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FALTAM SÓ OITO MESES: DÁ TEMPO PARA INVENTAR UM CANDIDATO?

Ricardo Kotscho

 

Pontificam na cena pública tipos como Carlos Marun e Cristiane Brasil, retratos de um país que já não se dá ao respeito e, se o Judiciário serviu para tirar Lula da parada, não se mostra capaz de fabricar o candidato procurado por FHC, que joga para o eleitorado o desafio de encontrar um nome capaz de unir o país.

 

“A pátria precisa tanto de líderes como de instituições. E principalmente de um eleitorado que leve ao poder quem tenha visão de país e de mundo”.

A descoberta acima foi feita pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em seu artigo dominical publicado no Globo e no Estadão.

Até aí estamos de acordo, mas a pergunta que a maioria do eleitorado está se fazendo é: quem?

A apenas 250 dias de irmos às urnas, pela primeira vez desde a redemocratização estamos no breu absoluto, com o cenário eleitoral ainda absolutamente indefinido.

O país continua dividido ao meio após a segunda condenação e o provável impedimento pela Justiça de Lula, o pré-candidato que lidera todas as pesquisas, participar da disputa.

Seus adversários comemoraram a derrota do ex-presidente no TRF-4 ao verem o campo livre para eleger o sucessor de Temer, mas descobriram que estão sem um candidato competitivo, como fica claro no artigo de FHC.

Mais de um terço dos eleitores responderam aos pesquisadores do Datafolha que ainda não têm candidato ou não pretendem votar em ninguém.

Depois de afirmar que a eleição sem Lula “produz certo alvoroço para saber como se distribuirão seus votos”, o ex-presidente tucano constata o óbvio: “E assim será a cada nova pesquisa eleitoral que apareça. As eleições, entretanto, virão”. Não diga.
Os nomes até aqui testados pela direita governista _ Alckmin, Meirelles, Maia e Doria _ não conseguem passar de um dígito nas pesquisas, mesmo sem Lula na lista de candidatos.

É por isso que FHC voltou a falar tanto em Luciano Huck, que já havia desistido de concorrer, mas isso não pode ser levado a sério.

A Presidência da República não é um programa de auditório que distribui oferendas.

Não dá para inventar um candidato em tão curto espaço de tempo.

Quem for eleito vai herdar um país destroçado, tanto econômica como politicamente, a exigir medidas urgentes para evitar o caos social que já se desenha no horizonte com mais de 12 milhões de desempregados e o colapso nas áreas de saúde, educação e segurança pública.

A tal “ponte para o futuro” produziu em dois anos um retrocesso de décadas nas condições de vida da maioria da população e dos direitos dos trabalhadores.

O tal do ajuste fiscal só fez aumentar o rombo nas contas públicas confirmado no orçamento deste ano.

Até agora, nenhum pré-candidato ou partido foi capaz de apresentar programa mínimo de governo, muito menos um projeto de país.
Continuamos sendo um deserto de homens e de ideias, discutindo o varejo do poder, a distribuição de verbas e cargos.

Pontificam na cena pública tipos como Carlos Marun e Cristiane Brasil, retratos de um país que já não se dá ao respeito e, se o Judiciário serviu para tirar Lula da parada, não se mostra capaz de fabricar o candidato procurado por FHC, que joga para o eleitorado o desafio de encontrar um nome capaz de unir o país.

Este candidato simplesmente não existe até onde minha vista alcança. Bom domingo.

Vida que segue.

Ricardo Kotscho é editor do Balaio do Kotscho.

QUE O PT FAÇA UMA REFLEXÃO

Marco Wense

 

Essa decisão de enfrentamento da Justiça não é um bom caminho. Vai mexer mais ainda com o corporativismo do Judiciário e colocar toda magistratura de mãos dadas na defesa de seus pares e da instituição.

Começa a surgir nas hostes do PT um movimento contra o enfrentamento da Justiça e a radicalização com as decisões do Judiciário.

Um início de confronto entre moderados e radicais ou, se o leitor preferir, entre os menos radicais e os sectários, adeptos da desobediência civil.

Os que defendem a tese do “ou Lula ou o caos” acham que não existe outro caminho que não seja o do acirramento com a Justiça.

Com declarações como a de que não vai “respeitar as decisões da Justiça”, Lula termina sendo o principal avalista e incentivador dos intransigentes. Uma espécie de padrinho da insubordinação.

Para muitos, aí já se referindo ao grupo dos moderados, essa posição de insurgir contra a Justiça é suicídio político. Tem até os que são da opinião de que o petismo está cavando sua própria cova.

O jornalista Paulo Henrique Amorim, declaradamente simpático ao PT e a Lula, começa a entender – antes fazia parte da ala dos radicais – que “jogar todas as fichas na candidatura de Lula pode ser uma fria”.

Para Amorim, o PT entrou no jogo dos que querem o partido bem longe do Palácio do Planalto. Lula, segundo o blogueiro, teria seus direitos cassados e ficaria impedido de disputar o segundo turno. O segundo e o terceiro colocados disputariam o pleito. Cita até o sonho da Globo de ter Geraldo Alckmin versus Luciano Huck.

O PT precisa entender que ainda existem os recursos para os tribunais superiores – o STJ, TSE e, por último, para a instância máxima, o Supremo Tribunal Federal (STF).

Essa decisão de enfrentamento da Justiça não é um bom caminho. Vai mexer mais ainda com o corporativismo do Judiciário e colocar toda magistratura de mãos dadas na defesa de seus pares e da instituição.

O PT não é a lei. O exemplo mais recente das consequências que o radicalismo pode provocar foi o confisco do passaporte do ex-presidente. O juiz Ricardo Leite, da 10ª Vara Federal de Brasília, considerou na sua decisão as “hostilidades” de Lula ao Judiciário.

Essas “hostilidades”, cada vez mais contundentes e, até certo ponto, irresponsáveis, vão terminar levando Luiz Inácio Lula da Silva à prisão e à inelegibilidade.

Portanto, que o PT, o petismo e Lula façam uma reflexão e comecem a discutir o plano B, sob pena dessa política de enfrentamento da Justiça terminar prejudicando o PT em todo o país.

O PT, volto a dizer, não é a lei. A palavra final é da Justiça. Do contrário, o caos, a desordem institucional e o enfraquecimento do estado democrático de direito.

Marco Wense é articulista político e editor d´O Busílis.

RECADASTRAMENTO BIOMÉTRICO

José Nazal || nazalsoub@gmail.com

 

Em maio, findo o prazo de novas inscrições e transferências, teremos o número real e em 7 de outubro, após divulgação oficial do resultado, poderemos conferir se o índice de abstenção continuará alto. Poderemos realmente ver o interesse do ilheense na escolha dos nossos governantes.

 

Ilhéus está entre os municípios escolhidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), obrigados a ter no pleito eleitoral desse ano votação obrigatória com o novo sistema de reconhecimento biométrico. Avanço!

Desde o ano de 2015 teve início o recadastramento, obrigando os eleitores a comparecer perante a Justiça Eleitoral para proceder a troca de título. Fiz o meu recadastramento em 2016, com toda tranquilidade, sem fila e sem estresse. Há cinco dias do prazo final para o comparecimento temos visto, em todos os locais oficiais utilizados pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE), imensas filas, que começam a ser formadas na noite anterior de cada dia.

