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O NORDESTE, CABRA DA PESTE

Efson Lima

 

Nordeste é um complexo de múltiplas identidades. De múltiplos sonhos. Nordeste – tu, você, cê, oxente, continua sendo uma terra abençoada. Compreendê-lo é um desafio para nós, que aqui nascemos e/ou moramos e o mundo. Oxalá!

 

O mês de junho de 2019 chegou ao fim. Para nós baianos e nordestinos é um dos meses – para não ser taxativo – que as tradições ganham fôlego e mostram o quanto temos de identidade. Na, quinta-feira última (04), no almoço com colegas de trabalho e à noite, após encontro de grupos de pesquisa sobre Direito e Literatura, o tema Nordeste voltou à mesa.  E tinha que voltar, afinal, o povo do sertão com o povo da capital juntos reascendem a fogueira. Na mesa havia um gaúcho. Assim, melhor ficou evidenciado o ser nordeste para os baianos. Não é o debate do pior e/ou melhor, apenas discorrendo sobre o sujeito cultural.

De início, a expressão “cabra da peste” marcante e ligada a nossa gente possui mais de uma versão. Há quem considere que a expressão é usada referendar o sujeito destemido, mas também pode ser dita em situação de ofensa. Será que no primeiro caso seria a confirmação do registro de Euclides da Cunha em Os Sertões, onde “o sertanejo antes de tudo é um forte”?

No Dicionário do Folclore Brasileiro, Luiz da Câmara Cascudo afirma que “cabra” era como os navegadores portugueses referendavam os índios que “ruminavam o bétel” planta com folhas de mascar. Ao longo do tempo, o animal pode ter sido visto como sinônimo de homem forte em decorrência do leite – percebido mais denso e nutritivo que o da vaca.  Há indicativo que a conotação com “peste” surgiu em virtude da má fama da cabra, identificada como sendo simpática ao diabo na tradição nordestina. Lembro que quando criança, falar o termo “peste” merecia uma tapa da minha mãe, pai, tio, irmãos…

Na Bahia, quem ainda não ouviu Raiz de Todo Bem, do compositor Saulo Fernandes, cantada na voz do mesmo, que parece um hino para Salvador, identifica a expressão facilmente: “Oxente, ‘cê num ‘tá vendo que a gente é nordeste?/Cabra da peste Sai daí batucador”? Mais que um conjunto de palavras, é a representação da nossa identidade, dos nossos sentidos e signos. Sou eu e você! Somos nós!

Do ponto de vista das regiões do Brasil, no ano de 1940, o país tinha as seguintes regiões: Norte, Nordeste, Este, Centro e Sul. No ano de 1950, os Estados do Maranhão e Piauí passaram a compor a Região Nordeste (antes estavam relacionadas ao Norte). O Estado da Bahia só foi incorporado ao Nordeste a partir de 1970.  Antes, estávamos de mãos dadas com os Estados de Sergipe e Espírito Santo na denominada região “ESTE”. Sudeste nem existia.  Registra-se que essas divisões foram sendo sistematizadas a partir de 1913. Geográfico o parágrafo, mas nos oferece uma dimensão política e como foi processada a construção das identidades regionais. A forma do mapinha atual tem sua divisão estabelecida em 1970 pelo IBGE. Aí, sim, caba da peste, somos Nordeste? Não, já nutríamos esse sentimento. Foi um redesenhar.

Abordar Nordeste é muito mais que tomá-lo simplesmente como um espaço geográfico, é recorrer aos povos originários, às tradições orais, à História do Brasil, às invasões, à lavoura da cana de açúcar, falar do mar e das praias, da mata atlântica, do cacau. É enfrentar o problema da desigualdade socioeconômica e da concentração de terras. Euclides Neto, que pertenceu o quadro de membros da Academia de Letras de Ilhéus, já tratou deste assunto. É relembrar literatura e compreender um sentido de território muito mais amplo que um mero signo geográfico, como sinaliza Milton Santos, baiano e com circulação em Ilhéus, professor do IME e também pertenceu a Academia de Letras de Ilhéus.  Símbolo maior da geografia nacional e uma das estrelas da geografia no mundo. Pena que pessoas como ele  têm sido maltratadas na quadra atual.

O obscurantismo parece ser o caminho. Graças que estamos protegidos pelos nordestinos, que ousam não ser seduzidos pelos caminhos fáceis. Nordeste é tratar da proposta educacional de Paulo Freire, Anísio Teixeira… propostas emancipadoras e que apresentam sentidos mais humano e problematizador.

Nordeste é terra de Ariana Suassuna, que aulas mágicas sobre cultura foram proferidas. Encantador. O “oxente” tão bem defendido. De José Lins do Rego, dos engenhos de açúcar e as pontadas do regionalismo.  Do nosso eterno Jorge, o nosso Amado. De Rachel de Queiroz, saudade do Quinze.

Falar de nordeste é tocar na literatura de cordel. É ver a magia de Janete Lainha pelas ruas de Ilhéus e nas praias. De nossos cantores e compositores como Dorival Caymmi. É terra de Lampião e de Maria Bonita. Das lendas e dos mitos. Da Terra onde padre tem muler. É encontro de religiões… É terra de Padim Cícero e de Mãe Menininha, de Mãe Stella de Oxóssi. É ter suas histórias e estórias contadas por escolas de samba do Rio e de São Paulo. Por sinal, Mangueira já sambou o sertão, que enredo arrebatador.  É ver São Paulo com a ajuda de mãos nordestinas subir.  Nordeste é terra – mãe.

É terra de juristas: Teixeira de Freitas, de Rui Barbosa, de Orlando Gomes. É terra do nosso grande tributarista, a maior autoridade viva do direito na Bahia; um de nossos símbolos no Brasil, professor Edvaldo Brito, vivíssimo e atuante. A mim, mais que um advogado, um gigante na docência. Exemplo a ser seguido de comprometimento e dedicação à docência.

