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:: ‘Cultura’

ILHÉUS: BLOCO ZÉ PEREIRA TOMA CONTA DAS RUAS DO PONTAL

Desfile do Bloco Zé Pereira levou milhares às ruas do Pontal || Foto Clodoaldo Ribeiro

A pontualidade foi uma das marcas da festa. Meia-noite em ponto, o desfile começou. As ruas do populoso Bairro do Pontal, zona sul de Ilhéus, ficaram tomadas por foliões de todos os cantos da cidade, que foram acompanhar o “Zé Pereira”. Turistas brasileiros e estrangeiros também prestigiaram a festa, que acabou nos primeiros raios de sol deste sábado.

O “Zé Pereira” desfila há mais de 35 anos e transformou uma brincadeira da família em uma das maiores manifestações de rua do bairro do Pontal, durante os festejos do momo. “A gente saía do Clube do Pontal, após os bailes, mas queria continuar a festa do Carnaval. Pegava panelas, colheres de pau, e fazia barulho pelo bairro. A ideia começou a reunir cada vez mais amigos”, conta a diretora Joana Angélica.

Ao longo dos anos, ela testemunhou o crescimento da festa e a consolidação do bloco como uma das maiores manifestações populares do carnaval de Ilhéus.

Prefeito Mário Alexandre faz selfie com foliões no Pontal || Foto Clodoaldo Ribeiro

Ontem, o bloco retornou para a praça, depois de percorrer pelas ruas Dom Pedro II, contornar a Rua Senhor do Bonfim e seguiu pela passarela do álcool. Atravessou a 13 de maio e para a praça São João Batista, local de concentração. As ruas ficaram lotadas de foliões. Alguns vestidos com a camisa do bloco. Outros, fantasiados. Todos em festa.

“Este é o verdadeiro carnaval. A festa que permite a manifestação popular, a manutenção da tradição e, sobretudo, a vontade do povo estar na rua de forma espontânea”, destacou o prefeito de Ilhéus, Mário Alexandre, que prestigiou o desfile.

Ruas são tomadas pela alegria e irreverência do Zé Pereira || Foto Clodoaldo Ribeiro

FABRÍCIO PANCADINHA ESTREIA NO CARNAVAL DE SALVADOR

Fabrício Pancadinha vai estrear no Carnaval de Salvador e se apresenta em dois dias

Fabrício Pancadinha vai estrear no Carnaval de Salvador neste ano. Na próxima terça-feira (13), o artista revelação do Carnaval de Itabuna se apresenta no Circuito Campo Grande, no finalzinho da tarde. O Campo Grande é o cenário mais disputado do carnaval baiano, principalmente por revelar artistas para o cenário nacional.

Antes, na segunda (12), Pancadinha estreia na folia em Salvador na Liberdade. “Avisa que estamos chegando para balançar essa zorra. É o escravo fujão na cena em Salvador!!”, escreveu o cantor itabunense no Facebook, há pouco.

Pancadinha arrastou a maior pipoca do Antecipado de Itabuna || Imagem Divulgação

Pancadinha desponta depois de ter arrastado a maior pipoca do Itabuna Folia, no último dia do Carnaval Antecipado de Itabuna, mesmo depois de nomes nacionais já terem descido a avenida. Já em 2017, Pancadinha foi das principais atrações na folia de Itabuna, ainda fazendo parte da Banda Tsunami. Já em fevereiro do ano passado, ele partiu para carreira solo (relembre aqui).

ILHÉUS: ED PAIXÃO LANÇA “A RESISTÊNCIA DO CLOWN NA DRAMATURGIA”

Ed Paixão lê obra a ser lançada em Ilhéus neste sábado || Foto Reprodução

Neste sábado (3), às 19 horas, na Casa Malvina, espaço do Coletivo Saladistar, na Rua General Câmara, Centro de Ilhéus, será lançado o livro A Resistência do Clown na Dramaturgia, que reúne três peças de teatro inéditas escritas pelo dramaturgo, ator e palhaço ilheense Ed Paixão. O livro foi editorado por Romualdo Lisboa, do Teatro Popular de Ilhéus.

Palhaço e clown são termos distintos para se mencionar a mesma coisa. A dramaturgia do livro traz como protagonista essa figura estranha que nasce da derrota. Ele é o porta-voz dos oprimidos, um ser autêntico que aceitou sua condição grotesca e se libertou das máscaras da sociedade, mas isso só depois de muitas derrotas.

Historicamente, ele surge da classe rejeitada, do bêbado que cai no chão e bate o nariz, e por ter caído tantas vezes, seu nariz se torna vermelho. Seu sapato descomunal e suas roupas são achadas no lixo, ou seja, não são sob medida para caber em seu corpo. Na arte, esse ser encontra sua casa, se transforma num herói ao avesso, pinta a cara e fala verdades no palco que ninguém teria coragem, expõe os opressores ao ridículo e é aplaudido no final.

Obra de Ed Paixão será lançada neste sábado, no centro de Ilhéus

O personagem Carlitos de Chaplin, que é homenageado no livro, é a representação desse herói, seu intérprete, nascido e criado na miséria, com o dom natural para arte do humor, de forte resistência a não dobra-se a qualquer exigência ou ceder favores, conseguiu alavancar sua condição ao mundo dos ricos, sem perder sua humildade e essência. Ele mostrou que os oprimidos podem ter voz e lutar contra a tirania. Suas obras são universais e quebram até hoje barreiras.

Chaplin criou filme que satirizava Hitler em plena Segunda Guerra Mundial e foi expulso do Estados Unidos em consequência de suas ações. De acordo com Ed Paixão. “O livro nasce da minha militância, ao longo de mais de 13 anos de pesquisa e dedicação como ator e palhaço, e já se passaram quase cinco anos, desde que comecei a esboçar o projeto de idealização dele. A obra é um ato político de resistência ao sistema, por isso, o título do livro”, diz.

A primeira peça (Telepinose) é uma crítica ao papel da mídia e sua influência na sociedade. A segunda (A Prisão de Caliban), é uma releitura da peça “A Tempestade” de Willian Shakespeare que se passa no século XX e aborda temas como a Ditadura Militar de 1964, a escola tradicional e a luta de classes. Já a terceira (O Grande Yorick), trata-se de drama psicológico que mistura Hamlet de Shakespeare com Dom Quixote de Cervantes nos dias atuais.

