder de intervenção social dessas entidades; e

Por fim, cria a possibilidade de que o negociado prevaleça sobre o legislado. Isso quer dizer que as entidades sindicais, poderão pactuar nos seus instrumentos normativos redução de direitos assegurados em lei. Um absurdo!

A saída para esse momento difícil que a classe trabalhadora, desempregados e as pessoas humildes vivem passa pela compreensão desse cenário macabro, incompatível com o atual momento histórico. Esse quadro pode ser superado pelas entidades sindicais combativas que tem identidade com as lutas e os direitos dos trabalhadores.

O fortalecimento das entidades sindicais sempre dependeu da união e da consciência dos trabalhadores, hoje, mais do que em qualquer outra época, é fundamental essas preliminares para chegarmos ao mérito de uma classe trabalhadora unida e consciente. Vivemos uma disputa de classe (trabalhadores x patrões). Precisamos encarar e vencer essas batalhas para que evitemos ser semiescravos.

Raimundo Santana é dirigente do Sintesi.

A GLORIOSA FACULDADE DE DIREITO E A CRISE POLÍTICO-INSTITUCIONAL BRASILEIRA

WENCESLAU1Wenceslau Júnior | wenceslau.uesc@gmail.com

Se esse homem foi condenado há mais de 9 anos de prisão, sem provas, imagine o que pode acontecer com a maioria do povo brasileiro. Se essa moda pega e vira regra no Brasil, já se foram as garantias e direitos constitucionais individuais e coletivos.

 

No domingo, 16 de julho de 2017, mais uma vez, como nos últimos dias, acordei às 5 da manhã com uma grande interrogação na cabeça: “para que buraco essa gente está querendo levar o Brasil?”. E os coxinhas-paneleiros não me venham com a conversa de que “o PT e seus aliados já levaram o país para o buraco”.

Resolvi escrever esse texto em homenagem aos grandes mestres do Direito e de outras áreas do conhecimento dos quais muito me orgulho de ter sido aluno e, decisivamente, contribuíram para a formação de várias gerações, incluindo a minha.

Lembro-me das aulas de Direito Constitucional ministradas pelo saudoso poliglota Wilson Rosas. Homem muito culto, falava francês, inglês, espanhol e alemão e conhecia como poucos os teóricos marxistas. Como também me lembro do saudoso e também poliglota Érito Machado, honrado magistrado, que nos ensinou Direito Civil.

Para continuar a mencionar os que já partiram para outro plano, me recordo de doutor Acioli da Cruz Moreira. Quem não aprendesse Direito Comercial com ele, apesar da sua didática controvertida, não aprendia com mais ninguém. Se fosse nos tempos de hoje, responderia a um PAD pelo “queima”, pela “anistia” ou pela insígnia de “cascabulho” (coisa de pouca importância) ironicamente atribuída aos iniciantes. Fazia quatro tipos de provas diferentes numa sala com 40 ou 50 alunos e ninguém tinha ao seu lado, atrás ou na sua frente, prova igual. Pescar era uma missão impossível.

Lembro-me do meu amigo e quase conterrâneo Altamirando Cerqueira Marques. Muitos embates e lutas conjuntas. Nem ele nem Acioli suportavam serem chamados de ACM, apesar das iniciais coincidirem. Deste não fui aluno, mas convivi muito na condição de diretor e presidente do DCE (1990-1992), na luta pela estadualização da Fespi, e aprendi várias lições jurídicas e políticas, como por exemplo, as bases para elaborar um Mandado de Segurança.

O grande penalista Francolino Neto, fundador da Faculdade de Direito de Ilhéus. Confesso que corri da sua fama de “carrasco” e me matriculei no outro turno. Ledo engano, fui aluno da tão conhecedora e exigente professora Lourisse Salume Lessa (encontro sempre com ela nas caminhadas da Beira-Rio), com a qual tivemos muitos embates políticos, mas aprendi muita coisa. Tanto que, quando formei, passe a atuar na área penal. :: LEIA MAIS »

PROCURA-SE UM PRESIDENTE

marco wense1Marco Wense

 

A escolha deve ser feita com muito cuidado, sob pena de uma desagradável surpresa. Tem pretendente, por exemplo, que pode ter uma recaída pelo fernandismo.

 

Conforme anunciou o blog PIMENTA, a secretaria de Governo Maria Alice, fiel escudeira do prefeito Fernando Gomes, vai para o PSD do senador Otto Alencar.

A ida de Alice para o PSD se deu até mesmo por falta de opção, já que outros partidos da base aliada do governador Rui Costa (PT) foram descartados.

Não sei como será o relacionamento da secretaria com o prefeito ACM Neto. O alcaide soteropolitano sempre teve uma grande admiração pela “dama de ferro”.

Outro detalhe é que Alice vai para uma legenda que tem um bom relacionamento com Neto, adversário de Rui na disputa pelo Palácio de Ondina na eleição de 2018.

Como em política as nuvens de hoje podem ter outros formatos a qualquer momento, fica a hipótese, ainda que remotíssima, de se encontrarem em um mesmo palanque na sucessão estadual.

Agora, é encontrar alguém que possa substituir Maria Alice com a mesma disposição e vontade política inerentes a fernandista de carteirinha.

A escolha deve ser feita com muito cuidado, sob pena de uma desagradável surpresa. Tem pretendente, por exemplo, que pode ter uma recaída pelo fernandismo.

Todo cuidado é pouco. A política não costuma socorrer os que dormem e, muito menos, os ingênuos e incautos.

