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:: ‘Cultura’

PELO DIREITO DE SORRIR

O centro de Ilhéus se transformou em um grande circo a céu aberto na manhã deste sábado, 8 (nada a ver com a atuação de certos políticos!). Foi a segunda edição da Palhasseata, evento organizado pelo Grupo Maktub, com apoio da Fundação Cultural do Estado da Bahia. A foto é de Karoline Vital.

OSCAR FILHO SE APRESENTA EM ILHÉUS

O comediante Oscar Filho, um dos apresentadores do programa CQC (Custe o Que Custar), da Band, trará o seu espetáculo de stand-up comedy para Ilhéus. A única apresentação será no próximo dia 21, às 20h30, no Centro de Convenções.

O show, intitulado “Putz Grill…”,  foi considerado o melhor da  categoria pelo 10º Prêmio Jovem Brasileiro e já passou por mais de 100 cidades do país, alcançando um público de aproximadamente meio milhão de espectadores. Os pontos fortes do comediante estão nos textos originais e na capacidade de improvisação.

Os ingressos podem ser adquiridos no Stand do Karioka, Manga Rosa e Bicho Festeiro. O preço é R$ 50,00 (meia R$ 25,00) e a casadinha custa R$ 60,00. Para a área VIP, o valor é R$ 70,00.

CURTAS MOSTRAM A RIQUEZA DO CORDEL

O cordelista Minelvino Francisco da Silva é tema de um dos filmes

O Cineclube Équio Reis terá uma sessão especialíssima nesta terça-feira, 4, quando serão exibidos três curtas-metragens sobre a literatura de cordel.

O primeiro filme da noite será Uma vida em versos, documentário que conta a história do trovador Minelvino Francisco Silva, que nasceu em Mundo Novo, sertão da Bahia, mas radicou-se em Itabuna. A produção do curta é de Égila Passos, Érika Passos e Marília Gabriela Morais Borges, que tiveram orientação da professora Marlúcia Mendes da Rocha.

Logo em seguida, será exibido Os diabos de Gilton, de Rafael Castro, Nínive Leão e Marina Alves, filme baseado na obra do cordelista ilheense Gilton Thomas.

O terceiro e último curta da noite será Matou o marido e comeu assado, de Leonardo Castro e Taís Borba, que faz uma análise da literatura de cordel e procura demonstrar de que forma essa linguagem se aproxima do audiovisual.

A exibição dos filmes começa às 19 horas, na Casa dos Artistas de Ilhéus, e a entrada é franca. Após a sessão, rola um bate-papo com os convidados Gilton Thomas, Piligra, Érika Passos, Rafael Castro e Nínive Leão.

CINECLUBE GRAPIÚNA MÁRIO GUSMÃO

Será instalado neste sábado, 8, na Sala Zélia Lessa, em Itabuna, o Cineclube Grapiúna Mário Gusmão. O espaço faz homenagem ao ator baiano que, além da grande contribuição à cultura, foi também um ativista do movimento negro.

Gusmão era de Cachoeira e foi o primeiro negro a se formar na Faculdade de Teatro da Ufba. Na década de 80, atuou em Itabuna na área de cultura (durante o governo Ubaldo Dantas), sendo diretamente responsável pela revelação de vários talentos para o teatro, o cinema e a tevê. O ator morreu em 1996, aos 68 anos.

A inauguração do cineclube será às 19 horas do dia 8, não por acaso com a exibição do filme “O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro”. O filme tem direção de Glauber Rocha e o ator principal é Mário Gusmão.

A HISTÓRIA DE ILHÉUS EM DEBATE

Um dos episódios mais fortes da história de Ilhéus no período colonial segue como objetivo de um interessante debate dentro do projeto Improviso, Oxente!, do Teatro Popular. Nesta quinta-feira, 29, a partir das 19 horas, na Casa dos Artistas, as discussões sobre a revolta dos escravos do Engenho de Santana, ocorrida em 1789, terão a participação do professor Marcelo Henrique Dias.

O Improviso irá analisar a carta de reivindicações escrita pelos escravos naquela rebelião, que reagia à opressão e às terríveis condições de trabalho no engenho.

As discussões sobre esse tema servirão como base na construção da peça 1789 – Rio do Engenho – Uma revolução histórica.  Escrita e dirigida por Romualdo Lisboa, a montagem contará a história da revolta de escravos que é considerada a primeira “greve” do Brasil. A estreia do espetáculo está prevista para março de 2013.