Consultando o sítio do TSE, encontramos os dados com o perfil dos eleitores de Ilhéus, com o número de 137.977 eleitores cadastrados conforme tabela de faixa etária elaborada com base nos dados encontrados:

Nos últimos dias a mídia vem noticiando que apenas 70% dos eleitores atenderam ao apelo legal para recadastramento oficial. Contesto esse número, explicando minhas razões.

A média de abstenção dos últimos dez pleitos eleitorais é de 25%, sendo que nos três últimos aumentou para 26,4%, considerando o número de eleitores novos, cadastrados antes de cada pleito. Nessa conta, em torno de um quarto do número de eleitores, deve ser considerado os falecidos, os que tem mais de setenta anos e estão desobrigados a votar, conta que é fechada com os que realmente se abstiveram, cada um com sua razão. O número de eleitores com mais de 70 anos é conhecido: 13.569; o número de mortos e dos obrigados que se abstiveram é impossível de calcular. O fato é que, normalmente, entre 95 e 100 mil eleitores comparecem para o escrutínio.

Desta, considerando os dados acima apresentados, minha opinião é que o número real de eleitores está em torno de 115 mil cadastrados. Vale ressaltar que é considerável o número de eleitores de Castelo Novo, Rio do Braço, Banco do Pedro, Banco Central, Pimenteiras e Inema, que são eleitores dos municípios de Uruçuca, Itajuípe e Coaraci. Muitos de Salobrinho também votam em Itabuna.

A informação obtida hoje junto ao TRE é que se aproxima de cem mil eleitores cadastrados, igual número do comparecimento do pleito de 2016. Em maio, findo o prazo de novas inscrições e transferências, teremos o número real e em 7 de outubro, após divulgação oficial do resultado, poderemos conferir se o índice de abstenção continuará alto. Poderemos realmente ver o interesse do ilheense na escolha dos nossos governantes.

José Nazal é vice-prefeito de Ilhéus, fotógrafo e memorialista.

MANOEL LEAL, NOTÍCIAS DE JORNAL E OUTRAS HISTÓRIAS

Daniel Thame | danielthame@gmail.com

 

A notícia, muitas vezes exclusiva, muitas e muitas vezes corajosa, algumas vezes beirando a irresponsabilidade, era o combustível que alimentava o jornalista Manoel Leal.

 

Há exatos  20 anos, no início da noite de 14 de janeiro de 1998, seis tiros calaram Manoel Leal.

Ainda que assassinos e mandantes continuem protegidos pela impunidade, não se vai aqui repetir o que se escreveu ao longo dos anos, até por ser desnecessário, tanto o que já se falou sobre o crime.

O que vai se fazer aqui é uma homenagem.

Manoel Leal de Oliveira. O maior jornalista que já surgiu nesse chão grapiúna.

Manoel Leal de Oliveira, o cordeiro que às vezes brincava de ser lobo.

Manoel Leal, o que assumia os defeitos e não espalhava as virtudes que tinha.

Manoel Leal.

Nunca, em tempo algum, uma ausência se fez tão presente.

Desconheço, ao longo dos anos, uma conversa de bar que não tivesse convergido para seu nome. Que não remetesse a alguma história protagonizada ou inventada por ele.

Manoel Leal das malhas impagáveis, como a do soco que Carlito do Sarinha deu em Hamilton Gomes, quando na verdade Hamilton foi quem bateu em Carlito. “No meu jornal, amigo meu não apanha, só bate”.

Dos trocadilhos impagáveis com o amigo Hermenegildo, a quem dizia ser muito ágil, numa referência nada sutil à palavra ágio. Amigos, tanto que nas horas de aperto, lá estava Leal batendo às portas do ágil Hermenegildo. E sem pagar ágio.

Da piada infame que contava centenas de vezes, e só ele achando graça, na presença de Roberto Abijaude:
-Vocês árabes são muito unidos…

E completava:

-Também, vieram para o Brasil amarrados no porão do navio.

Da maldade com uma amiga paulista que fez comer o bago de jaca, até então uma fruta desconhecida para a mulher.

Do fogão novo enviado “por engano” para a casa do amigo Flávio Monteiro Lopes, apenas para que a esposa pensasse que ele tinha outra.

Das flores enviadas semanalmente para Nilson Franco, em nome de uma mulher misteriosa.

Leal foi morto a tiros quando chegava em casa, próximo ao Batalhão da PM e ao Complexo Policial.

Manoel Leal que pegava a máquina fotográfica e ficava na porta da Cesta do Povo fotografando as dondocas que escondiam o rosto com suas bolsas de grife. Isso num tempo (e bota tempo nisso!) em que Cesta do Povo era coisa de pobre.

De uma generosidade que não cabia no coração cambaleante.

E vamos ao que interessa, de um talento para fazer jornal, do qual não apenas fui infinitas vezes testemunha como também coautor, que é possível dizer sem correr o risco de cair no ridículo que nunca haverá alguém como Manoel Leal.

Esse faro para a notícia aliado a um destemor apavorante fez de A Região um jornal que não era apenas um veículo de comunicação.

A Região era aguardado nas bancas. Algumas de suas edições se esgotavam logo no domingo, menos de 24 horas após o jornal começar a circular.

E não eram apenas as Malhas Finas e Malhas Grossas, capazes de arrasar reputações ou garantir gozações ao longo de uma semana.

A notícia, muitas vezes exclusiva, muitas e muitas vezes corajosa, algumas vezes beirando a irresponsabilidade, era o combustível que alimentava o jornalista Manuel Leal.

Tráfico de Crianças, Importação de Cacau, Esquema dos “Cabritos” envolvendo autoridades, Fraude no Vestibular da Uesc, Liberação dos recursos do cacau para o então governador Paulo Souto sem as garantias necessárias. E mais uma infinidade de notícias que A Região deu porque só Leal sabia ou porque só Leal tinha coragem de publicar.

Manoel Leal era um garimpeiro de notícias. Isso é raro.

Numa noite de 1996, véspera da eleição municipal. A Justiça determina a apreensão da edição do jornal.
Ordem cumprida com um batalhão de PMs armados até os dentes na porta da gráfica. Leal calmo.

Quando a polícia sai, pergunto:

-Você entregou o jornal assim, sem mais nem menos?

A resposta, seca, irônica.

-Menino, você não notou nada? Eles levaram mil jornais. O resto está aí no fundo.

Daniel Thame é jornalista e editor do Blog do Thame.

E O PAU DE BASTIÃO NÃO SUBIU…

Walmir Rosário | www.ciadanoticia.com.br

 

Feitas as consultas aos conhecedores da história e estórias de Canavieiras, Antônio Amorim Tolentino, Beto Pescoço de Galinha e Raimundo Tedesco, todos me afiançaram não ter registro de acontecimento igual. Só não deu tempo consultar o historiador Durval Filho, pelo adiantado da hora, pôr-do-sol de sexta-feira…

Castigo divino! Foi o sentimento e o desabafo de muita gente na noite desta fatídica quinta-feira, 11 de janeiro de 2018, na praça Coronel Armindo Castro, conhecida como a praça da Capelinha e palco anual da Festa de São Sebastião. Também não era pra menos! Pela primeira vez nesses mais de 150 anos, o Mastro de São Sebastião não erguido pelos “levadores”, responsáveis pelo transporte – nos ombros – do cais do porto até a praça, onde é erguido.