Na noite de lançamento do livro, haverá a leitura dramática da peça A Prisão de Caliban e um café literário com bate-papo no final. O exemplar do livro poderá ser adquirido no dia pelo valor de R$ 30,00.

LIVRO DISCUTE O USO DO WHATSAPP COMO RECURSO PEDAGÓGICO

WhatsApp e educação: entre mensagens, imagens e sons é uma co-edição da Editus – Editora da UESC e Edufba – Editora da UFBA. Organizado por Cristiane Porto, Kaio Eduardo Oliveira e Alexandre Chagas, o livro conta com 13 artigos de diferentes pesquisadores do Brasil e de outros países, que discutem a utilização do aplicativo WhatsApp como aliado do processo de ensino e aprendizagem.

Os autores ressaltam as potencialidades da utilização do aplicativo de mensagens como mediador na formação educativa, levando em conta a rapidez e a inovação dos processos na cibercultura (cultura que surge a partir do advento da internet). Para isso, são apresentadas pesquisas e práticas pedagógicas, que utilizam o WhatsApp para mediar atividades de inclusão, na educação básica e em universidades. A obra é destinada a educadores, educomunicadores e interessados na educação digital.

O livro WhatsApp e educação: entre mensagens, imagens e sons custa R$ 45,00 e pode ser adquirido na Livraria da Editus, localizada no Centro de Artes e Cultura Paulo Souto, na UESC, em Ilhéus. Na internet, o leitor encontra essa e outras publicações da Editus nos sites www.livrariacultura.com.br e www.ciadoslivros.com.br. Pedidos também podem ser feitos pelo email vendas.editus@uesc.br ou pelo telefone (73) 3680-5240.

TPI PARTICIPA DO FESTIVAL DE TEATRO DA CAATINGA

Teodorico Majestade é uma sátira política de grande sucesso no sul da Bahia

O Teatro Popular de Ilhéus está a caminho de Irecê, onde participará do IV Festival de Teatro da Caatinga. O evento começa nesta sexta (19) e será encerrado no próximo dia 27. É a primeira vez que o grupo ilheense se apresenta na cidade.

O espetáculo do TPI que participará do festival será Teodorico Majestade – As últimas horas de um prefeito. Sucesso desde 2006, a montagem é uma sátira política em cordel.

Assinada e dirigida pelo dramaturgo Romualdo Lisboa, a obra é uma das atrações do evento que, além do grupo baiano, conta com projetos nacionais e internacionais.

A apresentação do Teatro Popular de Ilhéus será neste sábado (20), às 20 horas, no auditório do Colégio Modelo de Irecê. No elenco de Teodorico…, os atores Aldenor Garcia, Cabeça Isidoro, Ely Izidro, Tânia Barbosa e Takaro Vítor.

COQUINHO DE QUELÉ AINDA É LEMBRADO COMO UMA DAS DELÍCIAS DE CANAVIEIRAS

Tia Quelé recebe amigos e relembra fatos de Canavieiras

Uma unanimidade: assim era considerado o coquinho de Quelé, uma deliciosa mistura de cachaça com o coco, fabricado anos a fio na atual rua Dr. Edmundo Lopes de Castro, no bairro da Birindiba, em Canavieiras. E o delicioso produto etílico, àquela época, era consumido por pessoas das mais diversas faixas etárias – de mamando a caducando, como se diz –, bastando, para tanto, saborear um bom aperitivo.

Aos 89 anos, Dona Clemência Vieira Costa está aposentada deste afazer desde 2009, para desespero dos antigos e fiéis clientes, que relembram com água na boca as visitas ao Coquinho de Tia Quelé. Para uns, visita diária obrigatória – ao meio-dia para despertar o apetite, ou ao final da tarde para descansar de um dia estafante de trabalho e se encorajar para um banho frio –; semanais, às sextas-feiras, com a finalidade de abrir o fim de semana; e ainda tinha a turma do sábado ou do domingo.

Desculpas de biriteiros à parte, a fama do Coquinho de Quelé reunia representantes de todas as camadas sociais de Canavieiras por ser um local onde até os políticos adversários se encontravam e se comportavam com civilidade. Até mesmo os alunos do Ginásio Municipal Osmário Batista – uniformizados, inclusive – frequentemente pulavam o muro para beber um coquinho em Tia Quelé, como fazia o hoje bancário aposentado, Raimundo Antônio Tedesco, isso aos 15 anos de idade.

Coquinho de Tia Quelé, umas das delícias de Canes

Mais de 100 coquinhos eram produzidos mensalmente, sem contar as encomendas destinadas a parentes e amigos em Salvador, que recebiam os coquinhos para verdadeiros mimos para matar as saudades da terra natal. Além do coquinho, Tia Quelé também atendia aos mais diferentes paladares, oferecendo cachaça com folhas (folha podre, no ditado popular) e cerveja. Já os tira-gostos eram servidos por estabelecimentos vizinhos.

JEGUE AMARRADO NO BALCÃO

No Coquinho de Quelé também tinha a turma da saideira, que amarrava o jegue no balcão e só deixava a casa depois de pronto e acabado, embora para uma grande turma era o local do início dos “trabalhos”. Informa Tedesco, que o local era uma espécie de esquente para a turma ir à farra, após umas doses espertas do coquinho. “Dali cada um tomava o seu rumo”, conta Tedesco.

E Tia Quelé, que serviu e introduziu várias gerações ao mundo etílico e boêmio por várias décadas, finalmente aposentou e não deixou nenhum substituto à altura, como reclama um dos clientes mais assíduos, Nélson Barbosa (Nélson Amarelão). Essa também é a queixa dos canavieirenses que residem em outras cidades, que frequentemente visitam Tia Quelé em suas idas e vindas. Outro cliente com muitas encomendas era o ex-bancário Jaime Bandeira, para presentear os amigos em Salvador.

