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:: ‘Entrevistas’

SERPA: “VOU PENSAR EM POLÍTICA SÓ EM 2014”

O tenente-coronel Valci Serpa descartou a possibilidade de ingressar na política neste ano e ser o candidato a vice-prefeito na chapa da petista Juçara Feitosa. “Vou pensar em política só em 2014”.

O militar atuou por vários anos no comando regional da Polícia Rodoviária Estadual no sul da Bahia, com sede em Itabuna. Seria um nome novo, leve e com carisma na política local. Traduzindo para o bom politiquês, daria leveza à chapa petista.

Ao PIMENTA, Serpa disse que assumiu hoje o comando do 19º Batalhão da PM em Jequié e soaria deselegante deixar o cargo agora para disputar eleição.

PIMENTA – O senhor vai aceitar a vice?

VALCI SERPA – Assumi o batalhão há pouco, tá doido? (risos). Não fui convidado por ninguém. Nem que me convidassem, eu aceitaria, pois estou começando o trabalho [em Jequié] hoje. Ficaria estranho e seria deselegante com o meu comando [sair agora].

O senhor descarta entrar na política agora?

Vou pensar em política só em 2014. Não partiria [para disputa] agora, sem ter formado meu grupo político. Até 2014, estou fora. Mas não recebi convite para ser vice de Juçara ou Geraldo Simões. Isso é só especulação.

E como o senhor está encarando o desafio de comandar a polícia militar em Jequié?

É uma missão boa, desafio novo. Estou pronto para fazer trabalho de polícia comunitária, cidadã.

Havia expectativa do senhor assumir o comando em Itabuna…

Itabuna, por agora, não. No próximo ano, 2014, talvez.

ASSEDIADO PELO PT, BISPO MARINHO DIZ QUE MANTERÁ CANDIDATURA “ATÉ O FIM”

O deputado federal Bispo Marinho (PRB) lançou-se na disputa pela Prefeitura de Salvador e espera ter seu nome confirmado em convenção partidária no próximo sábado, 30.

Ele afirma que tem mantido contato com vários partidos em busca do vice. As especulações apontam para uma chapa puro-sangue ou até mesmo o deputado ser o vice na chapa encabeçada pelo petista Nelson Pelegrino.

Marinho diz que manterá seu nome na disputa até o fim e já definiu, pelo menos, propostas, estrutura de campanha e a agência que cuidará do marketing da campanha, a Go. Acompanhe o bate-papo ocorrido na semana passada.

PIMENTA – O senhor manterá o nome na disputa até o fim?

BISPO MARINHO – A nossa candidatura está posta. Será homologada no dia 30, na Casa de Espetáculos, ao lado da sede de praia do Bahia, às 16h. Fizemos reunião com 90 candidatos a vereador em Salvador, já definimos algumas metas, para iniciarmos bem a nossa campanha.

Como está a montagem da chapa?

A gente tem feito contato com vários partidos para integrar nossa chapa e fazer aliança conosco. Ainda não temos vice. Estamos trabalhando para atrair quem possa contribuir politicamente. Dar opção em Salvador. A eleição realmente vai para o segundo turno. Vamos discutir, então, quem será colocado nesse projeto.

O PRB dispõe de pouco tempo de televisão. Qual vai ser a estratégia eleitoral?

Nós vamos trabalhar muito na rua. As pessoas que nos apoiam politicamente e os candidatos a vereador têm penetração muito grande na massa. Trabalho articulado de base, forte para tirar essa diferença de tempo de televisão. Com esse tempo, dá para fazer trabalho para se comunicar com a população.

A candidatura do senhor é irreversível ou o senhor coliga com o PT de Nelson Pelegrino?

É para se manter até o fim. Vamos trabalhar forte. Nós tivemos 83 mil votos em Salvador na disputa acirrada para deputado federal. A gente tem conhecimento da cidade, das lideranças. Sou único evangélico dentre os prefeituráveis. Não serei só dos evangélicos. Sou o único negro dentro deste leque. Além disso, transito muito bem em todos os segmentos. Já temos plano de governo, estrutura sendo montada e agência de propaganda, a Go, G-O. O L eu vou colocar [fazer] no dia 7 de outubro (risos largos).

O senhor é dirigente estadual do PRB. Como o partido vai para a disputa na Bahia?

Teremos candidatos em, pelo menos, 40 municípios, além de 20 candidatos a vice. No sul da Bahia, teremos Vane do Renascer em Itabuna, Milton Cerqueira em Coaraci…

 

Montamos frente partidária para ter viabilidade político-eleitoral contra o candidato do Democratas. O nosso adversário político vai ser o Democratas.

 

Em Itabuna, ainda há possibilidade do PRB, por ser da base estadual, aliar-se ao PT?

Não temos absolutamente nada contra Geraldo Simões e Juçara. Estamos na mesma base estadual, mas regionalmente nos encontramos em campos opostos. Montamos frente partidária para ter viabilidade político-eleitoral contra o candidato do Democratas. O nosso adversário político vai ser o Democratas. Fazemos humildemente convite para PT, PSD e PSB venham integrar essa chapa para faze enfrentamento positivo.

O senhor tem acompanhado as denúncias d´O Globo quanto à venda de emendas parlamentares?

Vi por alto essa matéria. Não sei que fundo de verdade tem nisso. Acho que cada um é adulto, sabe o que fez ou deixou de fazer. Cabe a cada um deles provar se não houve algo de ilícito.

JUÇARA FEITOSA: “NOSSO ADVERSÁRIO É O DEM”

A suplente de senadora e petista Juçara Feitosa disputará a prefeitura de Itabuna pela segunda vez. A convenção que confirmará a candidatura ocorre no próximo dia 30.

Ela acredita que o atual modelo de administração em Itabuna “está esgotado” e defende que os partidos da base aliada se juntem à sua candidatura “pelo desenvolvimento da cidade”.

Juçara também crê que a alta aprovação popular da presidente Dilma Rousseff ajudará a quebrar resistência do itabunense em eleger uma mulher prefeita.

Nesta entrevista, a ex-secretária de Desenvolvimento Social desfere estocada no Capitão Azevedo (DEM). Para ele, o prefeito enganou o eleitor com promessa de “20 mil bolsas renda, carteiras de motorista gratuita, terra pra todo mundo e prefeitura móvel”

PIMENTA – A senhora teve 42 mil votos em 2008, mas perdeu a eleição para seu oponente por 12 mil fotos de frente. Por que manter sua candidatura?

JUÇARA FEITOSA – Itabuna e região estão recebendo grandes investimentos. É importante que o município esteja próximo dos governos federal e estadual, pois o modelo que administra a cidade, o DEM, está esgotado, sem criatividade e sem capacidade de gestão. Por isso, sou candidata.

Mas esse discurso de proximidade com os governos federal e estadual já não deu certo, não é? 

Os governos Dilma e Wagner são do PT e vão nos ajudar a colocar Itabuna no contexto do desenvolvimento. Estamos vivendo isso com o Brasil e queremos que seja assim também com a nossa cidade.

A presidente Dilma pode ajudar sua campanha?

A presidente Dilma se mostra grande gestora, faz excelente trabalho e é respeitada mundialmente por isso. O Brasil, após Lula e com Dilma, só tem boas notícias. Acredito que podemos fazer o mesmo com Itabuna. Ter boas notícias em vez de ser apontada como campeã da dengue, campeã da mortalidade infantil, campeã em índices de violência.

Como está a sua pré-campanha?

Tenho conciliado apoios e conversado com as pessoas. Tenho visto de perto as carências de famílias mais humildes de nossa cidade. Percebo o desejo de mudança para vida digna, de qualidade e compromisso com a saúde, infraestrutura dos bairros e o social.

A saúde é das áreas mais criticadas em Itabuna. O que fazer?

Defendo que é urgente reformular a política de saúde, aplicando além dos 15% exigidos pela Constituição, e reforçar os recursos federais e estaduais que vêm para o município. Reorganizar os hospitais e recuperar e melhorar as unidades básicas de saúde com mais cotas de exames, médicos, remédios, equipamentos. Defendo ainda criar centros especializados de saúde da mulher e da criança.

 

RECURSOS FEDERAIS: As obras começam, mas não terminam, ou fazem obra de qualidade duvidosa.

 

A senhora fala em afinidades do seu partido e de seu projeto com os governos estadual e federal. Mas a cidade tem tido muitas obras.

É verdade, mas são obras estruturantes previstas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal, que não mede esforços em repassar recursos para cidades acima de 200 mil habitantes. Os projetos chegam, as ações são importantes, mas os recursos não são aplicados como deveriam pela prefeitura. As obras começam, mas não terminam ou se faz obra de qualidade duvidosa.

Um dos grandes debates nesta eleição será o avanço da criminalidade. Qual seria a solução para a violência?

É preciso ação firme no combate à violência que afeta crianças, jovens e toda a sociedade. O combate não pode ter somente repressão, mas políticas públicas inclusivas. Defendo a criação da Secretaria da Segurança Pública e Trânsito e ações coordenadas com o Ministério Público e polícias Civil e Militar, além de programas sociais para jovens de 15 a 29 anos, a faixa mais vulnerável, inserindo-os no grupo de população economicamente ativa da sociedade.