De minha parte vou logo avisando que não vi com esses olhos que a terra um dia há de comer, mas soube do acontecido por pessoas dos variados tipos, a grande maioria tida e havida como idôneas. E o fato era só um: Os levadores do pau de Bastião, homens fortes e experimentados no ofício, não conseguiram erguer o mastro, como fazem com toda a habilidade, por anos a fio.

Que eu lembre, só uma vez, acredito que em 2014, o pau de Bastião – como é carinhosamente chamado – quase não sobe. Mas não foi por falta de força e jeito como o de agora, mas por motivos políticos, perfeitamente sanados pelo organizador dos festejos, Trajano Barbosa, homem sério e respeitado por todos, que estão nesse ofício por mais de 60 anos e que ainda deve continuar per saecula saeculorum.

Confesso que a levada do Mastro de São Sebastião tinha tudo para ser um sucesso absoluto. O pau foi retirado e deixado na calçada da avenida General Pederneiras, junto ao cais do porto, conforme manda a tradição, sem tirar nem por. Também estavam presentes os nativos e turistas, por fim as autoridades, prontas para abrir o cortejo. E que cortejo: com a presença de gente ilustre, deputada estadual, vereadores, presidente da câmara, prefeito e tudo mais.

Na minha humilde visão, achei que iria bombar! Tinha ares de festa ecumênica, com a participação de protestantes. Uma glória! Afinal, a levada do pau de Bastião é uma festa democrática, que conta com os eventos profanos e religiosos, daí a importância da participação de todos os credos, inclusive os que não creem, sejam eles nomeados de ateus ou agnósticos. Inclusive anotei a presença de alguns deles.

Mas, a pergunta que não quer calar é: Por que o pau de Bastião não subiu? Castigo divino ou não, o certo é que, por mais força que fizessem não conseguiam fazer com que o mastro fosse colocado no buraco permanecer altivo e garboso até o dia 20 de janeiro, data em que é homenageado o Santo. Alguns mais afoitos chegavam a afirmar que teria sido uma vingança de Trajano Barbosa por ter sido criticado por ter escolhido um pau torto e pequeno, não condizente com as pompas da festa. Então teria indicado a derruba do dito eucalipto, grosso, alto e viçoso, bem verde e pesado.

Entre as duas questões levantadas, me inclinei mais pelo castigo divino, haja vista a bela história da devoção a São Sebastião nas terras canavieirenses. Tudo começou com uma promessa para livrar a família acometida pela lepra. Milagre feito, promessa paga com o corte e o erguimento do mastro, tradição que vem sendo perpetuada por esse sesquicentenário.

Como disse acima, eu não era testemunha ocular do fato, já que não fiz o percurso integral do cortejo, e do Bar do Erpídio, no porto, me arranchei com amigos no Bar do Renato, na rua 13, onde apreciei a passagem do pau de Bastião. Daí que, sabedor do fato, tratei de consultar livros históricos e o jornal Tabu, não encontrando fato igual que merecesse o registro, a não ser uma briga de facções políticas, em tempos pretéritos.

Feitas as consultas aos conhecedores da história e estórias de Canavieiras, Antônio Amorim Tolentino, Beto Pescoço de Galinha e Raimundo Tedesco, todos me afiançaram não ter registro de acontecimento igual. Só não deu tempo consultar o historiador Durval Filho, pelo adiantado da hora, pôr-do-sol de sexta-feira, já em seus compromissos religiosos, mas, também não encontrando nada nos seus trabalhos na internet.

Ainda com base na história e estórias, contam os mais antigos que, caso o pau de Bastião não seja erguido, a cidade e seus organizadores sofreriam punições severas. Entre os castigos estariam o insucesso na agricultura, com falta de chuvas e pragas biológicas, além de outros não revelados. Para se ver livre das punições divinas, a prefeitura tratou de contratar um caminhão guincho para erguer o pau de Bastião.

Enquanto isso não ocorria, os gaiatos faziam correr nas sete freguesias relatos de que o pau de Bastião estaria se filiando ao famoso Clube dos Rolas Cansadas, coisa de alguns velhos que não têm o que fazer. Desocupados, usam essa tal de agremiação para beber e contar lorotas como essa, a pretexto de buscar a proteção do lendário Santo. Te esconjuro, Satanás! Olha a maldição!

Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado.

TEMPOS DIFÍCEIS PARA O BOM SENSO!

Manuela Berbert |manuelaberbert@yahoo.com.br

 

 

Na contramão da expectativa de melhora, elegemos, aos montes, nomes midiáticos sem noção da sua real função. Uma baderna coletiva, lamentavelmente. Onde vamos parar?

 

Estamos em crise! Todos nós! E eu não estou falando de crise financeira, mas de um desequilíbrio e instabilidade de bom senso e sabedoria. Das regras e dos costumes. Um colapso ético e moral que envolve inúmeros governantes, boa parte da imprensa, redes sociais massificadoras de inverdades (e holofotes), e a população em geral. Uma confusão generalizada, com começo e meio, mas aparentemente sem fim.

Fala-se em milhões nas volumosas denúncias envolvendo cargos políticos. Os mais leigos desconhecem os números e até os termos técnicos usados pela mídia. A realidade da grande massa brasileira, e ela é vasta, contabiliza míseros centavos no final do dia para bancar a condução e chegar em “casa”. Se o troco der, para comprar o pão na padaria mais próxima. Muitos com ruas deterioradas e esgotos a céu aberto, inclusive. Sem condição básica de saúde, implorando em filas quilométricas por tratamentos, quando o coerente seria o investimento na prevenção. Sem condições de educação também, mais um direito básico de sobrevivência humana com o mínimo de dignidade, extorquido de todos. Porém, fingimos nos importar, compartilhando nas redes socais uma ou outra denúncia de vez em quando.

São tempos obscuros, meus caros! De egos da direita e da esquerda ainda inflamados pela quantidade de prisões nas Lava-Jatos da vida, sem resolutividade. “Cadê o dinheiro que estava aqui?” Ninguém sabe, ninguém viu, ninguém anda colocando no lugar. Debatemos partidos, volume de correligionários, conjuntura de campanhas milionárias, mas jamais propostas efetivas de avanço. Quando mais tivemos voz, meios e canais de comunicação, aparentemente, regredimos.

A cada dois anos surgem mais e mais nomes, e poucos projetos. Quase nada palpável. Superlotam as bancadas do poder com discursos tão enfadonhos que os mesmos não se escutam. Gritam e não se ouvem. Basta presenciar uma sessão, ou assistir nas telas da TV, para ser tomado por um sentimento de decepção imenso. Mas, na contramão da expectativa de melhora, elegemos, aos montes, nomes midiáticos sem noção da sua real função. Uma baderna coletiva, lamentavelmente. Onde vamos parar?

Manuela Berbert é publicitária e colunista do Diário Bahia.

OS DESAFIOS DOS MUNICÍPIOS PARA 2018

Luciano Veiga

 

Como o tempo do mandato passa rápido é necessário observar alguns pontos de relevância: melhores práticas municipais, gestão financeira, administrativa, pessoal e política e a gestão associada e consorciadas das atividades em comum.

 

Passado o período de um ano, alguns gestores veteranos e outros iniciando na gestão pública municipal viveram momentos difíceis, porém de muito aprendizado.