Até mesmo o bancário aposentado e ex-secretário municipal Antônio Amorim Tolentino, hoje fora das lides etílicas, quando relembra o coquinho de Tia Quelé diz que vem a saliva na boca. Para ele, além da alta qualidade do produto, a casa reunia a mais fina-flor da boemia, a exemplo de Arimar Chaves, Fred Érico Almeida, José Reis, Almir Melo, Tyrone Perrucho, Toninho Pereira Homem, Ériston Nascimento, dentre outros, que passavam os mais variados temas em revista.

Na opinião do jornalista Tyrone Perrucho, mesmo com todos o bares e botequins da cidade, a casa de Tia Quelé era uma parada obrigatória da boemia, lembrando a grande profusão desses estabelecimentos em Canavieiras. “De repente, ficamos órfãos com a aposentadoria de Tia Quelé. Ela representou para nós o mesmo que Caboclo Alencar, do ABC da Noite, simboliza para Itabuna”, retratou.

Tia Quelé faz pose com os embaixadores

HOMENAGEM

Mas o sentimento de perda do Coquinho de Tia Quelé deixou nos nostálgicos clientes está perto de ser satisfeita e, quem sabe, neste Carnaval possam matar as saudades do coquinho, numa edição especial de homenagem, com 50 coquinhos. Mais ainda, outra edição do coquinho está prevista para o dia 5 de junho, data em que Tia Quelé completa 90 anos de idade. Quem promete essa festa toda é o seu bisneto Paulo Henrique.

A intenção da família é relembrar uma das grandes tradições de Canavieiras criadas por Tia Quelé e que faz parte da memória da cidade e das pessoas que aqui viveram e foram apreciadores da iguaria. A notícia das edições especiais já despertaram alguns dos clientes mais assíduos, que tentam se inscrever numa lista de pré-venda e participarem das homenagens.

RECONHECIMENTO

Num expediente sabático na Confraria d’O Berimbau, entre as várias e simultâneas discussões, o Coquinho de Quelé foi apontado pelos confrades especialistas em assuntos etílicos como uma das maravilhas da vida boêmia de Canavieiras. Considerado um assunto dos mais relevantes, imediatamente foi programada uma visita de reconhecimento à Tia Quelé, com a formação de uma comissão de alto nível para a importante missão.

Nesta embaixada, participaram os jornalistas Tyrone Perrucho e Walmir Rosário, os bancários aposentados Raimundo Antônio Tedesco e Antônio Amorim Tolentino e o funcionário público aposentado Nélson Barbosa. O objetivo principal foi o de refrescar a memória das pessoas sobre uma pessoa que contribuiu para tornar Canavieiras uma cidade de cultura rica, notadamente na gastronomia e nas bebidas.

Tia Quelé, que criou e netos adotivos, se aposentou aos 81 anos e hoje vive com o bisneto Paulo Henrique. Aualmente tem dificuldades em reconhecer as pessoas, mas, com esforço, lembra de alguns fatos e amigos mais chegados, a exemplo de Raimundo Orelhinha e Wallace Mutti Perrucho. Apesar dessas condições, não perde o bom humor, mesmo quando reclama de algumas dores ao ficar sentada ou em pé. Mesmo assim não se fez de rogada ao ser chamada a ir para a porta para pousar na fotografia com os antigos clientes.

PAWLO CIDADE ASSUME SECRETARIA DA CULTURA DE ILHÉUS

Pawlo Cidade assumirá a Secretaria de Cultura de Ilhéus || Foto Clodoaldo Ribeiro

Pawlo Cidade tomará posse, nesta quarta (17), como secretário de Cultura de Ilhéus. A solenidade será presidida pelo prefeito Mário Alexandre (Marão), no Teatro Municipal de Ilhéus, às 15h30min.

Servidor público, pedagogo, escritor e dramaturgo, Cidade assume o cargo que era ocupado, interinamente, pelo titular da Pasta do Turismo, Roberto Lobão.

O novo secretário também é especialista em gestão cultural. Ele também é membro da Academia de Letras de Ilhéus (ALI), onde ocupa a cadeira 13, originária do escritor Jorge Amado. Pawlo Cidade tem 15 obras publicadas.

MORRE DOLORES O´RIORDAN, VOCALISTA DO THE CRANBERRIES

Dolores O´Riordan comandava uma das principais bandas da década de 90 || Foto Google

Vocalista de uma das bandas mais famosas da década de 90, a The Cranberries, Dolores O´Riordan faleceu nesta segunda-feira (15), aos 46 anos, em Londres, na Inglaterra, segundo TV estatal irlandesa. As causas da morte ainda não são conhecidas.

Dolores tornou-se vocalista da banda irlandesa em 1990 e atingiu o auge na década de 90. Em quase 20 anos, a banda irlandesa vendeu mais de 40 milhões de discos. Dentre os maiores sucessos da The Cranberries, estão Linger, Just my imagination e Ode to my family.

Abaixo, O´Riordan interpreta Linger.

VALÉRIA LEAL LANÇA BOOK TRAILER DA BIOGRAFIA “O CRIME POR UM FIO”

Valéria lança book trailer de biografia

Após pouco mais de um ano do lançamento de O crime por um Fio – biografia na área de perícia criminal -, a perita forense e fonoaudióloga Valéria Leal divulgou um book trailer da obra. O vídeo, com duração de cerca de três minutos e locução de Mariana Ximenes, é uma produção independente que tem como objetivo estimular produtoras a se interessarem pelo produto.

Na obra O crime por um fio a autora decidiu transformar alguns dos mais importantes casos policiais dos últimos anos em relatos, do ponto de vista de uma perita. Publicado pela editora Chiado, o livro tem 120 páginas, custa R$ 32,00 e pode ser adquirido nos sites das livrarias Saraiva, Cultura e Travessa.

Valéria Leal, filha do jornalista diretor do jornal A Região, Manoel Leal, covardemente assassinado em 14 janeiro de 1998 – crime até hoje impune), é fonoaudióloga graduada pela PUC-SP, especialista em voz e perita forense de vestígios em arquivos digitais. Ela também é consultora em Comunicação Humana com experiência em Análise Perceptivo-Auditiva e Acústica dos Padrões de Voz, Fala e Linguagem. Confira o book trailer.