Como está o quadro de alianças para sustentação de sua candidatura a prefeita?

Já temos um número significativo de partidos, mas isso será definido até o dia 30 de junho, dia de nossa convenção.

As conversas com os partidos da base aliada do governo estão em que nível?

Estamos conversando com todos. O PT trabalha pela união e defesa do povo, independente das vaidades das lideranças. O nosso adversário é o DEM.

 

O VICE: Não definimos ainda. Será uma grande surpresa que iremos apresentar na nossa convenção.

 

Quem será o candidato a vice de sua chapa?

Não definimos ainda. Será uma grande surpresa que iremos apresentar na nossa convenção, no dia 30.

O PCdoB se mantém ressentido com o PT pelo episódio envolvendo o vereador Wenceslau Junior. Há diálogo com os comunistas?

Itabuna deve estar acima desses sentimentos. Caminhamos para fortalecer a cidade, que não pode perder tempo nem oportunidades.

A militância petista está animada com sua nova pré–candidatura?

A militância do partido está firme e confiante.

As eleitoras de Itabuna estão dispostas a mudar de opinião e votar na senhora?

A mulher tem papel importante na sociedade e sente mais as dificuldades dos serviços públicos de saúde, educação, infraestrutura, má-qualidade de vida e a violência. Tenho certeza que as mulheres de Itabuna responderão a esse chamamento.

A imagem da presidente Dilma pode contribuir para reforçar sua campanha nessa direção?

A presidenta Dilma será um dos nossos exemplos. Queremos convencer as mulheres que, mais próximos dos governos federal e estadual, poderemos realizar os investimentos na infraestrutura dos bairros, na saúde, na educação e na qualificação das pessoas.

 

ESTOCADA EM AZEVEDO: Não nos utilizaremos de mentiras nem falsas promessas, a exemplo de 20 mil bolsas renda, carteiras de motorista gratuita, terra pra todo mundo e prefeitura móvel…

 

Como a senhora acha que será a campanha no rádio e na TV?

Vamos fazer uma campanha de alto nível. Não nos utilizaremos de mentiras nem falsas promessas, a exemplo de 20 mil bolsas renda, carteiras de motorista gratuita, terra pra todo mundo e prefeitura móvel e de portas abertas… Itabuna não quer mais essa enganação. Mostraremos projetos concretos para provar a nossa real intenção em priorizar o cuidado com a cidade.

A senhora foi secretária municipal de Assistência Social como avalia o setor atualmente?

Quando dirigi a Assistência Social, fizemos ou trouxemos vários programas como Viva Maria, Grapiúna Cidadão, Alimenta Itabuna e Bolsa-Família. Muitos desses meninos conseguiram o primeiro emprego na Coelba, Banco do Brasil e na Prefeitura. Os projetos já não oferecem as mesmas oportunidades e caiu em qualidade. Poderia hoje estar atendendo a 30 mil famílias, mas não passa de 19 mil. Isso mostra a falta de prioridade e descaso com os mais humildes.

O Rio Cachoeira está morrendo. O que fazer para recuperá-lo?

A barragem do Rio Colônia é uma forma de recuperar o nosso Rio Cachoeira e irá melhorar o fornecimento de água e garantir abastecimento para mais de 50 anos. O Inema já concedeu a licença prévia e ajustes estão sendo feitos para que a licença definitiva saia. Além disso, o Governo Wagner está elaborando um plano diretor de saneamento básico em Itabuna que irá coletar e tratar 100% do esgoto.

As ações de saneamento que a senhora fala incluiria devolver o patrimônio, fundir a Emasa com a Embasa ou a privatização?

Está fora de cogitação a transferência da Emasa ao Estado ou à iniciativa privada. A empresa é municipal e precisa ser fortalecida e reestruturada para que continue cuidando das ações de saneamento. Pena que se tenha se transformado em cabide de emprego. A Emasa é essencial para continuar a atender a população carente com tarifas diferenciadas de água e esgoto e até isenções tarifárias.

VANE RESPONDE A AZEVEDO: “ELE PEGOU PESADO. NÃO SOU DE ESPALHAR BOATOS”

O vereador e prefeiturável Claudevane Leite, o Vane do Renascer (PRB), disse ter estranhado as críticas feitas pelo prefeito Capitão Azevedo (DEM) a ele, acusando-o de disseminar boatos sobre não-candidatura e pesquisas eleitorais. “Ele pegou pesado. Não sou de espalhar boatos”.

Vane disse não ter preocupação com pré-candidatos. “Preocupo-me com a minha pré-candidatura”, disse ele, que integra uma frente com cinco partidos (PRB, PCdoB, PDT, PV e PSC).

Acompanhe o bate-papo ocorrido nesta nesta manhã de terça, 12.

PIMENTA – Como o senhor recebeu as críticas do prefeito?

CLAUDEVANE LEITE – Ele pegou pesado. Muitas vezes tenho sido atacado na rede e nunca me pronunciei, pois entendo que as pessoas têm liberdade de falar aquilo que elas pensam. Tenho o prefeito como pessoa educada, que respeita as pessoas. Estranhei muito essa atitude

A relação do senhor com o prefeito é ruim?

É uma relação de respeito. Não somos os melhores amigos, mas não somos inimigos. É uma relação cordial.

Mas o senhor espalhou ou não o boato das pesquisas e da pré-candidatura do prefeito?

Não estou trabalhando para que o prefeito não possa sair. Nada disso foi pronunciado por mim. Não me preocupo com meus adversários, com Azevedo ou com Juçara. Preocupo-me com a minha pré-candidatura.

E as pesquisas?

Pessoas de Salvador e de Itabuna comentaram comigo que eu havia crescido bastante. Mas basta conversar com vereadores e assessores da própria base dele para saber que não sou de espalhar boatos. Estranho essa maneira grosseira com a qual ele me tratou. Não vou para campanha para difamar ninguém.

E o senhor acredita que terá apoio da Frente se for o escolhido pelo critério pesquisa?

Sou homem de palavra e acredito que as pessoas tenham palavra. Terei apoio da frente. Agora, se eu for ou não candidato, não vou mudar meu estilo de ser. Nunca vai faltar, da minha parte, o respeito às pessoas.

GEDDEL ALFINETA WAGNER E DESCARTA ALIANÇA PMDB-PT NAS 35 MAIORES CIDADES

O ex-ministro Geddel Vieira Lima descartou aliança do PMDB com o PT nos 35 maiores colégios eleitorais da Bahia. Por ele, o diretório estadual peemedebista vetaria toda e qualquer aliança com os petistas no estado. “Fui voto vencido nesse tema”, revelou em entrevista concedida ao PIMENTA.

Geddel explica as razões de o PMDB optar por não aliar-se ao DEM de ACM Neto na capital baiana, mas fechar apoio eleitoral ao prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo, de quem o ex-deputado Renato Costa deverá ser o vice. Deixa claro que o jogo em Salvador tem a ver com 2014.

Vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica, deputado federal por cinco legislaturas e vice-presidente do PMDB baiano, Geddel também aproveitou para desferir ataques contra o seu alvo político preferido na Bahia, o governador Jaques Wagner. Disse que  o petista sofre crise de autoridade. E provoca: “Wagner zonzo”.

Confira a entrevista.

PIMENTA – O PMDB brigou com o DEM na capital baiana e lançou Mário Kertész a prefeito. Como explicar a postura em Itabuna, onde o partido vai ter a vice na chapa de um democrata?

GEDDEL VIEIRA LIMA – O PMDB não brigou com o DEM na capital baiana. A eleição em Salvador é em dois turnos. É impossível pensar que um partido que disputou a eleição de governador em 2010 e que tem projeto para 2014, abra mão de tentar conquistar a capital com suas próprias bandeiras, projetos e programas. No segundo turno, se para ele não formos – e acredito muito no nosso candidato, conversaremos com outras forças de oposição.

E Itabuna?

Em Itabuna, a eleição tem um turno só. O PMDB local entendeu que o prefeito [Capitão] Azevedo fez um bom trabalho e seria o melhor posicionado para derrotar o PT. Ele incorporará nossas ideias e vamos à campanha. Nenhuma contradição, nenhuma briga. Cada município tem sua realidade.

O que pesou na aliança com o DEM em Itabuna, já que tanto o PT como a Frente Partidária também namoravam o PMDB?

Não tem acordo com o PT em cidades grandes, formadoras de opinião. Além disso, temos uma opinião muito clara sobre o estilo dos líderes do PT de Itabuna fazerem política. Nossa opinião é de absoluta rejeição. Não acreditamos que o PT possa trazer avanços políticos-administrativos para Itabuna.

Em eleição de dois turnos, você só não participa do primeiro se faltar absoluta condição política.

O principal entrave em Salvador seria o fato de o PMDB buscar alianças talvez projetando 2014?