Recorri aos personagens recentes, que viveram no século XX ou alcançaram esse século. Muitos outros, que descansam na infinitude, poderiam ser convidados a falar, mas optei por deixá-los lá, quietos.  Com a vênia, como ainda estamos no clima do 2 de Julho, com carinho mencionamos Maria Quitéria, nossa heroína da Independência brasileira. Afinal, caso os portugueses não tivessem sido expulsos, imagino que Bahia não seria Brasil. Oh, céus! Perdoe-me. Isto é Nordeste. Isto é vida.

Nordeste é um complexo de múltiplas identidades. De múltiplos sonhos. Nordeste – tu, você, cê, oxente, continua sendo uma terra abençoada. Compreendê-lo é um desafio para nós, que aqui nascemos e/ou moramos e o mundo. Oxalá!

Efson Lima é advogado, coordenador-geral da Pós-graduação, Pesquisa e Extensão da Faculdade 2 de Julho, coordena o Laboratório de Empreendedorismo, Criatividade e Inovação e é doutorando, mestre e bacharel em Direito pela UFBA.

O RETORNO DE VANE

Marco Wense

 

Não resta aos geraldistas contrários outra conduta que não seja a de abrir as portas do PT com um “seja bem-vindo”, “bom retorno, companheiro!” ou, se alguém preferir, “Vane e o PT, tudo a ver”.

 

 

O retorno do ex-prefeito Claudevane Leite ao Partido dos Trabalhadores está sendo o assunto mais comentado nas redes sociais, principalmente nos grupos de WhatsApp de Itabuna.

Vane do Renascer, como é mais conhecido na vida pessoal e no campo político, sonha em ser novamente gestor do centro administrativo Firmino Alves, uma postulação legítima que encontra uma certa resistência no grupo do também ex-alcaide Geraldo Simões.

Se não conseguir se firmar como uma opção do petismo para a disputa da sucessão de 2020, Vane deve sair candidato a vereador com grandes possibilidades de ser eleito. O evangélico político já parlamentou por duas vezes na Casa Legislativa.

Geraldo Simões, que há muito tempo domina a legenda, mostrando sua força diante do petismo itabunense, diz que vai presentear o futuro companheiro com uma camisa do “Lula Livre”.

Vane, então prefeito de Itabuna, sempre foi criticado por não ter governado com a autoridade que o cargo exige, deixando a administração sob a forte influência do PCdoB, que ditava os rumos do governo, causando uma insatisfação no staff mais próximo do chefe do Executivo.

Os obstáculos para o retorno de Vane ao PT só não são maiores por causa do governador Rui Costa. O morador mais ilustre do cobiçado Palácio de Ondina tem uma boa relação com o ex-prefeito.

O então alcaide Vane do Renascer foi um dos primeiros a apoiar a pré-candidatura de Rui. Vale lembrar que a cria política de Jaques Wagner tinha menos de 3% nas pesquisas de intenções de voto. Os adversários diziam que o “poste” de Wagner não iria para lugar nenhum.

Outro detalhe é que Geraldo Simões foi contra a candidatura de Rui Costa. Aliás, o relacionamento de GS com RC nunca foi bom. De público, o silêncio e o teatro. Nos bastidores, o pega-pega.

Portanto, o caminho da volta de Vane ao PT está pavimentado. Tem o aval do governador Rui Costa, do comando estadual da legenda e do deputado federal licenciado Josias Gomes.

Não resta aos geraldistas contrários outra conduta que não seja a de abrir as portas do PT com um “seja bem-vindo”, “bom retorno, companheiro!” ou, se alguém preferir, “Vane e o PT, tudo a ver”.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

A CANDIDATURA DE FERNANDO GOMES

Marco Wense

 

O morador mais ilustre do Palácio de Ondina apoiaria a ousada pretensão de Fernando Gomes, fazendo dele o candidato da base aliada? Como ficaria o PT de Geraldo Simões? Para pirraçar o geraldismo, alguns fernandistas ficam dizendo que Geraldo seria um bom vice.

 

A possibilidade do prefeito Fernando Gomes disputar o sexto mandato já é assunto do dia a dia no staff fernandista, que tem na linha de frente Maria Alice, secretaria de Governo e fiel escudeira do alcaide.

A opinião de que Fernando buscaria a reeleição era tratada com desdém pela maioria dos correligionários mais próximos do gestor. Agora, já divide o grupo. Tem gente até apostando que sua candidatura é favas contadas. Os mais otimistas falam até na quebra do tabu do segundo mandato consecutivo. Vale lembrar que o surpreendente eleitorado de Itabuna nunca reconduziu ao cargo um chefe do Executivo.

É evidente que a candidatura de Fernando provoca uma mudança radical no processo sucessório. Todas as análises políticas terão que ser revistas. O cenário muda completamente, da água para o vinho, como diz a sabedoria popular.

Quais seriam os três principais questionamentos em relação a esse novo ingrediente na sucessão do cobiçado centro administrativo Firmino Alves? O primeiro diz respeito ao governador Rui Costa. O segundo, ao médico Antônio Mangabeira. O terceiro, ao Capitão Azevedo.

O morador mais ilustre do Palácio de Ondina apoiaria a ousada pretensão de Fernando Gomes, fazendo dele o candidato da base aliada? Como ficaria o PT de Geraldo Simões? Para pirraçar o geraldismo, alguns fernandistas ficam dizendo que Geraldo seria um bom vice.

E Mangabeira, prefeiturável do PDT? Dentro da legenda, mais especificamente entre os integrantes do diretório, a opinião de que a candidatura de FG é bem vinda prevalece. A eleição ficaria polarizada entre o pedetista, que é quem representa verdadeiramente o antifernandismo, e o alcaide.