E O PAU DE BASTIÃO NÃO SUBIU…

Walmir Rosário | www.ciadanoticia.com.br

 

Feitas as consultas aos conhecedores da história e estórias de Canavieiras, Antônio Amorim Tolentino, Beto Pescoço de Galinha e Raimundo Tedesco, todos me afiançaram não ter registro de acontecimento igual. Só não deu tempo consultar o historiador Durval Filho, pelo adiantado da hora, pôr-do-sol de sexta-feira…

Castigo divino! Foi o sentimento e o desabafo de muita gente na noite desta fatídica quinta-feira, 11 de janeiro de 2018, na praça Coronel Armindo Castro, conhecida como a praça da Capelinha e palco anual da Festa de São Sebastião. Também não era pra menos! Pela primeira vez nesses mais de 150 anos, o Mastro de São Sebastião não erguido pelos “levadores”, responsáveis pelo transporte – nos ombros – do cais do porto até a praça, onde é erguido.

De minha parte vou logo avisando que não vi com esses olhos que a terra um dia há de comer, mas soube do acontecido por pessoas dos variados tipos, a grande maioria tida e havida como idôneas. E o fato era só um: Os levadores do pau de Bastião, homens fortes e experimentados no ofício, não conseguiram erguer o mastro, como fazem com toda a habilidade, por anos a fio.

Que eu lembre, só uma vez, acredito que em 2014, o pau de Bastião – como é carinhosamente chamado – quase não sobe. Mas não foi por falta de força e jeito como o de agora, mas por motivos políticos, perfeitamente sanados pelo organizador dos festejos, Trajano Barbosa, homem sério e respeitado por todos, que estão nesse ofício por mais de 60 anos e que ainda deve continuar per saecula saeculorum.

Confesso que a levada do Mastro de São Sebastião tinha tudo para ser um sucesso absoluto. O pau foi retirado e deixado na calçada da avenida General Pederneiras, junto ao cais do porto, conforme manda a tradição, sem tirar nem por. Também estavam presentes os nativos e turistas, por fim as autoridades, prontas para abrir o cortejo. E que cortejo: com a presença de gente ilustre, deputada estadual, vereadores, presidente da câmara, prefeito e tudo mais.

Na minha humilde visão, achei que iria bombar! Tinha ares de festa ecumênica, com a participação de protestantes. Uma glória! Afinal, a levada do pau de Bastião é uma festa democrática, que conta com os eventos profanos e religiosos, daí a importância da participação de todos os credos, inclusive os que não creem, sejam eles nomeados de ateus ou agnósticos. Inclusive anotei a presença de alguns deles.

Mas, a pergunta que não quer calar é: Por que o pau de Bastião não subiu? Castigo divino ou não, o certo é que, por mais força que fizessem não conseguiam fazer com que o mastro fosse colocado no buraco permanecer altivo e garboso até o dia 20 de janeiro, data em que é homenageado o Santo. Alguns mais afoitos chegavam a afirmar que teria sido uma vingança de Trajano Barbosa por ter sido criticado por ter escolhido um pau torto e pequeno, não condizente com as pompas da festa. Então teria indicado a derruba do dito eucalipto, grosso, alto e viçoso, bem verde e pesado.

Entre as duas questões levantadas, me inclinei mais pelo castigo divino, haja vista a bela história da devoção a São Sebastião nas terras canavieirenses. Tudo começou com uma promessa para livrar a família acometida pela lepra. Milagre feito, promessa paga com o corte e o erguimento do mastro, tradição que vem sendo perpetuada por esse sesquicentenário.

Como disse acima, eu não era testemunha ocular do fato, já que não fiz o percurso integral do cortejo, e do Bar do Erpídio, no porto, me arranchei com amigos no Bar do Renato, na rua 13, onde apreciei a passagem do pau de Bastião. Daí que, sabedor do fato, tratei de consultar livros históricos e o jornal Tabu, não encontrando fato igual que merecesse o registro, a não ser uma briga de facções políticas, em tempos pretéritos.

Feitas as consultas aos conhecedores da história e estórias de Canavieiras, Antônio Amorim Tolentino, Beto Pescoço de Galinha e Raimundo Tedesco, todos me afiançaram não ter registro de acontecimento igual. Só não deu tempo consultar o historiador Durval Filho, pelo adiantado da hora, pôr-do-sol de sexta-feira, já em seus compromissos religiosos, mas, também não encontrando nada nos seus trabalhos na internet.

Ainda com base na história e estórias, contam os mais antigos que, caso o pau de Bastião não seja erguido, a cidade e seus organizadores sofreriam punições severas. Entre os castigos estariam o insucesso na agricultura, com falta de chuvas e pragas biológicas, além de outros não revelados. Para se ver livre das punições divinas, a prefeitura tratou de contratar um caminhão guincho para erguer o pau de Bastião.

Enquanto isso não ocorria, os gaiatos faziam correr nas sete freguesias relatos de que o pau de Bastião estaria se filiando ao famoso Clube dos Rolas Cansadas, coisa de alguns velhos que não têm o que fazer. Desocupados, usam essa tal de agremiação para beber e contar lorotas como essa, a pretexto de buscar a proteção do lendário Santo. Te esconjuro, Satanás! Olha a maldição!

Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado.

AOS 91 ANOS, MORRE CARLOS HEITOR CONY

Cony faleceu na noite desta sexta (5)

O jornalista e escritor Carlos Heitor Cony morreu, por volta das 23h desta sexta-feira (5), aos 91 anos. Ele estava internado desde 26 de dezembro no Hospital Samaritano, no Rio. A causa da morte foi falência múltipla de órgãos. A informação foi confirmada ao G1 pela assessoria de imprensa da Academia Brasileira de Letras (ABL), da qual o autor era membro desde 2000.

Com uma longa carreira de jornalista, iniciada ainda nos anos 1950, e atuação nos principais jornais e revistas do país ao longo das últimas décadas, Cony era considerado um dos maiores escritores brasileiros vivos.