Foi o desejo de, na capital do nosso estado, o PMDB buscar, de forma legítima, apresentar seu próprio projeto político-administrativo para a cidade. Em eleição de dois turnos, você só não participa do primeiro se faltar absoluta condição política.

O petista Jonas Paulo vê PT e PMDB fazendo alianças em, pelo menos, 35 municípios. Essa é a mesma visão do senhor?

Não sei em quantos, mas é verdade que em alguns pequenos municípios, a executiva estadual, depois de examinar as realidades locais, admitirá algumas coligações com o PT. Fui voto vencido nesse tema.

Como o senhor avalia o quadro político-eleitoral em 2012? Wagner e Dilma terão a mesma força eleitoral mostrada pelos dois governos em 2008?

O Wagner está muito desgastado. É greve para todo lado, uma imensa crise de autoridade. E as promessas não cumpridas? Cadê a barragem em Itabuna? E a duplicação da Ilhéus-Itabuna? Nada acontece no governo, só lero-lero. Esse é um governo manso. A Dilma, de olho em 2014, vai se meter pouco em 2012.

O partido do senhor trabalha com cenário adverso em 2012 quando comparado a 2008. Quantos prefeitos o partido espera eleger agora?

Certamente não repetiremos o desempenho de 2008. A realidade é outra. Não sei quantos prefeitos elegeremos. Ganharemos umas, perderemos outras… Mas vamos participar do maior número possível de disputas, renovando nossas lideranças, difundindo nossas ideias.

O governador, tentando desmistificar o conceito de que não tem autoridade, age autoritariamente. Wagner  zonzo.

A divisão nas oposições em Salvador não terá reflexo em 2014?

Unidade não é um fim em si mesmo. Precisamos construir um projeto comum da confiança de todos. 2012 é um ano, uma realidade. 2014 será outro momento, outra realidade.

Na opinião do senhor, por que o Estado vem enfrentando dificuldade na negociação com os professores?

Porque o governador, tentando desmistificar o conceito de que não tem autoridade, age autoritariamente. Wagner zonzo.

O PMDB assumiu o comando regional da Ceplac. Recentemente, o secretário estadual de Agricultura, Eduardo Salles, defendeu a transformação do órgão em Embrapa Cacau. Seria esta a saída?

A solução é investir na modernização da Ceplac, na motivação das pessoas, na tecnologia. O doutor Juvenal [Maynart] vem realizando um trabalho que nos orgulha. O ministro [da Agricultura, Mendes Ribeiro], o tem elogiado muito.

ELEIÇÕES 2012: WENCESLAU JÚNIOR CRITICA PT E AZEVEDO E DIZ QUE FOI INJUSTIÇADO

O vereador Wenceslau Júnior está no terceiro mandato. Sonha com a cadeira principal do Centro Administrativo Firmino Alves, sede da Prefeitura de Itabuna. O sonho é alimentado pela possibilidade de uma composição de partidos que une desde o seu PCdoB ao PRB de Claudevane Leite e PDT de Acácia Pinho.

Na entrevista concedida ao PIMENTA, Wenceslau acha improvável composição com o PT em Itabuna e faz críticas ao Governo Azevedo (“não consigo enxergar marca positiva nesse governo”).

O prefeiturável também fala do processo de afastamento do mandato por ordem judicial e diz que a decisão foi injusta. Confira os principais trechos da entrevista que abre série com pré-candidatos a prefeito de Itabuna.

PIMENTA – Quem será o candidato da Frente Partidária?

WENCESLAU JÚNIOR – Há unidade e compromisso de avaliarmos a evolução das pesquisas para, em meados deste mês, afunilarmos para um nome.

O sr. acredita que a frente se mantém mesmo após definir o candidato?

Eu acredito nas palavras de Vane [do Renascer] e de Acácia Pinho. Esta frente não é voltada para interesses pessoais, tem princípios e compromisso de melhorar a cidade, fazer gestão inovadora. A frente também está dialogando com PPS e PP e abrindo perspectiva para ter tempo de televisão razoável e consistência política ainda maior.

Do outro lado, existem duas candidaturas com maior estrutura. A frente tem como ir para a disputa com chances até o final?

O elenco de lideranças que compõem essa frente já é algo importante. Além disso, acho que estrutura não é algo tão definidor em eleição em Itabuna. Em 1992, Geraldo Simões caiu na graça do povo e foi eleito imprensado entre duas grandes candidaturas [Ubaldo Dantas e José Oduque].

Hoje não temos cenário de protestos, impeachment de presidente…

(Interrompe)… Em 2008, o prefeito [Azevedo] estava em último, não tinha ajuda da máquina municipal e só passou a contar quando cresceu na pesquisa. De início, foi uma candidatura franciscana. Em Itabuna, um bom programa de TV e militância aguerrida nas ruas são fundamentais para a eleição.

Pelo que se desenha, qual será o tipo de campanha que teremos em 2012?

O compromisso na Frente Partidária é discutir propostas para a cidade. A eleição em Itabuna, o debate tende a ser municipalizado, sem grande influência das políticas nacional e estadual.

O PCdoB se manterá na frente mesmo se ocorrerem pressões de cima?

Olha, o governador Wagner vem tendo postura elogiável em todo o processo. Tentar mediar, mas nunca impor. O PCdoB em Itabuna tem divergência com o PT local, o que não ocorre nos níveis estadual e nacional.

 

ALIANÇA COM O PT: Nada em política é impossível, mas acho um pouco distante essa reaproximação, até porque não há espírito despojado do outro lado.

 

Há possibilidade de coligação com o PT em Itabuna?

Nada em política é impossível, mas acho um pouco distante essa reaproximação, até porque não há espírito despojado do outro lado. Wenceslau pode abrir mão de ser candidato para apoiar Vane ou Acácia, Vane pode abrir mão, Acácia, também… Do outro lado [do PT], não. Isso dificulta qualquer conversa.

O senhor sofre críticas por ter atuação omissa na fiscalização do governo municipal…

Sempre vou ao Tribunal de Contas dos Municípios (TCM). É um trabalho árduo e silencioso. Não foi à toa que as contas do prefeito [Capitão Azevedo], de 2009 e 2010, foram reprovadas. Agora eu tenho que reconhecer que foi mandato atípico, por causa da candidatura a deputado estadual. Tanto na pré-campanha, em 2009, quanto na campanha, em 2010, realmente me dediquei à atuação em nível estadual. Nas principais batalhas na Câmara, as questões da saúde, defesa dos salários dos servidores, professores, nós estávamos lá.

Como o senhor avalia a gestão municipal?

É uma gestão sem planejamento, que não consegue planejar e, por conta disso, compromete a execução. Tem muitas pessoas preocupadas com seus interesses pessoais. Azevedo não é bom coordenador e tem dificuldades de exonerar aqueles que não dão resultado. Pergunto ao leitor, qual é a marca positiva deste governo?

E qual seria esta marca?

Não consigo enxergar. Negativas, sim, existem. Aumento da violência na cidade, por que as pessoas são impedidas de ter acesso à educação, lazer. Nós nunca passamos situação tão vexatória na saúde. A marca mesmo é a de malversação de dinheiro público.

Quais seriam estes exemplos de malversação?

Nas obras, todas federais, mas executadas pelo município, a gente não sabe dizer se é construtora ou a prefeitura que está fazendo. Há uma mistura, confusão. Obras são licitadas e quem trabalha é a mão de obra da prefeitura. Sem falar das causas de rejeições de contas: exageros de gastos em alguns setores, aplicação abaixo do mínimo em saúde e educação…

 

FOLHA INCHADA: A folha consome 70% da receita. Existem muitas pessoas que estão na folha sem trabalhar, por apadrinhamento político, consumindo recursos públicos. Fantasmas.

 

Se as obras são federais, para onde está indo o dinheiro das receitas próprias?

Infelizmente, a prefeitura está completamente inchada. A folha consome 70% da receita. Existem muitas pessoas que estão na folha sem trabalhar, por apadrinhamento político, consumindo recursos públicos. Fantasmas.

O PCdoB e a sua campanha já avaliaram os efeitos do escândalo dos consignados na sua pré-candidatura?

O partido já avaliou. Depois do caso, nós fizemos pesquisa e constamos que crescemos ou mantivemos os percentuais. A população de Itabuna me conhece desde os tempos de movimento estudantil. Nunca respondi a processo, já participei de governo municipal, fui assessor parlamentar.

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DANIEL ALMEIDA CONFIRMA DIÁLOGOS COM GS, MAS DESCARTA ALIANÇA PC DO B-PT EM ITABUNA

O presidente estadual do PCdoB, deputado federal Daniel Almeida, confirmou ao PIMENTA que o colega Geraldo Simões o procurou para tratar de aliança eleitoral comunista em Itabuna, mas ressalvou: “decisão passa pelo diretório municipal”.

O dirigente também comentou os planos do partido para as eleições na Bahia em 2012 (“queremos ultrapassar a marca de 30 prefeitos eleitos”) e o mal-estar no partido com a punição pública ao sindicalista Rui Oliveira, líder da greve dos professores estaduais.