Marco Wense é editor d´O Busílis e articulista do Diário Bahia.

BOIS, CACAU E UMA REGIÃO DE OMISSOS

helenilsonHelenilson Chaves

Sem reagir, sem exigir nossos direitos, omissos diante de tamanho descaso, nos comportamos feito cordeiros rumo ao sacrifício. Ou, numa analogia com a citada JBS, como bois a caminho do matadouro.

O Brasil assiste a um espetáculo vergonhoso, em que um grupo empresarial, movido a favores governamentais, concedidos em troca de propinas negociadas na calada da noite, que circulam em malas e através de outros artifícios, consegue amealhar um patrimônio na casa dos 16 bilhões de reais.

Mais do que isso, obtém o perdão ou a prorrogação, com prazos que atravessam décadas, de dividas com financiamentos públicos que igualmente são contabilizados em bilhões de reais, devidamente referendados pela mais alta corte do Judiciário.

A abertura dos segredos do grupo JBS, através da delação de um de seus donos, expõe a maneira em que nossas principais autoridades, no Executivo e no Legislativo, atuam, privilegiando os interesses pessoais em detrimento dos interesses públicos.

A “generosidade” governamental com a JBS e outros grandes grupos empresariais nos remete à situação, completamente oposta, que aflige a nossa Região Cacaueira.

Há três décadas, o sul da Bahia sofre com uma crise provocada por uma praga que dizimou a lavoura cacaueira, levou os produtores à lona e gerou milhares de desempregados no setor rural, afetando a nossa economia como um todo.

De maiores produtores de cacau do mundo, responsáveis por uma fatia considerável do PIB baiano, passamos a uma região que hoje precisa importar cacau para não perder o parque industrial e perder ainda mais empregos. Vivemos uma espécie de “crise dentro da crise”, com as consequências por demais conhecidas.
Nesses 30 anos, estamos sempre à espera de um apoio governamental que nunca chega.

Acreditamos em promessas que nunca se concretizam. Ou, pior, não nos damos conta da grave situação em que nos encontramos.

Nossa representação política é ineficiente, quando não é nula. A Ceplac, uma instituição que poderia contribuir para a retomada do desenvolvimento regional, definha e não se vê um mísero protesto.

Os bancos públicos apertam os produtores com a cobrança de dívidas impagáveis, assumidas por conta de projetos governamentais malogrados, é ninguém levanta a voz.

Sem reagir, sem exigir nossos direitos, omissos diante de tamanho descaso, nos comportamos feito cordeiros rumo ao sacrifício.

Ou, numa analogia com a citada JBS, como bois a caminho do matadouro.

Helenilson Chaves é presidente do Grupo Chaves.

NILO OU O CORONEL?

marco wense1Marco Wense

 

O governador Rui Costa, assim como fez sua opção por Fernando Gomes, em detrimento do médico Antônio Mangabeira, vai ter que decidir entre Nilo e o Coronel.

 

O governador Rui Costa (PT), mais cedo ou mais tarde, vai ter que decidir se prefere o apoio de Marcelo Nilo (PSL) ou de Ângelo Coronel (PSD).

O ideal seria se o chefe do Executivo ficasse com os dois deputados do seu lado, unidos em torno do legítimo direito de disputar o segundo mandato.

O problema é que Nilo e o Coronel se tornam cada vez mais distantes e imprevisíveis quando o assunto é a eleição de 2018.

Nilo não quer o Coronel no mesmo palanque e vice-versa. Ambos estão dando declarações que soam como uma espécie de ultimato ao governador: ou eu ou ele.

Quando questionado sobre seu apoio, se fica com Rui Costa ou ACM Neto, Nilo diz que a resposta “só depois do carnaval”.

O Coronel, atual presidente da Assembleia Legislativa, não perde a oportunidade de dizer que “o PSD tem que ter candidatura própria ao Palácio de Ondina”.

A candidatura a qual se refere o comandante do Parlamento é a do senador Otto Alencar, que é do mesmo partido do Coronel, o PSD.

O coronel, que tem um estilo muito parecido com o de Nilo, vai mais longe: “Não tendo candidato, quero ir para o Senado”.

O imbróglio é que uma das vagas para o Senado da República – a outra é de Jaques Wagner – está sendo disputada por quatro pretendentes.

O governador Rui Costa, assim como fez sua opção por Fernando Gomes, em detrimento do médico Antônio Mangabeira, vai ter que decidir entre Nilo e o Coronel.

O prefeito soteropolitano, ACM Neto, sem dúvida o único oposicionista com condições de derrotar Rui, fica esperando o desenrolar do Nilo versus Coronel.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia e editor d´O Busílis.

CHOCOLATE É COMIDA DE BOI

WALMIR~1Walmir Rosário | wallaw2008@outlook.com

 

A qualidade do tratamento a esses animais não se restringe ao chocolate e eles também ganham sessões de massagens, acupuntura, ouvem música clássica e dormem em tapetes térmicos, para que não sofram estresse. Um luxo!

 

Calma, gente, isso acontece lá na Austrália, onde o chocolate serve como iguaria e tranquilizante para os animais da raça Wagyu (japonesa), que são transformados em kobe beef, uma das carnes mais saborosas do mundo. E como tudo tem seu preço, um quilo dessa carne é vendida em todo mundo pelo preço de arrobas que conseguimos vender por aqui.