Cony escreveu vários e premiados romances, como O ventre (1958), Pilatos (1973), Quase memória (1995), que vendeu mais de 400 mil cópias, e O piano e a orquestra (1996). Com os dois últimos, ganhou o prêmio Jabuti.
Também escreveu coletâneas de crônicas, volumes de contos e criou novelas para a TV. Foi comentarista de rádio, função que exerceu até o fim da vida, na CBN.

PROJETO DE LEITURA ATENDE PACIENTES E ACOMPANHANTES DE HOSPITAL EM ITABUNA

Projeto Ler Faz Bem atende pacientes e acompanhantes do Calixto

Uma pequena biblioteca foi inaugurada,  na tarde desta quinta-feira (21), no Hospital Calixto Midlej Filho, em Itabuna. O Projeto Ler Faz Bem é voltado para pacientes e acompanhantes do hospital e foi idealizado pelo provedor da Santa Casa de Misericórdia de Itabuna, Eric Júnior, contando com o apoio de setores como ouvidoria, serviço social, marketing e hotelaria e do engenheiro Juliano Menezes.

Segundo a  assistente social Adriana Castro, a leitura tem o poder de transformar ambientes e pessoas. “Enquanto lemos, viajamos e esquecemos dos problemas cotidianos. Esse projeto é muito importante para ajudar os nossos pacientes e acompanhantes a ocupar o tempo ocioso de uma maneira prazerosa e enriquecedora”, disse Adriana.

A ouvidora  Rafaella Bomfim, que lida diariamente com situações adversas no hospital, ressaltou a importância de transformar o hospital em um ambiente mais acolhedor. “Todos os dias acompanhamos casos de dor e sofrimento causados por muitas doenças. A leitura vem a ser um alento tanto para aqueles que estão internados quanto para seus acompanhantes, que também precisam desse carinho”, disse Rafaella.  O acervo literário é composto por doações dos colaboradores e da comunidade.

O Ler Faz Bem é o segundo projeto que a Santa Casa de Itabuna lança em dezembro com a finalidade de tornar o  ambiente hospitalar mais aconchegante e humanizado. O primeiro  inaugurado com esta finalidade foi o “Cine Santa Casa”. O cinema, que está funcionando em fase experimental no auditório do Calixto Midlej, fará com que os acompanhantes dos pacientes tenham um momento de entretenimento e diversão.

ITABUNENSE IGOR TAVARES FAZ PARTICIPAÇÕES EM NOVELAS DA GLOBO

Igor Tavares em participação na novela Pega Pega || Foto Divulgação

Pelo menos dois atores sul-baianos estão na novela O outro lado do paraíso, da Rede Globo. Além do personagem Nick, interpretado pelo ilheense Fábio Lago, Igor Tavares participou de capítulo da novela como o Indiano. O itabunense contracena com Marieta Severo – que interpreta Sofia – e Sérgio Guizé – Gael – na compra de esmeraldas de garimpo comandado pela atriz.

Foi a primeira participação de Igor em novelas globais. Nos próximos dias, ele também estará na novela das 7, Pega Pega., onde figura como policial civil em cenas que devem ir ao ar amanhã (21). Com o horário de verão, a novela vai ao ar depois do Jornal Nacional na Bahia.

Igor já havia trabalhado em novelas da Rede Record, como Os Dez Mandamentos, A Terra Prometida e, mais recentemente, O Rico e Lázaro.  “Eu fiz um soldado babilônico onde tive a honra de participar das cenas especiais prendendo o príncipe Joaquim, a rainha Neusta e Dalila, que era a costureira da mulher do Nabucodonosor.

Igor interpreta indiano em cena com Marieta Severo e Sérgio Guizé n´Outro Lado do Paraíso

O ator começou no teatro em Itabuna, tendo como professora a radialista e também atriz Sônia Amorim. Chegando ao Rio de Janeiro, decidiu atuar na TV e no cinema, quando decidiu batalhar pelo registro profissional. Daí em diante, conseguiu participações especiais em novelas da Record e, agora, na Rede Globo.

MULHERES EM DOMÍNIO PÚBLICO FAZ RIFA PARA GRAVAR RELEITURAS DE CANTIGAS REGIONAIS

Grupo Mulheres em Domínio Público faz rifa para gravar canções regionais|| Foto Nátali Yamas

Cantigas entoadas por lavadeiras, marisqueiras e trabalhadores de roças sul-baianas são a primeira investida das Mulheres em Domínio Público (MDP), grupo de Ilhéus que faz releituras de músicas de domínio público. A banda promove uma rifa para angariar recursos a fim de finalizar a gravação do primeiro EP, o que vai permitir ao grande público acessar as plataformas digitais e escutar as músicas apresentadas há cinco anos na região. Nesta primeira gravação, o grupo promete registrar parte do cancioneiro regional com um toque de contemporaneidade, por meio de uma roupagem musical rica em diversidade de ritmos.

As cantigas são interpretadas por Cris Passos, Geisa Pena, Ingrid Luíse e Tacila Mendes. A banda é formada por mais quatro músicos atuantes na cena musical da região e unidos por interesse em pesquisas sonoras dessa natureza – Marcelo Santana, Danilo Ornelas, Lula Soares Lopes e Igor Rodrigues.

O EP terá ainda a participação de Valderez Teixeira, ex-lavadeira de 83 anos e principal fonte de pesquisa deste trabalho. Dona Val, como é mais conhecida, reside no Salobrinho.

Os shows de estreia da banda tiveram apoio da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb), por meio do edital Calendário das Artes, e reuniram mais de 1.000 pessoas nas praças Pedro Mattos e Maramata. De lá para cá, o grupo já se apresentou em diversas ocasiões, como na abertura do show de Caetano Veloso, no centenário de Jorge Amado; a abertura do show de Raymundo Sodré, no Festival de Culturas Populares de Ilhéus; no Projeto Seis e Meia e no Festival Literário de Ilhéus.

“Com a rifa, é possível reverter os valores investidos pelos compradores direto no processo de gravação, que tem sido realizado por etapas, na medida em que os bilhetes são vendidos”, explica a produção do grupo. Até o momento, já foi realizada parte da captação dos instrumentos e vozes pela Canoa Sonora. Para finalizar o EP são necessárias edição, masterização e mixagem das músicas, além do processo de promoção do grupo e a disponibilização em plataformas digitais.