Confira os principais trechos da entrevista concedida nesta noite de segunda, 28, logo após reunião do partido. “Discutimos tática eleitoral em Salvador e em toda a Bahia”, enfatizou.

PIMENTA – O partido terá candidatura própria em Itabuna?

DANIEL ALMEIDA – Temos como prioridade a eleição em Salvador, com Alice Portugal, e em alguns municípios, dentre eles Itabuna. Trabalhamos para construir a candidatura de Wenceslau [Júnior]. Nesse momento, estamos construindo uma frente [PCdoB, PRB, PSC, PDT e PV] da qual o PT não participa.

A frente é para valer?

Vamos insistir na construção da candidatura e de projeto inovador dentro dessa frente. Essa polarização dos últimos anos [PT x DEM] não tem produzido os resultados que Itabuna necessita. Nós temos conversado com todos os partidos da base governista, mas em Itabuna insistimos na necessidade desse caminho novo. Wenceslau é alternativa necessária e viável.

O deputado Geraldo Simões tenta apoio do PCdoB. Disse, em entrevista, que a conversa no partido se dá com o senhor.

Converso com Geraldo todos os dias, são temas variados. Ele já demonstrou interesse em conversar sobre aliança, mas a decisão passa pelo diretório municipal, que tem autonomia e confiança para conduzir a tática eleitoral.

O PCdoB elegeu 18 prefeitos na Bahia em 2008. Qual é o cenário para 2012?

Queremos ultrapassar a marca de 30 prefeitos eleitos. No sul da Bahia, manter Gandu e Itacaré e conquistar outras, como Uruçuca, Itabuna, que é a principal cidade. Temos situação muito favorável em Itagibá e Camacan.

O PCdoB reconhece as reivindicações dos professores. Isso não pode levar dirigente do partido – e Rui é dirigente– a fazer discurso de ataque ao governo.

Como o partido explica a retirada do nome do deputado Jean Fabrício em Conquista, no sudoeste?

Quando lançamos Fabrício, levamos em conta a eleição em dois turnos. Houve afunilamento muito forte dos partidos [da base] em torno de Guilherme Menezes. Por essa razão, achamos que deveríamos somar nessa direção. Nunca nos afastamos do projeto.

Avançando em outro campo, a reprimenda ao professor Rui Oliveira não pegou mal para o partido?

O PCdoB reconhece as reivindicações dos professores. Isso não pode levar dirigente do partido – e Rui é dirigente– a fazer discurso de ataque ao governo, que se soma à oposição para fragilizar o projeto do qual participamos. Isso não tem nada a ver quanto ao reconhecimento do papel da APLB e das reivindicações dos professores. Da mesma forma, reconhecemos que o governo deve dialogar.

A greve de agora se aproxima da paralisação de 55 dias de 2007. Na opinião do senhor, o que está faltando desta vez?

Penso que é necessário ter mais sensatez por parte do governo e dos trabalhadores. O tensionamento que verificamos hoje não vai levar ninguém à vitória. Vai levar a resultado que contabiliza derrota para professores, governo, sociedade, sindicato e suas lideranças. O melhor caminho é o diálogo.

“GOVERNO TEM QUE COMPROVAR QUE NÃO PODE PAGAR OS 22,22%”, DIZ PRESIDENTE DA API

Dezenas de professores e sindicalistas participaram do panelaço em Itabuna(Foto Jeremias Ribeiro).

Os professores da rede estadual entraram hoje no 42º dia de greve na Bahia ainda sem perspectivas de retomada de negociações com o governo baiano. Hoje, a categoria promoveu “panelaço” pelas principais ruas do comércio central de Itabuna.

João Rodrigues, presidente da Associação dos Professores de Itabuna (API), ligado à APLB-Sindicato, concedeu entrevista ao PIMENTA. Para ele, é necessário ao governo chamar a categoria para o diálogo e comprovar que não tem capacidade de pagar os 22,22% para todos os padrões (níveis) da educação.

Confira entrevista com o sindicalista momentos após o panelaço.

PIMENTA – O que a categoria exige para retornar à sala de aula?

JOÃO RODRIGUES – A nossa proposta é que o governo cumpra o acordo de 2011, pagando os 22,22% para todos os padrões. Do contrário, ele tem que comprovar que não tem condições de pagar e aí fazer a contraproposta. O que não pode ser é reajuste de 6,5%.

Se o governo reabrir o diálogo, a categoria retorna ao trabalho?

A gente precisa ver qual é a proposta de diálogo deles, porque dizer que vai restituir o que descontou e que vai pagar mais, negociar calendário… Isso é trâmite normal.

A categoria tem alguma avaliação do impacto de aumento de 22,22% para todos os níveis?

Não, até porque o estado não apresentou, claramente, quais as suas receitas e despesas na área da educação.  O estado tem que aplicar, na educação, o mínimo de 30% da sua receita.

O governo está testando o professorado, pra ver até onde a gente vai, está experimentando a força da categoria.

Qual é a média salarial do professor da rede, hoje?

O professor do padrão A recebe R$ 1.200,00 por 40 horas. O governo do estado desarticulou todo o piso básico. O salário vai para R$ 1.600,00 no padrão A com as incorporações e subsídios. O subsídio não é legal, não pode entrar nessa conta no piso.

Qual o nível de adesão à greve hoje em Itabuna?

Gira em torno de 90%. O [Colégio] Ciso aderiu à greve parcialmente, assim como duas outras escolas, a Carlos Salério e o Lions.

São 41 dias de paralisação, além da greve dos policiais militares. Quantos dias de greve mais não afetaria de vez o ano letivo?

50, 60 dias já afetaria o ano letivo, isso se não tiver recesso de junho e tivermos aula em todo mês de dezembro. Não queremos chegar ao nível de Minas Gerais, onde a greve dura 102 dias. Eu, pessoalmente, acho que o governo está testando o professorado, pra ver até onde a gente vai, está experimentando a força da categoria.

PRESIDENTE DO SIMPI DIZ QUE PROFESSORES ESTÃO VIGILANTES

“Na calada da noite, as coisas acontecem”, disse em entrevista ao PIMENTA  a presidente o Sindicato Municipal do Magistério Público de Itabuna (Simpi), Normagnolândia Sant’Ana, sobre o minitrio e no calor da passeata na Avenida do Cinquentenário, centro, na sexta-feira, 13.  A líder se referia à vigilância que deve ser feita quanto à tramitação de projeto de reajuste salarial dos professores. A proposta foi protocolada na Câmara de Vereadores pelo prefeito Capitão Azevedo na noite do dia 10.

Na sexta, os professores desfilaram pela avenida em protesto que reuniu instituições sindicais dissidentes: a API/APLB e o Sindicato do Magistério Municipal Público de Itabuna (Simpi). Em faixas, cartazes e camisetas docentes municipais e estaduais chamaram a atenção de transeuntes e comerciantes para a luta salarial.  Confira a entrevista com Normagnolândia.

PIMENTA – O prefeito mandou à Câmara de Vereadores projeto de lei com reajuste para os professores na noite do dia 10. A greve continua?

 NORMAGNOLÂNDIA SANT´ANA – No dia 10, a categoria esteve no plenário e na presidência da Câmara com o vereador Ruy Machado. Acontece que o prédio estava às escuras. A Câmara até hoje (sexta-feira, 13) está sem energia. Nós professores estamos indignados com o percentual de 15% parcelado, sendo 8% para abril e 7% para o mês de setembro. Saímos em caminhada até a Praça Adami onde fizemos manifesto em protesto ao desrespeito do governo com a categoria.

Os professores vão aceitar o percentual no projeto que está Câmara ou vão tentar pressionar os vereadores a elevar isso?

O que pleiteamos? A gente tem um Plano de Carreira de 2003 que garante que reajuste para um nível seja para todos. O nível I é regulamentado pelo piso nacional do magistério, que é de R$ 1.451,00 para quem não tem nível superior. O que a gente quer é que se estendam os 22,22% aos níveis II e III pela linearidade estipulada no Plano de Carreira dos Professores Municipais.

Você sabe que temos de ficar de olho. Na calada da noite, as coisas acontecem…

Passado o dia 10 de abril, a lei eleitoral proíbe percentual maior que a inflação. O que fazer?

Estamos analisando a questão com o consultor jurídico do sindicato. Na segunda-feira, na assembleia, vamos ver como levar adiante o movimento grevista. Tivemos adesão dos professores estaduais, que exigem o cumprimento pelo governador da lei do piso, que não está sendo cumprida.

Em nível local, a Câmara não teve nenhuma sessão, não leu o projeto e nem deu conhecimento do conteúdo. Como vai ser?

A Câmara está às escuras e sem funcionamento. A partir de segunda-feira vamos lá ver como está a tramitação, se realmente foi dado entrada. Você sabe que temos de ficar de olho. Na calada da noite, as coisas acontecem…

GREVE DOS PROFESSORES: “NÃO SERÃO 15% OU 6% QUE VÃO MUDAR A HISTÓRIA DA CATEGORIA”

Professores fazem caminhada e protestam pela linearidade (Foto Luiz Conceição/Pimenta).