Ao tomar conhecimento dessa notícia,pensei logo nos benefícios que poderiam trazer à cultura do cacau, com esse incentivo ao consumo do conhecido manjar dos deuses. Já imaginaram quanto embolsariam a mais os nossos produtores exportando mais cacau? Marketing a Canavieiras é o que não falta e teríamos como símbolo a fazenda Cubículo, primeira plantação de cacau da Bahia.

Mas, ao relembrar as propostas de aumento da produção de cacau através da elevação do consumo, logo me aquietei pensando no histórico dessas tentativas anos a fio pelo antigo Conselho Consultivo dos Produtores de Cacau (CCPC), que trocou o C de Consultivo pelo N de Nacional.

Ainda recordo das visitas de nossos conselheiros à China, que tinha como missão fazer com que apenas 10% dos chineses tomassem apenas uma pequena xícara diária de chocolate. Entre idas e vindas, a verdade é que se passeou muito e não conseguiram trocar o sagrado chá dos chineses pelo nosso cacau.

Uma lição caseira também me chama a atenção, que seria a introdução do chocolate na merenda escolar, com pioneiras tentativas, todas infrutíferas e de redundante fracasso. Não o porquê, mas a verdade é que essa ideia nunca foi transformada numa política pública, e não cabe a esse pobre escrevinhador pesquisar. É o papel dos cacauicultores.

Longe de mim afirmar – em alto e bom som – que a atitude do pecuarista australiano não irá produzir resultados positivos para o cacau. Também não vou sair por aí recomendando a introdução dessa nobre dieta aos pecuaristas brasileiros. Cabe-me apenas mostrar o que está sendo feito em terras distantes aos nossos patrícios. E vale a pena tomar conhecimento.

Antes de mais delongas, vale explicar que kobe beef é considerada sinônimo de maciez, com gordura marmorizada e sabor inconfundível, que combina com o paladar dos consumidores que pagam em dólares e euros. Afinal, esses animais recebem um tratamento de luxo e carinho, sem falar da alimentação especial que recebem. Nada mais justo.

Tudo é uma questão de valor e disposição de pagar, como diriam os economistas para explicar a disposição desse seleto grupo de exigentes consumidores. De olho nessa demanda, o pecuarista Scott de Bruin, do Sul da Austrália, passou a investir na alimentação desses bovinos, oferecendo grãos especiais e frutas como maçãs.

Para agregar mais valor ao seu produto, Scott também passou a incluir o nosso chocolate na dieta do rebanho Wagyu, com a finalidade de aumentar as calorias consumidas. Com isso, conseguiu – segundo ele – elevar o marmoreio da carne, tornando o kobe beef do seu rebanho ainda mais especial e de preço alto.

Acreditem que é a mais pura verdade. O pecuarista australiano consegue servir essa dieta composta por grãos, frutas e chocolate a todo o seu rebanho, formado por 7,5 mil cabeças, quando eles atingem os 30 meses. Ao sentir o cheiro do chocolate, as rezes se aproximam e comem à vontade (acredito que lambendo os beiços, como se diz popularmente).

Para o fazendeiro australiano, o consumo do chocolate faz com que o seu rebanho fique bem alimentado e mais feliz, transferindo esse bem-estar à qualidade e ao sabor da carne. A qualidade do tratamento a esses animais não se restringe ao chocolate e eles também ganham sessões de massagens, acupuntura, ouvem música clássica e dormem em tapetes térmicos, para que não sofram estresse. Um luxo!

Pelos meus parcos conhecimentos da pecuária, não sei se o chocolate é o elixir da felicidade para os nobres animais da raça Wagyu do Sul da Austrália, mas, de cátedra, posso assegurar que no Brasil não merece confiança o chocolate por aqui consumido. Com raríssimas exceções, oriundas de fabricação caseira (artesanal) e pequenas fábricas.

Cada um tem o sonho de consumo que merece.

Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado

O ESCÂNDALO DA REQUALIFICAÇÃO DA BARRA

robinsonalmeida1Robinson Almeida

 

O valor global da requalificação da Barra atingiu R$ 62 milhões para cerca de 6 Km de extensão de orla. São inacreditáveis mais de R$ 10 milhões por Km.

 

A operação Lava-Jato trouxe revelações impactantes sobre a gestão ACM Neto. Depois da delação da Odebrecht, o escândalo da obra de requalificação da orla da Barra está sendo investigado pela Justiça Federal. O Ministério Público da Bahia, acatando representação de minha autoria e do deputado Afonso Florence também investiga o caso de uma eventual contrapartida do prefeito à empreiteira como retribuição pela generosa doação para sua campanha.

Em depoimento, gravado em vídeo e homologado pelo STF, o diretor da empreiteira, André Vital, afirma ter doado R$ 2,2 milhões ao prefeito na campanha de 2012. Foram R$ 400 mil em doação oficial e R$ 1,8 milhões em Caixa 2, recebido por Lucas Cardoso, ex-cunhado de ACM Neto. Vital afirma também que houve irregularidades na obra que sofreu aditamentos de mais de R$ 4 milhões.

Não são infundadas as suspeitas de favorecimento da Odebrecht nesse episódio. Iniciada em 2013, logo após a posse do prefeito, a obra foi licitada no sistema de Regime Diferenciado de Contratação (RDC), modelo simplificado e adotado excepcionalmente para as intervenções públicas para a copa de 2014. A prefeitura assumiu diretamente o contrato e a execução da obra.