O que esperar de 2018 em uma Estrutura Federativa agonizante? As pontas deste iceberg são percebidas, hoje, nacionalmente, nos Estados brasileiros em que as finanças agonizam com consequente desarranjo no seu escopo administrativo, gerando insegurança pública e declínio de setores fundamentais, como a saúde e a educação.

O município – ente federativo mais frágil desta estrutura – e a quem o cidadão recorre a todo o momento, vem sofrendo muito, pois desde a Constituição de 1988 assume as atribuições de outros entes federados, especialmente aquelas de competência da União.

São eles quem executam os Programas Federais, mas, além de todos serem subfinanciados, grande parte ainda está sem a correção da inflação. Existe um grande problema: em vários casos os municípios gastam 2/3 a mais do que recebem de recursos para a execução desses programas. Atualmente existem 397 programas federais em atividade no país. No Programa de Saúde da Família – PSF, os municípios recebem, mensalmente, os valores de R$ 10.695,00 e R$4.680,00 (médico e equipe) e gastam o equivalente a R$ 32.156,60 e R$ 12.584,72, respectivamente, valores este destinados ao custeio com os profissionais, o que altera o índice de pessoal, gerando Rejeições de Contas e ferindo a Lei de Responsabilidade Fiscal, no seu artigo 22.

Os gestores que conseguiram pagar salários e fornecedores e não deixaram restos a pagar para o exercício seguinte, infelizmente, são em número bem reduzido. Mesmo assim, tiveram os seus índices de pessoal acima do limite estabelecido pela lei.

Enquadramento e gestão de pessoal será o grande desafio para 2018. Outros exercícios de redução de despesas terão que ser adotados, bem como a geração de receita própria, para o equilíbrio das contas públicas. Como o tempo do mandato passa rápido é necessário observar alguns pontos de relevância: melhores práticas municipais, gestão financeira, administrativa, pessoal e política e a gestão associada e consorciadas das atividades em comum.

No cenário das lutas municipalistas, temos dois momentos de análise e reflexão. O primeiro, das conquistas de 2017: “O parcelamento da Dívida Previdenciária, 1% do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), Redistribuição do Imposto Sobre Serviços (ISS), aprovação dos Precatórios, Auxílio Financeiro para o Fomento de Exportações (FEX) e o Encontro de Contas estão entre as grandes conquistas de 2017”. (Fonte: CNM). Conquistas importantes, porém, são cuidados homeopáticos para pacientes que vivem na UTI.

Num segundo momento é preciso ousar e debater as Reformas Federativas e Tributárias, permitindo que cada Ente Federado, receba os valores dos tributos de acordo com o papel de executor. Se de um lado os municípios executam atividades de outros entes federados, que também recebam de acordo com os custos realizados.

Não existe uma Federação Forte onde os seus entes federados agonizam. O Estado não cumpre com o seu papel Constitucional de provimento de recursos para o atendimento das necessidades mais básicas. A causa municipalista, em regra, terá que ser a cobrança principal dos gestores municipais, quando da escolha de seus representantes nas esferas executiva e legislativa do seu Estado e de seu País.

Luciano Veiga é administrador e especialista em Planejamento de Cidades pela Uesc.

ANO NOVO!?

Ernesto Marques

 

Otimista irredutível, guardo a alegria e a fartura das festas de fim de ano para levar adiante a fé e a labuta necessários para continuar acreditando que um dia a gente chega lá. Feliz ano novo!

 

Quando eu nasci o deus-mercado já tinha transformado a chegada do filho de Deus numa monumental oportunidade de negócios em escala planetária. Talvez por extrema generosidade d’Ele, cheguei a esta vida numa família que praticou, muito mais do que pregou, as coisas que levaram Cristo à cruz onde muitos insistem em mantê-lo até hoje.

É fato: 2017 anos atrás ainda não havia bancos, mas as cortes de Herodes e Pilatos, como em regra todas as cortes através dos tempos, pregam virtudes enquanto praticam, sem falsos pudores, a gula, a luxuria, a avareza, a ira, a soberba, a preguiça e a inveja. É da natureza do Capital criar e difundir essas hipocrisias que, a um só tempo, entorpecem e escravizam.

Por uma semana ou um mês, enquanto somos bombardeados por indecentes estímulos ao consumo predatório, somos acometidos por uma generosidade de ocasião e por um espírito fraterno que não vai além das 24 horas do feriado do Dia da Confraternização Universal.

Depois de queimarmos bilhões em pirotecnia, depois de lançarmos muitos milhões de toneladas de lixo no ambiente que nos cerca, depois de consumirmos altas doses de drogas lícitas e/ou ilícitas, recomeçamos do mesmo ponto onde estávamos quando, sazonalmente, entendemos que precisamos enxergar Ele em quem estiver à nossa volta.

Assim pagamos uma espécie de santa indulgência, modernizada e tacitamente instituída, que não nos garante acesso ao reino do céu, mas expia as nossas culpas pelos pecadilhos a serem cometidos nos próximos meses, até que o santo Google volte a nos massacrar com a perversão do consumo insustentável.

Depois da meia noite deste 1° de Janeiro, a pregação do pessoal do RH se sobrepõe a qualquer mensagem de sacerdotes de todas as correntes religiosas: a partir da zero hora do dia 2, às favas as mensagens bonitinhas compartilhadas até ontem. É preciso ser competitivo, criativo, inovador, empreendedor…

Nas entrelinhas do discurso emplumado sobre as chaves do “sucesso”, o estímulo a práticas opostas ao tal espírito das festas de fim de ano: pise no pescoço do colega, se isso for necessário para garantir seu pescoço na próxima reestruturação da empresa; crie novos processos para reduzir custos e maximizar ganhos que não serão compartilhados com você; e, principalmente, abra mão de direitos, se quiser ganhar as migalhas que lhe cabem nesse latifúndio capitalista.

Correndo o risco de parecer cético ou até exótico, e tomando emprestados versos de um outro baiano, tudo o que quero é dizer, ainda que minhas palavras possam espantar, é que eu não consigo entender essa lógica. Noutras palavras, sou muito romântico.

Aprendi a juntar palavras no usufruto de privilégios reservados pela nossa sociedade escravocrata a um homem branco e de classe média. Sem nunca ter feito voto de pobreza e nem pretender fazê-lo, prefiro a desambição aprendida em casa para contestar a ideia da família tradicional como única possibilidade de gerar gente do bem e para combater esses privilégios que apartam iguais por julgarem-se diferentes. Tudo que quero é um acorde perfeito maior, com todo mundo podendo brilhar num cântico. Otimista irredutível, guardo a alegria e a fartura das festas de fim de ano para levar adiante a fé e a labuta necessários para continuar acreditando que um dia a gente chega lá. Feliz ano novo!

Ernesto Marques é jornalista e radialista.

SÃO SILVESTRE, O CAMPEÃO ILHEUENSE

José Nazal Pacheco Soub

 

Tio João, calculando o tempo da corrida, sabendo que já devia estar terminando, chamou um grupo de amigos e soltou a notícia: “João da Verdura foi o campeão da São Silvestre”!

 

Todos os anos, em 31 de dezembro, lembro-me de tio João Diogo, com sua verve, seu espírito gozador, que muitas vezes parecia ferino para alguns.