Ora, quando digo que Mangabeira é quem encarna o antifernandismo, é porque só o PDT faz oposição ao governo municipal. As outras legendas estão omissas, ou por serem aliadas do governador Rui Costa, hoje companheiro de Fernando, ou por interesses outros. Alguém já viu um posicionamento do PCdoB de Davidson Magalhães e do PSB de Renato Costa em relação a gestão Fernando Gomes?

Quanto a Azevedo, não se tem nenhuma dúvida de que seria o mais prejudicado. O eleitorado do militar é quase o mesmo de Fernando. O populismo ficaria rachado. Não há espaço para dois “fernandos”.

Outro detalhe é que a cada vez mais constante aproximação de Azevedo com Fernando vai minando sua candidatura pelo DEM de ACM Neto. O prefeito soteropolitano caminha a passos largos para apoiar Mangabeira. ACM Neto, presidente nacional do Democratas, não quer saber de Fernando Gomes e vice-versa.

O maior problema de Azevedo, que foi meu colega no curso de direito na então Fespi, hoje UESC, é sua instabilidade política. Tem que decidir se quer a liderança de Fernando ou Neto. Agradar aos dois simultaneamente é impossível. Termina desagradando e perdendo a confiança de ambos.

O “foram me chamar” será substituído pelo “já estou aqui”. Fernando Gomes, em que pese uma acentuada rejeição, é um candidato que preocupa. É quem mais sabe onde as cobras dormem.

O voto do antifernandismo pode ser um importante “cabo eleitoral” para Mangabeira, principalmente se no decorrer da campanha o cidadão-eleitor-contribuinte perceber que o postulante do PDT é a melhor opção para evitar a sexto mandato de Fernando Gomes.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

A MIOPIA DA ILICITUDE PREMIADA

Luciano Veiga

 

 

O Brasil, não precisa de heróis e nem de justiceiros, mas de governantes que primam pelos princípios constitucionais e legais, tornando-o mais justo e soberano.

 

O risco de uma nação onde as suas instituições agem de forma ilícita para combater os ilícitos, premiando, portanto a ilicitude processual e dos fatos. Na ação denominada “Satiagraha”, o país acordou para o crime do colarinho branco, sendo investigado e punido. Começou ali o sentimento do papel e da força do judiciário, ampliando o seu raio de ação para aqueles que desviaram milhões do dinheiro público. Entretanto, erros cometidos durante a operação, em especial na coleta das provas, levaram o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) a aplicar a tese dos frutos da árvore envenenada, resultando no sepultamento da operação com consequência, também, da condenação do delegado federal Protógenes Queiroz, responsável pela operação, pela prática de violação de sigilo funcional qualificada, delito previsto no artigo 325, parágrafo 2º, do Código Penal.

Segundo os especialistas na área do Direito Penal, em tese a Operação Lava Jato, tinha apreendido com desfecho da Satiagraha. As denúncias são apresentadas de acordo com cada delação, mesmo os agentes tendo conhecimento do todo, resolveu-se impetrar ações diversas ao réu. Conseguia além de mantê-lo em cárcere, caso viesse o acusado ser absolvido de uma das ações, as demais estariam correndo no juízo. Assim, em tese, caso houvesse uma ilegalidade ou falta de materialidade das provas que resultasse na absolvição do mesmo, outra ação estaria em curso, ampliando a punibilidade do acusado.

Agora nos deparamos com as ilicitudes premiadas. De um lado, o Estado acusador (Ministério Público) em plena articulação com o Estado (Juiz), ferindo o princípio da impessoalidade, pois é vedado ao magistrado condutas de composição com as partes do processo, sob pena de afetar o devido processo legal, pela mitigação do contraditório, ampla defesa, moralidade, ética e outros princípios, além da Constituição, em especial ao artigo 129, Inciso I, quanto a definição do sistema acusatório e do Código da Magistratura, nos seus artigos: 1º, 2º, 8º, 9º e 10º. Os referidos artigos trazem consigo a conduta do magistrado no desempenho da sua atividade, do ponto de vista moral, ético e profissional.

Do outro lado, a apresentação de gravações ilegais, levando ao debate social e legal. O velho embate entre o que é legal, algumas vezes não é moral e vice-versa. Neste momento tem que entrar em cena a nossa legislação, embasada pela Constituição e apontar os limites legais e morais das ilicitudes premiadas.

Se as provas ilícitas não podem ser usadas para condenação dos agentes do Estado, o mesmo não é verdadeiro para a parte ré, pela teoria dos frutos da árvore envenenada, conforme sua interpretação Constitucional, as provas ilícitas podem ser usadas em benefício dos réus, podendo o condenado postular a anulação dos processos, pois estas provas contaminam todo o arcabouço instrutório, e por conseguinte as decisões judiciais.

A miopia da ilicitude premiada, não pode ficar no campo político, mas sim no campo jurídico, para que não ocorra a ilicitude de condenar inocentes e inocentar culpados. Tornar o debate tipo Fla x Flu, o perde e ganha que tomou conta do país e pasme, até por membros da alta corte, levando ao descrédito das instituições, dos poderes constituídos.

O Brasil, não precisa de heróis e nem de justiceiros, mas de governantes que primam pelos princípios constitucionais e legais, tornando-o mais justo e soberano. Que sejam apurados os fatos, que a nossa “Miopia da Ilicitude Premiada”, se transforme na VISÃO de um novo tempo, onde o bom combate seja no campo da licitude premiada.

Luciano Veiga é advogado, administrador e especialista em Planejamento de Cidades (UESC).

A PREOCUPAÇÃO DOS MILITARES

Marco Wense

 

 

Há uma certa inquietação no staff militar em decorrência do andamento do governo, que parece sem um rumo definido, governando o país como se fosse uma prefeitura.