O valor global da requalificação da Barra atingiu R$ 62 milhões para cerca de 6 Km de extensão de orla. São inacreditáveis mais de R$ 10 milhões por Km. Não ocorreram grandes intervenções de macrodrenagem ou edificação de viadutos nesta obra. Basicamente, é a troca de piso e alguns equipamentos de praça e jardinagem. Para se ter uma ideia comparativa, a implantação e pavimentação de uma rodovia asfaltada de 6 Km, em asfalto, com acostamento, é orçada hoje em menos de R$ 20 milhões.

A fim de esclarecer essa grave denúncia da empreiteira, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin determinou a remessa dos autos das investigações para Justiça Federal na Bahia e para o Tribunal Regional Federal da primeira região. Nas peças expedidas por Fachin é revelada a existência de dois depoimentos do diretor da Odebrecht. O primeiro, onde fala da doação de R$ 2,2 milhões pra Neto, é público e foi alvo de várias reportagens. No segundo, não publicizado, há informações sobre irregularidades na licitação da obra, que é a base da suspeita do compadrio entre Neto e a Odebrecht.

O escândalo da obra de requalificação da orla da Barra está sob investigação judicial. Comprovada lesão ao contribuinte de Salvador, devem ser adotadas as providências para reaver o dinheiro público e punir os culpados. O prefeito deve esclarecimentos à justiça e ao povo baiano: se recebeu Caixa 2 da Odebrecht e se o fez mediante contrapartida à empreiteira.

Robinson Almeida é deputado federal pelo PT da Bahia

O HOJE E O ONTEM

marco wense1Marco Wense

 

O que mais lembra o ontem é o cinismo que toma conta do movediço e traiçoeiro mundo político. Causa náuseas, diria Rodrigo Janot, procurador-geral da República.

É incrível como o Rodrigo Maia de hoje lembra o Michel Temer de ontem e Dilma Rousseff de ontem o Michel Temer de hoje.

Quando surgiu a primeira conversa de que Temer estaria tramando contra Dilma, a presidente dizia que confiava no seu vice, que tudo não passava de uma invencionice, intriga da oposição para prejudicar a governabilidade.

Agora é Temer que diz acreditar em Maia, seu substituto imediato em caso de vacância da presidência: “Ele só me dá provas de lealdade, o tempo todo”.

Maia, por sua vez, não cansa de repetir que o disse-me-disse de que se articula com o PSDB para tomar o lugar de Temer é “pura especulação”. Temer dizia a mesma coisa.

Questionado sobre a possibilidade de assumir o comando do Palácio do Planalto, Maia é o Temer de ontem: “Não penso nessa hipótese”.

Maia já está em permanente contato com os agentes econômicos. Foi o que Temer fez quando percebeu que o impeachment de Dilma era irreversível.

O que mais lembra o ontem é o cinismo que toma conta do movediço e traiçoeiro mundo político. Causa náuseas, diria Rodrigo Janot, procurador-geral da República.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia e editor d’O Busílis.

“AGORA”, MÍDIA IMPRESSA, SEUS DESAFIOS E O FUTURO

luizconceiçãoLuiz Conceição | jornalistaluizconceicao2@gmail.com

 

O impresso/eletrônico sempre terá lugar em nossas vidas, já que intrinsecamente ainda vinculado à cultura e sociedade a que estamos integrados. Mesmo porque, a apuração dos fatos cotidianos e sua publicização sempre vai exigir a atenção de repórteres fiéis e editores criteriosos.

A vida transcorre em ciclos, segundo avalizam filósofos. Cada ciclo que se sucede é carregado de experiências positivas e negativas, conhecimentos adquiridos no anterior e busca-se um novo desafio. Certamente, com o advento da Internet as pessoas passaram a compreender o exaurimento cíclico de suas vidas e, talvez, se perguntem o que é o futuro e não como será, diante da velocidade como o novo chega.

As redes sociais são ferramentas tecnológicas, eletrônicas e modernas (!?) de comunicação social. É o futuro que chegou, antes de o presente sedimentar-se e muito mais rápido da compreensão do passado que se foi. Embora mais antigos, os blogs e portais também se incluem nesta realidade desafiadora.

Mesmo com tais novidades, a mídia impressa continuará tendo seu lugar destacado se se aproveitar da tecnologia e adaptar-se com boas pautas e relatos, como se viu à chegada do rádio e da televisão em meados do século XX. Foi, talvez, a primeira via-crúcis da mídia impressa, que acabou superada com inteligência, já que tais veículos acabaram se integrando.

É nesse contexto que merece saudação a iniciativa do grupo de empresários que assume a direção do jornal Agora, primeiro veículo offset colorido do sul da Bahia, editado há 35 anos.

Sua história, a partir de seus fundadores Ramiro Aquino e do lembrado José Adervan de Oliveira, contém os desafios do novo e a certeza do bem-feito e verdadeiro, tal sua posição de vanguarda na defesa dos interesses da sociedade grapiúna, apesar da desmemória de que todos somos autores e vítimas.

O impresso/eletrônico sempre terá lugar em nossas vidas, já que intrinsecamente ainda vinculado à cultura e sociedade a que estamos integrados. Mesmo porque, a apuração dos fatos cotidianos e sua publicização sempre vai exigir a atenção de repórteres fiéis e editores criteriosos.

O uso indiscriminado das tais redes sociais geram notícias falsas (fake new), intrigas e mentiras que são propagadas quase impunemente, a partir das consequências da sordidez humana que uma tela em branco permite. Causam terrível dano à sociedade e aos processos comunicacionais necessários à vida moderna.