Contou-me ele um fato dos anos 50, no auge da riqueza do cacau, ocorrido no então aristocrático Clube Social de Ilhéus, durante uma festa de Réveillon. Naquele tempo, todos com traje a rigor, embalados pelas melhores orquestras existentes.

Vivia em Ilhéus um pequeno empreendedor ambulante, que comercializava verduras e temperos, levando a mercadoria de porta em porta nos bairros da cidade. Seu apelido, em função da sua atividade, era “João da Verdura”. João, além de bom comerciante e com vasta freguesia na cidade, tinha um ‘hobby’ que hoje está muito em moda: gostava de praticar corrida de rua. Nas suas folgas, passava pelo menos uma hora por dia correndo.

João tinha um sonho antigo, que nunca poderia realizar devido a sua condição financeira: inscrever-se, viajar e correr a São Silvestre, tradicional corrida paulista, que se realizava na virada do ano, fato hoje que não mais ocorre devido a exigências técnicas.

Um dia, depois de muito pensar, expôs seu sonho a um amigo confidente. Na verdade, era um amigo inconfidente, que rapidamente se mobilizou e, fazendo uma “vaquinha” entre os fregueses do corredor, levantou os recursos necessários para a inscrição, viagem e hospedagem. Quando João recebeu a notícia de que seu sonho seria realizado, desdobrou-se em treinamento, passando a correr pelo menos duas horas por dia.

Chegada a hora, João partiu para São Paulo, levando a esperança dos ilheuenses, que aqui ficaram na torcida, esperando as notícias do resultado, pois naquele tempo demorava mais do que hoje.

Enquanto João corria a São Silvestre, o Réveillon corria solto no Clube Social, todos dançando, comendo, garçons se desdobrando para atender os pedidos da nata social de Ilhéus.

Tio João, calculando o tempo da corrida, sabendo que já devia estar terminando, chamou um grupo de amigos e soltou a notícia: “João da Verdura foi o campeão da São Silvestre”! Rapidamente os amigos levaram a notícia, que corria rapidamente de mesa em mesa.

Alguns minutos depois, o presidente do aristocrático subiu ao palco e, no intervalo de uma música, pediu a palavra. Saudou a todos desejando um Feliz Ano e confirmou a notícia bomba. Disse em tom alto e alegre: “Queridos associados e visitantes, temos a alegria de anunciar que o nosso querido João da Verdura, conterrâneo ilheuense, foi o campeão da São Silvestre! Para comemorar, vamos servir agora, por conta do Clube, uma garrafa de “Champagne” (naquele tempo não era chamado apenas por Espumante) para comemorarmos essa vitória”.

Os garçons correram para servir a todos e foi feito um brinde ao vencedor. A farra foi grande!

No outro dia, após a ressaca da festa, a notícia veio pela rádio e jornais: João da Verdura ficou em “cagagésimo” lugar, isto é, uns doze depois do último.

A conta ficou para o presidente do Clube, que morreu procurando saber quem deu a notícia.

José Nazal é memorialista, fotógrafo e vice-prefeito de Ilhéus.

TEMPO DE ESPERANÇA

Rosivaldo Pinheiro | rpmvida@yahoo.com.br

 

Precisamos entender que não existirá ano novo se continuarmos a repetir os erros que cometemos no ano velho.

 

Estamos chegando ao final de 2017. Um ciclo importante aconteceu durante o trajeto percorrido nesses 365 dias. Caminhamos em estradas certas e incertas e vivenciamos a saga natural da vida: nascimento e morte.

Dia primeiro um novo itinerário nos será dado. Será um novo ciclo, a partida para uma nova missão, perspectivas e esperanças estarão no imaginário de todos nós. Teremos uma nova oportunidade para fazer uma autoavaliação e, se necessário, praticarmos mudanças. Precisamos identificar se nossa necessidade é usar mais o coração ou a razão.

Não podemos nos prender à ansiedade do futuro ao ponto de esquecermos o presente, deixando de viver os dois e acabando nos comportando como zumbis da nossa própria existência. Precisamos entender que não existirá ano novo se continuarmos a repetir os erros que cometemos no ano velho.

Rosivaldo Pinheiro é economista e especialista em Planejamento de Cidades pela Uesc.

AME-SE

Jaciara Santos | contato@jaciarasantos.com.br

 

Comece 2018 fazendo promessas que você possa cumprir. Seja focado em você e em ser sempre uma pessoa melhor, mais evoluída. O processo de evolução é contínuo.

 

Você sabe o que significa a expressão “Ter amor-próprio”? Segundo definição do dicionário é “sentimento de dignidade, estima ou respeito que cada qual tem por si mesmo.” Portanto, hoje falaremos um pouco sobre este tema.

Estava em minhas caminhadas pelas ruas da cidade, quando, de repente, encontro duas jovens conversando e observei atentamente à frase que uma exprimia para a outra: “Você precisa aprender a se amar. Depois que isso acontecer, tudo o que busca acontecerá em sua vida”.

Confesso que naquele momento pensei estar à frente de uma grande figura da Filosofia ou alguma pensadora famosa… pela propriedade com que ela proferia aquelas palavras.

No restante do meu percurso, fiquei refletindo sobre tal conselho, fazendo uma breve alusão aos processos seletivos que conduzi ao longo de minha carreira. Então, percebi que as pessoas que tinham mais autoconfiança e amor próprio eram os candidatos que mais se destacavam em tais processos.

Quero ressaltar que ter amor-próprio não pode ser confundido com soberba ou senso de superioridade frente às demais pessoas.

Mas existe uma grande congruência no fato do indivíduo estar bem consigo mesmo, para alcançar seus sonhos e objetivos. Ame-se, valorize-se, respeite-se. Saiba que cada um de nós somos especiais e únicos.

Como é bom essa diversidade, como é encantador ter pessoas que complementam umas às outras.

Saliento a importância do cuidado com a saúde do corpo, da mente e da alma. Precisamos estar bem, para fazer o bem, para trabalhar mais motivado, para valorizar o outro.

Comece 2018 fazendo promessas que você possa cumprir. Seja focado em você e em ser sempre uma pessoa melhor, mais evoluída. O processo de evolução é contínuo.

“Aprender a se colocar em primeiro lugar não é egoísmo, nem orgulho. É Amor Próprio.” Charles Chaplin

Jaciara Santos é master coach.

SOBRE O PRIMEIRO ANO DO GOVERNO DE MÁRIO/NAZAL

Gerson Marques

 

 

Diferentemente de Jabes, que foi eleito com a minoria dos votos, Mário foi eleito por grande maioria e com muito carisma. Tem muita força e gordura para queimar…

 

 

Governar Ilhéus não é fácil. Além dos problemas normais de governança, existe aqui uma cultura política depreciativa, atávica e especulativa.

Há quatro anos, após seu primeiro ano de governo, o ex-prefeito Jabes Ribeiro já estava triturado. O vitorioso movimento dos jovens do Reúne Ilhéus reduziu Jabes a cinzas em menos de um ano. Daí em diante, seu governo foi pato manco, com um fim foi melancólico. Sem chances de se reeleger, tentou a “contragosto” um caminho com Cacá Colchões, obtendo uma votação de pouco mais de onze mil votos.