Professores da rede municipal de ensino fizeram passeata pela Avenida do Cinquentenário e ato público na Praça Adami, no centro de Itabuna, em protesto contra o Capitão Azevedo, que não havia mandado à Câmara de Vereadores projeto de reajuste linear pedido pela categoria. Depois de aguardar por mais de 2h30min no Plenário, às escuras e sob forte calor, os docentes decidiram sair do prédio do Legislativo. O projeto de reajuste escalonado para os níveis 2 e 3 foi enviado no início da noite à Câmara.

Em carro de som do movimento grevista, uma professora fazia discursos de protesto e cantava engraçados refrões contra os governantes. “É ou não é, piada de salão, dinheiro paga tudo, mas não paga a educação” entoavam grupo de professores acompanhado de palmas e muito barulho para chamar a atenção da população e do comércio para sua luta salarial. A seguir entrevista com a presidente do Sindicato Municipal do Magistério Público de Itabuna (Simpi), Carminha Oliveira.

PIMENTA – O prefeito não enviou o projeto à Câmara de Vereadores. A greve continua?
Carminha Oliveira – A greve continuará por tempo indeterminado. Tentamos de todas as formas negociar com o prefeito. A lei nos garante, no artigo 26 do Plano de Carreira, o direito à linearidade. Então, o prefeito também teria que repassar aos professores dos níveis II e III, que são os professores graduados e com especialização, o mesmo percentual do nível I, que foi 22,22%, que é o determinado pela lei do piso nacional.

A greve continua?

Continua, apesar de a lei eleitoral fixar prazo de 10 de abril para que o governo repasse apenas o percentual inflacionário, que foi de 6,5%. Os professores rejeitaram a proposta dos 15%, escalonados em duas vezes.

Isto não trará prejuízos à categoria, caso perca os 15% da contraproposta?

Não traz prejuízo porque já vivemos em prejuízo, historicamente, neste município, na Bahia e no Brasil. O professor passa por diversas dificuldades. Não serão 15% ou 6% que vão mudar a história da categoria. Exigimos eleições diretas, com direito de votar nos gestores escolares; pagamento em dia do vale-transporte e auxilio alimentação. Nada disso foi acatado pelo governo municipal, que ainda apresentou percentual irrisório em relação ao que categoria merece, que é a linearidade, os 22%.

O governo foi intransigente na negociação?

O canal se manteve aberto. Como o professor Gustavo disse que, em termos de orçamento, o governo não poderia de forma alguma dar valor acima disso… Então, o professor Gustavo declarou, infelizmente, o percentual máximo de 15%, o que rejeitamos. Rejeitamos porque o governo municipal tem que fazer, na verdade, uma estruturação administrativa de forma a promover choque de gestão, organizando aquela casa, a prefeitura de Itabuna, para que possa valorizar não só professores como todos os servidores públicos municipais.

O prefeito já vem se queimando com os professores desde o ano passado.

O governo se queimou com os professores?

O prefeito já vem se queimando com os professores desde o ano passado, quando foi aprovada a lei da eleição direta e ele prometeu que faria a lei nem que fosse por decreto. Nada foi feito e nem atendido. O mesmo se dá com o vale-transporte que o professor paga. Paga no seu contracheque e só recebe com atrasos.

Há expectativa de o prefeito ainda mandar à Câmara amanhã, dia 11, o projeto de reajuste?

O valor proposto pelo governo de 15%, que a categoria rejeita, terminantemente, infelizmente nesse valor não pode. Ele só dar hoje, por conta da lei eleitoral, o percentual de 6,5%. A categoria sabia disso, mas ainda assim, a categoria achou desrespeitoso o trato do Poder Executivo com as questões educacionais. O que a categoria quer é apenas aquilo que lhe é de direito, não pede nada fora da lei. Quer o que se mantém no Plano de Carreira, o direito à linearidade, o valor inicial da carreira dos 22,22%, do nível I seja dado também aos níveis II e III.

VOTAÇÃO DE REAJUSTE DOS PROFESSORES DEPENDERÁ DE CONSENSO, DIZ WENCESLAU JÚNIOR

Wenceslau Júnior conversa com grevistas (Foto Luiz Conceição/Pimenta).

Para Wenceslau Junior, dependerá do consenso entre líderes políticos em plenário para que a matéria seja apreciada. E desde que o projeto chegue ao Legislativo em tempo hábil. A seguir a entrevista do vereador:

PIMENTA – Há condições técnicas e políticas para votação do projeto de reajuste dos professores dentro do prazo que a lei estabelece?
Wenceslau Júnior – No que depender do Legislativo, já conversei com o presidente, vamos envidar esforços para votar o mais rápido possível. Espero que o projeto chegue com conteúdo que, de fato, satisfação às reivindicações dos professores. Caso contrário, haverá empecilho…

Tecnicamente, é possível votar o projeto esta semana?
Na verdade tudo depende de consenso de lideranças. Havendo consenso, acordo do colégio de líderes poderemos votá-lo em primeira discussão nesta terça-feira e encerrar com a segunda votação amanhã. Caso o projeto chegue em tempo hábil.

Essa votação urgente não atropelaria questões regimentais e legais?
O Regimento Interno é claro com relação a isso. Mas, por outro lado, o acordo de lideranças e o consenso do plenário pode suprir, efetivamente, qualquer questão relativa a prazo. O próprio Regimento permite esse entendimento. Mas se houver divergências nas lideranças que compõem o Pleno da Câmara, teremos dificuldades de cumprir prazos, rigorosamente, como o Regimento prevê.

A divergência que existe entre o movimento e a Secretaria de Educação é a tentativa de achatamento da diferenças entre níveis I, II e III.

Há condições financeiras de votar pelo reajuste linear?
Em Itabuna, a divergência que existe entre o movimento e a Secretaria de Educação é a tentativa de achatamento da diferenças entre níveis I, II e III por progressão da carreira de pessoas que fizeram mestrado e doutorado e acabam sendo prejudicadas se não há linearidade nesse reajuste.

A folha de pagamento de professores é limpa ou existem penduricalhos?
Sindicato e o movimento grevista não tiveram acesso a essas informações. Ontem recebemos conjunto de professores pedindo que a Câmara faça esse pedido ao Executivo. Há desconfiança de que existe grande número de contratados e cargos comissionados, portanto, pessoas que não deveriam estar contando com recursos do Fundeb. Talvez possibilitasse reajuste maior e cumprimento da legislação do Plano de Cargos, que prevê salários diferenciados em razão do nível de cada profissional.

ILHÉUS NO ROTEIRO GASTRONÔMICO DO FESTIVAL DA TILÁPIA

Isaac e Luiz Henrique lançam festival (Foto Rildo Mota).

Os pratos servidos durante o coquetel de lançamento do Festival da Tilápia 2012 no lendário Bataclan, no Quarteirão Jorge Amado, Centro Histórico de Ilhéus, segunda-feira, 9, à noite, deram pista da riqueza gastronômica que baianos e turistas têm até o próximo dia 16 em Salvador e  municípios do interior. O peixe de água doce foi servido de deliciosas maneiras, encantando autoridades, convidados e jornalistas do eixo Ilhéus-Itabuna.

A 3ª edição do Festival da Tilápia começou no dia 26 de março numa promoção da Bahia Pesca, empresa estatal baiana, e a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel). O evento é realizado, simultaneamente, em 44 restaurantes de Salvador, Lauro de Freitas, Camaçari, Porto Seguro, Ilhéus, Paulo Afonso e Vitória da Conquista.

O presidente da Abrasel, Luiz Henrique Amaral, destacou que o Festival de Tilápias visa fortalecer o segmento de bares e restaurantes que se especializa no fornecimento de pratos diversificados, incluindo o pescado.

O presidente da Bahia Pesca, Isaac Albagli, afirma que o consumo de pescado no estado tem déficit de 40 mil toneladas que serão compensadas nos próximos anos com a produção de peixes em águas interiores, a exemplo de açudes e barragens Confira entrevista concedida por Albagli.

PIMENTA – Qual o objetivo do Festival da Tilápia?
Isaac Albagli – A Bahia tem um déficit entre a produção e consumo do peixe. Após o salmão, a tilápia é o peixe mais cultivado no mundo e se adaptou bem ao Brasil. Então, estamos promovendo a tilápia para dar certeza ao produtor de que pode comercializá-la.

Quais condições a Bahia Pesca oferece ao produtor no cultivo de peixes na propriedade?
Estamos aumentando muito nossas ações. A principal delas é a oferta de alevinos. Nos últimos cinco anos, saímos de uma produção de 15 milhões de alevinos/ano para 75 milhões/ano. São oito estações de piscicultura em funcionamento e mais uma vai entrar em operação ainda este ano e assistência técnica: passamos de oito para 28 unidades para dar conforto e segurança ao produtor.

Quais são as condições atuais da pesca na Bahia?
A pesca sempre é um problema, passa por dificuldades e está sempre no limite da sustentabilidade. Hoje, existe sobrepesca muito grande e as condições decorrentes de poluição e outros problemas ambientais que faz diminuir a quantidade de pescados. Daí, a necessidade de pesca oceânica, ou seja, mais profissional, e é o que estamos fazendo com os terminais pesqueiros de Salvador e Ilhéus.