Somente jornalistas sabem que a verdade será sempre um bem tutelado ao interesse e à informação públicos. Vida longa ao Agora!

Luiz Conceição é jornalista com atuação na Rádio Clube de Itabuna (Rádio Nacional), jornais Tribuna do Cacau, Diário de Itabuna, A Tarde e A Região e assessorias de comunicação e imprensa.

O LEGADO DAS COOPERATIVAS BAIANAS PARA O BRASIL

cergio tecchioCergio Tecchio

 

 

A preocupação de todos nós, cooperativistas, está focada no mundo que vamos deixar para as próximas gerações.

 

 

A preocupação com a comunidade está e sempre esteve no DNA dos cooperativistas. Para pessoas com um sonho em comum, que se associam em um empreendimento cooperativo, buscar a felicidade dos cooperados é também nunca esquecer daqueles à sua volta, em suas mais diversas privações. E por essa natureza colaborativa, o movimento cooperativista viu a oportunidade de unificar seus esforços em uma grande corrente do bem. Foi assim que surgiu o Dia de Cooperar, mais conhecido como Dia C.

O Dia de Cooperar nasceu em Minas Gerais, em 2009, e logo ganhou o Brasil. Nessa trajetória, os últimos cinco anos foram cruciais para transformar o Dia C em um grande programa nacional capaz de promover iniciativas socioambientais e assim transformar realidades em todo o país.

Mais recentemente, o Dia C ganhou força ao contribuir com seus projetos para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Para quem ainda não os conhece, são 17 objetivos e 169 metas estabelecidas pela Organização das Nações Unidas (ONU) por um mundo mais justo e menos desigual, que devem ser atingidas pelos países signatários até 2030.

E as cooperativas, preocupadas com o legado que vão deixar para as próximas gerações, oferecem voluntariamente sua contribuição por meio de projetos que promovem educação de qualidade, democratização da cultura, acesso à saúde, cuidado ao meio ambiente e muitas outras iniciativas, conforme a necessidade local. Em 2017, a meta é beneficiar mais de um milhão de pessoas em projetos contínuos.

Os números não nos deixam mentir sobre a efetividade do Dia C. Em 2016, 1.278 cooperativas desenvolveram 1.180 projetos com a mobilização de mais de 86 mil voluntários. Essas atividades foram realizadas em 777 cidades espalhadas por todos os estados e no Distrito Federal. Na Bahia, o Sistema OCEB mobilizou 45 cooperativas, que empreenderam 44 projetos de voluntariado ao envolver 2749 voluntários. Com isso, 20 mil pessoas em 35 municípios do Estado foram beneficiadas.

Portanto, as cooperativas possuem um impacto muito positivo nos locais em que estão inseridas e, consequentemente, colaboram por um mundo justo e igualitário. A preocupação de todos nós, cooperativistas, está focada no mundo que vamos deixar para as próximas gerações.

Cergio Tecchio é presidente do Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado da Bahia (Oceb) e do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo no Estado da Bahia (Sescoop/BA).

A INÊS É MORTA

marco wense1Marco Wense

 

O maior erro do petismo, no entanto, foi fugir da ética, jogando todo um discurso na lata do lixo.

 

O PT passou quatro mandatos no comando da Presidência da República, dois com Lula e o mesmo tempo com Dilma Rousseff.

Agora, o partido se diz arrependido de não ter feito a reforma política, que segundo o governador Rui Costa foi um grande erro do PT.

Lula, depois da Inês morta, passa a defender uma mudança na escolha dos ministros para o Supremo Tribunal Federal (STF).

O maior erro do petismo, no entanto, foi fugir da ética, jogando todo um discurso na lata do lixo.

Sobre os critérios de nomeação para a Corte máxima do Poder Judiciário, veja abaixo, ipsis litteris, o que escrevi em 28 de novembro de 2010 no blog Pimenta.   

A INDEPENDÊNCIA DO STF

Marco Wense

De cada quatro ministros em atividade nos tribunais que compõem a cúpula do Judiciário, três deverão sua indicação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O levantamento não inclui os ministros do TSE, já que o sistema de escolha segue um critério diferente das demais cortes.

A previsão é do Anuário da Justiça 2010, com a informação de que o atual presidente da República já nomeou 51 ministros dos 78 em ação. E mais: Lula, até o fim de seu mandato, ainda pode indicar 15.

Alguma coisa tem que ser feita – uma urgente reforma na Constituição, por exemplo – para evitar que o Judiciário se torne coadjuvante e submisso. Uma instituição sob a batuta do presidente da República de plantão. :: LEIA MAIS »

O AUMENTO DA VERGONHA

josé januárioCabo Neto

 

Ao votar um aumento disfarçado de revisão, eles atacam a confiança daqueles que votaram suscitando mudanças significativas na política local.

 

Em ação descabida e vergonhosa, a atual legislatura da Câmara Municipal de Itabuna abre votação e, por 19 votos a 0, aprova “a revisão” dos próprios salários.

Em tempos de crise moral e instabilidade entre a classe política e a sociedade, os edis itabunenses demonstram total descompromisso com o município.

Isso mesmo!

Ao votar um aumento disfarçado de revisão, eles não somente atacam a Constituição Federal e a Lei de Responsabilidade Fiscal, como também, a confiança daqueles que votaram suscitando mudanças significativas na política local.

Fachada do Espaço Cultural, que abriga a Câmara de Vereadores (Foto Pedro Augusto).

Fachada do Espaço Cultural, que abriga a Câmara de Vereadores (Foto Pedro Augusto).