Diferentemente de Jabes, que foi eleito com a minoria dos votos, Mário foi eleito por grande maioria e com muito carisma. Tem muita força e gordura para queimar…

Claro que tem muitos problemas, que o governo tem erros, mas longe de ser sequer equivalente ao primeiro ano de Jabes.

Mário tem uma qualidade que nunca vi em nenhum prefeito de Ilhéus: trabalha muito e tem muita iniciativa. Com seu estilo brincalhão e alegre cativou o governador Rui Costa, com quem trata direto, sem intermediários. Dessa parceria sairá a sua obra mais importante: uma reforma completa no sistema de saúde da cidade.

Não tenho dúvida de que, ao final do segundo para o terceiro ano de governo, a saúde pública de Ilhéus será modelo, com postos médicos recuperados, hospital materno-infantil, hospital da Costa do Cacau e UPA(Unidade de Pronto Atendimento).

Mário abriu diálogo com as categorias de trabalhadores da PMI e deu o reajuste que Jabes congelou por quatro anos.
Tomou iniciativa em relação ao trágico problema do endividamento trabalhista do município caminhando para saneá-lo.

Em outra frente, se prepara para obras que vão mudar a cidade. Algumas já estão sendo executadas, outras projetadas e outras sendo licitadas.

Quem conhece a maquina pública sabe que o primeiro ano de um governo é sempre o mais difícil, mas, se tiver mão firme e ideias claras, somado a um planejamento e coordenação, o governo entrará nos trilhos.

Claro que existem problemas e parte da equipe ainda não disse pra que veio. Daí surge outra qualidade de Mário: ele é reativo e sabe transformar críticas em soluções e problemas em respostas.

Nestes tempos de redes sociais tem gente que reduz o mundo ao seu pequeno círculo de curtidas e compartilhamentos imaginando estar ali uma espécie de realidade. Ledo engano, a vida corre lá fora, é real e palpável.

O governo Mário/Nazal está só no começo.

Gerson Marques é produtor e presidente da Associação de Produtores de Chocolates do Sul da Bahia.

A MORTE EM VIDA NOS PROCESSOS ADMINISTRATIVOS MILITARES

Mônica Rebouças

 

O único meio de combater a displicência administrativa policial militar, para não dizer negligência, é debater, contrapor, não aceitar nunca tal barbárie – no sentido amplo ou estrito – seja utilizando-se de seu direito de petição previsto no Estatuto Policial Militar, seja por outros meios legalmente cabíveis.

 

O processo disciplinar na Polícia Militar baiana em todas suas categorias – apuração sumária, sindicância, processo disciplinar sumário e o tão temido processo administrativo disciplinar – tem obedecido preceitos importantes. Percebe-se uma preocupação bastante evidente a respeito do exercício do princípio do contraditório e da ampla defesa, outrora tão amplamente burlado, mesmo sendo constitucional.

Tal observância tem se dado por causa do farto acesso aos cursos de Bacharel em Direito por parte dos policiais militares baianos, em especial os Oficiais da Polícia Militar que compõe a Corregedoria Geral da Polícia Militar do Estado da Bahia, os quais, verificando a tamanha falha, se direcionam, são orientados e orientam para tal fim, não deixando mais de promover o contraditório.

No entanto, o “cuidado” evidente daqueles que apuram os processos disciplinares se dá apenas para que o Poder Judiciário e até administrativamente ex officio não incorra em nulidade processual por deixar de observar princípio basilar constitucional. Por outro lado, já não se vê o mesmo “cuidado” quando da solução do mesmo processo e aí a administração policial militar se iguala ao Poder Judiciário quando se espera uma sentença por anos. As conseqüências são até mais danosas, vejamos.

Se na sentença judicial há pretensão de alçar um objetivo que de outra forma não pôde ser sanado, mas que, por vezes, repito, apenas por vezes, pode ser aguardado sem maiores prejuízos no cotidiano do litigante, o mesmo não acontece com o policial militar. Este pode ter a qualquer tempo a maior das punições: ser demitido após a dedicação de anos à corporação, já com idade que não lhe permite iniciar nova profissão ou carreira e sem saber exercer mais outro ofício. É a morte em vida!

Como advogada militante nesta área, tenho observado esse comportamento com preocupação, especialmente porque, como disse um colega advogado na VI Conferência Estadual da Advocacia, ocorrida em outubro de 2017 em Salvador-BA, nós advogados temos a obrigação de impedir as atrocidades jurídicas e devemos intervir sempre que ocorram.

Infelizmente, essa prática – a ausência de solução nos processos disciplinares – se dá com muita frequência, mesmo quando se trata de procedimentos menores e que não ocasionariam como punição máxima a demissão, mas detenção, por exemplo. Há outro ponto conflitante que renderá noutra oportunidade um debate: solução diversa do relatório final (art. 63, § 7º, do EPM-Lei Estadual nº 7.990/2001) em PAD.

E o que seria a solução em processo disciplinar no âmbito da Polícia Militar? Na prática, ocorre quando há a publicação da decisão final do processo. Veja que tal decisão por assim dizer é ato unilateral do Comandante da unidade policial militar ou do Corregedor-Geral para sindicâncias e processo disciplinar sumário, ou do Comandante Geral da Polícia Militar, quando se trata de PAD (Processo Administrativo Disciplinar) ou ainda do Governador do Estado da Bahia para o caso dos Oficiais que sofrem o PAD.

Diante do quadro apresentado, o único meio de combater a displicência administrativa policial militar, para não dizer negligência, é debater, contrapor, não aceitar nunca tal barbárie – no sentido amplo ou estrito – seja utilizando-se de seu direito de petição previsto no Estatuto Policial Militar, seja por outros meios legalmente cabíveis.

Mônica Rebouças é bacharel em Direito pela Uesc e advogada do Centro de Apoio Jurídico aos Policiais Militares Associados desde 2011, além de especializada em Direito Ambiental e pós-graduanda em Direito Militar.

CHEGOU O DIA!

Antonio Nunes de Souza

 

Vamos, mais um ano, ver acontecer essas mesmas coisas, mascarando um comportamento social vil e vergonhoso, mostrando ao Menino Jesus que seu aniversário é uma festa para quem pode!

 

Dia de Natal, expectativa da chegada da noite, espera de Papai Noel e, claro e evidentemente, curtir o evento com jantares nababescos, fora dos padrões cotidianos, vinhos especiais, músicas, danças, champanhe, bebidas finas e companhias de parentes, agregados e amigos!

Entre essas coisas, ainda existem aqueles que, com um bom presente, tentam conseguir os amores e encantos da mulher que perturba seu sono durante todo ano sem lhe dar “mole”!

Essa é, sem nenhuma dúvida, o que uma parte privilegiada do mundo, está de prontidão para desfrutar mais uma noite natalina!

Sendo hoje o dia “D”, vale, além de falar do brilho do evento, também sobre as famílias pobres e miseráveis, que, sem nenhuma dúvida, estarão amanhã nas latas de lixos e lixões, pegando os restos jogados fora para satisfazerem as suas fomes. E observem, pelas informações estatísticas, que são milhões de pessoas nessa pobre e vergonhosa situação.

Que a culpa é do governo? Nada disso, pois o governo é uma parte do erro, sendo o erro mais escabroso de uma sociedade mesquinha que somente aprendeu: Somar patrimônios, Diminuir solidariedades, Multiplicar seus numerários e, tristemente, não aprenderam e nem ensinam aos seus dependentes, a Divisão de amor, carinho, fraternidade e ternura!