A Bahia saltou de quinto para terceiro colocado no País, com crescimento de 52% nos últimos cinco anos e a produção continua aumentando.

Como a Bahia Pesca imagina o futuro do setor na Bahia?
O futuro é promissor. A Bahia saltou de quinto para terceiro colocado no País, com crescimento de 52% nos últimos cinco anos e a produção continua aumentando. A Bahia é o estado com maiores condições de crescimento na pesca e aquicultura.

A Pesca é um bom negócio?
Sim. Agora é preciso tecnologia, capacitação, investimento, financiamento público e assistência técnica. Estamos trabalhando na linha de dotar o produtor e o pescador das condições para produzir e se desenvolver e trabalhar profissionalmente.

Há recursos disponíveis para investimentos do produtor e o pescador?
Existe sim, mas a rede bancária tem dificuldades em financiar por inadimplências do passado. Fizemos desafios aos bancos do Nordeste e do Brasil demonstrando que com assistência técnica presente isto não vai mais acontecer. Antigamente se dava o recurso ao produtor, pescador, dono de embarcação e armador sem acompanhamento técnico algum e a resposta não era positiva. Agora, não. Todo programa de financiamento terá acompanhamento da Bahia Pesca e a coisa muda de figura…

“A INTERNET É UM FAROESTE MODERNO”

Criador do Blog de Redação, considerado um dos dez melhores dessa modalidade no Brasil, o professor itabunense Gustavo Atallah Haun acredita que a escola deve compreender e conviver com a nova realidade trazida pela internet. “Aproveitar o que se tem e acrescentar o novo” – é o que ele prega nessa entrevista concedida ao PIMENTA, na qual o professor fala também sobre sua experiência na blogosfera e o que pensa sobre os blogs da região. Um bate-papo bem interessante, que você confere nas linhas abaixo:

 

PIMENTA – De onde surgiu essa ideia de criar um blog sobre redação?

Gustavo Haun – Olha, eu tinha uma sensação, como articulista diletante de jornal escrito, de não ter respaldo, de ter pouco retorno dos leitores. Sentia-me como um pregador no deserto. São mais de duas centenas e meia de textos publicados no Diário de Ilhéus, alguns no Jornal Agora e no Diário Bahia. Um número considerável para um amador. Mas havia esse vazio. Com a experiência de publicar alguns artigos aqui no Pimenta na Muqueca, que sempre me abriu as portas, vi que o resultado era imediato. Então, tive uma sacada com a disciplina que ministro aula: que tal postar tudo o que escrevi, a minha experiência de 11 anos de sala de aula e tal? Daí surgiu, despretensiosamente, o blog.

PIMENTA – Seus alunos acessam o blog? O que eles acham?

GH – Meus queridos alunos são sujeitos privilegiados que nasceram com essa ferramenta, para mim pedagógica, para eles de mero entretenimento. Eles acessam e vão me dando dicas: faça assim, faça assado… Mas a maioria que frequenta o blog é de cursinhos para concurso, pré-vestibulares e pré-Enem, tem uma busca mais objetiva, pois evito textos engraçadinhos, rasteiros, só para fisgar alunos. A minha meta é o bom conteúdo, prezo por isso. Evito que se torne um consultório gramatical ou redacional, algo assim.

PIMENTA – Legal quando você chama seu blog de “pedacinho de chão virtual”. Como você se sente nesse terreno relativamente novo e ao mesmo tempo já tão complexo e abrangente, que é a internet?

GH – Um peixe fora da água tentando se aprumar. É um mar de informações, ondas de opiniões, de doideras de todos os lados, respaldados ou não. Não sei como as gerações futuras farão para filtrar tudo isso… Liberdade demais, talvez, pode levar ao caos, não sei. A internet é um faroeste moderno, terra de ninguém, e de todos ao mesmo tempo. Mas depois da sacada inicial e de assistir ao belíssimo filme Escritores da Liberdade (2007) vi que era possível fazer o link com o que pretendia.

 

A sala de aula pode ser uma coisa muito, muito chata, insuportável até, quando a relação lá existente é baseada em interesse de nota ou em pura obrigação.

 

 

PIMENTA – Em um artigo postado no seu blog, você afirma que a escola perdeu a antiga condição de templo sagrado e único do saber. Já que as evidências indicam que esse é um processo irreversível, o que a escola precisa fazer para conviver com a nova realidade?

GH – Se adaptar aos tempos modernos, meu caro. O homem é moldável, a educação tem que entrar nesse balaio de gato, afinal, ela é o resultado de homens e de práticas. Frases como a de Rosely Sayão, tão famosas no meio educativo, como “Não há Educação sem repressão”, felizmente ou infelizmente, estão absolutamente fora de moda. A parada do momento agora é incluir, é aproveitar o que se tem e acrescentar o novo. A internet pode, e deve, ser usada com esse fim, tendo o cuidado com o caos que falei acima, não cair em um liquidificador cultural louco e sem nexo.

PIMENTA – Quais são as dores e as delícias de ser professor?

GH – Poxa, já escrevi vários textos sobre isso… A sala de aula pode ser uma coisa muito, muito chata, insuportável até, quando a relação lá existente é baseada em interesse de nota ou em pura obrigação. Então, pode ter sentido Paulo Mendes Campos afirmar que “aprender é uma mutilação”. Porém, há os gozos, há os momentos em que tudo vale a pena e que penso que escolhi o caminho certo. Por exemplo, recentemente postei um texto nota dez de uma aluna do segundo ano do Ensino Médio. Nessas horas, bate um orgulho de ser professor, apesar de que a pessoa que escreve é quem tem o mérito total do que escreveu. Eu só oriento, mostro caminhos, possibilidades. O escrevente é quem resolve, com o seu mundo, com suas leituras prévias, com a sua linguagem. Desculpem o lugar comum, mas a expressão que poderia sintetizar tudo isso que estou falando é “padecer no paraíso”.

PIMENTA – Falando de blog, o que você acha da blogosfera regional? Você acha que os blogs da terrinha cumprem um papel importante? O que lhes falta?

GH – Eu sou frequentador assíduo dos blogs grapiúnas, alguns inclusive estão linkados no meu. Gosto de muitos, mas sinto falta de blogs culturais na nossa região: os nossos artistas ainda não descobriram esse portal interessante e essa força incrível que é a internet. Alguns blogs jornalísticos – que não acesso – exploram a desgraça alheia; outros viraram palanque de figurinhas políticas carimbadas. Sei que a imparcialidade da imprensa é uma utopia, mas acho que deve ser perseguida, em nome da ética, da boa informação. Penso que os blogs, muitos discípulos do nosso Pimenta, cumprem, hoje, quem sabe, o papel que o jornalismo escrito não vem cumprindo em nossa cidade e região.

ILHÉUS: A CAPITAL DO CINEMA BAIANO

Cristiane Santana ao lado do produtor executivo do Feciba, Edson Bastos

Formação de público e mão de obra para o audiovisual, e a difusão do cinema produzido na Bahia. São essas as ideias que o Núcleo de Produções Artísticas e a Panorâmica Produções  teve antes de promover o Festival de Cinema Baiano (Feciba). A ideia se concretizou em 2011 e o evento, que acontece pela segunda vez em Ilhéus, já tem sua importância no calendário cultural do Estado.

Na segunda versão do festival foram submetidos 35 curtas-metragens à curadoria da Mostra Competitiva: 24 inscrições vieram de Salvador, 3 de Itabuna e 2 de Ilhéus. Feira de Santana, Vitória da Conquista, São Félix, Palmeira, Gandu e Itajuípe também participam, com uma inscrição cada. As exibições, além de várias oficinas, acontecerão no Teatro Municipal e na Fundação Cultural de Ilhéus.

A seguir, entrevista com a coordenadora geral de Produção do Feciba, Cristiane Santana:

PIMENTA – Como nasceu a ideia do Festival de Cinema Baiano em Ilhéus?
Cristiane Santana – No ano de 2009, movidos pela necessidade de promover ações de formação de público e mão de obra para o audiovisual, além de criar um espaço de difusão da cinematografia produzida no Estado da Bahia, o Núcleo de Produções Artísticas e a Panorâmica Produções pensaram em promover um evento com essas características. Foi então que elaboramos a proposta do Festival de Cinema Baiano e desde o ano de 2011 colocamos a ideia em prática, tornando o FECIBA um evento importante no calendário cultural da Bahia.

PIMENTA – Quais as características do festival?
Edson Bastos – O Festival de Cinema Baiano sempre buscou facilitar o acesso às produções audiovisuais baianas, que até então eram pouco vistas e conhecidas. Buscamos mostrar produções que fazem parte da história, além de apresentar o que há de mais atual na nossa cinematografia, abrindo espaço para a produção de curta-metragem, formato essencial para o desenvolvimento da linguagem e experimentação. Valorizamos todos os vídeos inscritos, dando a possibilidade de serem exibidos, premiando em dinheiro o que mais agradar ao público, além de reconhecer o talento dos profissionais envolvidos nas produções.