O termo revisar é autoexplicativo. Revisar é rever algo que você ou outrem tenha realizado, mas, nesse caso – e juridicamente conceituando, o termo revisar é impróprio e antijurídico, pois a Carta Magna (Constituição Federal) e a Lei Complementar 101/2000 vedam tal ação legislativa, tornando-a nula.

Há uma enorme crise financeira incessante na Santa Casa de Itabuna.

Há um aumento/aditivo significativo na prestação de coleta de lixo no município, o qual merece publicidade e investigação nos contratos.

Há uma crise educacional, escolas municipais fechando e alunos sendo redirecionados para outros ambientes escolares.

E os nobres edis, votam REVISÃO salarial!!?

É VERGONHOSO e ULTRAJANTE!

Cabo Neto é bacharel em Direito e policial militar.

WAGNER NA FRENTE

marco wense1Marco Wense

 

Para os partidos políticos – e aí não tem exceção, são todos iguaizinhos –, pesquisa boa é a que coloca os seus candidatos na frente.

 

 

Na coluna de ontem, comentei sobre a sondagem do instituto Paraná Pesquisas que aponta ACM Neto (DEM) na dianteira na disputa pelo Palácio de Ondina.

Disse que a consulta foi boa para a oposição, que passa a acreditar que a reeleição de Rui Costa não é favas contadas, e para o governismo, que deve colocar os pés no chão e frear o desaconselhável “já ganhou”.

Assim que saiu o resultado da enquete, o PT tratou logo de desqualificar a empresa, que a Paraná Pesquisas não tem credibilidade.

Quando os petistas souberam que Jaques Wagner lidera as intenções de voto para o Senado, amenizaram as críticas. O instituto passou a ser confiável.

O desdém inicial rapidamente se transformou em uma incontida vontade de saber a posição do ex-governador, principalmente em relação ao senador Otto Alencar (PSD).

Para os partidos políticos – e aí não tem exceção, são todos iguaizinhos –, pesquisa boa é a que coloca os seus candidatos na frente.

Vale lembrar que o levantamento da Paraná Pesquisas foi encomendado pela Rede Record. Só falta dizer que a televisão é antipetista e cabo eleitoral de ACM Neto.

Marco Wense é editor d´O Busílis.

ACM NETO NA FRENTE

marco wense1Marco Wense

 

O resultado da enquete deixou a cúpula do Partido dos Trabalhadores, não só a baiana como a nacional, em estado de alerta.

 

A sondagem do Instituto Paraná Pesquisas para a disputa do Palácio de Ondina em 2018 serve para frear o desaconselhável “já ganhou” do PT.

A consulta ouviu 1510 eleitores em 70 municípios: ACM Neto (DEM) 54,5%, Rui Costa (PT) 24,1%, Otto Alencar (PSD) 4,7% e Fábio Nogueira (Psol) com 2,9%.

O levantamento, com margem de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos, realizado entre 31 de maio e 4 de junho, aponta um número baixo de indecisos, apenas 4,3%.

ACM Neto e o governador Rui Costa.

ACM Neto e o governador Rui Costa.

O resultado da enquete deixou a cúpula do Partido dos Trabalhadores, não só a baiana como a nacional, em estado de alerta.

O governador Rui Costa, candidato à reeleição, vem tendo alguns desentendimentos com as legendas da base aliada, principalmente com o PSD do senador Otto Alencar.

Otto, que anda trocando farpas com Jaques Wagner, vem dando declarações que mostram seu descontentamento com o chefe do Executivo.

A última do senador foi dizer que Ângelo Coronel, presidente do Parlamento estadual, “é um bom nome para 2018”.

No frigir dos ovos, a pesquisa terminou sendo boa para os dois lados. Vai provocar uma indispensável reflexão, principalmente no petismo.

A oposição passa a acreditar que a reeleição do governador não é favas contadas. O governismo deve colocar os pés no chão.

A soberba é a maior adversária de quem busca um segundo mandato. A consequência é uma desagradável surpresa.

Marco Wense é o editor d´O Busílis.

O QUE O PROVEDOR DA SANTA CASA NÃO DISSE

raimundo santanaRaimundo Santana | jrssantana13@gmail.com

 

Ao propor manter o triênio e a produtividade apenas aos trabalhadores que hoje estão contratados, a Instituição busca baratear a mão de obra para, em um futuro próximo, demitir os trabalhadores hoje contratados.

Sobre a negociação coletiva 2017/2018 com a Santa Casa é imperativo registrar que a postura da comissão que representa a Santa Casa neste ano foi, desde o início, extremamente desrespeitosa, trazendo de volta à negociação pontos que já haviam sido objeto de consenso, para impedir que a negociação avançasse. Deixou claro o interesse em inviabilizar um entendimento no processo de negociação.

Estimulado pela publicidade do governo federal que entende ser possível convencer a população que a perda de direitos é boa, o provedor tenta convencer os trabalhadores da Santa Casa do mesmo absurdo. O que se vê é um processo de tentativa de barateamento da mão de obra, desprezando, assim, o valor do trabalho.

O objetivo da Santa Casa de Itabuna é claro. Ao propor manter o triênio e a produtividade, presentes nos salários dos trabalhadores há mais de 20 anos, apenas aos trabalhadores que hoje estão contratados, a Instituição busca baratear a mão de obra para, em um futuro próximo, demitir os trabalhadores hoje contratados, que, na opinião do Provedor, são caros, por uma mão de obra mais barata.