COLUNISTA FAZ DEFESA DE “BEST-SELLERS”

Na contramão da crítica literária convencional (que costuma torcer o nariz a todo autor que vende muito), o colunista Ousarme Citoaian, do UNIVERSO PARALELO, disse nada ter contra os “best-sellers”. Ele destacou, entre estes, Os sete minutos, de Irving Wallace (grande êxito de vendas nos anos setenta), tratando da liberdade de expressão, em torno de um livro proibido por ser obsceno.

Para O. C., ninguém tem de prender-se à lista oficial dos críticos (da mesma forma com a lista dosmais vendidos), mas permitir-se o prazer da própria descoberta. Ao Pimenta, o colunista disse já ter lido “quase tudo” de Agatha Cristie, muito Connan Doyle (Sherlock Holmes), Raymond Chander, Ross Macdonnald e outros. “Nem só de Hemingway, Sthendal, Guimarães Rosa, Dostoiévski e Machado de Assis se faz o prazer da leitura”, brincou.

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COLUNISTA SE DIZ “LAVADEIRA CUIDADOSA”

Ao responder a um comentário, Ousarme Citoaian (signatário do UNIVERSO PARALELO, publicado semanalmente pelo Pimenta) afirmou não ser “uma hábil lavadeira”, como dissera o leitor (empregando uma expressão de Graciliano Ramos), mas “uma lavadeira cuidadosa”, no trabalho com o texto. “Se percebo uma mancha, lavo de novo, querendo que minha frase ´saia da oficina sem um defeito´”, a conhecida receita de Olavo Bilac para o verso parnasiano.

Ele acrescenta que o erro por imperícia é perdoável no profissional, mas o erro por preguiça, não. Sobre a conceituação “literalmente fantástica” de um mundo paralelo, apresentada por uma leitora, O. C. classificou como “genial” a ideia de “um grupo de baratas correndo e gritando, com medo das mulheres”.

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CINECLUBE NO DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA

O Cineclube Équio Reis, da Casa dos Artistas de Ilhéus, terá programação especial nesta terça-feira, 20, quando se comemora o Dia da Consciência Negra. Na tela, serão exibidos dois curtas-metragens que abordam a luta dos povos afrodescendentes no Brasil.

Um dos filmes é “O grito dos cativos”, de Telmo Figueiredo e Heuger Campos; o outro é “Cada negro é uma negritude”, de Murilo Campos. A sessão faz parte de um projeto que destaca a produção audiovisual dos acadêmicos do curso de Comunicação Social da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), numa parceria com o Núcleo de Produção Audiovisual do Teatro Popular de Ilhéus.

O projeto segue com a exibição de curtas até fevereiro de 2013.

LIVRO CONTA A HISTÓRIA DE CLARINDO SILVA

Clarindo Silva, a figura mais emblemática do Terreiro de Jesus, no Centro Histórico de Salvador, é personagem de uma das três biografias que serão lançadas no próximo dia 20, a partir das 16h30, na Assembleia Legislativa da Bahia. Os outros dois livros abordam, respectivamente, a vida do médico Juliano Moreira e a do geógrafo Milton Santos.

O trabalho sobre Clarindo é de autoria do escritor e jornalista Vander Prata, que compilou mais de 80 horas de entrevistas com o ilustre proprietário da Cantina da Lua, além de amigos e parentes.

Durante muitos anos, a Cantina foi um dos centros da efervescência cultural da capital baiana e símbolo da luta pela preservação do Pelourinho como patrimônio arquitetônico da humanidade. Relata o autor que “sob o comando de Clarindo Silva, (a Cantina da Lua) tornou-se um espaço democrático, que reunia poetas, músicos, jornalistas, radialistas, artistas, políticos, nativos e turistas, reinando absoluto como ponto de encontro da cena cultural baiana, principalmente durante as décadas de 1970 e 1980″.

Ainda segundo Prata, “Clarindo Silva estimulava a pluralidade de pensamentos, proporcionando boa comida e bebida de primeira, apreciadas principalmente quando rolava samba”. O livro que conta a bela história de Clarindo e de seu boteco mágico no Pelourinho tem prefácio do escritor e jornalista José de Jesus Barreto e contracapa do poeta Fernando Coelho.