Buscando reunir parceiros da região, a rifa terá como prêmios produtos como a cerveja artesanal Cacauêra, dos chocolates Maltez e Coroa Azul, a Lavigne Brasil, o Spa de Sobrancelhas e o artista AyamU’Brais, que vai confeccionar um desenho o(a) vencedor(a).

BILHETES

Os bilhetes custam R$10 e podem ser adquiridos na Barrakítika, Livraria Papirus, Loja Wense e com a produção do grupo. O sorteio será pela Loteria Federal, dia 15 de janeiro de 2018. Interessados também podem realizar doações de outros valores. Acesse mais informações em facebook.com/mulheresemdominiopublico, no Instagram @mulheresemdominiopublico, ou entre em contato pelo mulheresemdominiopublico@gmail.com ou pelo (73) 99107-7999 (VejoArte Produções).

“PEEEGA ESSE VIADO”: JUNINHO ESPOLIANO BOMBA NA INTERNET COM VÍDEOS HILÁRIOS

Juninho e Victor bombam nas redes sociais

Os bordões que surgem durante conversas de vizinhos e as histórias de moradores da periferia de Aurelino Leal, no sul da Bahia, transformadas em pequenos vídeos tiraram José Bispo dos Santos Junior da lista de brasileiros anônimos. Juninho Espoliano Martinelli, como tornou-se conhecido nas redes sociais, teve seus vídeos visualizados por mais 4 milhões de pessoas em oito meses.

Ele já ultrapassou 200 mil seguidores nas redes sociais e seus bordões ganharam as ruas de cidades do interior da Bahia. Peeega esse viado! e Não estou boa nem tenho previsão de melhora! tornaram-se familiares de internautas sul-baianos e até de outros estados.

Os vídeos são sucesso garantido no FacebookInstagram e YouTube. O mais famoso deles – sobre uma briga entre vizinhos por causa do suposto furto de uma galinha – já possui mais de 2,1 milhões de visualizações e 25 mil curtidas somente na página oficial do artista no Facebook. As transmissões diárias ao vivo nas redes sociais reúnem, em média, três mil seguidores.

O sucesso é tanto que o novo humorista das redes sociais assina o seu primeiro contrato com empresário neste mês e prepara stand up para iniciar carreira no teatro.  Enquanto isso, curte a fama e posa para fotos com os fãs, como ocorreu na última quarta-feira (6), durante passeio no Shopping Jequitibá, em Itabuna, foi cercado várias vezes por pessoas para uma pose e ouviu repetidas vezes o bordão Peeega esse viado! Em vídeo, a entrevista concedida ao PIMENTA, na Carmen Steffens.

RÉVEILLON DE ILHÉUS MUDA PARA A 2 DE JULHO

Réveillon de Ilhéus será na Avenida 2 de Julho

Realizada todos os anos na Avenida Soares Lopes, a Festa da Virada em Ilhéus mudará de local. Há pouco, o prefeito Mário Alexandre (Marão) confirmou a Avenida 2 de Julho como novo local do réveillon popular, tendo como cenário um dos mais belos cartões postais da Terra de Gabriela, a Baía do Pontal.

Serão três dias de festa. A programação começa no dia 30 e será encerrada no dia 1º com o “Vem Louvar, Verão”, evento voltado ao público que curte o som gospel. A promessa é de, pelo menos, duas atrações de expressão nacional e talentos regionais.

O diretor de Eventos, Fomento e Produções Artísticas da Secretaria de Turismo de Ilhéus, Hélio Ricardo, disse que a expectativa é de que a rede hoteleira atinja 100% de ocupação na virada e o município atraia 50 mil turistas no período.

SEXTA TEM JAU, VIA DE ACESSO E DJ ARTHUR NA GÁVEA HALL

Jau se apresenta na Gávea com o Sarau do Jau nesta sexta (8)

A noite da próxima sexta-feira (8) em Itabuna terá o balanço e o som de um dos artistas mais completos da música baiana. A partir das 22 horas, na Gávea Hall, Jau trará grandes sucessos e canções inéditas no show Sarau do Jau.

O músico que começou a carreira no final dos anos 1980, no Olodum, conquistou o mercado com canções como Flores da favela, Com carinho, Já é e Cidade dos poetas já em carreira solo. Há pouco mais de um mês, lançou Jau Natural, novo álbum com regravações e novas músicas.

O Sarau do Jau será um mix dos sucessos de Jau com duas atrações conhecidas no cenário da música sul-baiana. A Banda Via de Acesso e o DJ Arthur também vão agitar a noite da Gávea Hall. A festa é promovida pela Show Bar, Pirou Eventos e Gávea Hall.

SERVIÇO
Sarau do Jau
Atrações: Jau, Via de Acesso e DJ Arthur
Data: 08 dezembro (Sexta-feira)
Local: Gávea Hall (Ao lado da Penalty, no Jaçanã, Itabuna)
Ingressos: R$ 50,00/R$ 60,00 (cartão), no Pimenta Ingressos (Shopping Jequitibá)

Curta Com Carinho, de Jau

PASSEIO GUIADO: ALUNOS DO CPM CONCORREM A MELHOR SELFIE NO CENTRO HISTÓRICO DE ILHÉUS

Centro Histórico de Ilhéus é o ambiente do projeto || Foto Castilho

Conhecer a história dos nomes das ruas do centro histórico de Ilhéus enquanto fazem um passeio com direito a usar seus smartphones para fazer selfie. “Essa Rua tem história” é mais uma atividade do projeto MobCidade – Mobilidade, Orçamento e Direitos, executado localmente pelo Instituto Nossa Ilhéus (INI), que vai reunir 100 estudantes do 7º ano Colégio da Polícia Militar para serem turistas em sua própria cidade.

Para além das fotos, explicam os organizadores, o objetivo é promover conhecimento sobre história e a vivência nos espaços públicos – e aumentar a autoestima e o amor pela cidade. Além disso, os alunos poderão observar mais atentamente como são a acessibilidade e mobilidade do município.