 

Cai o primeiro ministro militar do governo Bolsonaro. O general Carlos Alberto dos Santos Cruz é demitido da Secretaria de Governo. No seu lugar, outro ministro do Exército, Luiz Eduardo Ramos Baptista Pereira.

Santos Cruz integrava o núcleo duro do Palácio do Planalto. O vereador Carlos Bolsonaro e o escritor Olavo de Carvalho, respectivamente filho e uma espécie de pupilo do presidente, foram os protagonistas da exoneração.

Uma preocupação com a imagem do Exército começa a surgir nos bastidores e nas conversas reservadas nos quartéis, principalmente entre os generais, cuja maioria é da opinião de que um eventual desastre do governo Bolsonaro pode respingar na instituição.

Há uma certa inquietação no staff militar em decorrência do andamento do governo, que parece sem um rumo definido, governando o país como se fosse uma prefeitura.

Para alguns generais, o vice Hamilton Mourão, também general, é quem pode salvar um eventual arranhão na imagem do Exército. Mourão vem sendo elogiado pela sua postura de equilíbrio diante de situações polêmicas.

Mesmo com a pulga atrás da orelha, o consenso é apoiar o presidente Jair Messias Bolsonaro e torcer para que a maior autoridade do Poder Executivo entenda que sua responsabilidade é grande. Não pode ficar tratando de assuntos outros, do disse-me-disse, em detrimento das imprescindíveis e inadiáveis reformas, como as da Previdência e Tributária.

E a reforma política? Essa continua sendo a representante do blablablá dos senhores parlamentares. De público, o discurso favorável. Na calada da noite, as manobras para manter as facilidades para chegar ao poder.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

A OUSADIA DE SONHAR

Vinícius Alcântara

 

A ideia de alfabetizar alguém parecia fácil no começo. Bastava mostrar as letrinhas que o milagre aconteceria. Só me esqueci de considerar os problemas de visão, de dicção por falta dos dentes, do cansaço de um dia inteiro de trabalhos braçais, de fome (pasmem!) e dos vícios que impediam alguns de permanecer no desafio de conhecer um novo mundo de possibilidades.

 

A ousadia de sonhar com uma escola do campo instalada na delegacia da Polícia Rodoviária Federal (PRF) de Itabuna começou no final de 2017.

Antes disso, eu só “sabia” que nossos vizinhos haviam “invadido” a faixa de domínio para morar, há mais de 40 anos. Desconhecia a condição de extrema pobreza e as tragédias pessoais que os obrigaram a viver em condições tão desumanas, por tanto tempo.

Excluídos da dinâmica econômica e invisíveis às políticas públicas, levantar barracos à beira da rodovia era a única e desesperadora solução para aquelas famílias.

Ainda hoje, algumas dessas habitações não têm energia elétrica. Quase todas não têm água encanada. Acesso à saúde? Imagine… Escola? Pais analfabetos e crianças que andam quatro quilômetros, todos os dias, no sol do meio dia.

Quem aguenta?

Só quem tem a fome batendo na porta e não tem outra alternativa de alimentação, senão a merenda escolar. Sem falar nas desavenças mortais originadas de fatos incrivelmente fúteis dentro da comunidade.

Divididos, abandonados, esfomeados e desinformados. Que realidade absurda era aquela e quais suas consequências?! E o que dava para fazer?

A ideia de alfabetizar alguém parecia fácil no começo. Bastava mostrar as letrinhas que o milagre aconteceria. Só me esqueci de considerar os problemas de visão, de dicção por falta dos dentes, do cansaço de um dia inteiro de trabalhos braçais, de fome (pasmem!) e dos vícios que impediam alguns de permanecer no desafio de conhecer um novo mundo de possibilidades.

Assim, foram as 50 primeiras aulas e nossos 13 primeiros alunos. Mas poderíamos fazer mais por eles, muito mais.

Com a ajuda do chefe da delegacia, Marcus Vinícius Rodrigues, foi estabelecida uma parceria com a Prefeitura de Itabuna, através da Secretaria Municipal da Educação de Itabuna; e no dia 16 de maio de 2019 deu-se início às aulas da turma infantil e adulta na Escola Municipal do Campo João Café, na sede da delegacia.

Nossa estrutura completamente à disposição: auditório climatizado, cadeiras acolchoadas, acesso à internet, data show, armários, banheiro, cozinha e pátio. Por sua vez, a prefeitura disponibilizou a competentíssima professora Sílvia, o material didático e a alimentação para mais de 30 matriculados.

Estamos só começando e teremos mais vitórias. Levar dignidade a quem precisa também é uma forma de SALVAR VIDAS! PRF, BAHIA, BRASIL!

Vinícius Alcântara é inspetor da delegacia da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Itabuna (BA).

A UNIDADE EM TORNO DO PT

Marco Wense

 

Em Itabuna, o comando estadual do PT, em decorrência da falta de uma opção com chance de ganhar a eleição, deve apoiar um postulante ao centro administrativo Firmino Alves de outra legenda integrante da base aliada do governador Rui Costa.

Entre diversos assuntos, dois se destacaram na visita que o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), fez ao ex-presidente Lula, que se encontra preso em Curitiba: a defesa da soberania nacional e a unidade nas eleições municipais de 2020.

Em relação ao primeiro, houve um consenso. Dino concordou com Lula, quando o petista disse que “é preciso passar a mensagem que soberania é garantir nossa independência, ter educação, ciência e tecnologia”.

O ponto divergente ficou com a tal da unidade nas sucessões municipais, já que o PT se acha o protagonista-mor do campo da esquerda e, como consequência, quer ditar o caminho que se deve tomar no pleito de 2020.

A cada eleição, a constatação de que o petismo adora receber apoio e detesta apoiar fica mais consistente. É evidente que a soberba enfraqueceu diante de um PT mais fragilizado e de um antipetismo consolidado, o que terminou elegendo o então candidato Jair Messias Bolsonaro.