TEODORICO NA CASA DOS ARTISTAS

Teodorico e o puxa-saco Malote (foto Felipe de Paula)

A peça Teodorico Majestade – as últimas horas de um prefeito, do Teatro Popular de Ilhéus, será exibida amanhã e sábado, dias 16 e 17, sempre às 20 horas, na Casa dos Artistas. Será mais uma oportunidade para o público ilheense dar boas gargalhadas com as trapalhadas de Teodorico e sua trupe de puxa-sacos corruptos, mas sem deixar de refletir sobre a importância de se levar a política a sério.

Teodorico estreou em 2006 e já foi apresentada em várias cidades baianas, além dos estados de Alagoas, São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná, tendo recebido duas indicações ao Prêmio Braskem em 2008. Entre maio e julho deste ano, o espetáculo foi visto em 22 assentamentos sul-baianos.

O texto é de Romualdo Lisboa, que também responde pela direção da montagem, que traz elementos da cultura nordestina, como a literatura de cordel e cenário inspirado na xilogravura.

CONTOS DE ESCRITORES ITABUNENSES SELECIONADOS EM CONCURSO NACIONAL

Autor de Ponte estreita em curva sinuosa, Aquilino é um dos selecionados.

Os itabunenses Jailson Alves e Aquilino Paiva estão entre os dez escritores brasileiros com trabalhos selecionados no concurso nacional de literatura do Instituto Maximiano Campos.

Os textos de Jailson e Aquilino foram selecionados, respectivamente, em 3º e 7º lugares no concurso do instituto de Recife (PE). Mais de 500 escritores participaram da oitava edição do concurso.

Jailson reside atualmente em Salvador, é professor da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) e faz doutorado na Universidade Federal da Bahia (UFBA). Aquilino é docente da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), cursa mestrado em literatura pela UEFS e publicou Ponte estreita em curva sinuosa, pela Editora UFRB.

FALANDO DE PRESUNÇÃO, COLUNISTA DIZ QUE “NO CEMITÉRIO TODOS SE IGUALAM”

Ao responder a uma leitora sobre as incertezas da vida, o colunista Ousarme Citoaian (que assina a coluna UNIVERSO PARALELO aqui no Pimenta) disse que também ele emprega expressões do tipo “penso”, “parece” e semelhantes, por não ter “propriedade sobre as tais certezas certas”. O jornalista “pensa” que quem não duvida de si mesmo se transforma em morada da presunção – sendo esta “irmã siamesa da arrogância e da empáfia, e inimiga inconciliável da humildade”.

O titular do UP repete o conselho que um amigo seu ouviu do pai: “ao se sentir cheio de afetação e superioridade, visite o cemitério, para ver como, no final das contas, ali todos se igualam” – e lembra um curioso diálogo de José Lins do Rego e Graciliano Ramos, sobre o pessimismo deste.

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LELO FILHO: “ESTÁ SENDO DIFÍCIL FAZER TEATRO, MAS A GENTE NÃO DESISTE”

Lelo (centro) conversa com a plateia após chuva de risos em Siricotico (Foto Pimenta).

Ator e responsável pelo texto de Siricotico, uma comédia do balacobaco, Lelo Filho emocionou-se ontem, 10, ao final do segundo dia de três apresentações da peça em Itabuna. “Está sendo muito difícil viajar, fazer teatro, mas a gente não desiste, a gente quer continuar”, disse, acompanhado dos atores Jarbas Oliver, Alexandre Moreira e Nilson Rocha. A emoção, em parte, era explicada pela grande interação do público com os atores.

Para a plateia que encheu o Centro de Cultura Adonias Filho (CCAF) ontem, Lelo falou um pouco da concepção de Siricotico e lembrou que a comédia “responde à pergunta que o público sempre fez” ao mostrar os bastidores do teatro, de “como se faz um espetáculo”.

Lelo é da primeira formação de atores da Cia Baiana de Patifaria e completa 30 anos de carreira. Ele mesmo faz questão de dizer que o trabalho é árduo, mas completa: “Estou muito feliz de fazer o que amo”.

A última apresentação de Siricotico em Itabuna será neste domingo, 11, às 20h30min, no CCAF. No próximo final de semana, a peça estará em cartaz em Valença e o elenco se prepara para apresentações fora do Estado.

CIA BAIANA APRESENTA “SIRICOTICO” EM ITABUNA


Hoje é o segundo dia de três apresentações da peça Siricotico, uma comédia do balacobaco no Centro de Cultura Adonias Filho (CCAF), em Itabuna. A peça com os atores Lelo Filho, Jarbas Oliver, Nilson Rocha e Alexandre Moreira, da Cia Baiana de Patifaria, começa às 20h30min hoje e amanhã, dias 10 e 11.