PIMENTA Qual a peculiaridade de Ilhéus para sediar o evento?
Cristiane Santana – Escolhemos Ilhéus para realizar o evento, pois encontramos na cidade o ambiente ideal. Ainda não havia na região nenhuma mostra ou festival de cinema e vídeo, tampouco cinemas que exibissem filmes que não estavam no circuito comercial. Ilhéus possui uma cultura peculiar e muito representativa na Bahia, cidade-mãe de grandes artistas e talentos que são destaque no mundo inteiro, a exemplo do nosso homenageado Jorge Amado. Por isso, a cidade merecia um evento que celebrasse a Bahia.

 

O público quer se ver, quer se reconhecer e reconhecer a sua cultura sendo representada nas imagens dos filmes.

 

 

PIMENTA – Onde serão as sessões e oficinas e como será o acesso do público?
Cristiane Santana- O Feciba acontecerá no Teatro Municipal de Ilhéus e na Fundação Cultural de Ilhéus, parceiros fundamentais do projeto. As exibições da Mostra Competitiva de curta-metragem, Mostra Homenagem, Mostra Atualidades, Mostra Retrospectiva e Mostra Sexualidades acontecerão no Teatro Municipal de Ilhéus, com sessões às 14h, 16h, 18h30 e 20h30min.

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“MARKETING POLÍTICO GANHA ELEIÇÃO”, DIZ ESPECIALISTA

José Carlos Silva profere palestra sobre marketing político (Foto Josevaldo Lino).

O marketing político deve funcionar como o marketing empresarial nas organizações, defende o professor José Carlos Silva, integrante da graduação e pós-graduação da Universidade Regional da Bahia (Unirb), em Salvador, e da Universidade Federal da Bahia (UFBA). A preocupação com a imagem também é fundamental, mas é preciso cuidado para não descaracterizar o candidato.

Na sexta, José Carlos Silva foi o conferencista do seminário “Estratégias e táticas para as eleições 2012”, promovido pela Prospect Propaganda. O especialista conversou com o PIMENTA. Ele explica conceitos do marketing político e dá conselhos aos que almejam participar da disputa eleitoral, seja como candidato ou assessor.

PIMENTA – O que é marketing político?
José Carlos Silva – De maneira bem objetiva e clara é a arte de conquistar novos eleitores, novos voluntários e novos aliados para ajudar você a se dar bem nas eleições. Em síntese, é isto.

Quais são as ferramentas mais importantes para ganhar uma eleição?
Primeiro, ser bom produto político. Segundo, ter a melhor estratégia que se recomenda seja segmentada, voltada para a mulher, o jovem, aos idosos, revitalizar o comércio, o turismo etc. Por último, ter equipe capacitada.

Como o candidato não ser vendido como produto, um sabonete, por exemplo, e ser político de ideias?
Deve entender que ele não é materializado, que o problema do ser humano e dos eleitores de modo geral não está apenas no material ou na grana. Está no respeito, na dignidade e na emoção.

Marketing político ganha eleição?
Não tenho nenhuma dúvida. Até porque é uma ciência, queiramos ou não. É ciência aprovada mundialmente. O que não ganha eleição é malandragem política. Já ganhou. Hoje não ganha mais.

O sr. disse que esta será eleição judicializada. A Lei da Ficha Limpa deve preocupar os candidatos? 
Sem dúvida. É ampla, não há jurisprudência ainda sobre a lei. Então, qualquer arranhão, qualquer problema pode torná-lo inelegível. É um fato: muitos serão os que não participarão do processo por [serem] inelegíveis. Por isso, dissemos que é preciso, antes de tudo, consultar especialistas. E o especialista é o advogado da área eleitoral.

Além de contar com especialistas e manejar instrumentos do marketing eleitoral, o que é essencial ao candidato?
Transparência, cuidado com alianças. Às vezes é melhor andar só que mal acompanhado. Ter dignidade e respeitar os valores humanos.

NILO: “ACORDO E DURMO TODOS OS DIAS PENSANDO NA CANDIDATURA A GOVERNADOR”

Presidente da Assembleia Legislativa baiana, o deputado estadual Marcelo Nilo (PDT) não esconde de ninguém o sonho de tornar-se governador. Numa entrevista exclusiva ao PIMENTA, Nilo afirma que acorda e dorme pensando na candidatura, embora saiba que outros nomes da base estão na disputa.

Nilo também comenta sobre o projeto Assembleia Itinerante e o tumulto ocorrido na sessão em Itabuna. “Tinha sujeito com crachá que, claro, veio encomendado para vaiar A ou B”. Para ele, os tempos são outros. “Você tem que conquistar votos no convencimento e não na porrada”. Confira a entrevista.

PIMENTA – Como o sr. avalia a sessão em Itabuna?
Marcelo Nilo – Sucesso. Foi muito importante. Tivemos a presença de 42 deputados debatendo diversos problemas da região sul do Estado. Tivemos a presença popular. É óbvio que estamos vivendo momento político, cada um defendendo seu partido, seu candidato. Foi positivo, ficamos sabendo os problemas mais importantes: a duplicação da rodovia BR-415, segurança pública, saúde, educação, barragem, universidade federal. Somos legisladores, elaboramos as leis e fiscalizamos o Executivo. Podemos contribuir nas soluções aos Governos federal e estadual.

Houve certo tensionamento entre grupos políticos locais, o sr. foi severo, ameaçou suspender os trabalhos, mas conseguiu equilibrar e levar a sessão até o final.
Tenho experiência… Se deixasse, aquele conflito viraria bagunça. Então tive que fazer um jogo mais duro. Claro que compreendo que vivemos em um regime democrático e o povo tem que falar. Agora é preciso que se compreenda o esforço de trazer a sessão da AL de Salvador para Itabuna para prestigiar a cidade. O deputado Geraldo Simões disse que este foi fato político mais importante para a cidade que a emancipação em 1910. Então trazer a AL para a cidade e aqui ser vaiado…

Tinha um sujeito com crachá que, claro, veio encomendado para vaiar A ou B. Esse tipo de político já passou.

Não seria uma manifestação natural do cidadão?
É fácil botar claque para vaiar, é muito fácil. Tinha um sujeito com crachá que, claro, veio encomendado para vaiar A ou B. Esse tipo de político já passou. Sou presidente da Assembleia Legislativa três vezes porque respeito o contraditório. O tempo de arrogância, prepotência e de ofensa acabou, o povo da Bahia sepultou. Agora é tempo de respeitar as pessoas que pensam diferente. Só ganhará eleição, quem tiver diálogo com aqueles que não acompanhem seus projetos. Você tem que conquistar votos no convencimento e não na porrada.

Após sessões em Feira, Conquista e Itabuna, como o senhor avalia o projeto Assembleia Itinerante?
Vitorioso. Disso não tenho dúvidas. O próximo presidente da AL terá que mantê-lo. A agenda de reuniões prevê sessões em Juazeiro, Teixeira de Freitas, Jequié… O critério usado é o de população. Fizemos Feira da Santana, Vitória da Conquista e Itabuna. Coincidentemente, PDT, PT e DEM. As seguintes são lideradas pelo PC do B, PSDB e a sexta do PMDB. Então dá para se fazer arrumação partidária. Sou presidente dos iguais que na AL são muito diferentes.

Quero sentar na cadeira de governador com tinta na caneta para fazer o que penso.

O senhor será mesmo candidato a governador?
Estou trabalhando para ser o candidato a governador. Acordo e durmo todos os dias pensando na candidatura a governador. Nasci na roça, no sertão, no semiárido. Fui estudar em Salvador, morei em pensionato, estudei em escola pública. Entrei na Embasa como estagiário e saí como presidente. Seis vezes deputado estadual. Sou único deputado estadual na história da Bahia 16 anos na oposição. Três vezes presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual mais bem votado da Bahia. Fui governador interino cinco vezes. É óbvio que a caneta não tinha muita tinta porque o cargo não era meu. Quero sentar na cadeira de governador com tinta na caneta para fazer o que penso.

Na base, existem outros nomes…
Estou preparado para ser governador da Bahia. Agora, preciso trabalhar. O PT tem a preferência, mas não tem a exclusividade. Vou lutar, subindo degrau por degrau. Lento, mas constante. São 200 andares, mas chego lá.

VANE: “NÃO TRABALHO PARA SER VICE”

Num bate-papo com o PIMENTA, o vereador Claudevane Leite, ou simplesmente Vane do Renascer, do PRB, fala sobre a pretensão de ser candidato a prefeito de Itabuna e do cortejo que recebe de outros candidatos, no intuito de tê-lo como vice. Vane afirma que tem recusado essas propostas e assegura que seu objetivo não é outro, senão o de encabeçar uma chapa. O ex-petista fala também sobre as contas do prefeito José Nilton Azevedo (DEM) e da crise moral que atinge o legislativo itabunense.