A dúvida na conversa entre Lula e Dino é se essa “unidade” diz respeito só ao PCdoB, aliado histórico do PT, ou é ampla, atingindo outras legendas, como, por exemplo, o PSB.

Pois é. O Partido dos Trabalhadores novamente usando a velha tática de defender a unidade de público e trabalhar nos bastidores para que a junção seja em torno dos seus candidatos.

Em Salvador, o PT não abre mão de candidatura própria na sucessão de ACM Neto. Essa determinação se estende também para o Palácio de Ondina, já que o senador Otto Alencar, presidente estadual do PSD, pretende disputar a moradia mais cobiçada da Bahia.

Em Itabuna, o comando estadual do PT, em decorrência da falta de uma opção com chance de ganhar a eleição, deve apoiar um postulante ao centro administrativo Firmino Alves de outra legenda integrante da base aliada do governador Rui Costa.

Salta aos olhos que ainda é cedo para uma análise mais firme sobre o que pode acontecer. O cenário continua envolto por um denso nevoeiro.

Marcos Wense é articulista do Diário Bahia.

HÁBITOS E IMPACTOS SOBRE O MEIO AMBIENTE

Rosivaldo Pinheiro || rpmvida@yahoo.com.br

 

 

Kofi Annan passou parte de sua vida repetindo que padrões insustentáveis de produção e consumo e mudanças climáticas são problemas centrais da humanidade. Deixar essa discussão para depois foi um dos maiores erros cometidos por todos.

 

O mundo vive uma constante busca por consumo, os países vivem escravos de um modelo de produção que tem no Produto Interno Bruto (PIB) a principal variável para avaliação do crescimento e, portanto do padrão de vida da população. Essa visão não considera a taxa de concentração de renda nem outras variáveis que evidenciam o nível de qualidade de vida da população de forma mais estratificada.

Vivemos sob a lógica do agronegócio – “agro é tudo!”. Mas nossa maior produção de alimentos advém da agricultura familiar. São necessárias políticas públicas que estimulem a vida no campo, permitindo fixação e qualidade de vida para esse importante contingente, responsável por abastecer diuturnamente as nossas mesas.

A morte de abelhas, por exemplo, é um claro demonstrativo de que precisamos mudar métodos, conteúdo e forma do modelo agroexportador na direção de um comportamento mais humanista, conforme defende o setor agroecológico. Somente em três meses desse ano no Brasil, foram encontradas mortas 500 milhões de abelhas – e isso em apenas quatro estados – Rio Grande do Sul, São Paulo, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul (Exame, 16/03/19).

A mudança se faz urgente para garantir sustentabilidade, inclusive a do próprio agronegócio. A morte desses insetos nos coloca em alerta, dada a importância deles para a produção e para o equilíbrio da vida humana, face o importantíssimo papel que cumprem para o equilíbrio ambiental.

Diante dessas percepções, vem avançando no mundo a opção pelo consumo de alimentos saudáveis e socialmente justos – o crescimento é de 20% ao ano. Nessa opção, busca-se a aplicação de práticas socioambientais com vistas à eliminação das compensações químicas e dos experimentos laboratoriais de resistência a pragas e aumento da escala de produção.

Kofi Annan passou parte de sua vida repetindo que padrões insustentáveis de produção e consumo e mudanças climáticas são problemas centrais da humanidade. Deixar essa discussão para depois foi um dos maiores erros cometidos por todos. Num ritmo de vida cada vez mais fugaz, faz-se necessário termos consciência de que a mudança que queremos no mundo começará quando incorporarmos dentro de cada um de nós um novo modelo de hábitos que melhore os impactos sobre o meio ambiente. E não será possível obtermos esse resultado sem mudarmos o nosso padrão de consumo e mentalidade.

Rosivaldo Pinheiro é ex-secretário de Agricultura, Indústria e Comércio de Itabuna, economista e especialista em Planejamento de Cidades (Uesc).

CÍNICOS E MENTIROSOS

Marco Wense

 

Os oportunistas de plantão só andam atrás de informações sobre pesquisas de intenções de voto. Querem saber qual o pré-candidato a prefeito que está na frente, se fulano, beltrano ou sicrano. O que estiver na dianteira terá seu apoio.

 

Os pré-candidatos a prefeito de Itabuna, com o aval da direção executiva do seu partido, deveriam estabelecer alguns critérios para barrar os vereáveis espertalhões.

Sem nenhum exagero e qualquer intenção sensacionalista, tem até os que paqueram um prefeiturável pela manhã, namoram outro no período vespertino e flertam com o terceiro na calada da noite.

Os mais espertos conseguem enganar, simultaneamente, três postulantes ao cobiçado Centro Administrativo Firmino Alves. Juram por todos os santos e orixás que são merecedores de confiança, fiéis e companheiros para todos os momentos, que vão ficar do lado do prefeiturável até o fim do processo eleitoral.

Os oportunistas de plantão só andam atrás de informações sobre pesquisas de intenções de voto. Querem saber qual o pré-candidato a prefeito que está na frente, se fulano, beltrano ou sicrano. O que estiver na dianteira terá seu apoio.

Conheço alguns, mas não vou dar nomes aos “bois”. Mais cedo ou mais tarde, vão terminar como as “vacas” da sucessão do prefeito Fernando Gomes.

Um bom critério, sendo o primeiro passo, seria firmar um limite de tempo para os que querem verear pelo partido do pré-candidato a prefeito. Se até tal prazo não tomar uma decisão, que procure outro grupo político.

Adotam o maquiavelismo como orientação indispensável. São bons atores e figuras desprovidos de personalidade. Caráter é sinônimo de babaquice e infantilidade política.