A atividade ocorre até hoje (28), quando os estudantes serão acompanhados por seus professores e guias do Centro Estadual de Educação Profissional do Chocolate Nelson Schaun (CEEP). Ao percorrerem as ruas do centro histórico, eles poderão fazer selfie nas ruas e locais visitados.

Para que as selfies façam parte do concurso, o responsável deverá encaminhá-la junto com uma autorização para o e-mail do INI. As imagens serão compartilhadas em facebook.com/institutonossailheus e acompanhadas de um texto explicativo sobre a história da rua onde foi feita.

As selfies mais curtidas entre os dias 1º e 06 de dezembro, ganharão um troféu confeccionado pelo artista plástico Goca Moreno, especialmente para o concurso.

O projeto MobCidades é financiado pela União Europeia, e coordenado pelo Instituto e Estudos Socioeconômicos (INESC). Nele, 10 movimentos de cidades brasileiras – dentre eles, INI – buscam fortalecer políticas para a mobilidade urbana.

WALDENY ANDRADE ABRE O BATE-PAPO COM O ESCRITOR EM BIBLIOTECA DE ITABUNA

Waldeny abrirá o Bate-Papo com o Escritor, na Plínio de Almeida || Foto Pedro Augusto

O jornalista e escritor Waldeny Andrade abrirá às 18 horas do dia 5 de dezembro, na Biblioteca Municipal Plínio de Almeida, no Espaço Cultural Josué Brandão, no bairro Conceição, o projeto Bate-Papo com o Escritor. Será uma boa oportunidade para professores, estudantes e o público em geral conhecer o processo criativo e trocar ideias e experiências sobre a produção literária, além de adquirir por R$ 40,00 o exemplar do terceiro livro de Waldeny, o Serra do Padeiro – A Saga dos Tupinambás, obra ficcional, editada pela Via Litterarum.

Waldeny ainda é o autor dos livros Vidas Cruzadas, ambientado em Ilhéus e lançado na 2ª Bienal do Livro em Salvador, em 2013, com edição já esgotada, e A Ilha de Aramys – 40 Anos de Eleições em Itabuna, em 2014, que narra à aventura apaixonada de um casal em imaginária ilha no Rio Cachoeira. A sua investida na literatura se deu oito anos após aposentar-se do rádio, onde apresentou, por 29 anos e até 2000, o programa de notícias e comentários Microfone Aberto, de segunda a sexta-feira, às 12h30min, na Rádio Jornal de Itabuna.

O livro Serra do Padeiro – A Saga dos Tupinambás é sucesso de crítica e também de público em Salvador, Ilhéus e Itabuna, onde foi lançado em sessões de autógrafos e pode ser encontrado em livrarias. A obra ficcional fala da aventura e desventura dos índios Tupinambás da Serra do Padeira e de áreas de mata atlântica dos municípios de Ilhéus, Una e Buerarema no sul da Bahia.

Contém capítulos curtos e dinâmica e precisa narrativa, distribuída ao longo de 288 páginas e de agradável leitura.
O pano de fundo deste palpitante thriller é a história de vida de uma família constituída por um sobrevivente da 1ª Guerra Mundial e uma índia. E, de forma surpreendente, fala da conquista e do desbravamento das terras no sul do
Estado para a implantação da lavoura cacaueira que formou uma pujante economia regional, geradora de receita tributária ao Estado, entre as décadas de 1930 e 1980, do século XX.

Para ter acesso ao Bate-Papo com o Escritor será necessária a doação de 1 quilo de alimento não perecível que será repassado pela biblioteca à ceia de Natal de famílias carentes. A Biblioteca Municipal Plínio de Almeida é unidade da Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (FICC) que oferece a pessoas de todas as idades rico acervo bibliográfico para os estudos e a pesquisa. Funciona de segunda a sexta-feira, das 8 às17 horas, no Espaço Cultural Josué Brandão, no Bairro Conceição.

ADVOGADO “DESAFIA” O CÂNCER DE PRÓSTATA

Humberto Cavalcante lançou terceiro livro

O drama vivido pelo pai e formas de enfrentamento do câncer de próstata são abordados pelo advogado Humberto Cavalcante em livro. Com edição da Via Litterarum, Desafiando o câncer de próstata é a terceira obra de Humberto.

O livro, de acordo com o editor Agenor Gasparetto, que assina o prefácio, revela o drama do pai de Humberto, vitimado por esse tipo de câncer, numa época em que o toque retal (ainda hoje indispensável ao diagnóstico da doença) era algo impensável para o homem latino.

“Os homens são os principais interessados neste livro”, afirma Gasparetto, em particular os que já estejam acometidos desse mal, que Humberto define como “traiçoeiro, silencioso, sorrateiro e que não apresenta sintomas no início”.

Também acometido pelo “caranguejo”, o autor mostra formas de enfrentamento da doença, valorizando as ações de controle da moléstia capazes de prolongar a vida. “Prefiro viver menos, mas com qualidade de vida, do que viver um pouco mais como um trapo humano, atirado a um leito, caquético, inválido, sem controle de nenhuma das necessidades fisiológicas básicas, dando uma trabalheira infernal aos que estão à minha volta.” Ele acrescenta, como evidência da eficácia dos cuidados que o doente deve ter: “É muito comum o sujeito idoso morrer com câncer de próstata, porém nem sempre por causa deste.”

Autor de dois outros livros publicados pela Via Litterarum (Reminiscências/2015 e licença, Doutor/2016), Humberto Cavalcante destaca em Desafiando o câncer de próstata que, pela sua condição de agnóstico, descrê da figura folclórica da “velha esquelética envolta num manto preto, com a sua foice ou cutelo afiado no ombro”, mas que, mesmo assim, o trabalho dela não deve ser facilitado”. Seu livro é uma tentativa nesse sentido.

FENÔMENO DA INTERNET, CARLINHOS MAIA FAZ SHOW EM ITABUNA

Carlinhos Maia durante participação no Programa Conversa com Bial || Reprodução Facebook

Ele é apontado como o fenômeno da internet no Brasil e sua página no Facebook tem mais de 4,1 milhões de fãs e seus vídeos chegam a ser visualizados mais de 28 milhões de vezes. Alagoano de Penedo, Carlinhos Maia conquistou as redes sociais e foi uma das atrações do programa Conversa com Bial (Globo) na semana passada (assista aqui).