Confira:

 

PIMENTA – Muita gente duvida de sua candidatura e acha que você quer mesmo negociar uma vice. O que você tem a dizer a respeito?
Vane – Eu tive acesso a pesquisas de consumo interno que me colocam em uma posição bastante competitiva e olha que eu nem estou fazendo campanha. Tenho também um baixíssimo índice de rejeição. Meu sentimento é de que grande parcela dos itabunenses me quer como prefeito dessa cidade. O sonho de consumo de muito candidato por aí é que eu seja vice, mas você pode ter certeza de que não vou entrar nessa disputa para pleitar essa posição.

PIMENTA – O que já lhe ofereceram para tê-lo como vice?
Vane – Da parte do governo, já houve oferta de secretarias e a promessa de que eu seria o candidato à sucessão em 2016, o que eu recusei. Já houve sinalizações nesse sentido também do PT e eu rejeitei da mesma forma. Se todos querem fechar essa composição, é porque sabem que não estou mal.

PIMENTA – Mas o senhor faz parte de uma frente de partidos. Dentro desse grupo, não existe a possibilidade de negociar a formação da chapa?
Vane – Somente nesse caso, pois há um acordo entre o PRB, que é o meu partido, o PCdoB do vereador Wenceslau, o PDT da professora Acácia Pinho e mais o PSC e o PV. Dentro desse grupo, o acordo é o seguinte: quem estiver melhor terá o apoio dos demais.

PIMENTA – Que espaço o senhor espera preencher na política de Itabuna?
Vane – O espaço aberto pelos que estão insatisfeitos com a atual administração e ao mesmo tempo não querem o retorno do PT com a imposição do nome de Juçara Feitosa pelo deputado Geraldo Simões.

 

Há uma outra etapa das investigações, a que apura as fraudes com empréstimos consignados. Isso vai complicar muita gente.

 

PIMENTA – O prefeito Azevedo teve suas contas rejeitadas pelo TCM e agora a Câmara deverá apreciar o parecer do tribunal. Quais as chances disso ocorrer antes das eleições?
Vane – Na semana passada, eu fiz um pronunciamento em plenário cobrando a votação das contas, e confirmarei isso nesta semana, em um requerimento que encaminharei à mesa diretora da Câmara. Há uma manobra na casa para deixar a votação para depois das eleições, mas eu vou combatê-la. Se o parecer do TCM não for apreciado antes das eleições, o legislativo dará um atestado de imoralidade.

PIMENTA – O senhor quer dizer “mais um atestado de imoralidade”, porque esse legislativo já deu vários… Como o senhor se sente fazendo parte de uma Câmara de Vereadores tão mal-vista pela sociedade?
Vane – Hoje é muito difícil fazer parte do legislativo dessa maneira. Além da corrupção, há uma guerra pessoal travada lá dentro. A gente se sente muito mal, mas a comunidade nos deu esse mandato e temos que cumprir o nosso papel.

PIMENTA – No caso Loiolagate (esquema de corrupção que teria desviado mais de R$ 3 milhões dos cofres públicos), o senhor acha que cumpriu seu papel?
Vane – Como relator da Comissão Especial de Inquérito que investigou esse caso, é bom lembrar que foi nossa a iniciativa de procurar o Ministério Público. Não fomos omissos. Se não nos posicionássemos, o Ministério Público não faria nada. Até agora, tudo o que foi apurado pelo MP e pela Polícia Federal está baseado no trabalho da CEI.

PIMENTA – Mas até agora, tirando três vereadores afastados (um voltou amparado em liminar e dois continuam fora), as consequências dessas investigações são muito tímidas…
Vane – Só que ainda há uma outra etapa das investigações, a que apura as fraudes com empréstimos consignados. Isso vai complicar muita gente.

FORA DA TV, GAGA VENDE COCADA EM FRENTE AO BATACLAN

Solange exibe suas cocadas

Solange Damasceno, ou simplesmente “A Gaga de Ilhéus”, continua fazendo sucesso, embora já não esteja na TV. Até o segundo semestre do ano passado, a dicção travada da ilheense provocava gargalhadas no público do Show do Tom, programa humorístico que era comandado na Rede Record por Tom Cavalcante.

O programa acabou e Solange ficou sem emprego, mas não perdeu o “glamour”, como diria outra comediante da TV. Em frente ao Bataclan, em Ilhéus, a gaga hoje sobrevive da venda de cocadas como a de “cho-cho-cho-cho-cho-cho-cho-chocolate”. É assim que ela pronuncia o sabor, fazendo rir os turistas, que não resistem a tirar uma foto ao seu lado.

O PIMENTA encontrou a gaga no início da tarde desta quinta-feira, 23, em seu novo local de trabalho, e conversou rapidamente sobre o momento atual, o tempo que passou na televisão e os planos para o futuro. A gaga repete a todo momento que sua vida está “nas mãos de Deus” e não cansa de elogiar Tom Cavalcanti – segundo ela, “o melhor patrão do mundo”.

PIMENTA – O que você está fazendo agora, depois de sair da televisão?
Solange – Eu fui a Salvador fazer uma propaganda do Trident, que é o chiclete. Graças a Deus fiz o evento e adorei, me pagaram direitinho… Glória a Deus por isso! E eu vendo cocada aqui pros turistas quando chega o navio. Estou esperando no Senhor, tá na mão de Deus, seja o que Deus quiser. Porque ele me libertou e não vai mais me deixar voltar pro lugar que eu era.

PIMENTA – Você tem participado de eventos?
Solange – Tô fazendo eventos. Eu canto também, gravei um CD que tem um Funk do Inglês Doido. Fui pra Santa Catarina, cantei lá e o povo amou. Por enquanto, graças a Deus, o povo ainda gosta de mim, os fãs perguntam por Tom (Cavalcante). Ele tá lá, nas mãos do Senhor. É um ótimo homem, um ótimo patrão, um homem abençoado. Um humorista daquele não se acha mais não. Se tiver, é do Paraguai, pois verdadeiro só existe um, que é ele.

Fantasiada de paquita, ao lado do "Mendigo", no Show do Tom

PIMENTA – Que estilo de música você canta no CD?
Solange – Tem o Forró da Gaga, o arrocha, o funk, o Rap do Estudante…

PIMENTA – Como você se sente fora da TV?
Solange – Eu tô despreocupada, deixa Deus trabalhar. Meu empresário é o Senhor Deus vivo, Nosso Senhor Jesus Cristo. (Eu espero para) ver o que Deus vai fazer na minha vida.

PIMENTA – Nenhum contato ou proposta à vista?
Solange – Não, ainda não. Mas eu tenho fé em Deus que ainda vou trabalhar com Tom Cavalcante. Patrão que nem ele não tem não.

Blogueiro reclama dos “telefones melosos” de assessores de imprensa

Do Comunique-se

Ex-diretor de redação do jornal Propaganda e Marketing e atualmente à frente do Blog do Adonis, o jornalista Adonis Alonso revela não gostar de alguns contatos feitos pelas assessorias de imprensa que tentam vender uma pauta ou insistir em algum material que não será publicado em sua página. O blogueiro também tem passagens por agências de comunicação. Confira trechos da entrevista concedida por Adonias ao site PR News.

PR Interview: O que uma assessoria de comunicação deve fazer para se relacionar bem com um blogueiro?
Adonis Alonso: Tratá-lo da mesma forma como faz com jornalistas de veículo. Na maioria das vezes, também são profissionais dessa área. Por outro lado, como os blogs procuram abordar a notícia de forma diferenciada, é preciso atender suas solicitações com relação a dados adicionais, imagens ainda inéditas se possível, entrevistas que não fazem parte do press release original etc.

PR Interview: As assessorias de comunicação já entendem a importância dos blogs?
Adonis Alonso: Penso que sim. Pelo menos no meu caso, que abrange uma área de atuação específica e também pela minha origem em veículo especializado tradicional. Como o blog trabalha com menos espaço e volume e procura matérias diferenciadas, além de incluir opinião em muitos casos, essas acabam tendo um peso relevante no total do material publicado.

PR Interview: No seu blog, você publica somente notícias exclusivas ou com abordagem diferenciada. Mesmo assim algumas agências insistem em te oferecer conteúdos já publicados em outros veículos?
Adonis Alonso: Isso ocorre diariamente. Recebo o mesmo material enviado a todos os jornalistas do setor. Quando a matéria em questão não se trata de furo ou notícia exclusiva, preciso trabalhar o material.  Peço todo tipo de informação que possa contribuir para que a minha nota seja diferenciada. São vários casos semelhantes. É só conferir uma notícia largamente divulgada por vários sites e observar seu conteúdo no meu blog.

PR Interview: Você gosta de receber telefonema de assessor de comunicação?
Adonis Alonso: Quero ser tratado como um jornalista comum de qualquer veículo. Atendo a todos, discuto a pauta com todos e digo claramente quando e porque determinada notícia não será publicada no blog. Só não gosto de receber telefonemas melosos perguntando se curti ou gostei do release. Eu não tenho que curtir nem gostar. Tenho que achar a informação relevante para o público que lê o meu blog.

Confira a íntegra da entrevista








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