Os cínicos, espertalhões e mentirosos não podem e não merecem triunfar. São personas non gratas, legítimos representantes da banda podre da política.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

AGRAVAMENTO DA CRISE NA SAÚDE DE ITABUNA

Raimundo Santana

 

 

Os serviços ofertados na UPA foram reduzidos – para diminuir custos – e o Hospital São Lucas e o Cemepi (pediátrico) fecharam, mas esses valores não foram alocados em novos serviços. Ainda assim, com a “sobra” a Secretaria de Saúde de Itabuna não consegue pagar com regularidade os prestadores em funcionamento, apesar de receber rigorosamente do Fundo Nacional de Saúde

 

 

A população de Itabuna, que tem sofrido sucessivas perdas de oferta de serviços de saúde nos últimos tempos, irá se deparar com mais um risco de desassistência. No dia 31 de julho de 2019, encerra-se o contrato de prestação de serviços de saúde entre o Hospital Manoel Novaes (Santa Casa de Misericórdia) e o poder público municipal.

A Santa Casa tem debatido nas suas instâncias internas. Inclusive, apresentou os números do balanço financeiro da instituição no Conselho Municipal de Saúde, em reunião que contou com a presença do Secretário Municipal de Saúde. Durante a reunião, o consenso entre os presentes foi de que a situação da Instituição é preocupante.

O Hospital Manoel Novaes, unidade materno-infantil cujo atendimento é 90% SUS, referenciada na realização de partos de alto risco, está entre as três unidades hospitalares que realizam cirurgias pediátricas no Estado – as outras são Hospital Martagão Gesteira, em Salvador, e Hospital Estadual da Criança, em Feira de Santana. O Manoel Novaes é uma das duas instituições hospitalares que realizam atendimentos em oncologia pediátrica no estado. Nessa especialidade, o hospital itabunense atende a pacientes de mais de 300 municípios do Estado da Bahia.

Na apresentação, a Santa Casa informou um déficit operacional mensal de R$ 1 milhão e 457 mil, que, segundo a mesma, vem sendo debatido com a SESAB e com a Secretaria Municipal de Saúde, sem, contudo, receber dos entes públicos garantias de um encaminhamento que sane tal dificuldade até o momento. O coordenador administrativo da Santa Casa de Itabuna, André Wermann, afirmou que não será possível manter a instituição nesse nível de endividamento contínuo, sob pena de inviabilizá-la.

A politica de saúde em Itabuna precisa passar por um debate importante de financiamento e viabilidade de manutenção dos serviços de saúde em funcionamento, necessariamente envolvendo SESAB e Secretaria Municipal de Saúde. É importante registrar que os valores mensais de repasses da MAC (média e alta complexidade) para Itabuna são insuficientes – cerca de 8 milhões e 400 mil reais.

Por sua vez, os serviços ofertados na UPA foram reduzidos, para reduzir custos, o Hospital São Lucas e o Cemepi (pediátrico) fecharam e esses valores não foram alocados em novos serviços. Ainda assim, com a “sobra” a Secretaria de Saúde de Itabuna não consegue pagar com regularidade os prestadores em funcionamento, apesar de receber rigorosamente em dia do Fundo Nacional de Saúde, por volta do dia 12 de cada mês, o que agrava e muito a situação dos prestadores. Isso é inexplicável.

Se não quisermos passar pela destruição total do sistema de saúde em nosso município, precisamos também de uma atuação contundente do Conselho Municipal de Saúde, do Ministério Público Estadual (MP-BA) e da Vara da Fazenda Pública para que esses abusos de poder praticados pelas autoridades politicas sejam coibidos. Assim, asseguramos a assistência e proteção aos usuários dos serviços de saúde.

Raimundo Santana é dirigente do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde de Itabuna e Região (Sintesir).

A BAHIA SOLAR E O LIXO RADIOATIVO

Josias Gomes

 

 

O povo desse Estado solar tem luz em abundância e cega o breu de mentes que vivem em eternas cavernas. Afaste-se da Bahia com o seu lixo radioativo.

 

O Sol é como uma mãe. Foi do sol que surgiram outros planetas e a vida no universo se tornou democrática.

O fogo do Sol não se apaga nem com água. Porque o sol é absoluto, nasceu da explosão dos átomos.

Assim é a Bahia, mãe generosa. Semelhante ao Sol, qualquer poeira cósmica, que tente ofuscar a sua luz, a fará mais forte e iluminada.

Antes da escuridão necessitamos de luz.

Introduzimos este texto com a analogia solar porque o mundo precisa de luz, educação, ciência, arte. Devemos estar atentos à beleza da vida. Sempre seremos respeitosos e generosos com quem jamais nos ergueu a voz.

A nossa existência no planeta Terra pode nos proporcionar momentos iluminados. Mas, para os brutos, só resta a natureza morta, que engana olhar dos míopes de existência ou de quem não sabe enxergar uma luz viva.

Antes de entrarmos no mar morto e infecundo que foi o escândalo, a afronta e pequenez inaceitável do dito deputado Delegado Waldir, ‘o poeira cósmica’, façamos uma reflexão: uma poeira cósmica-mórbida tem alguma relevância diante do Sol invicto?

Delegado leigo, já que o senhor se tornou deputado, agraciado com votos de gente da sua estrutura mental, faço uma recomendação: desça do personagem Conga num circo de quinta categoria.

Respeite a Casa do Povo. O que o senhor fez, ofendendo a Bahia, foi para merecer a nossa mais alta repulsa.

Não vou entrar no mérito da sua fala em relação ao PT, porque não posso levar a sério um deputado que é “líder” do desgoverno mais incompetente e reprovado da história do Brasil.

O sujeito é filiado ao PSL, partido oficial dos laranjas e milicianos, e se acha no direito de dirigir insultos.
Se oriente, mente oca!