Carlinhos – e mamãe – fará show em Itabuna, no próximo domingo (12), a partir das 19h, no Terceira Via Hall, na Avenida J.S. Pinheiro, no Lomanto, com produção da itabunense Adois. “Carlinhos é um dos maiores fenômenos da internet”, aponta a dupla Célio e Daniel, da Adois Produções.

Mensagens na fanpage de Carlinhos Maia revelam a expectativa de seguidores para o show do humorista no sul da Bahia, próximo domingo. “Itabuna te espera”, escreveu a fã Thais Ninck. Confira, abaixo, um dos vídeos de Carlinhos Maia mais visualizados em sua conta no Facebook.



SERVIÇO

Encontro com Carlinhos Maia – O Show

Onde: Terceira Via Hall
Quando: 12 de novembro (domingo), às 19h
Quanto: R$ 66,00 e R$ 33,00 (meia)
Locais de compra: Pimenta Ingressos (Shopping Jequitibá) e bilheteria, com promoção da Adois Produções.

LÁZARO RAMOS RECEBERÁ COMENDA 2 DE JULHO

Lázaro Ramos receberá mais alta comenda baiana || Foto João Corta/Globo

Lázaro Ramos receberá mais alta comenda baiana || Foto João Cotta/Globo

O ator baiano Lázaro Ramos receberá a Comenda 2 de Julho, a mais elevada honraria concedida pela Assembleia Legislativa (Alba). O Projeto de Resolução 2.471/2017 concedendo a homenagem foi proposto pelo deputado Rosemberg Pinto (PT) e aprovado pela Casa. A sessão solene ainda será marcada.

“Diante de toda a sua trajetória, não é nem preciso dizer que alguém tão ilustre é completamente digno da mais elevada honraria”, defendeu o parlamentar petista. Nesta quarta-feira (1º), Lázaro Ramos completa 39 anos de idade.

Rosemberg destaca trajetória de Lázaro Ramos

Rosemberg destaca trajetória de Lázaro Ramos

Nascido em Salvador, em 1º de novembro de 1978, o ator iniciou os estudos de teatro na escola pública Anísio Teixeira e logo aos 10 anos já fazia pequenos trabalhos, mas começou a despontar mesmo cinco anos depois, quando entrou para o Bando de Teatro Olodum, dirigido por Marcio Meirelles, e formado por atores negros, na capital baiana. O prestígio foi aparecendo em A Máquina, peça dirigida por João Falcão, que revelou também Wagner Moura e Vladimir Brichta, dois grandes amigos de Lázaro.

Lázaro se tornaria famoso e reconhecido como um excelente profissional em 2002, ao protagonizar o premiado filme Madame Satã. Em novelas, Ramos estreou contracenando com Taís Araújo – com que se casaria e viveria até hoje – em Cobras & Lagartos, interpretando o personagem Foguinho, um trambiqueiro simpático que caiu no gosto do público e pelo qual foi indicado ao Emmy de melhor ator no ano de 2007. Em Elas por Elas (2012), quebrou barreiras como o primeiro protagonista negro de uma novela. O seriado Ó Paí, Ó fez com que ele pudesse ajudar a destacar ainda mais a imagem da Bahia para o país inteiro registrando altos índices de audiência.

Provando que no teatro não sabe apenas atuar, em 2011 estreou como diretor no espetáculo. Namíbia, não! Atuar é bom? Dirigir também? Então, por que não unir as duas coisas? Pois foi isso que ele fez na peça O Topo da Montanha, ao lado da esposa. O espetáculo imagina as últimas horas de vida do líder dos direitos civis norte-americanos Martin Luther King Jr.

Em 2015 ele ganhou o programa próprio Mister Brau, em que vive um músico emergente, junto com sua mulher, e já tem confirmada a quarta temporada para 2018. Ramos não para de produzir. Em 2017 lançou o livro Na minha pele, sendo o mais vendido da Flip deste ano. :: LEIA MAIS »

FTC PRESTA HOMENAGEM A 22 EDUCADORES SUL-BAIANOS

Durval França Filho, de Canavieiras, é um dos homenageados desta noite

Durval França Filho, de Canavieiras, é um dos homenageados desta noite

Durante solenidade na noite de hoje (17), a FTC Itabuna concederá o Mérito Educacional FTC para 22 professores que contribuíram para o desenvolvimento da Educação no Sul da Bahia. A iniciativa da FTC visa recuperar a história de homens e mulheres que, nas últimas décadas, dedicaram suas vidas a educar gerações “visando transformar para melhor a sociedade”.

A solenidade de entrega de placas acontece a partir das 19 horas, no espaço Terceira Via Hall. Esta é a 5ª edição do Mérito Educacional FTC, que já contemplou 139 professores de Itabuna e de outros nove municípios da área de abrangência da Faculdade no Sul da Bahia.

Muitos dos educadores homenageados trazem em suas biografias histórias de superação de desafios no exercício do magistério que foram trazidas à luz a partir da iniciativa da FTC.

HOMENAGEADOS 2017

1. Aldaci Santos dos Reis
2. Durval França Filho
3. Eliane Nascimento Souza
4. Enedilse Santos de Oliveira
5. Iolanda Maria Guedes
6. Janaína de Souza Almeida
7. Lídia Maria Bomfim Lima
8. Lúcia Vitória Braitte Carmo Kruschewisky Rehem
9. Manuel Pazos Garrido
10. Maria da Conceição Santos de Oliveira
11. Maria Jovelina Oliveira dos Santos
12. Maria Olívia Lisboa Almeida
13. Maria Rita Cerqueira de Oliveira
14. Maria Selma Teixeira
15. Marlinda Monteiro de Araújo
16. Mery Kalid
17. Miriam Ferreira Santos Araújo
18. Norma Lúcia Tavares de Oliveira
19. Ofélia Gomes Campos
20. Sônia Maria Fonseca Santos
21. Valeriano Hora Amaral Júnior
22. Zaíde Magalhães Kalid






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