Vamos, mais um ano, ver acontecer essas mesmas coisas, mascarando um comportamento social vil e vergonhoso, mostrando ao Menino Jesus que seu aniversário é uma festa para quem pode!

Lamento profundamente, não me canso de repetir, mesmo de formas diferentes, essas minhas palavras de desdenho as tais “sociedades organizadas” que cada vez estão mais fechadas!

Bato nessa tecla a dezenas de anos, chegando a ganhar títulos de Comunista, Petista, anarquista e outros mais pejorativos. Mas, na verdade, simplesmente, sou apenas humano!

Antonio Nunes é membro da Academia Grapiúna de Letras (Agral).

A PESSOA CERTA NO LUGAR CERTO

Jaciara Santos | contato@jaciarasantos.com.br

 

O atendimento é a base para o sucesso de qualquer organização. Pode-se ter os melhores produtos e serviços, mas, se não tiver pessoas qualificadas, nenhum outro investimento tem o efeito de substituir um bom atendimento.

 

 

Com as festas de final de ano, o fluxo de pessoas em busca de produtos e serviços, aumenta significativamente. O atendimento tende a se tornar mais mecânico e frio. Entretanto, precisamos perceber que atender bem é um diferencial importante, que fideliza o cliente e faz com que o mesmo indique a empresa onde foi bem atendido para familiares e amigos.

Analiso cada atendimento, cada abordagem dos vendedores de nossa região. Percebo que o descaso com o consumidor se torna cada vez mais visível. Vendedores e atendentes muitas vezes exercendo um papel que foge totalmente de seu perfil.

Às empresas, é oportuno perceber que, antes de contratar um colaborador, faz-se necessário um processo seletivo eficaz, para que a frustração entre ambos os lados não venha à tona logo nos primeiros meses de trabalho.

Nesta semana visitei alguns estabelecimentos para comprar alguns mimos para minha família. Mas, confesso, foi árdua minha missão, por causa da falta de humanidade e profissionalismo em inúmeras empresas que visitei.

O atendimento é a base para o sucesso de qualquer organização. Pode-se ter os melhores produtos e serviços, mas, se não tiver pessoas qualificadas, nenhum outro investimento tem o efeito de substituir um bom atendimento.

Assim sendo, vou sugerir algumas dicas para você, empresário, gestor ou profissional autônomo, que trabalha diretamente com o público:

Dica 1: Atenda cada pessoa que entrar em seu estabelecimento como cliente VIP;

Dica 2: Ouça o seu cliente; e

Dica 3: Tente superar as expectativas do consumidor.

Seguindo essas dicas, tenho certeza que sua organização obterá mais sucesso, maiores resultados. Vale a pena também ressaltar a importância de identificar profissionais que não estão satisfeitos e que podem afetar o clima da empresa – e veja, urgentemente, o que pode fazer para solucionar a demanda.

Lembre-se: “A pessoa certa, no lugar certo, gera resultados extraordinários.”

Boas vendas!

Jaciara Santos é master coach.

A JUSTIÇA E OS POLÍTICOS

Marco Wense

A ingerência política no Judiciário é o começo da derrocada do Estado democrático de direito e, como consequência, o enterro da cidadania.

Dos três Poderes da República, o Legislativo e o Executivo são crias do processo político-eleitoral, já que seus membros são eleitos pelo voto popular.

O cidadão-eleitor-contribuinte até que procura se conformar com tomadas de decisões influenciadas pela política, atendendo interesses de dirigentes partidários.

O Poder Judiciário, no entanto, não pode ter nenhum atrelamento que não seja o de seguir a lei, principalmente os preceitos constitucionais.

A ingerência política no Judiciário é o começo da derrocada do Estado democrático de direito e, como consequência, o enterro da cidadania.

É triste a gente ouvir falar que a decisão de um julgador vai ser em favor de fulano de tal porque ele pertence a um determinado grupo político.

É triste quando a gente ouve a expressão “isso não vai dar em nada”, fulano é ligado a tal político que tem interesse na sua absolvição.

É triste a gente ficar ouvindo que o lobby político nos tribunais tem mais força que a lei, mas especificamente a Lei da Ficha Limpa.

É triste ver a impunidade triunfando diante da Justiça e debochando de tudo e de todos, de mãos dadas com os larápios do dinheiro público.

É triste, muito triste, ver nosso Brasil assim. O povo brasileiro não merece.

Marco Wense é articulista do Busílis.

O PSDB E O GOVERNO TEMER

Marco Wense

 

O PSDB, portanto, não tem outro rumo, só o da aproximação com o governo Temer, a não ser que esteja só pensando na sucessão de 2022.

 

Não tem outro caminho para o PSDB que não seja de uma aliança com o governo Michel Temer e, por consequência, com o PMDB.

Se o tucanato tomar outra posição, corre o risco de ficar isolado na sucessão presidencial e com um tempo pequeno no horário eleitoral.

Se aproximando do governismo, o PSDB mantém viva a esperança de partidos como o PR, PP, PRB, PTB e o PSD apoiarem a candidatura de Geraldo Alckmin.

O DEM é uma incógnita, já que não pretende ser novamente coadjuvante no processo sucessório presidencial. Rodrigo Maia e ACM Neto são os nomes da legenda para uma eventual disputa.

Em relação ao prefeito de Salvador – também cotado para ser vice de Alckmin –, a possibilidade de aceitar uma candidatura ao Palácio do Planalto é remotíssima, quase que não existe.

Aliás, Neto está mais para uma disputa pelo Palácio de Ondina, enfrentando o petista Rui Costa (reeleição), do que para qualquer outro pleito. Se a eleição fosse hoje, enfrentaria o governador.

O presidente já avisou que só vai apoiar uma candidatura que defenda seu governo, o que pressupõe a defesa das reformas, mais especificamente a previdenciária.

Mas nem tudo são flores. Ou seja, se tem a perspectiva de uma boa coligação, dando um precioso tempo na telinha eletrônica, tem do outro lado a gigantesca impopularidade de Temer.

Se a aliança do PSDB com o governo Temer for concretizada, o bom desempenho de Alckmin fica condicionado a uma melhora na economia com uma diminuição significativa no índice de desemprego.

O PSDB, portanto, não tem outro rumo, só o da aproximação com o governo Temer, a não ser que esteja só pensando na sucessão de 2022.

Marco Wense é articulista político e editor d´O Busílis.

ITABUNA VIVE, MAS NADA RECORDA DA TRÁGICA ENCHENTE DE 1967

Luiz Conceição | jornalistaluizconceicao2@gmail.com

 

No dia seguinte, a natureza em fúria fez o rio avançar ainda mais. Desta vez pela Avenida do Cinquentenário e demais vias e praças na parte baixa do centro, inundando lojas de tecidos, sapatos e acessórios e eletrodomésticos, residências, agências bancárias, depósitos de cacau…

 

Há 50 anos o céu cinzento de dezembro era prenúncio de chuvas e de muita fartura. Fazendeiros e comerciantes estavam animados com aquele tempo, porque chuva nesta época do ano significava mais fruto de cacau na safra e mais dinheiro na caixa registradora e circulando, irrigando a economia.