Quanto a chamar a Bahia de lixo, não posso me conter em dizer que você é apenas um analfabeto político e funcional.

A Bahia e os baianos merecem respeito!

Também não aceitamos as suas desculpas. Sabemos que este é o pensamento fétido que pessoas como você e os seus apoiadores verdadeiramente têm.

Em contrapartida, vou mostrar um pouco de generosidade.

Estude o básico sobre a Bahia, descubra que esta terra é mãe do Brasil e de filhos como o geógrafo Milton Santos, educadores como Anísio Teixeira e tantos outros pensadores, professores e professoras que dão saber e dignidade aos baianos.

A nossa música você conhece, ainda que seja por osmose.

É impossível um brasileiro viver no Brasil e não ouvir Dorival Caymmi ou o descobridor da Bossa Nova, João Gilberto.

Na sua tacanha ignorância, mesmo sem querer, deve ter ouvido os Doces Bárbaros: Caetano, Gal, Bethânia e Gil. Os seus ouvidos moucos devem ter ouvido o som da terra que é capital da música.

Como diz Raulzito, o pai do rock: pra fazer sucesso “eu também vou reclamar”.

Mas a sua cultura é incauta.

A sua educação não deve alcançar o fato de que Salvador foi a primeira capital do país. Patrimônio histórico-cultural da humanidade.

Você não deve saber nada de cinema e não deve entender porque existem salas em todo Brasil chamadas de Cine Glauber Rocha. Ouviu falar algo de Cinema Novo? Duvido!

Não podemos exigir que um quase louco saiba que na Bahia nasceu Castro Alves, poeta abolicionista, libertador dos escravos – infelizmente não libertou todas as mentes vazias do Brasil. Lamentavelmente, o mal ainda tem raiz.

Estuda, deputado! Vá procurar saber quem é Jorge Amado. Quebra os pelourinhos mentais. Liberte-se da burrice.

Esqueça os tempos de porta de cadeia, delegado poeira!

Você jamais saberá que o sertão baiano tem um país que nem a própria história ainda deu cabo de contar.

A sua limitação jamais irá entender a amplidão que é a Chapada Diamantina. O que adianta jogar diamantes de beleza aos porcos?

É inútil dizer o que é o Sul da Bahia ou o nosso grandioso Oeste.

Convenhamos, deputado poeira cósmica, você não tem a mínima noção do que é a Bahia.

Não são os nossos verdes mares que darão luz a sua escuridão.

Acredito que nem a nossa Salvador possa salvar você do seu pobre mundo.

O povo desse Estado solar tem luz em abundância e cega o breu de mentes que vivem em eternas cavernas. Afaste-se da Bahia com o seu lixo radioativo.

Siga o seu caminho empobrecido. Você nem merece esse texto.

Mesmo assim, eu digo: respeite a Bahia e os baianos. Este solo não aceita fascistas!

“Eu vou lhe deixar a medida do Bonfim”

Josias Gomes é Deputado Federal (licenciado) do PT/Bahia e atualmente titular da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR).

AS FEIRAS E OS FESTIVAIS LITERÁRIOS NO BRASIL E NA BAHIA

Efson Lima || efsonlima@gmail.com

 

É significativo se pensar que o desafio das feiras literárias é não ser apenas meros eventos. É imperativo que dialoguem com escolas, instituições de ensino superior, profissionalizantes.

 

Nos últimos anos, mesmo o Brasil sendo um país de poucos leitores e o mercado editorial em crise como a registrada em 2018, as feiras, festivais e bienais de livros têm se avolumando e semeado uma esperança literária.  Os termos “feira”, “festival”, “bienal”, “salão” e “jornada” são algumas diferentes nomenclaturas que se espalham pelos territórios brasileiros e mundiais para designar esses momentos mágicos da literatura, da produção, da difusão do livro e da chama acesa da cultura.

As bienais internacionais do livro no Rio de Janeiro e em São Paulo são marcas deste fenômeno, que tem ultrapassado os anos, respectivamente, a do Rio será a 29º neste ano e a de São Paulo caminha para a 26ª edição em 2020.  Sendo a Bienal do Rio tida como o maior do gênero no país, surgindo em 1983.

Para termos uma dimensão desses eventos, acabou de acontecer o FliPoços (Festival Literário Internacional de Poços de Caldas) em Minas Gerais. Lá, o evento alcançou a 14ª edição neste ano.  O Festival superou as expectativas, mais de 90 mil pessoas compareceram. O balanço final de vendas apontou que os 80 expositores, juntos, venderam R$ 2,2 milhões e estiveram disponíveis mais de 100 mil títulos diferentes nos estandes da Feira.

A Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP), talvez, na atualidade, a mais famosa das feiras e festivais literários no Brasil, já tem programação definida para sua 17ª edição. A Festa se tornou um lugar privilegiado para reviver grandes escritores, bem como possibilitar uma interação entre escritores e leitores. É também momento para possibilitar a vinda de grandes escritores internacionais.

Por sinal, o intercâmbio cultural não deve ser entendido como um problema, mas uma solução para o pensamento tacanho. É uma janela para o multiculturalismo que tem se apresentado como uma das facetas da contemporaneidade.  A FLIP neste ano homenageia o escritor Euclides da Cunha. Justiça seja feita, é oportunidade para reverenciar o livro Os Sertões, que, sem dúvida, é uma das obras primas da literatura em língua portuguesa.

Nesse cenário positivo de festivais literários, a Bahia se destaca, pois são realizados alguns eventos dessa natureza, como a Flica, FliPelô, o Flios e cada uma buscando se afirmar em um cenário de poucos recursos. É óbvio que sentimos falta da Bienal do Livro do Estado.  Mas, enquanto a Bienal não retorna, temos os eventos literários que pipocam nas praças, nas ruas, nos bares, nas cidades.