O SINTESI não vai admitir isso!

Essa história de crise da Santa Casa é uma alegação que não convence mais ninguém. Já foi dito por esse sindicato em mesa de negociação que a ação para estancar a crise, caso ela exista de fato, seria renegociar os valores dos contratos com os parceiros da Santa Casa, os que exploram os serviços lucrativos e são muito bem remunerados por eles. Retirar direitos de trabalhadores que recebem salários tão baixos não é a saída.

Raimundo Santana é dirigente do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde de Itabuna e Região (Sintesi).

AGUENTA O TRANCO, BRASIL!

walmirWalmir Rosário | wallaw1111@gmail.com

 

Mas não se empolguem os brasileiros com essa limpeza feita no mais alto posto da República em tamanha rapidez, sem antes confirmamos as decisões dos ministros magistrados do TSE.

 

A partir da tarde desta terça-feira (6), mais uma vez, o Brasil terá posto a prova a vida das instituições democráticas, com o julgamento das contas de campanha da chapa Dilma-Temer, referentes à eleição presidencial de 2014, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O resultado, ainda imprevisível para nós mortais, por certo será objeto de muitas lutas no judiciário.

Seja qual for o placar, a decisão será questionada no próprio TSE e, posteriormente, no Supremo Tribunal Federal (STF), encarregado das questões constitucionais. Nessas idas e vindas processuais, advogados, representantes do Ministério Público Federal e magistrados (ministros) dessas cortes ainda terão muito o que decidir.

E a cada movimento processual uma imensa torcida (pró e contra) também fará manifestações – seja nos bastidores dos poderes ou nas ruas, no sentido de mobilizar o país. Pelo que temos visto (espantados, é claro), os interessados diretos nessa briga lutam apenas pela sobrevivência política, no sentido de se manterem encastelados no poder.

O Brasil como Nação pouco importa para a maioria esmagadora deles, que tem meios e artifícios para ficar na “crista da onda”, seja qual o resultado. PT, PSDB, DEM, ou que sigla sobreviver, contará com a pronta adesão dos políticos, sempre dispostos a fazer um enorme sacrifício pela governabilidade, conforme dizem nos meios de comunicação.

Esse tal de espírito altruísta tão em voga nesses momentos nem sempre se encontra à disposição no dia a dia da vida política brasileira, na qual costuma prevalecer o interesse financeiro individual. Não fosse a “teimosia” de membros do Ministério Público, da Polícia Federal e de alguns juízes, os que hoje habitam, ou estão prestes a serem conduzidos às prisões, estariam fazendo discursos patrióticos para brasileiro ver.

O julgamento do TSE tem a finalidade de descobrir se a chapa Dilma-Temer usou de meios ilícitos para vencer a eleição, como movimentar a campanha com dinheiro escuso, resultado de propina solapada de instituições públicas. Mais do que ferir a lei eleitoral, sem a observância dos trâmites legais de doações, as “ricas ajudas” eram feitas com recursos resultantes de corrupção.

Para os simples mortais, a quem interessa o julgamento da chapa Dilma-Temer, cuja primeira mandatária já se encontra fora do poder, por conta de um processo de impeachment? É que agora, além da possibilidade de manter Dilma inelegível (o que o Senado não o fez), o julgamento poderá condenar o seu companheiro de chapa, Michel Temer, afastando-o do poder.

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Não se empolguem os brasileiros com essa limpeza feita no mais alto posto da República em tamanha rapidez, sem antes confirmamos as decisões dos ministros magistrados do TSE.

Mas não se empolguem os brasileiros com essa limpeza feita no mais alto posto da República em tamanha rapidez, sem antes confirmamos as decisões dos ministros magistrados do TSE. Nesse julgamento pode acontecer de tudo, inclusive nada, embora provas não faltem para tanto, amealhadas durante a Operação Lava Jato.

Questões objetivas e subjetivas são levantadas constantemente pelos vários grupos interessados e com as teses mais distintas, como se o roubo não fosse roubo só pela inteligência e elucubrações dos senhores juristas. Questões mais escabrosas ainda serão levantadas nas chamadas preliminares, com a intenção de fazer parar o processo, sem qualquer julgamento.

Enquanto os interessados em se manter no poder continuam guerreando nos mais altos tribunais, nós, do Brasil de verdade, simplesmente esperamos que o Brasil nos dê mais uma demonstração de que as nossas instituições são realmente democráticas. Esperamos que a economia continue dando com vida própria, confirmando que existe uma população que depende do trabalho para sobreviver.

E é justamente essa parcela da população que sofre com as indefinições que afetam a economia, pois não tem como se defender dos constantes aumentos de preços, principalmente nos supermercados. Esperamos que os nossos magistrados julguem com independência e rapidez necessária; que nossos parlamentares legislem com a consciência de Nação; e que o Executivo (seja quem for) continue tocando a máquina governamental com segurança e transparência.

Afinal, é assim que um grande país funciona no regime democrático, mesmo que um ministro peça vistas ao processo, o que não irá arrefecer os ânimos dos sofridos brasileiros.

Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado.

MÁRIO, O HOMEM “HONESTO”

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Samylle Dantas, Natalia do Valle, John Hebert, Ailana Vanessa Paixão, Carlos Horley e André Ramos

Residia em Itabuna um jovem chamado Mário. Seu passatempo preferido era assistir à TV Senado. Divulgava em seu Whatsapp e em conversas com amigos todo seu descontentamento em relação à política. Criticava, insultava e dizia que o problema do Brasil eram os políticos. E talvez até fosse.