A vida das famílias seguia com a expectativa das festas de fim de ano. Para alguns estudantes, era fim do ciclo primário e do ginásio, para onde muitos de nós ansiávamos chegar com o exame de admissão.

A temida prova dava acesso à 1ª série ginasial. Era ritual de passagem da infância para a adolescência. Por isso, o resultado do exame de admissão era aguardado com ansiedade e medo por toda a família e não só por nós.

À medida que se aproximava o Natal era intenso o frenesi pelos presentes nas lojas e nas casas. Nessa época, chovia abundantemente no sul da Bahia, abençoado com a rica mata atlântica, ribeirões e rios fartos e cheios de peixes. Os índices pluviométricos registram no começo de todos os verões o início da quadra chuvoso do ano.

Passou a festa natalina. As chuvas ficaram ainda mais fortes e intensas. Transbordamento de riachos, ribeirões e cursos d’água e dos tributários – Salgado e Colônia – que formam o Rio Cachoeira que corta Itabuna em direção ao mar no litoral da velha Capitania de São Jorge dos Ilhéus.

Com o volume d’água crescendo a cada hora ficaram mais encorpados. O que era alegria do povo em ver o rio cheio de suas margens, junto com crianças e adolescentes em algazarra e férias, se transformou em medo, drama e terror a partir do dia 27 de dezembro.

As águas turbulentas, escuras e sujas do Cachoeira transbordaram da calha e alcançaram as parte baixas da cidade. Burundanga, Berilo e Bairro Mangabinha, na zona oeste. Cajueiro e Fátima, ao leste, e bairro Conceição, lado oposto ao centro da cidade, tiveram famílias desalojadas e desabrigadas.

No dia seguinte, a natureza em fúria fez o rio avançar ainda mais. Desta vez pela Avenida do Cinquentenário e demais vias e praças na parte baixa do centro, inundando lojas de tecidos, sapatos e acessórios e eletrodomésticos, residências, agências bancárias, depósitos de cacau…

O que era espetáculo virou tragédia, desespero.

As águas derrubaram casas, carregaram móveis e utensílios domésticos. No comércio se perderam mercadorias nos expositores, balcões e depósitos.  Alguns comerciantes foram vítimas de saqueadores que, desavergonhadamente, furtaram-lhes mercadorias em meio ao caos.

Muitos empregados no comércio arriscaram-se em proteger e salvar lojas e bens dos patrões, inclusive com a própria vida. Não se sabe ao certo quantos morreram enfrentando a correnteza forte das águas que em alguns locais do centro comercial do centro de Itabuna alcançou 2,5 metros, derrubando a posteamento da rede de energia elétrica e sinais de trânsito, solapando marquises.

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A outrora culta e reluzente sociedade grapiúna é hoje arremedo do que foi antes da cheia desta Cachoeira que completa agora 50 anos. 

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Há todo um folclore posterior à tragédia de 1967 que, ao lado das enchentes do Rio Cachoeira em 1914 e 1947, figura com a mais espetacular e terrível de todas. Mesmo quem não se viu diretamente atingido não deixou de se condoer com parentes, amigos e vizinhos que perderam tudo.

Embora a cidadã ainda viva, não tem nenhuma memória da mais famosa enchente de sua história que não foi fato isolado. Houve rumores do estrondo de uma barragem numa fazenda de criação de gado nas bandas de Santa Cruz da Vitória, então 36, fato noticiado de forma acanhada pela imprensa de então.

Há imagens de ruas e avenidas alagadas dos fotógrafos Newton Maxwell (Buião), Sabino Primitivo Cerqueira e Emerson Trindade Carregosa (Foto Emerson), dentre outros, ainda preservados em sites na Internet. A outrora culta e reluzente sociedade grapiúna é hoje arremedo do que foi antes da cheia desta Cachoeira que completa agora 50 anos.

As águas levaram consigo o balcão frigorífico, cadeiras e mesas do Vagão, bar e restaurante à cabeceira da Ponte do Marabá, margem direita do rio. Lá se reunia a intelectualidade e a promissora juventude da época de ouro do cacau para sorvetes, cuba libre ou hi-fi e bebidas diversas após sessões de cinema.

Janeiro chegou e com ele o socorro pelos Governos federal e estadual às vítimas, inclusive com a criação do atual bairro Lomanto e vacinações. O comércio teve pouca ajuda que se iniciou com caminhões de guarnições do Corpo de Bombeiros de Salvador lavando as avenidas, ruas e praças do centro.

Itabuna vive, mas nada recorda da trágica enchente de 1967. Além de destruir a dignidade das pessoas, bens e mercadorias, certamente a cheia lavou tudo, incluindo o amor à cidade e sua gente, além do que restou de nossa pouca memória que um dia nos faltará muita, mas muita falta. E não é porque não haja dinheiro para estudos e pesquisa sobre sua própria história.

Luiz Conceição é jornalista.

PARE DE RECLAMAR!

Jaciara Santos | contato@jaciarasantos.com.br

 

O sucesso não se resume apenas ao seu valor salarial. Sucesso é um conjunto de momentos e sentimentos. Sucesso é fazer o que você ama. Ou amar o que você faz, mas com o objetivo de alguma forma sensibilizar a vida dos que estão à nossa volta.

 

Assustei-me quando percebi que já estamos no último mês do ano e comecei a fazer uma breve reflexão de como está se desenrolando o meu 2017.

Quantas pessoas eu impactei com o meu exemplo ? Quantas pessoas eu ajudei sem esperar nada em troca? Quão profunda foi a minha entrega em tudo que eu fiz ou realizei?

Precisamos entender que a vida é um ciclo, que precisa ser vivida com muita intensidade e com muita dedicação, e aprender a evoluir com tudo que acontece conosco. Foi quando me dei conta que este ano sucederam-se muitos fatos. Conheci pessoas maravilhosas, me conectei com o melhor de mim todos os dias, quebrei a “cara”, caí , me machuquei, mas o mais profundo de cada acontecimento foi quão mais forte eu saí de cada momento deste.

E mais uma vez chego à conclusão que devemos agradecer mais, e reclamar menos.

Esse ano fui surpreendida com a morte de Dona Maria, uma senhora simples , mas que tocou muito a minha vida, pela sua alegria e vontade de viver. Dona Maria há muitos anos não levantava da cama e sua vida se resumia a abrir os olhos, ter todos os cuidados em sua própria cama e fechar os olhos para dormir. Mas me emocionava seu exemplo, a alegria que ela tinha de viver, sempre cantando, sorrindo e dizendo quão grata era pela vida.

Quero deixar uma reflexão para os últimos dias do ano de 2017. Agradeça mais, sorria mais, perdoe mais, ame mais, se importe mais com o outro. O sucesso não se resume apenas ao seu valor salarial. Sucesso é um conjunto de momentos e sentimentos. Sucesso é fazer o que você ama. Ou amar o que você faz, mas com o objetivo de alguma forma sensibilizar a vida dos que estão à nossa volta.

Como relata de forma tão simples, mas tão profunda a letra da música: Viver, e não ter a vergonha de ser feliz…

Lembre-se 2017 ainda não se findou. Você pode fazer a diferença hoje, agora, já! Acordemos para a vida, acordemos para os nossos sonhos, acordemos para fazer a diferença todos os dias, pois sempre é tempo de recomeçar.

Feliz dia novo!

Jaciara Santos é master coach.








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