É neste cenário de feiras literárias que a Bahia celebra duas grandes ações: a Flica e a FliPelô. A primeira se aproximando de uma década, a segunda em processo de construção da terceira edição que acontecerá em agosto deste ano no Pelourinho, em Salvador. A área se transforma, os espaços destinados aos debates, palestras, lançamentos de livros são tomados pelo público. Agosto não é mais o mês do desgosto, pelo menos em Salvador, para a literatura, os escritores e leitores baianos.

A Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica) desde 2011 é realizada. Ela caminha para sua nona edição. Geralmente, acontece no mês de outubro. Foi assim que a cidade de Cachoeira, no Recôncavo, ganhou alguns minutos no Jornal Nacional, da Rede Globo, no ano passado. Inclusive, a Flica é hoje o principal evento da cidade. À margem do Rio Paraguaçu, com a ponte metálica (símbolo da Feira), com as subidas e descidas dos saveiros lutando para não desaparecer e com as bênçãos senhoras fervorosas Senhoras da Boa Morte, os moradores de Cachoeira têm recebido mais de 30 mil pessoas. Clique no Leia mais e leia a íntegra do artigo. :: LEIA MAIS »

A SIMPLICIDADE DO IMPLANTE DENTÁRIO

Marcos Vinícius Muniz

 

 

O tratamento é realizado sob anestesia local e o processo de reparação é muito rápido. Com os implantes conseguimos devolver estética, função mastigatória e autoestima para nossos pacientes.

 

Muito se fala sobre implantes dentários, diversas são as propagandas e o paciente fica sem saber o que fazer. Neste breve explicativo, vamos sanar algumas dúvidas a respeito do assunto. O implante dentário é simplesmente um parafuso de titânio que geralmente tem a forma semelhante à da raiz do dente e é instalado no osso para nos auxiliar na colocação de próteses dentárias, substituindo os dentes perdidos.

Os implantes não têm rejeição, pois o material é biocompatível com o nosso organismo, sendo já utilizado na medicina há muitos anos. Após criteriosa avaliação clínica e dos exames de imagem, um plano individualizado de tratamento é elaborado.

No plano de tratamento, são passadas ao paciente todas as informações pertinentes, como, por exemplo, tempo de tratamento, necessidade ou não de enxertos, tipos de próteses que serão usadas no período de cicatrização e, até mesmo, a possibilidade de realização de uma carga imediata, que é a colocação de uma prótese já fixada nos implantes no período de até 72 horas. Por isso, é importante a avaliação do especialista para que todas essas situações sejam avaliadas e discutidas.

O tratamento é realizado sob anestesia local e o processo de reparação é muito rápido. Com os implantes conseguimos devolver estética, função mastigatória e autoestima para nossos pacientes. Na Clínica Odontoface, por exemplo, temos a opção de anestesia local sem dor. Essa tecnologia tem trazido muito conforto aos nossos pacientes.

Marcus Vinícius Muniz é dentista, especialista em implante e atua nas clínicas Odontoface.

SHOPPING JEQUITIBÁ, 19 ANOS: O SONHO QUE HELENILSON CHAVES TRANSFORMOU EM REALIDADE

Manoel Chaves Neto

 

É com orgulho e responsabilidade que trabalhamos unidos arduamente com todo nosso TIME, dia a dia, tijolo a tijolo, para consolidar o sonho que nosso pai, Helenilson Chaves implantou, transformou em realidade, demonstrando de forma inequívoca a capacidade empreendedora da nossa gente grapiúna e a certeza de que, é no trabalho presente, que celebramos a fé no futuro.

 

Inaugurado no ano 2000, graças ao pioneirismo e espírito empreendedor do empresário Helenilson Chaves, o Shopping Jequitibá é, hoje, o maior centro comercial do Sul da Bahia, num raio de 250 quilômetros. Em meio a uma das maiores crises já enfrentadas pela região, Helenilson teve a percepção de que era preciso quebrar paradigmas, romper a dependência de um único produto, o cacau, e modelar Itabuna como polo regional não apenas comercial e industrial, mas também prestador de serviços e de lazer/empreendimento, o que se revelou um acerto.

Hoje o Shopping Jequitibá, com seus 24.675 m2 de ABL, além do varejo, contempla no seu mix vários serviços que atraem mensalmente milhares de pessoas, movimentam a economia e geram empregos.

Ao completar 19 anos, o Jequitibá está a todo vapor, com as obras da segunda ampliação com mais 4.320 m2 de novas ABL, que incluem mais áreas de varejo, lazer e serviços, como a rede de papelaria e material de escritório Kalunga, a Smart Fit academias inteligentes, a Med Plaza, um centro médico integrado com todas as especialidades; os cinemas Cinemark, maior exibidor de filmes do país; Casas Bahia, principal empresa de varejo do Brasil; e o restaurante Burger King.

Helenilson idealizou e inaugurou o Jequitibá

Além disso, temos um compromisso permanente com a capacitação e valorização de nosso TIME e parceiros, num processo que busca oferecer um atendimento de qualidade, produtos variados e de excelência, que contemplam as demandas regionais e faça do Jequitibá um shopping Regional Dominante no Sul da Bahia.

É com orgulho e responsabilidade que trabalhamos unidos arduamente com todo nosso TIME, dia a dia, tijolo a tijolo, para consolidar o sonho que nosso pai, Helenilson Chaves, implantou, transformou em realidade, demonstrando de forma inequívoca a capacidade empreendedora da nossa gente grapiúna e a certeza de que, é no trabalho presente, que celebramos a fé no futuro.

Mais que um empreendimento, o Shopping Jequitibá é um símbolo e um patrimônio da nossa região, capaz de ser resiliente e superar desafios e obstáculos.

Manoel Chaves Neto é diretor do Shopping Jequitibá.








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