Certo dia, Mário foi ao supermercado com seus dois filhos. Depois de concluir suas compras, notou que as filas estavam de tamanho imensurável. Mário, um homem esperto e inteligente, dividiu as compras entre os filhos e cada um dirigiu-se a uma fila. Aquele que chegasse mais rápido a sua vez, passaria todas as compras. Após efetuar o pagamento, percebeu que a atendente havia lhe dado dois reais a mais. Colocou o dinheiro no bolso e foi embora. Afinal, ela quem devia ter sido mais atenciosa.

No caminho para casa, lembrou-se que teria a votação para a reforma trabalhista na programação da TV Senado. No trânsito, o sinal estava amarelo, prestes a ficar vermelho. Sabendo que não havia radar, acelerou em vez de reduzir, evitando a parada.

Ao chegar, estacionou em frente a sua residência para não se atrasar mais. E “pimba”! À porta, encontra uma carteira com R$ 200,00. Era seu dia de sorte! Ao olhar para os lados, vê um rapaz andando e olhando para o chão, e pensa: “Talvez ele esteja apenas distraído. Se eu perguntar, dirá que é sua.” Põe a carteira no bolso e entra para ver aqueles políticos corruptos.

A realidade é: a cada esquina vemos corrupção. Hipocritamente, o pensamento da maioria é: Bobos são quem não a pratica. Quem nunca colou numa prova? Ou comprou produto falsificado? Atire a primeira pedra. Se você quer mudanças, comece por você.

*Estudantes de Direito da Unime.

GREVE DE VIGILANTES OU DE BANCOS?

walmirWalmir Rosário |wallaw1111@gmail.com

Esta greve, tida como dos vigilantes, apresenta um componente diferente, nem mesmo os funcionários de confiança dos bancos aparecem para o expediente interno.

De antemão, vou logo avisando: o título acima está correto, pois desta vez não são os bancários que protagonizam o fechamento dos bancos em todo o Brasil. Entretanto, prospera uma dúvida de quem, na realidade, pode ser responsável pelo fechamento dos bancos: os próprios banqueiros ou os sindicatos de vigilantes espalhados pelo país afora?

Na minha simples visão, são os banqueiros, que economizam milhões de reais nas contas de água, luz, telefone, horas extras dos bancários, como normalmente acontece nos movimentos paredistas. Esta greve, tida como dos vigilantes, apresenta um componente diferente, nem mesmo os funcionários de confiança dos bancos aparecem para o expediente interno.

E mais, serviço como o depósito via caixas eletrônicos estavam sendo feitos nos terminais, bem como nos correspondentes bancários (lotéricas, farmácias e outros agentes). Pela primeira vez no histórico anual de greves bancárias isso acontece (deve ser uma inovação). Entretanto, o que não “fecha a conta” é que o acontecimento se dá numa greve que não é dos bancários.

Confesso que não nunca cheguei a conversar com amigos bancários (tenho-os muitos) se realmente eles acreditam que a segurança de suas vidas pode ser creditada aos vigilantes. Tenho diversas e fortes razões para não acreditar, até mesmo pelo histórico das notícias publicadas na imprensa sobre os assaltos a bancos e carros fortes. De acordo com as notícias, as primeiras vítimas dos assaltantes são justamente os vigilantes, cuja maioria é formada por pessoal sem o devido preparo, sem armas apropriadas e estratégia de enfrentamento. Chego até a pensar que o serviço de vigilância bancária é apenas o cumprimento de alguma portaria (ou coisa que a valha) emitida pelo Banco Central para que as agências possam funcionar.

Ganham os trabalhadores, que recebem um salário para o sustento de suas famílias – mesmo que isso importe não ter a certeza de que chegará no fim do dia em casa –, se locupletam as empresas, embolsando por um serviço que nem sempre tem competência para tal. Com disse antes, são as primeiras vítimas, obrigadas a entregarem as armas, e os que assim não procedem tombam mortos no valoroso exercício da profissão.

Não sou de ir muito às agências bancárias, pois não sou um cliente do jeito que gostam os gerentes dessas instituições, daqueles que tenham muita disposição para emprestar dinheiro barato e tomar empréstimos a juros mais altos. Nem poderia, dado ao meu perfil financeiro e econômico inadequado para as operações. Mesmo assim, sempre que vou, observo atentamente a postura desses trabalhadores.

Geralmente se recusam a conversar com um cliente, mesmo que para dar uma informação, sob a alegação de que é expressamente proibido. Concordo, pois um dos requisitos do vigilante é estar atento, vigilante, para não ser pego de surpresa pelos bandidos. Contudo, esse comportamento não tem o mínimo valor, caso seja solicitado por um bancário a orientar uma fila ou coisa que valha. Como diz o ditado: manda quem pode, obedece quem tem juízo.

Mas voltando ao assunto, se não estou enganado, quem tem a obrigação legal de promover a segurança neste Brasil varonil – de norte a sul, leste a oeste – é o Estado e não o particular. Em nada deveria mudar o comportamento do expediente bancário numa greve de vigilantes, pois as polícias existem exatamente com essa finalidade.

Recuso-me a acreditar – e acredito que os bancários também – que estaremos mais seguros com os vigilantes do que com a Polícia Militar, cujos quadros são formados em segurança. Acredito, ainda, que o trabalho de inteligência das Polícias (militar, civil e federal) daria conta de manter os bancários, clientes e o dinheiro em segurança. :: LEIA MAIS »



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