Siricotico tem direção de Fernanda Paquelet e texto de Vinnicius Morais e Lelo Filho. Lelo, Jarbas, Nilson e Alexandre interpretam 20 personagens que contam bastidores do teatro ao narrar as desventuras da trupe Os Tartufos. É prato cheio para quem gosta de comédia teatral.

O quarteto, aliás, está em Itabuna pela terceira vez este ano. As duas primeiras apresentações foram com a peça A Bofetada, sempre com a promoção da Adois Produções, de Célio e Daniel Gomes.

SERVIÇO
Siricotico, uma comédia do balacobaco
Quando: Hoje e amanhã (dias 10 e 11), às 20h30min
Onde: CCAF
Horário: 20h30min
Ingressos: Bilheteria do CCAF.

SAULO FERNANDES CONFIRMA QUE DEIXARÁ BANDA EVA

Saulo Fernandes, vocalista da Banda Eva há dez anos, confirmou saída do grupo musical que revelou nomes como Ivete Sangalo. Fernandes confirmou à repórter Wanda Chase, da TV Bahia, que tomará novos rumos. “É verdade, Wandinha”, disse sobre a despedida já em 2013.

De acordo com o próprio Saulo Fernandes na entrevista, a saída será oficializada ainda nesta noite de quarta, 7, durante show da banda na Concha Acústica do Teatro Castro Alves, na capital baiana. Confira, abaixo, o vocalista cantando Circulou.

“VINTE SÉCULOS NÃO BASTAM PARA SEPARAR SÓCRATES E DESCARTES”, AFIRMA COLUNISTA

Em resposta aos leitores, sobre questões metafísicas como “quem sou, o que sou, o que faço no mundo?”, o colunista Ousarme Citoaian (que assina a coluna UNIVERSO PARALELO, aqui no Pimenta) diz que “buscar-se é próprio do homem”. Como a querer provocar os filósofos, ele cita, a propósito, o “Conhece-te a ti mesmo”, de Sócrates (que teria vivido lá pelos anos 450 a. C.), para lembrar que Descartes, nascido mais de dois mil anos mais tarde, pregou um “Penso, logo, existo”. As duas frases, tão distanciadas no tempo, soam próximas, segundo o colunista, “no sentido de levar o indivíduo a investigar-se”.

Ele mesmo se confessa surpreso com essa proximidade entre dois pensamentos tão díspares, e conclui com uma brincadeira: “Eu imaginava que Descartes fosse… cartesiano!” O. C. ainda “conversa” com seus leitores sobre jazz, literatura (festeja o lançamento de uma pesquisa sobre Marighella, “o inimigo número um da ditadura militar”) e assuntos difusos, como os diabinhos (sorridentes e cheirando a enxofre) que se escondem dentro dos computadores.

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A MULHER E A MORTE NOS LIVROS DE JORGE

A abordagem da mulher e as contingências da morte na obra de Jorge Amado são analisadas no livro “Morte e Gênero – Estudos sobre a  Obra de Jorge Amado”, escrito pelos professores André Rosa e Sandra Sacramento, ambos da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc). O trabalho se propõe a discutir as representações da morte e do feminino em alguns dos mais importantes textos ficcionais do autor grapiúna.

Com o selo da editora Mondrongo, do Teatro Popular de Ilhéus (TPI), o livro tem lançamento marcado para esta quinta-feira, 8, às 18h30, na Casa de Jorge Amado (sede da Fundação Cultural de Ilhéus). Estão programadas apresentações do balé afro Dilazenze, grupo teatral Maktub, entre outras atrações.

CURTAS EM ILHÉUS

Terça-feira em Ilhéus é sempre dia de apreciar os curtas-metragens produzidos pelos acadêmicos de Comunicação Social da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc). As sessões, com entrada franca, começam às 19 horas, no Cineclube Équio Reis, instalado na Casa dos Artistas.

Amanhã, dia 6, serão exibidos dois filmes: “Nos Trilhos do Tempo”, de Rackel Rocha, e “O Encanto das Águas – Histórias da Lagoa Encantada”, de Larissa Sobral e Marcela Falcão.

Além de ver os curtas, o público pode acompanhar (e interagir) a mesa redonda com professores da Uesc, que ocorre após as exibições.